Relembrar é inovar – Tendência retrô e o Madeirite



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Relembrar é inovar – Tendência retrô e o Madeirite

Por Eduardo Linhares da Silva, analista da Reali Estratégia & Marketing

O produto é o mesmo, já virou obsoleto e provavelmente você o jogou no lixo. Eis que 10 ou 20 anos depois aquele mesmo produto que você achou que fosse sucata, vira desejo de consumo de muita gente.

Um exemplo já falado aqui nesse blog, foram as máquinas fotográficas analógicas, representadas pela Lomo. Também falamos dos toca-discos, que voltaram a ter lugar em algumas lojas.

Case parecido foi a linha de geladeiras retrô da Brastemp



As garrafas de vidro da Coca-Cola também voltaram de um passado recente.



O interessante nesta tendência, é que nem sempre o produto resgatado é tão competente quanto as novas invenções. (muitas vezes, perdendo em praticidade, em usabilidade…) O quê então, garante que sejam sucesso de vendas?

Pode parecer coisa de louco, ou física quântica. (fui reduntante? hehehe) Mas acredito que os objetos são carregados de sentimentos. Essa carga, viria com um acúmulo de momentos em que o produto gerou emoções positivas para alguém. Então, este produto acaba por resgatar associações sentimentais mais poderosas do que qualquer diferencial de qualidade.

Para trazer um exemplo concreto, o produto em questão, carregado de sentimentos poderosos, é um campeonato de surfe chamado Madeirite Trópico.



Para que nunca ouviu falar do Madeirite, ele é um evento realizado pela Trópico, que consiste em um campeonato de ex-“atletas” do surfe gaúcho, em que as categorias são divididas entre: Surfistas dos anos 60; anos 70; anos 80; Pais e Filhos. As aspas em ex-“atletas” se justificam pelo fato que a grande maioria dos participantes nunca foi profissional, eram apenas pioneiros e pertencentes a comunidade do surfe. Entre eles, estão pessoas conhecidas no cenário empresarial gaúcho como Jorge Gerdau, André Johannpeter, Eduardo Bier e por aí vai…

Esse vídeo é um pequeno resumo do que foi a primeira edição:

Comparando o Madeirite a uma etapa do campeonato profissional de surfe gaúcho, existe um abismo entre o nível dos atletas. O Madeirite não é (nem de perto) o campeonato com a melhor performance de surfe do nosso estado, mas é (de longe) o campeonato com maior carga sentimental.



Isso, faz com que o evento seja um sucesso de engajamento e permite desdobramentos para além do campeonato em si. Tem muitas imagens legais no Museu colaborativo no site do evento. A segunda edição do Madeirite vai rolar agora dias 3 e 4 de Março, na praia de Torres. Nós estaremos presentes.



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