Revelação da cena musical brasileira, Thais Macedo brilha com sua arte contagiante impressa em voz que ecoa mundo afora



Baixar 13,3 Kb.
Encontro26.01.2017
Tamanho13,3 Kb.
O Baobá do samba

Revelação da cena musical brasileira, Thais Macedo brilha com sua arte contagiante impressa em voz que ecoa mundo afora


Cantora-revelação da atual safra de intérpretes que ilumina a cena musical brasileira, Thais Macedo surge como a mais recente aposta de um mercado fonográfico em ritmo frenético de desaceleração, mas ainda com discernimento e sensibilidade suficientes para absorver promissores artistas que se destacam em uma renovada e atuante geração. Dona de um ímpar material vocal, capaz de transitar com maestria e destreza pelo samba e pelo choro, essa fluminense, nascida em Macaé e criada na cidade litorânea de Rio das Ostras, entra na roda embalada pelos novos ventos que apontam para o reordenamento do ranking de vozes femininas da atual boca de cena no país. Thais Macedo aterrissa segura neste solo fértil adubado por mestres, como Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Cartola, Candeia, Heitor dos Prazeres, Noel, Synval, Ismael, Paulinho da Viola, Baden, Paulo César Pinheiro. Carrega na barra da saia com que varre o palco a força cênica de divas da MPB, verdadeiras “entidades” que ajudaram a construir a história de nossa música. Estão nela, a elegância de Elizeth, a explosão e dramaticidade de Clara, a eloquência rítmica e o tom passional de Elis, a brejeirice de Carmen. É uma sensacional novata que se distingue pelas interpretações primorosas.
Desde o ótimo álbum de estreia, “O dengo que a nega tem”, em 2011, Thaís tem se firmado como um dos grandes talentos da nova safra de cantoras brasileiras. O título fora inspirado em música homônima de Dorival Caymmi (1914 - 2008) e já traduzia com precisão toda a desenvoltura desta artista incomum que vem trilhando um caminho seguro e luminoso no disputado cenário de nossa MPB, pautado por registros vocais brilhantes, mas também por cantos efêmeros e dissonantes. Thais é uma singularidade. Sua arte comove, impressiona, arrebata. Para uma cantora com cinco anos de carreira, não é pouca coisa já ter arregimentado, por exemplo, uma legião de fãs que a acompanha a cada apresentação. A luz que a guia a cada entrada em cena nos palcos do Rio de Janeiro é a mesma que a impulsiona para os de outras tantas cidades de Norte a Sul do Brasil. E também para o exterior. Neste 2015, ano em que está lançando seu novo trabalho, batizado “Borogodó”, ela parte rumo às cidades francesas de Lille e Nice para ratificar que seu talento ultrapassa fronteiras, que seu canto é universal. Em Lille, participará do Lille 3000, um dos mais importantes festivais de arte que agita a capital da Flandres francesa. Já em Nice estará a bordo do Trem do Samba, projeto do cantor e compositor Marquinhos do Oswaldo Cruz, que aterrissa pela primeira vez na Europa.
Com seu “Borogodó”, Thais Macedo alça novos voos em um EP, por meio do qual caminha pelo samba pop com a propriedade de uma veterana. Mas ciente de que a força de seu canto é originária das tradicionais rodas de samba do Rio, ela flerta com a jovialidade rítmica do pop sem, no entanto, interromper o diálogo com o legado soberano dos ícones do mais importante e popular gênero musical brasileiro. Thaís Macedo é a semente que germina predestinada a se converter no maior dos baobás do Brasil, a árvore que o “Pequeno Príncipe”, de Saint-Exupéry, impede que se prolifere em seu asteroide, mas que, no candomblé, por ser considerada sagrada, jamais deve ser cortada ou arrancada. Sob as bênçãos dos ancestrais africanos, Thais Macedo é o nosso baobá do samba. Está escrito.

Vagner Fernandes

Setembro de 2015
EM FRANCÊS

Le « Baobab » du samba



Révélation de la scène musicale brésilienne, Thais Macedo brille par l’art contagieux de sa voix qui résonne à travers le monde.
Chanteuse-révélation de la génération actuelle d’interprètes qui illumine la scène musicale brésilienne, Thais Macedo surgit comme l’espoir le plus récent d’un marché phonographique en rythme frénétique de ralentissement, mais ayant encore assez de discernement et de sensibilité pour absorber des artistes prometteurs qui se distinguent dans une génération renouvelée et active. Douée d’une voix unique, capable d’interpréter avec perfection aussi bien le samba que le choro, cette jeune fille originaire de l’état de Rio, née à Macaé et qui a grandi dans la ville balnéaire de Rio das Ostras, entre dans la ronde emballée par des vents nouveaux indiquant une réorganisation du classement des voix féminines de la scène actuelle du pays. Thais Macedo atterrit avec conviction sur ce sol fertile enrichi par des maîtres comme Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Cartola, Candeia, Heitor dos Prazeres, Noel Rosa, Synval Silva, Ismael Silva, Paulinho da Viola, Baden Powell, Paulo César Pinheiro. Elle porte sur sa jupe qui balaie la scène la force théâtrale des divas de la MPB (Musique Populaire Brésilienne), réelles “entités” qui ont contribué à la construction de l’histoire de notre musique. On retrouve chez elle l’élégance d’Elizeth Cardoso, l’explosion et l’intensité dramatique de Clara Nunes, l’éloquence rythmique et le ton passionnel d’Elis Regina, l’entrain de Carmen Miranda. C’est une débutante sensationnelle qui se fait remarquer par ses merveilleuses interprétations.
Depuis le formidable album de lancement, “O dengo que a nega tem” (Le magnétisme de la femme noire), en 2011, Thaís s’est affirmée comme l’un des grands talents de la nouvelle génération de chanteuses brésiliennes. Le titre inspiré de la musique homonyme de Dorival Caymmi (1914 - 2008) traduisait déjà avec précision toute la désinvolture de cette artiste inhabituelle qui a parcouru un chemin sûr et lumineux dans le scénario très disputé de notre MPB, caractérisé par des styles vocaux brillants, mais aussi par des chants éphémères et dissonants. Thais est une singularité. Son art émotionne, impressionne, captive. Pour une chanteuse ayant à peine cinq ans de carrière, ce n'est pas rien d’avoir, par exemple, déjà mobilisé toute une légion d’admirateurs qui la suivent à chaque spectacle. La lumière qui la guide à chaque entrée sur les scènes de Rio de Janeiro est la même qui la stimule sur les autres scènes de tant de villes du Nord au Sud du Brésil. Et également à l’étranger. En cette année 2015, au cours de laquelle elle lance son nouveau disque, baptisé “Borogodó”, elle part à la conquête des villes françaises de Lille et Nice pour confirmer que son talent va au-delà des frontières, que son chant est universel. A Lille, elle participera à l’évenement Lille 3000, l’un des plus importants festivals d’art qui agite la capitale française des Flandres. A Nice elle sera à bord du Train du Samba, projet du chanteur et compositeur Marquinhos do Oswaldo Cruz qui atterrit pour la première fois en Europe.
Avec son “Borogodó”, Thais Macedo prend son envol dans un disque par lequel elle fait du samba pop comme une doyenne du style. Mais, consciente que la force de son chant est originaire des traditionnelles rondes de samba de Rio, elle badine avec la jovialité du pop, sans cependant interrompre le dialogue avec l’héritage souverain des symboles du plus important et populaire style musical brésilien. Thaís Macedo est la graine qui pousse prédestinée à devenir le plus grand des baobabs du Brésil, l’arbre que le “Petit Prince”, de Saint-Exupéry, empêche de se proliférer dans son astéroïde, mais qui, dans le « candomblé », pour être considéré un arbre sacré, ne doit jamais être taillé ou arraché. Bénie par les ancêtres africains, Thais Macedo est notre “baobab” du samba. C’est écrit.

Vagner Fernandes



Septembre 2015


©bemvin.org 2016
enviar mensagem

    Página principal