Relembrar é inovar – Tendência retrô e o Madeirite



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Loja 3.0


Por Luci Cobalchini, Diretora de Movement da Reali Estratégia & Marketing

Muito se fala no Retail’s Big Show sobre as inovações no design das lojas e muito se utiliza do termo “Store 3.0” para se referir a isso. Alison Paul, Vice Presidente da Deloitte LLP, dá o exemplo para que possamos entender melhor esse conceito:



Store  1.0: I visit my local Anthropologie to find the perfect dress for an event.

Store 2.0: I visit my local Anthropologie to find the perfect dress for an event, and then use ShopStyle.com to search for similar dresses at a lower price point.

Store 3.0: While surfing my iPad, I view a photo of a celebrity wearing the perfect dress for my upcoming event, so I search for the product, find it online and perhaps purchase, while simultaneously viewing for availability in-store or searching for similar products within my budget.”

Se no passado a experiência de compra resumia-se a ir até uma loja e comprar, hoje temos uma infinidade de opções para encontrar uma marca/produto/serviço que corresponda ao que procuramos. Tendo isso em mente, fica claro que o principal objetivo da NRF – e o principal discurso das sessões vistas até o momento – é guiar os varejistas na revitalização da experiência de compra, utilizando-se principalmente da tecnologia e novidades mostradas nas vitrines da feira.

Aqui vão algumas das principais transformações do varejo mostradas ou comentadas até o momento:

1) Multi Canais

Segundo dados da Deloitte, o comércio online cresce cerca de 20% ao ano, enquanto o crescimento do varejo tradicional é de 3%. É fácil concluir que a participação em vendas das lojas físicas vai seguir baixando e que o e-commerce será dominante em alguns anos.  Por esse motivo, em países onde a tecnologia é mais desenvolvida e o uso de smartphones é mais popular, os varejistas já começam a investir em diferentes canais e ações para atrair o consumidor até a loja ou, pelo menos, para mantê-lo conectado com a marca, nem que seja com ações simples como a da Apple, que disponibiliza wifi em suas lojas, possibilitando que os clientes possam fazer isso:



Muitos ainda falam que não existe mais essa divisão entre mundo on e offline, que o planejamento anual do varejo já deve pensar as ações integradas, como parte de uma coisa só. A isso chamam de Omni-channel, ou seja, o consumidor pode usar os dois canais ao mesmo tempo como quando, por exemplo, acessa o site da marca pelo celular dentro da própria loja. Uma das principais conseqüências desse comportamento provavelmente seja o impacto no tamanho das lojas, que tende a diminuir.





2) Consumidor + Informação

Já estamos cansados de saber que o acesso à informação é muito fácil, certo? Por isso o Retail’s Big Show insiste: é de extrema importância conectar-se com os consumidores.



Por isso é fundamental prestar atenção em alguns detalhes bem básicos:

- treinamento da equipe: os vendedores são cada vez menos necessários para os consumidores. Vendedores bem informados, que dominam os produtos, sabem agregar conhecimento e tirar dúvidas são diferenciais que contam para a experiência de compra. Pense que o vendedor é o porta-voz da sua marca. O foco deve ser relacionamento com cliente, não vendas.

- tecnologia voltada para o conhecimento: possibilite ao consumidor buscar informações sobre produtos através de recursos dentro da loja (Omni-Channel, lembra?). Mas pense em como isso vai facilitar a vida do cliente, o recurso tecnológico não deve ser o mais novo, mas sim o mais adequado ao público.



3) Cliente Universal

Não existe mais limite físico. Impossível não lembrar de Chris Anderson e do seu A Cauda Longa neste momento. Ou seja, seus clientes podem estar em qualquer parte do mundo e você não depende mais do espaço físico dentro de uma loja para ofertar um número X de produtos.

Isso dá inúmeras possibilidades, desde que estejamos preparados para elas. E aqui estamos falando de estrutura, equipe, relacionamento, qualidade, entre outros.

Confesso que parece um cenário exagerado pensando em termos de Brasil, principalmente no que diz respeito aos multi canais. E sabemos que os palestrantes tem suas próprias agendas para o evento. Mas já vimos o varejo mudar muito nos últimos anos e, utilizando da frase famosa de Paco Underhill, com a quantidade de informação e trocas que temos hoje, “o varejo vai mudar mais em 5 anos do que mudou nos últimos 50”.





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