Rt features, Camisa Treze, Downtown Filmes e Paris Filmes apresentam



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Encontro30.10.2016
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RT Features, Camisa Treze, Downtown Filmes e Paris Filmes
apresentam



109 minutos | Cor | Scope | Dolby 5.1

Direção de José Eduardo Belmonte

APRESENTAÇÃO

Cinco policiais (Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Marcello Melo Jr., Milhem Cortaz e Otávio Muller) estão infiltrados no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em uma operação secreta: elaborar o plano de invasão para a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) na comunidade. Poucos dias antes da ocupação, a identidade dos agentes é descoberta por Playboy (Cauã Reymond), o chefe do tráfico. Em meio à tensão crescente gerada pela expectativa de que, a qualquer momento, as forças de segurança invadirão o morro, os traficantes começam uma caçada incessante para eliminar os policiais, que há meses estão misturados aos moradores, vivendo bem próximos aos bandidos.

Baseado em fatos recentes, o longa-metragem de ficção Alemão se passa nas 48 horas que antecedem a histórica ocupação policial do Complexo do Alemão, em novembro de 2010. Produzido pela RT Features e Camisa Treze, o filme tem direção de José Eduardo Belmonte. O roteiro assinado por Gabriel Martins foi construído a partir de uma ideia do produtor, Rodrigo Teixeira. A distribuição é da Downtown Filmes e da Paris Filmes, com apoio da Rede Telecine, e a estreia em circuito nacional será no dia 14 de março.
“Eu sempre quis fazer um filme policial. É um dos gêneros que eu mais gosto. A minha ideia foi inverter os papéis. Os traficantes descobrem antes da ocupação que havia cinco infiltrados e vão caçar esses policiais”, explica Rodrigo, que produziu Alemão em pouquíssimo tempo. “Do projeto até o início da produção do filme foram apenas quatro meses. Foi tudo muito rápido”. O orçamento total é de R$ 5 milhões.
Filmado entre março e abril de 2013, Alemão teve locações nas comunidades do Complexo do Alemão, Rio das Pedras e Babilônia/Chapéu Mangueira. “Esse contato com a comunidade foi um grande aprendizado. Existe uma cultura de favela no Rio que é muito rica e impressionante. É um clichê falar isso, mas é forte, potente e criativo”, conta Belmonte, que, antes de Alemão, nunca havia tido a experiência de filmar em uma comunidade.
Além de Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Marcello Melo Jr., Milhem Cortaz e Otávio Muller como os cinco policiais infiltrados, e de Cauã Reymond como chefe do tráfico, o elenco traz Antonio Fagundes em uma participação especial como Valadares, delegado de polícia responsável pela missão secreta. A atriz Mariana Nunes é Mariana, moradora do Alemão e ex-amante do líder do tráfico que vai parar no esconderijo dos policiais de maneira inesperada.

O elenco ainda conta artistas que são moradores de comunidades do Rio: Jefferson Brazil, do grupo Melanina Carioca; Micael Borges, ex-integrante da banda Rebelde; e o rapper MC Smith.


SINOPSE CURTA
Alemão (Brasil, 2014), de José Eduardo Belmonte – Cinco policiais estão infiltrados na comunidade do Complexo do Alemão, no Rio, com a missão de elaborar o plano de invasão das forças de segurança, que resultará na instalação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Mas os traficantes descobrem sobre a operação secreta e começam uma busca incessante para eliminá-los. Isolados e sem contato com o mundo exterior, eles precisam encontrar uma maneira de fugir. Com Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Marcello Melo Jr., Milhem Cortaz, Otávio Müller, Mariana Nunes. Participações especiais de Antonio Fagundes e Cauã Reymond. Duração: 105 min. Gênero: Policial. Classificação etária: a confirmar.
SINOPSE TIJOLINHO

Alemão (Brasil, 2014), de José Eduardo Belmonte – Cinco policiais estão infiltrados na comunidade do Complexo do Alemão, mas suas identidades são descobertas pelos traficantes. Isolados e sem contato com o mundo exterior, eles precisam encontrar uma maneira de fugir da favela. Com Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Marcello Melo Jr., Milhem Cortaz, Otávio Müller, Mariana Nunes. Participações especiais de Antonio Fagundes e Cauã Reymond. Duração: 105 min. Gênero: Policial. Classificação etária: a confirmar.

FICHA TÉCNICA

Duração: 105 min.

Formato: 35mm

Direção: José Eduardo Belmonte
Produção: Rodrigo Teixeira
Produção Executiva: Raphael Mesquita e Angelo Defanti

Roteiro: Gabriel Martins

Colaboração de Roteiro: Leonardo Levis

Ideia Original: Rodrigo Teixeira
Direção de Fotografia e Câmera: Alexandre Ramos

Direção de Arte: Denis Netto
Figurino: Diogo Costa

Maquiagem: André Anastácio

Montagem: Bruno Lasevicius

Desenho de Som: Alessandro Laroca

Mixagem: Armando Torres Jr.  

Som Direto: Felippe Schultz Mussel

Música: Guilherme Garbato e Gustavo Garbato

Assistente de Direção: Daniel Lentini

Direção de Produção: Chaiana Furtado

Gaffer: Hilton BB

Maquinária: Wilson Lima

Making Of: Páprica Fotografia
Elenco: Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Marcello Melo Jr., Milhem Cortaz, Otávio Müller, Mariana Nunes, Jefferson Brasil, Micael Borges, Marco Sorriso, MC Smith, Aisha Jambo, Alcemar Vieira, Izak Dahora e Andrea Cavalcanti. Participações especiais: Antonio Fagundes e Cauã Reymond.

PRODUÇÃO Rodrigo Teixeira
Produtor e fundador da RT Features e da Camisa 13 Cultural, produtoras de entretenimento com base em São Paulo. Foi coprodutor dos longas O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto; O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia; e Heleno, de José Henrique Fonseca. Foi produtor do filme O Abismo Prateado, de Karim Aïnouz; O Gorila, de José Eduardo Belmonte; Quando eu era vivo, de Marco Dutra, e também da série Amor em 4 Atos (TV Globo).

Além de Alemão, Rodrigo Teixeira tem, em finalização, o longa Tim Maia, com direção de Mauro Lima e previsão de estreia para agosto de 2014. É idealizador do projeto Amores Expressos, que mandou 17 autores para 17 cidades do mundo, resultando em diferentes romances lançados pela Cia. das Letras.


Nos últimos anos, tem focado no desenvolvimento de projetos internacionais. Frances Ha, de Noah Baumbach, seu primeiro projeto nessa seara, obteve reconhecimento de crítica e público. O filme foi selecionado para diversos festivais e indicado a importantes prêmios. Em 2014, vai lançar Night Moves, de Kelly Reichardt, com Dakota Fanning e Jesse Eisenberg no elenco.

Como você define Alemão?

É um thriller policial. É a história de cinco policiais infiltrados na comunidade do Complexo do Alemão que são descobertos em um dos momentos mais importantes da luta contra o tráfico no Brasil. Nós contamos o drama desses caras em uma operação enorme. Enquanto a polícia pacificadora está tentando subir o morro, eles estão tentando sair de lá.


Como surgiu a ideia de fazer um longa de ficção inspirado em fatos reais, na invasão do Complexo do Alemão?

Eu sempre quis fazer um filme policial. É um dos gêneros que eu mais gosto. Como criador, uma ideia começa a martelar, martelar e martelar na minha cabeça, até que um dia eu consigo encontrar um começo, meio e fim para ela. No caso de Alemão, estava assistindo ao Fantástico em outubro de 2012, quando vi uma reportagem falando dos quase dois anos da invasão do Complexo Alemão. Comecei a ver aquela matéria e pensei: “caramba, aqui tem um filme!”. Eu precisava encontrar uma ideia que conseguisse produzir de forma rápida e que tivesse relevância.


O que o filme representa hoje pós-pacificação do Alemão?

Claro que quando falamos de um tema como esse, estamos naturalmente falando de política, ainda que no primeiro momento o objetivo do filme seja entreter. Nesse sentido, o filme é mais uma problematização da questão do que uma tomada de partido. Vendo o filme pronto, com os elementos adicionados pelo Belmonte, sinto que o filme cativa as pessoas a pensarem no universo político e social ao seu redor. 


E como você fez para tornar o processo de produção mais rápido?

A minha ideia foi inverter os papéis. Os traficantes descobrem antes da ocupação que havia cinco infiltrados e vão caçar esses policiais. Eles precisam sobreviver em um espaço mínimo, um pequeno esconderijo, durante 48 horas. Essa era a ideia. Isso me ajudaria a ter agilidade de produção e um elenco bacana. Foi neste momento que eu pensei no José Eduardo Belmonte como diretor. Do projeto até o início da produção do filme foram apenas quatro meses. Foi tudo muito rápido. Eu esbocei o argumento e o roteiro foi escrito pelo Gabriel Martins. Mas esse é um filme de criação múltipla. Ele tem o dedo de cinco pessoas: Gabriel, Belmonte, Leonardo Levis (colaborar do roteiro), Raphael Mesquita (produtor executivo) e meu. É um filme em que os cinco colaboraram muito.


Os atores contribuíram muito para o roteiro durante as filmagens?

Em um determinado momento, quando a gente começou o processo de ensaios, os atores trouxeram muitas novidades, principalmente o Cauã Reymond. Ele é um ator que pesquisa muito, que vai atrás de entender o que aconteceu, quem é o personagem dele. Ele acabou trazendo coisas novas e muito interessantes para o projeto. Para entender como age um líder do tráfico, o Cauã frequentou o Alemão e teve muito contato com a comunidade.


Como foi o convívio entre a equipe e os moradores das comunidades durantes as filmagens?

Foi muito bacana conviver com os moradores das comunidades onde filmamos. As pessoas deram um muito apoio ao filme. Elas foram muito prestativas. Fomos muito bem recebidos em todas as comunidades, não tivemos problema. Foi algo único filmar dentro do Morro Alemão e sentir a energia daquele lugar. Um lugar que esteve muito tempo fechado e aprisionado. Foi um momento muito importante como produtor poder filmar dentro do Complexo do Alemão.


Quais foram os desafios de fazer as cenas de ação em ruas do Complexo do Alemão? Vocês usaram dublês e efeitos especiais?

Nós não abrimos mão de filmar dentro do Alemão, de ter perseguição de moto em vielas e armas em cena. Contratamos uma equipe especializada em cenas de ação, já que sem isso perderíamos muito em qualidade. Quem fez o som e a edição de som foi o Armandinho e o Laroca, referências no mercado audiovisual. Na linha de filme policial de ação, eles fizeram o som de “Tropa de Elite” também.

Os dublês foram incríveis na sequência inicial, quando temos uma perseguição pelas ruas da comunidade. A proposta de direção desse filme é muito seguir o que está acontecendo com câmera na mão. É um filme muito ágil. Essa agilidade de fotografia ajudou muito a fazer esta cena.
Qual é o orçamento do filme?

O filme tem um orçamento final de R$ 5 milhões.



DIREÇÃO - José Eduardo Belmonte

Formado em cinema pela Universidade de Brasília, onde teve aulas com Nelson Pereira dos Santos (com quem trabalhou) e Wladimir Carvalho. Fez cinco curtas-metragens e sete longas que foram agraciados com mais de 60 prêmios nos principais festivais do país.


Seu primeiro longa foi Subterrâneos, ainda inédito no circuito comercial. O segundo, A Concepção, foi lançado nacionalmente. Em 2006, filmou Meu mundo em perigo, que chegou ao mercado em 2010. Se nada mais der certo, de 2009, foi o quarto longa e arrebatou vários prêmios, inclusive internacionais. Em 2012, Belmonte experimentou outro gênero e filmou a comédia Billi Pig. No final do mesmo ano, dirigiu O Gorila, longa produzido pela RT Features, com previsão de lançamento em abril de 2014.
Também dirigiu o documentário e DVD da banda Móveis Coloniais de Acaju, intitulado Mobilia em Casa, produzido pela Pavirada Filmes, em coprodução com a FILM NOISE. Além do cinema, José Eduardo Belmonte tem um grande histórico na direção de videoclipes, como Mulher de fases e Mais pedida, ambos da banda Raimundos e vencedores do VMB de 1999 e 2000, respectivamente.
Como surgiu o convite para dirigir ‘Alemão’?

Eu tinha filmado Gorila com o Rodrigo (Rodrigo Teixeira, produtor do filme) e estava me preparando para fazer um road movie, que eu tive que cancelar temporariamente. Foi naquele momento que o Rodrigo falou que estava com um projeto que ele queria fazer logo, que era uma ideia dele. Eu achei que foi uma coisa meio divina isso de perder um filme e logo ser contratado para outro no dia seguinte. Achei interessante o tema de Alemão e também era um gênero que eu nunca tinha feito. Acho que eu entendi muito rápido o roteiro, logo na primeira leitura. Foi tudo muito de repente mesmo. Do convite ao filme, foram somente quatro meses.


Como você define “Alemão”?

O filme é um thriller. A gente vive uma cultura que tem muita disputa de território, muita guerra emocional. A gente vive esse clima de faroeste no país. Parece que nós estamos sempre à beira da explosão. Acho que, de uma forma geral, é um filme sobre sacrifícios. A questão da ocupação do Alemão é emblemática para se entender o Brasil. O filme é um pouco uma metáfora de como funciona o país e a cultura do brasileiro. Por isso que acho que é legal o uso da metáfora, e não de uma reprodução dos fatos realísticos.


Quais foram os desafios dessa produção?

Os desafios foram muitos. Primeiro, foi ter um entendimento do tema e de um gênero que era novo para mim. Eu fiz muita pesquisa, vi muitos filmes, peguei muitas referências em longas do gênero que poderiam ter a ver com o tema. A primeira coisa era tornar a ficção em uma história crível. Trazê-la para uma realidade que a gente conhece. Foi essa a principal busca. Esse filme é realmente uma ficção, uma apropriação de uma ideia. É um filme realista, mas não naturalista. Outro desafio foi fazer as cenas de ação em pouco tempo. A linguagem do filme era de urgência e as cenas de ação demandam muito tempo e planejamento. A questão foi conseguir conciliar o que era preciso filmar com urgência e o que podia ser feito com calma.


Você já tinha filmado em uma comunidade? Como foi essa experiência?

Entender a dinâmica da favela e tentar se inserir dentro daquele contexto foi um desafio. Nunca tinha tido essa experiência de filmar em uma comunidade. O que é muito legal no cinema é que você pode conhecer os outros e ir para mundos em que você nunca esteve antes. Eu sempre achei que o que faz a gente não conseguir as coisas é não se adaptar ao que está acontecendo ao nosso redor. Às vezes, quando você está com uma ideia muito fechada no planejamento, você não se permite ver o que acontece no ambiente.


Talvez por eu vir de uma escola de documentaristas, sempre acreditei que a gente deveria incorporar a realidade ao lugar. O maior exemplo disso é uma cena do Cauã (Cauã Reymond é Playboy, chefe do tráfico) no início do filme. Eu vi que tinha um cerco em volta da filmagem, que tinha muita gente querendo falar com ele. O Cauã é uma celebridade. E o personagem dele, um traficante, também é uma celebridade na comunidade. Peguei a câmera e atravessei o cerco e fui filmando com ele pelas ruas do Alemão. Nós somos estranhos ao lugar, mas não temos que nos fazer de estranhos. Esse contato com a comunidade foi um grande aprendizado.
Os atores elogiaram muito o seu método de ensaio antes das filmagens. Como é esse trabalho de preparação de elenco?

É importante ser gregário. O cinema é gregário. O ator é o cara que fala por você. Então, ele tem que ser pensado não com um executor, mas sim como coautor. Eu trago um pouco do testemunho deles para o filme. Acho que essa é a primeira coisa que eu estipulo nos ensaios. Eles estão comigo e eles também participam da criação. O cinema trabalha muito com a ideia da verdade, e ela tem que ser não só crível, mas real.


Existe um processo que você entende o filme intelectualmente, a essência. O que é o filme? O que é o personagem? O que é cada cena? E aí começa uma etapa seguinte que é o ensaio, que é o entendimento físico. Por exemplo, você tem um sentimento de raiva na cena e em que parte do corpo eu posso estimular o entendimento disso? A gente começa a criar códigos entre o elenco, para entender a consciência emocional de cada cena.
Quais foram os desafios de fazer as cenas de ação em ruas do Complexo do Alemão? Vocês usaram dublês e efeitos especiais?

Fazer essas cenas foi um processo incrível. Eu tive que planejar muito e eu sou uma pessoa que filma muito de improviso. E nesse caso, em cenas de ação, não dá para improvisar. Tivemos perseguições de motos, bazucas e tiroteios de variadas formas. Mas a arquitetura também favorece muito, pois esses labirintos que existem em comunidades ajudam a criar perspectivas muito interessantes. Foi uma experiência muito boa. Houve um pequeno treinamento com os dublês e os atores, um desenho de todas as cenas, onde eles caiam e levavam tiros.



O que esse filme representa hoje pós-pacificação do Alemão e depois das manifestações de 2013?

O importante é trazer à tona a questão das pacificações e das UPPs, o aspecto da autoestima para a comunidade, mas também a reflexão. É entretenimento, mas também é importante refletir sobre essa questão emblemática.



ROTEIRO Gabriel Martins
Como foi a construção do roteiro?

A ideia original do roteiro foi do produtor Rodrigo Teixeira. Ele me propôs narrar uma história do ponto de vista de um enclausuramento. O roteiro se formou a partir de relatos captados em diversos lugares, sendo alguns fatos reais, mas a maioria criada para o filme. O produtor Raphael Mesquita e o Belmonte participaram bastante do processo de criação do roteiro.


Eu pude trazer para os diálogos parte da minha experiência de ter crescido em um bairro da periferia de Contagem, em Minas Gerais. Guardadas as devidas proporções, me identifico com os conflitos e o cotidiano da favela, que mesmo no Rio sendo bem diferentes do cenário em que eu cresci (o morro e grau de violência são distintos), existe algo de próximo nesta relação. Vi a oportunidade de contar uma história sobre o desconforto, ainda existente no Brasil, entre a polícia, o Estado e a sociedade civil.
Quais foram os métodos de pesquisa que você utilizou na construção do roteiro?

Pesquisei em diversos veículos da imprensa nacional, nos grandes jornais e nos menores, nos veículos comunitários, em matérias de TV, em blogs da própria comunidade e assisti a muitos vídeos feitos na época, tanto pela imprensa quanto por moradores e pessoas que testemunharam o evento. Assisti alguns documentários que mostravam diversos momentos dos conflitos entre a polícia e o tráfico no Rio. Foi essencial ver os dois lados da questão, para entender também parte do funcionamento da polícia, as suas hierarquias e divisões.



Quais foram os desafios de retratar um acontecimento histórico em um longa de ficção?

Nunca foi a nossa intenção explicar de maneira didática como tudo aconteceu antes e durante a ocupação do Complexo do Alemão. A opção sempre foi a de contar a história de um grupo específico e seus conflitos particulares. A partir do acontecimento real, o desafio foi sustentar uma história que fosse ao mesmo tempo interessante e não tão distante dos fatos conhecidos.


TRILHA SONORA Guilherme Garbato e Gustavo Garbato

Como foi feito o desenho da trilha sonora? Vocês acompanharam parte das filmagens e leram o roteiro?

O filme já havia sido rodado quando começamos a trabalhar na trilha, não acompanhamos as filmagens. Lemos o roteiro várias vezes e conversamos muito com o Belmonte, para chegarmos ao conceito e definirmos a função da música no filme. Junto com ele, durante a montagem, fomos decidindo o soundtrack spotting e fazendo alterações de acordo com a evolução dos cortes. 


A trilha original orquestrada cria um clima de tensão ao longo da história. Como vocês escolheram as músicas que compõe a trilha?

O pedido do diretor em ter uma trilha "clássica" nos encorajou a montar uma orquestra de cordas composta por alguns dos melhores músicos do Brasil (OSESP - Orquestra Municipal e Jazz Sinfônica), o que nos proporcionou ressaltar a grandiosidade, tensão e dramaticidade da história contada. Para acompanhar a orquestra, contamos com um set de percussão, bateria, harpa e guitarra. 


No caso de Alemão procuramos buscar referências variadas, desde western, por se tratar de um filme de perseguição e por ser uma ideia proposta por Belmonte no início de nossas conversas, até referências rítmicas do funk carioca, que foram incorporadas no processo criativo. Quanto às trilhas licenciadas, foram sugestões do diretor que se relacionassem com a realidade da comunidade do Complexo Alemão. Vida Bandida é interpretada por MC Smith, que faz parte da comunidade do Alemão e, inclusive atuou no filme. Guerra, de Marechal e Enxugando o Gelo, de BNegão & Seletores de Frequência, foram usadas desde a primeira montagem e ajudaram muito na narrativa.
Qual é a importância da música em filme de ação policial?

A trilha sonora em qualquer gênero cinematográfico é muito importante para ressaltar as mensagens propostas pelo diretor. Em um filme policial, conceitos como o de urgência, ação, tensão e repouso são essenciais para conquistar o espectador e trazê-lo para o universo do filme.


ELENCO
Antonio Fagundes (delegado Valadares)
“Eu gostei muito da segurança do Belmonte. Ele sabe tudo, tinha plena consciência do que queria e o resultado está lá no filme, e muito bem feito. Eu achei realmente fascinante o trabalho dele. Eu não o conhecia antes. O nosso primeiro contato foi nas filmagens, mas agora vamos estabelecer uma parceria e vamos continuar trabalhando. O roteiro estava muito claro nesse sentido. Não houve necessidade de uma preparação específica para fazer o delegado Valadares. Acho que o resultado funcionou exatamente como tínhamos pensando.”
Caio Blat (Samuel, policial infiltrado)
“Filmar com o Belmonte foi um grande encontro para mim. Ele é um dos diretores mais interessantes da atualidade. Eu tinha grande curiosidade em conhecê-lo e, de fato, foi um grande trabalho. O Belmonte faz um trabalho incrível com os atores.
O meu personagem precisa provar pra ele mesmo que escolheu ser policial por vocação, por mérito, e não simplesmente porque é o filho de um policial. Tivemos alguns encontros com policiais e promotores de Justiça, para conhecer a natureza de uma operação secreta como a do filme, que envolve agentes infiltrados. E também tivemos encontros com moradores do Complexo do Alemão. Mas o principal é o trabalho de ensaios e improvisos com o Belmonte.
Filmar em comunidade é muito bom. A curiosidade e a hospitalidade dos moradores são grandes. Eles sentem orgulho em ver a sua história contada no cinema e incentivam muito.”
Cauã Reymond (Playboy, chefe do tráfico)
“Depois de fazer o filme Se Nada Mais Der Certo (2009), foi um reencontro muito esperado filmar com o Belmonte. Ele é um diretor único, principalmente na direção de atores e no processo de ensaios, quando ele tem uma comunicação especial com o elenco. 
O Playboy, meu personagem, é o chefe do tráfico de drogas e um líder querido na comunidade. Um cara frio, mas com um ponto fraco e sentimentos ambíguos quando se trata da ex-mulher (personagem da atriz Mariana Nunes).
Para viver o Playboy, eu fiz muito laboratório nas comunidades e alguns atores do elenco que moram na região me ajudaram bastante. Também ouvi funk proibidão. Depois disso, entramos em um processo de ensaios que durou 15 dias. Filmar nas comunidades do Rio foi ótimo. A gente foi muito bem recebido. Filmamos com calma e tranquilidade.”

Gabriel Braga Nunes (Danilo, policial infiltrado)
“O Belmonte percebeu que, assim como no roteiro do filme, nós tínhamos no elenco uma mistura inusitada de temperamentos. Ele soube usar isso dramaticamente e também com muita sensibilidade.
O meu personagem é um dos policiais infiltrados no Complexo do Alemão que faz uma tentativa patética de ser sensato durante uma situação ensandecida quando o disfarce dele é descoberto pelo chefe do tráfico. Com as improvisações, nós encontramos os personagens e suas relações, mais do que em estudos. O filme se fez por si, criou corpo nas relações entre atores e sob o olhar sensível do Belmonte, sempre pontuando as cenas aqui e ali.”

Mariana Nunes (moradora do Alemão e ex-namorada do chefe do tráfico)
“Trabalhar com o Belmonte foi muito enriquecedor. Acompanho o trabalho dele desde Brasília (também sou de lá) e sempre achei excelente o trabalho de direção de atores que ele fazia. Ele me conduziu de uma forma em que eu pude me aproximar do personagem de uma maneira tão íntima, real e direta que quando eu percebi a Mariana (personagem) já estava inteira e verdadeira.
A Mariana é uma mulher corajosa que vive uma situação de terror absoluto. Depois da maternidade, ela repensa a sua vida e resolve assumir sozinha um filho do chefe do tráfico, mesmo que isso signifique mais trabalho e menos conforto. Ela faz isso pra tentar garantir um futuro mais seguro para o seu filho. Para viver a Mariana, visitei o Complexo do Alemão, conheci e conversei com muitos moradores. Também conheci uma menina que era namorada de um traficante. Visitei a sua casa e tentei entender, de alguma forma, seus valores e seu modo de vida.”
Marcelo Mello Jr. (Carlinhos, policial infiltrado)
“O Belmonte foi muito parceiro em todo o processo. Foi uma experiência muito boa, tanto profissional quanto pessoal. O meu personagem é o Carlinhos, um policial infiltrado que tem um romance com a irmã de um dos traficantes. Ele sente muito amor por ela, mas ele sabe que está em uma missão, uma operação secreta. A preparação foi bem apimentada, literalmente, porque nos exercícios tinha pimenta. A gente comia pra sair mesmo do estado de controle, pra gente estar mais livre. A preparação foi bem produtiva, tivemos momentos bem bacanas de sentar, conversar falar da história, do personagem, desse grupo de infiltrados com uma missão, com um objetivo em comum.
Pra mim é sempre muito bacana filmar em comunidade, pelo fato de eu vir de uma comunidade também. É fantástico ver o olhar deles durante as filmagens, a curiosidade, a questão de querer estar perto. E a comunidade ficava lá até terminarem as filmagens, ou até que tivessem que estudar ou trabalhar.”
Otávio Muller (Doca, policial infiltrado)
“A primeira vez que trabalhei com o Belmonte foi em Billi Pig, quando fiz um vilão, não era um personagem imenso, mas que me serviu para entender o processo dele, que é muito especial e rico. Quando fomos trabalhar em O Gorila, já tínhamos bastante intimidade. Alemão é um estreitamento e um prolongamento de tudo isso. O Belmonte ensaia bastante. É muito interessante. A gente ensaiava situações que não necessariamente estavam no roteiro. A gente vivenciava o DNA do personagem.
O Doca é um infiltrado que tem uma pequena pizzaria na comunidade. Ele já conhece as pessoas, tem uma relação com a maioria delas, inclusive com os traficantes, porque o serviço de delivery acaba fazendo um mapeamento da favela. Ele é um cara mais velho, solitário e que está pensando na aposentadoria”.
Milhem Cortaz (Branco, policial infiltrado)
“Trabalhar com o Belmonte foi muito desafiador. Esse é o meu sétimo filme com ele. A cada filme a exigência é maior, mas mais prazeroso também. Nós nos entendemos muito artisticamente.
O meu personagem é um policial infiltrado. Ele é o mais antigo da turma, já não tem paciência com a profissão e está cansado. Ele sente responsável por todos. Filmar uma comunidade do Rio foi normal e familiar para mim. Já estou acostumado. É como filmar em um bairro da Zona Sul carioca.”

PRODUÇÃO
RT Features

 

A partir do fomento à criação de argumentos e histórias inéditas e da aquisição de direitos de obras literárias, histórias em quadrinhos e livros de não-ficção, a RT Features nasceu em 2005, delineando sua personalidade e firmando-se como a principal produtora brasileira do gênero, estendendo sua participação a projetos nos EUA e na América Latina.



 

A RT Features é responsável por filmes como Heleno, estrelado por Rodrigo Santoro; O Abismo Prateado, com Alessandra Negrini e dirigido por Karim Aïnouz; Quando Eu Era Vivo com Antonio Fagundes, Sandy Leah e Marat Descartes; O Gorila, com Mariana Ximenes, Alessandra Negrini e Otávio Müller, além de coproduções como O Cheiro do Ralo, dirigido por Heitor Dhalia, com Selton Melo; Natimorto, de Paulo Machline e O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto. A RT também realizou a minissérie Amor em 4 Atos, baseada em quatro músicas de Chico Buarque, exibida na TV Globo em 2011.

  

Recentemente, a RT lançou suas primeiras produções internacionais: Frances Ha, de Noah Baumbach, e Night Moves, de Kelly Reichardt, com Dakota Fanning e Jesse Eisenberg. A RT acredita fielmente no poder invencível das histórias e seu objetivo é transformar sonhos em imagens que permaneçam na memória e no coração de espectadores do mundo todo. Para 2014, a RT prepara o lançamento de Tim Maia, com Cauã Reymond e Aline Moraes.


DISTRIBUIÇÃO
Downtown Filmes
Fundada em 2006 por Bruno Wainer, que tem em seu currículo a distribuição de alguns dos maiores sucessos do cinema brasileiro, entre os quais Olga, Os Normais, Central do Brasil e Cidade de Deus,  a Downtown Filmes especializou-se a partir de 2008 na distribuição exclusiva de filmes brasileiros. Isso garantiu à empresa o lançamento de importantes títulos, entre eles: Meu Nome Não é Johnny, Divã, Chico Xavier, De Pernas pro Ar e Minha Mãe é uma Peça.
Em 2011 foi responsável pela distribuição dos dois maiores sucessos do ano: as comédias De Pernas pro Ar e Cilada.com, que juntos venderam mais de 6,6 milhões de ingressos. Outro lançamento importante foi o documentário Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar neste mesmo ano.
Em 2013, a distribuidora lançou dois grandes sucessos: De Pernas pro Ar 2, que  ultrapassou a marca de 4,8 milhões de espectadores e Minha Mãe é uma Peça, com mais de 4,6 milhões de ingressos vendidos. Desde sua fundação em 2006 até dezembro de 2013 a Downtown Filmes acumulou mais de 42 milhões de ingressos com o lançamento de 53 filmes, o que a elevou a categoria de principal distribuidora de filmes nacionais no país.

 
Paris Filmes


A Paris Filmes é uma empresa brasileira que atua no mercado de distribuição, produção e exibição de filmes. A companhia está alicerçada em uma estrutura independente, onde a qualidade de seus produtos e o respeito com que trabalha são elementos indispensáveis. Unidos, esses fatores fizeram e fazem da empresa hoje, uma das mais respeitadas e tradicionais distribuidoras do país.
Em 2009, a companhia conseguiu firmar seu espaço no mercado se tornando líder dentre as distribuidoras nacionais ao apoiar grandes e pequenas produções, nacionais e internacionais, dentre elas o fenômeno A Saga Crepúsculo.

A partir de 2011, a empresa passou a atuar também na produção de filmes brasileiros. O investimento foi um novo desafio que deu certo, desde sua primeira aposta, com De Pernas Pro Ar, do diretor Roberto Santucci.


Atualmente, 11 filmes já foram produzidos pela companhia, entre eles: E Aí Comeu, Cilada.com e Minha Mãe É uma Peça – O Filme. Fechou o ano como a maior distribuidora independente e a 3ª maior em participação de market share.
No ano seguinte, confirmou seu espaço ao conquistar o 1º lugar em market share entre todas as distribuidoras, majors e independentes, além de distribuir grandes sucessos como o filme brasileiro com a maior bilheteria no ano: Até que a Sorte nos Separe, do diretor Roberto Santucci. Neste mesmo ano, a Paris Filmes lançou a nova franquia cinematográfica Jogos Vorazes, além de distribuir os premiados O Artista, A Dama de Ferro e Meia-Noite em Paris.


APOIO
Rede Telecine

 

Há 22 anos, a Rede Telecine estreia na TV brasileira o melhor do cinema mundial, cada vez mais rápido.  Joint-venture entre a Globosat e os quatro maiores estúdios de Hollywood – Paramount, MGM, Universal e Fox – também exibe com exclusividade as produções da Disney, além de sucessos do mercado independente.



 

Visando investir cada vez mais na produção cinematográfica nacional, a Rede Telecine lançou em 2008 o Telecine Productions, selo de coprodução de títulos em parceria com grandes produtoras brasileiras. Além de estimular a criação de novos filmes e garantir sua exibição com exclusividade nos canais da Rede, em algumas produções o Telecine exibe versões exclusivas.

 

A Rede Telecine é líder absoluta entre os canais de filmes da TV por assinatura. Em 2013, pelo oitavo ano consecutivo, exibiu o filme mais assistido na TV paga brasileira. Com o menor índice de repetição e os maiores e mais recentes longas do mercado brasileiro. O Telecine reúne sete das 10 maiores bilheterias do cinema em 2012. Nos últimos 20 anos, estreou com exclusividade 13 vencedores do Oscar de Melhor Filme.




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