Relato do psicodrama público – ccsp 15/09/2012 Direção



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RELATO DO PSICODRAMA PÚBLICO – CCSP

15/09/2012



Direção: Cida Davoli

Sala: Tarsila do Amaral

Participantes: 40 no início e

60 no final



Iriamos fazer nossa sessão, pela primeira vez em uma sala nova – Tarsila do Amaral. Uma sala toda envidraçada, que de um lado da para um jardim e do outro da para dentro do CCSP, no ultimo andar, onde passam alguns frequentadores. Isto me fez lembrar um pouco a sala Adoniran Barbosa que neste momento encontra-se em reforma.
Quando começamos, havia umas 40 pessoas e terminamos com 60 pessoas.
Comecei falando da amplitude da sala e convidando a todos para olhar distante, perceber todo o espaço que poderiamos ocupar, pois a sala era muito maior do que o espaço circunscrito pela organização das cadeiras. Amplidão. Perguntava se em algum momento da vida, eles ocupavam menos espaço que poderia ocupar.
Depois falamos um pouco de Tarsila do Amaral. De sua obra, de sua biografia. Interessante porque os próprios participantes foram contando o que tinha preparado.
Tarsila do Amaral nasceu em 1 de setembro de 1886, no Município de Capivari, interior do Estado de São Paulo.

Filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, passou a infância nas fazendas de seu pai. Estudou em São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha, onde fez seu primeiro quadro, 'Sagrado Coração de Jesus', 1904. Quando voltou, casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve a única filha, Dulce.

Em 1922 – se integra aos modernistas Oswald de Andrade, Mario de Andrade e Menotti del Picchia e Anita Malfatti.

Participa da Semana de Arte Moderna.

Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário especial ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o 'Abaporu'. Quando Oswald viu, ficou impressionado e disse que era o melhor quadro que Tarsila já havia feito. Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro maravilhoso. Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga. Batizou-se o quadro de Abaporu, que, em tupi guarani significa homem que come carne humana, o antropófago.

E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o Movimento Antropofágico.

A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria deglutir, engolir, a cultura européia, que era a cultura vigente na época, e transformá-la em algo bem brasileiro.

Tarsila participou da I Bienal de São Paulo em 1951, teve sala especial na VII Bienal de São Paulo, e participou da Bienal de Veneza em 1964. Em 1969, a mestra em história da arte e curadora Aracy Amaral realizou a Exposição, 'Tarsila 50 anos de pintura'.

Sua filha faleceu antes dela, em 1966.

Tarsila faleceu em janeiro de 1973.

O que é Abaporu:

Abaporu é uma clássica pintura do modernismo brasileiro, da artista Tarsila do Amaral. O nome da obra é de origem tupi-guarani que significa "homem que come gente" (canibal ou antropófago), uma junção dos termos aba (homem), pora (gente) e ú (comer).

Depois fizemos um aquecimento corporal, alguns iam na frente faziam algum movimento e os outro imitavam. A figura do Abaporu estava no meio da sala e eles foram se apropriando corporalmente da figura, imitando, partes. Saíram figuras bem interessantes.

Pedi para se organizarem em grupos e “montarem” seu Abaporu para uma exposição. Formaram-se quatro grupos com diferentes “leituras” de Abaporu. Cada Abaporu era vista lentamente, para ter tempo de cada uma ser interiorizada por cada espectador.

Com os Abaporus “expostos” entrou o Obama, seus seguranças para a visita. No inicio com muito preconceito de ambas as partes. Diálogos interrompidos. Obama foi, então, antropofagado pelas “esculturas”. Uma cena obscena, erótica, proibida.

Como a antropofagia quer dizer comer o estrangeiro para se transformar, fui perguntando as “esculturas” o que havia sido acrescentado. Algumas respostas;

Ele não era tão duro. Tinha uma carne mole.

Sei falar ingles, etc…

Terminamos nossa cena antropofágica e fizemos um compartilhamento.



Cida Davoli


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