Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.


PROJETO CONHECENDO O “MUNDINHO”, AS PLANTAS E OS ANIMAIS DO NOSSO LUGAR: UMA FORMA DE PROBLEMATIZAR QUESTÕES AMBIENTAIS COM AS CRIANÇAS PEQUENAS.
VARGAS, Vanessa Alves

PERES, Josiane Correa

PEREIRA, Vilmar Alves (orientador)

vanessaalvesvargas@gmail.com
Evento: Encontro de Pós-Graduação

Área do conhecimento: Educação

Palavras-chave infâncias, docência, aprendizagens
1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta reflexões acerca das nossas experiências com o projeto de estágio supervisionado no curso de Pedagogia-Licenciatura: ―Caça ao Tesouro: Conhecendo o mundinho, as plantas e os animais do nosso lugar, este desenvolvido juntamente com as crianças da Educação Infantil, turma Nível II B, da E.M.E.F Cidade do Rio Grande-CAIC/FURG, composta de dezesseis crianças na faixa etária de cinco e seis anos, sendo onze meninas e cinco meninos, os quais estão vivendo sua experiência de infância. Significamos este momento do estágio, na Educação Infantil, uma experiência singular nas nossas vidas. Uma experiência intensa, gratificante, algo que nos tocou, considerando como Bondía (2002,p.21) quando fala sobre a experiência, que esta ― é o que nos passa, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. Tivemos como fundamentação teórica a perspectiva da Educação Ambiental num viés apontado por Reigota (2009) com o objetivo de possibilitar as crianças uma educação que forme sujeitos críticos, criativos e atuantes não só na escola, como também na sociedade de forma solidária e cidadã. Ou seja, numa perspectiva de uma educação ambiental que contribua para formação de cidadãos e cidadãs conscientes dos seus direitos e deveres.(REIGOTA, 2009, p.18). Que permita enfocar as relações entre a humanidade e o meio natural, sem deixar de lado as suas especificidades.(REIGOTA, 2009, p.45). Além de valer-nos dos princípios teóricos da pedagogia de projetos de Barbosa e Horn (2008), por acreditarmos que a construção de projetos é de fundamental importância, pois não fragmenta o conhecimento, e por meio dela o sujeito-criança ocupar um lugar de co-criador de saberes juntamente com o educador, num processo que todos compartilham e produzem saberes.


2 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)

Partimos do livro ―Caça ao tesouro uma viagem ecológica (2011) de Liliana Iacocca e Michele Iacocca, para problematizarmos questões ambientais. Além de utilizarmos alguns livros da coleção mundinho da escritora Ingrid Biesemeyer Bellinghausen, com a finalidade de aprofundarmos o desenvolvimento das temáticas exploradas no livro caça ao tesouro uma viagem ecológica, tais como: a poluição do ar e das águas; o desmatamento e as queimadas; a exploração indevida dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável. Bem como promovermos, por meio de diferentes motivações: literatura infantil, ilustrações, pequenos documentários e problematizações, atitudes de preservação do planeta Terra e o desenvolvimento saudável das relações eu-outro, eu e a natureza, eu e a sociedade. Além de proporcionarmos as crianças conhecimentos sobre o nosso mundinho, suas plantas e animais característicos do nosso litoral. Tudo isso, por meio das diferentes linguagens, objetivando que as crianças atribuíssem significado. Tendo como intuito, também, que as mesmas conhecessem os ecossistemas do nosso litoral e sua biodiversidade e vivenciassem a procura e a descoberta do tesouro (O Planeta Terra), a partir das viagens na máquina fantástica que o livro caça ao tesouro apresenta.


3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Inicialmente, as crianças achavam que o tesouro que estávamos procurando se constituía de jóias, dinheiro e pedras preciosas. Porém desde o momento inicial do projeto fomos problematizando com as crianças a seguinte questão: tesouros são apenas jóias, pedras preciosas e dinheiro? E nossa família, nossos amigos, o planeta, não são valiosos? Nesse sentido, a partir das discussões e constantes diálogos as crianças foram percebendo que o Planeta Terra é um tesouro muito valioso que temos e é nosso dever ter atitudes de preservá-lo para nosso benefício e das gerações futuras. Com o desenvolvimento do projeto, a cada dia constatávamos o crescimento do grupo e víamos as crianças autorizando-se a serem sujeitos críticos, criativos e que refletem sobre diversas questões ambientais. E diante disso, compreendemos que as crianças têm muito a nos dizer e que não estão alheias ao mundo em que vivem. Sendo de inegável relevância valorizar e reconhecer os seus conhecimentos, pois a partir deles as crianças têm a oportunidade de estabelecerem relações com o mundo que as rodeia, resignificarem os conhecimentos que já possuem e ampliarem seus saberes através de novos conhecimentos.


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As experiências de estágio na Educação Infantil deixam marcas positivas em nós. Sempre lembraremos dos momentos vivenciados com as crianças da turma nível II B, turma essa que contribuiu com a nossa constituição docente como professoras da infância. Nesse momento de estágio, o nosso encantamento com a Educação Infantil cresceu ainda mais, por visualizarmos e percebermos a riqueza desse ambiente educativo, cheio de possibilidades! Desse modo, atribuímos às crianças um lugar ativo na construção do conhecimento, oportunizando que se expressassem por meio das diferentes linguagens e se constituíssem como sujeitos atuantes que refletem de forma solidária e cidadã sobre questões ambientais na escola e em espaços exteriores a ela. Assim, nessa experiência intensa e gratificante oportunizada no estágio, registramos, tecemos memória, refletirmos, avaliamos, nos emocionamos, pensamos e repensamos o cotidiano vivido com as crianças. Além de expressarmos nossas alegrias e motivações, reconhecendo-nos como professoras e apropriando-nos da nossa prática pedagógica.


REFERÊNCIAS

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, nº19, 20-28, Jan/Fev/Mar/Abr, 2002.

REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental. 2ed.revista e ampliada—São Paulo: Brasiliense, 2009.

BARBOSA, Maria Carmen Silveira. HORN, M. G. Projetos na educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008.



MOSTRA DE PRODUÇÃO UNIVERSITÁRIA, 14 a 16 de outubro, 2012, Rio Grande, RS. Disponível em: < http://www.mpu.furg.br>. Acesso em: 10 jul. 2012.


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