Relatório do gt de estudos da traduçÃo biênio junho 2012 / julho 2014



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RELATÓRIO DO GT DE ESTUDOS DA TRADUÇÃO

BIÊNIO JUNHO 2012 / JULHO 2014



Coordenadora do GT de Estudos da Tradução:
Profa. Dra. Germana Henriques Pereira de Sousa - UnB

Vice Coordenadora do GT de Estudos da Tradução:
Profa. Dra. Marie-Hélène Torres - UFSC


Os Coordenadores do GT deram continuidade ao debate sobre os rumos da Pesquisa em Tradução desenvolvida atualmente nas diferentes universidades do país e à discussão sobre a visibilidade, o papel acadêmico e social do tradutor, a identidade e a diversidade da produção acadêmica na área dos Estudos da Tradução no Brasil, iniciada no quatriênio anterior, quando o Grupo de Trabalho passou a se chamar GT de Estudos da Tradução, denominação consagrada nacional e internacionalmente para a área.

Considerando que o eixo temático proposto para o biênio 2012-2014, e sugerido pelos membros do GT no Encontro em Niterói, em junho de 2012, foi a visibilidade social e cultural do tradutor e a visibilidade do tradutor na tradução, os coordenadores estimularam discussões que abordassem uma “política de visibilidade" para a área e para as relações da área com o universo acadêmico contemporâneo, tendo como objetivo concreto a discussão de metas e estratégias de ação para os anos vindouros.
Temática e propostas para o biênio 2012-2014

A visibilidade dos Estudos da Tradução no país deverá ser a principal preocupação dos pesquisadores e coordenadores de PPGs, que possuam linhas e áreas de concentração em tradução, e de PPGs em Tradução, já que o papel social do Tradutor e do Intérprete é central na contemporaneidade, sobretudo no Brasil, que se beneficia neste início do século 21 de um reconhecimento internacional. A visibilidade do tradutor como agente social, cultural e histórico, com forte inserção política e ideológica, não pode mais ser ignorado pelos órgãos nacionais responsáveis pelo fomento da pesquisa. É preciso que esses órgãos ligados às instâncias governamentais e do Estado e as IES tenham plena ciência da importância dos estudos da Tradução no Brasil, e que nossa área reúne grandes pesquisadores, bolsistas de PQ do CNPq, coordenadores de PPGs, Editores de revistas qualificadas, membros ativos de PPGs com inúmeras orientações de dissertações e teses de pós-graduação, autores de obras importantes para os Estudos literários, linguísticos, e tradutológicos, além de renomados tradutores e intérpretes.

As ações para tornar o trabalho do pesquisador e tradutor visível na sociedade e na academia se declinam da seguinte forma:


  1. Integração nacional da pesquisa em Estudos da Tradução, com vistas a dar maior visibilidade à área nas instituições de fomento (CAPES, CNPq, Fundações de Apoio à Pesquisa dos Estados) e às organizações de pesquisadores, como a ANPOLL;

  2. Integração nacional com rede de pesquisa internacional: Abertura de Escola de Altos Estudos em Estudos da Tradução, em parceria com PPGs nacionais da área de Tradução, especificamente, e/ou que tenham linhas de pesquisa e áreas de concentração em Estudos da Tradução;

  3. A continuidade do Projeto iniciado pelas gestões anteriores, prevendo a condução de discussões em torno do desenvolvimento de projetos de indexação da produção acadêmica na área dos Estudos da Tradução;

  4. A continuidade do mapeamento detalhado da Área, em especial no que diz respeito a cursos nos diferentes níveis de formação, a linhas e projetos de pesquisa em andamento, a convênios com universidades no exterior e à produção acadêmica, revistas indexadas ou não ligadas a nosso campo de trabalho etc;

  5. Apoio à alimentação do banco de dados do GT de Estudos da Tradução nos termos apresentados pelas coordenações dos biênios anteriores. Esse banco de dados denomina-se “Mapeamento e indexação do campo disciplinar Estudos da Tradução”. Para tanto, será feita a migração do sítio http://www.letras.ufmg.br/gttrad, para o novo portal da ANPOLL, que abrigará todas as páginas eletrônicas dos GTs.

A visibilidade do tradutor na tradução, segunda vertente do tema visibilidade do tradutor, versa sobre a presença do tradutor na tradução, a metodologia de ensino de tradução, a presença do tradutor como formador da história literária, das ideias e da cultura, a formação do aprendiz-tradutor, o que implica a reflexão sobre as metodologias de ensino-aprendizagem da prática de tradução/interpretação:




  1. A voz do tradutor, como continuação do tema do biênio anterior;

  2. A tradução como obra literária, crítica, e histórica;

  3. O tradutor como autor;

  4. A metodologia de ensino em tradutor;

  5. O tradutor autor nas traduções de textos pragmáticos;

  6. (in)fidelidade na tradução e textos pragmáticos;

  7. Estilo do tradutor: presença e ausência na tradução


Ações realizadas pelo GTTRAD durante o biênio

As ações e discussões levadas a cabo pelo GTTRAD sempre buscaram uma interface com os órgãos de fomento – CAPES e CNPq, no sentido de efetivar a visibilidade da área e de se reconhecer o esforço acadêmico-institucional da área de tradução, ao se engajarem na criação de programas de pós-graduação no campo da tradutologia, tal como feito pelos colegas da UFSC, ao proporem o primeiro programa de pós-graduação em Estudos da Tradução do Brasil. Essa iniciativa foi seguida pela criação de um programa específico na UnB, em 2011, e, durante o último biênio, um na USP em 2012, e um último na UFC, em 2014. Isso mostra que a questão da visibilidade da área tem se concretizado em ações de inserção da pesquisa, da internacionalização dos programas de pós-graduação, e na formação profissional. Com relação a este último campo dos estudos da tradução, muito tem sido feito para se construir no país uma boa “escola de tradutores”, gabaritados a atender às demandas locais e nacionais. Vale ressaltar ainda que, em todo o país, grandes e médios eventos têm se alavancado e contado com excelente repercussão nacional e internacional: ABRAPT, como o maior evento itinerante da área de tradução, realizado na UFSC, em 2013; ENCULT, realizado na UFPB em 2014; Seminário de História da Tradução, realizado na UnB em 2014. Além desses, diversos eventos menores confirmam a vocação da área de tradução, no sentido do intercâmbio, da interdisciplinaridade, e do contato constante com pesquisadores de áreas vizinhas, como a linguística, a linguística aplicada, a literatura e a história literária, a psicanálise, a sociologia, a antropologia, entre tantas outras.

As ações durante o biênio centralizaram-se na busca do fortalecimento da área e na promoção da divulgação e do intercâmbio de informações relativas à pesquisa e ao ensino de tradução e interpretação no Brasil. O endereço eletrônico “gttrad@gmail.com” foi utilizado como forma de comunicação eletrônica entre os membros do GT. Propõe-se para o próximo biênio a criação de endereços em redes sociais, como Facebook, para facilitar o contato e a efetivar melhor a visibilidade das ações da área. A página eletrônica do GTTRAD, durante a última gestão da ANPOLL, hospedada na UFSC, foi atualizada, e o recadastramento dos participantes do GTTRAD foi realizado. Para consultas à página, basta se acessar o endereço virtual da ANPOLL.
As ações realizadas durante o biênio foram:
1. ENANPOLL 2013 – Encontro intermediário, realizado na UFSC, concomitantemente à ABRAPT 2014, no dia 23 de setembro de 2013, no Auditório Henrique Fontes (térreo CCE- bloco B), cuja discussão girou em torno do tema do biênio, e contou com a presença de renomados pesquisadores da área.

MESA 1


VISIBILIDADE SOCIAL E CULTURAL DO TRADUTOR

14h-15h30: CRISTINA CARNEIRO RODRIGUES, FÁBIO ALVES;

Mediadora: Germana Henriques Pereira

15h30 às 16h: Intervalo

MESA 2

VISIBILIDADE DO TRADUTOR NA TRADUÇÃO



16h- 17h30: JOHN MILTON, MÁRCIA A. PIETROLUONGO, ÁLVARO FALEIROS;

Mediadora: Márcia Martins

17h30 às 18h: Avaliação e planejamento do GTTRAD: Mediadora: Germana Henriques Pereira
2. O ENAPOLL 2014 foi realizado também na UFSC, de 09 a 11 de Junho de 2014.

Para esse encontro, a ANPOLL abriu inscrições para apresentação de trabalhos. Estes foram selecionados pela coordenação do GT. O tema do encontro foi ainda o tema do biênio. A presença de membros externos ao GT durante o encontro relevou-se bastante interessante para a compreensão e percepção da pesquisa no campo dos estudos da tradução em diversas universidades e programas de PPG, mesmo que estes últimos não tenham a designação da área. Conforme previsto, alguns trabalhos selecionados foram publicados na Revista Belas Infiéis, em vol. 3, n.1, 2014 (www.periodicos.unb.br/index.php/belasinfieis). Durante o Encontro da ANPOLL de 2014, Andréia Guerini, da UFSC, foi eleita a coordenadora para o biênio 2014-2016, e Luana Freitas, da UFC, a vice coordenadora. Da discussão que se seguiu à apresentação dos trabalhos, concluiu-se que o GTTRAD precisa:


a. Dar mais visibilidade às suas ações, transformando cada grande encontro da área numa oportunidade de reunião dos membros do GT;

b. Ampliar seu espectro de ação criando contas em redes sociais como o Facebook;

c. Fazer uma maior campanha em torno de uma maior e melhor participação de seus membros durante dos encontros do ENANPOLL.

d. Continuar a reivindicar um melhor reconhecimento da área nas agências de fomento;



e. Efetuar redes de pesquisa nacionais em torno de grandes projetos da área, como a construção de uma história da tradução brasileira.
Destacamos ainda que sempre que tivemos oportunidade, levamos o nome do GTTRAD a todos eventos, e fomentamos discussões em torno do seu reconhecimento e visibilidade nas assembleias da ANPOLL, nos fóruns de coordenadores da CAPES, e nos demais eventos nacionais e internacionais.
Brasília e Florianópolis, 28 de outubro de 2014.



Germana Henriques Pereira de Sousa
Coordenadora

Marie-Hélène Catherine Torres



Vice Coordenadora


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