Rednav o planeta luz Vanderlande José Silva



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Encontro04.10.2017
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Rednav II: O retorno

Estava pensativo em um local bem natural, tinha árvores, pássaros, flores, cheiros e dia claro bem ensolarado, sentei comecei a ler um livro de um autor amigo meu, "O GRITO DA REJEIÇÃO" o caminho para o amor, estava bem concentrado. Li vários capítulos, refleti, pensei, sobre o amor. Em um dado momento peguei o espelho que tinha ganho do Rerchain do planeta Rednav, quando mirei os olhos no centro do espelho senti uma leve vertigem, uma espécie de tontura momentânea, cai, o espelho veio bem acima da minha cabeça, começou a girar, no começo era bem devagar, as pedras de cor azul, verde, cintilante, lilás e arroxeada começaram a emitir luzes cada vez mais fortes, fiquei espantado, chocado, mas me lembrei que podia ser um sinal dos guardiões do planeta Rednav. Parei, pensei, e tive coragem de chegar perto do espelho, ele tinha aumentado de tamanho, parecia uma porta ou um portal, tinha luzes cada vez mais fortes.

O portal começou a emitir sons, as canções eram doces, leves e delicadas, me senti como convidado, ouvi, senti cada acorde em minha alma, era uma sensação tão aconchegante, leve e encorajadora. Cheguei perto daquela luz que parecia me chamar, quando cheguei mais perto fui sugado para dentro do portal, apaguei....

Quando recobrei a consciência estava em um jardim maravilhoso, tudo interagia, tinha animais exóticos, as criaturas tinham uma convivência tão pacífica, amorosa, e terna. Passou algumas horas aproximou uma nave perto do jardim, saiu de dentro da nave uma figura que parecia conhecida, aproximou e levou a mão no meu peito, antes de tocar olhou para mim e sorriu, lembrei-me daquela figura na hora, era Redvils a primeira figura que manteve contato comigo. Fiquei parado por um instante, mas logo senti uma vontade daquela luz no meu peito, peguei a mão de Redvils e levei ao encontro do meu tórax, senti uma descarga de luz, apaguei na hora...

Recobrei a consciência não sei quanto tempo depois, olhei estava no topo de uma montanha, era toda coral, sai correndo de alegria com aquela visão extraordinária, parei de correr e olhei ao meu redor, Redvils me observava atentamente, com um simples gesto com as mãos me trouxe para perto dele, e começou a conversar comigo telepaticamente.

O assunto era sobre meu planeta, me fez várias perguntas, e me disse, antes que eu desse minhas respostas.

-Você lembra algumas das nossas recomendações?

-Lembra?


-Tentou?

Levantei os olhos meio desconfiado e respondi:



-Tentei Redvils, mas meu povo está perdido em suas ganâncias, as crianças só pensam em jogos, quase nunca leem, não cuidam do nosso solo, água e ar. Os adultos estão cada vez mais tentados pelas riquezas momentâneas, o poder, a felicidade a qualquer custo, atropelando etapas de construção de um "ser" completo.

Redvils respondeu:

-Nós sabíamos que a missão era difícil, mas que você era capacitado, não esmoreça!

Veja bem jovem Teodoro, quanto tempo que queríamos manter contato com outros seres terrenos, mas só nos olhavam com desconfiança, achando que queríamos invadir seu planeta, e roubar!

Redvils olhou para mim e indagou:

-Roubar o que?

-Destruição?

-Ar poluído?

-Água poluída?

-Solo destruído?

Fiquei paralisado, sem palavras, sem cor.

Respondi para Redvils:

-Tem razão, os humanos fazem o maior alarde quando vocês tentam comunicar ou contatar com alguns terráqueos, logo vão aos canais de televisão sensacionalistas, pedem dinheiro, falam que vocês têm uma aparência horrível, que foram machucados, que as luzes assustam e outras coisas a mais. Sem saber que tinham sidos escolhidos para serem iluminados, reestabelecidos e recheados de compaixão, compaixão com o planeta e com os homens.

-Mas mesmo assim Redvils peço um voto de confiança na minha raça, pois são poucos que manipulam os homens bons, e os corroem, seduzem escarneiam, suas mentes.

Redvils ficou em silencio, paralisado e retrucou:

-Tens certeza disso que falaste?

-Na Terra existem muitos homens bons?

-Você é um ser de luz, por isso estamos tentando contactar seres com esse perfil, preocupados com a natureza da Terra e dos homens.

Redvils afastou-se, e ficou em frente a uma árvore enorme, ela tinha um brilho fantástico, virou pegou em uma folha, ela brilhou mais ainda, arrancou, levitou, e pegou com as mãos a seiva que escorria das entranhas da folha, chegou perto de mim, pediu que eu fechasse os olhos, nesse momento senti escorrer na minha testa aquela substância, a sensação era de frio, mas passou alguns instantes, senti que ela penetrava na minha mente, invadia meu cérebro, meus neurônios, meus circuitos.

A sensação invadiu meu corpo, senti que flutuava, levitava, voava, planava, sobre aquela paisagem exuberante, me senti como uma ave de rapina planadora, ora urubu, ora harpia, ou um condor. Fiquei nesse transe não sei quanto tempo, mas não queria voltar, parecia que alguém me chamava, chamava e eu não queria ouvir, pousei em um ponto de luz amarela, lá estava a figura exuberante de uma espécie de condor, suas asas eram iridescentes, flamejantes como de um beija-flor, com várias tonalidades, parecia que queria que eu o montasse, quando fui montar houve um bloqueio de uma mão bem nas minhas costas. Parei olhei, era Redvils.

Redvils olhou nos meus olhos, e viu tanta felicidade em forma de luz, que me disse:

-Teodoro por hoje chega!

Fiquei com uma sensação de desespero, pois queria mais.

Redvils disse:

-Seu povo está precisando de você.

Colocou a mão no meu peito e disparou aquela luz com tanta intensidade, que me senti como uma estrela, um cometa, e fui apagando a consciência.



Acordei sentindo um pouco frustrado, estava no meio de rochas em uma chapada, não tão longe de casa, levantei meio grogue, tonto, sentei novamente a poucos metros dali, olhei vi um brilho estranho era aquela folha que o Redvils tinha arrancado daquela árvore no planeta Rednav, ela tinha aspecto sólido, mas estava ornada com desenhos de animais bem interessantes, peguei e guardei no bornal uma espécie de bolsa ou capanga. Olhei para o horizonte e vi um ponto de luz brilhante, sorri e segui minha missão, com a sensação de que tinha outra viagem. A sensação era que tinha encontrado e iria encontrar Deus novamente.......

Rednav III: O mensageiro de Bilic

Certa noite estava perto de uma fogueira queimando meus neurônios, quando bateu um vento repentino, faíscas voavam, o fogo estava vorazmente devorando a madeira, as faíscas pareciam pirilampos em noite escura, e o vento insistia, ventava, ventava, começou a esfriar corri para dentro de casa, peguei um pulôver um tipo de casaco de lã, lembrei também do meu bornal, pois tinha umas poesias para terminar, sentei no jardim, comecei a olhar para o céu, vi um risco de luz, quase que instantaneamente meu bornal começou a levitar, me arrastando para cima, fiquei assustado, cada vez mais para o alto ele me levava, fiquei com medo, fiquei flutuando por uns minutos, quando o risco de luz passou bem perto de mim, o bornal seguiu o risco numa velocidade estonteante, era como se meus ossos tivessem sendo arrancados de minha carne, estava muito frio, mesmo com a blusa de lã.

De repente foi diminuindo a velocidade, foi quando avistei um platô, tinha uma luz marcando o local onde o bornal me levava, desci devagar, a luz me dava segurança, pousei, mas meu coração parecia que ia sair pela boca.

Quando desci, me acalmei, meu bornal ficou no chão ao meu lado, levantei, fiquei de pé, com o bornal atravessado no corpo, mas reparei que tinha um brilho esverdeado dentro dele, como se pulsasse, abri e olhei, era a folha sólida, o presente de Rerchain guardião do planeta Rednav, peguei-a com cuidado, ela começou a brilhar intensamente formando uma névoa esverdeada ao meu redor, me cobrindo, fiquei sem saber, mas não tive medo, de repente tudo ficou coberto, só via a névoa verde, passado alguns instantes, ela foi dissipando, dissipando e comecei a enxergar uma pequena imagem na minha frente, cada vez mais nítida, uma cor lilás, a figura parecia sorrir, fiquei parado, esperando a poeira colorida se espalhar, O sorriso ficou nítido e os olhos da figura eram brilhantes, meu coração bateu forte, a sensação de ter retornado a Rednav, ficou evidente, a figura que me fitava e sorria era Rerlorkay o guardião jovem e brincalhão.

Nesse momento aproximei e olhei bem dentro de seus olhos, uma luz forte me penetrou e fomos teleportados para um lugar, telepaticamente ele me contou:

-Esse local é Bilic, um jardim de Jaskaol, são montanhas de minério, muito importante para o planeta Rednav. A parte que ele me levou era tão bonita e cheia de brilho, e esse brilho emanava tonalidades multicoloridas, percebi que muitos guardiões tinham esse minério em suas vestimentas, agora entendo porque eles tinham tanto brilho.



Rerlorkay pegou na minha mão e saímos flutuando pela montanha afora, cada parte me enchia de uma alegria espontânea, calorosa e apaixonante, ele é tudo que um jovem queria ser, tem ternura, compaixão, rosto de quem te entende, andrógeno, nem homem nem mulher, só pessoa, um ser iluminado no interior e exterior. Isso me deixou completamente apaixonado, não na figura masculina, ou feminina mas sim na pessoa, que acredita no ser humano, te imagina como um ser de luz, sem preconceito, sem agouro, sem julgamento, só amor, só amor, era o que eu sentia.

Rerlorkay era um ser sem sexo, ou seja, uma figura que não preocupava com seu corpo e sim com sua mente ou sexto sentido. Rerlorkay queria me ensinar o amor, a juventude da vida.

Rerlorkay pegou novamente em minha mão e fomos teleportados para uma área restrita, assim ele me comunicou.

Chegamos onde ele queria, assim que chegamos Rerlorkay me apresentou sua irmã era uma Rednaviana chamada Rerflakaya, linda cor de violeta, lábios carnudos, cintura fina, quase uma modelo terráquea, muito bonita e comunicativa.

Assim que ela chegou Rerlorkay ficou fantasiando e não comunicou mais comigo, senti certa distancia, achei que seria como na Terra, ciúme. Mas Rerflakaya me falou telepaticamente.

-Não se preocupe isso acontece com todos os contactos, mas ele não percebe que eu amo ele e não os iluminados da Terra.

Assim começamos a conversar e Rerlorkay me falou está na hora.

Não entendi?

-Indaguei Rerlorkay.

-Hora de que?

Ele me respondeu.

-Você tem que aprender os valores de Bilic, ou seja, os valores do jardim de Jaskaol, pois tudo que brilha tem valor, mas os humanos pensam no mercadício no valor imediato e não no valor humanístico, esse é o erro mais comum, pois a felicidade está no brilho dos olhos e não no brilho dos diamantes, a perfeição está nos pequenos gestos e não nas fortunas.

Rerlorkay apesar de ser jovem me ensinou valores básicos, aqueles que deveriam vir de berço, mas o povo é corrompido pelas veias da fortuna a qualquer preço, isso veio das heranças sem medidas, que precisamos combater.

Rerlorkay chegou perto de mim juntamente com Rerflakaya e falou telepaticamente.

-Teodoro você veio, eu te recebi, te mostrei o jardim de Jaskaol, viu tanto brilho!

-Você tem todo o conhecimento para aplicar na sua raça, para que eles possam voar planar, flutuar e imaginar e construírem um mundo melhor espalhe um pouco desse brilho, mas mentes dos terráqueos siga sua intuição, veja nas crianças a esperança, a ternura, o amor sem medida, você é o responsável pelas brincadeiras lúdicas, para que cresçam com sede de viver, pois cada criança é um deus.



Nesse momento Rerflakaya chegou perto de mim, olhou nos meus olhos pegou na minha mão, sorriu e soprou no meu rosto, nesse momento senti vertigem e apaguei.

Acordei perto de um riacho, senti a frescura da água, o cheiro do verde, o orvalho das folhas, o vento soprando, levantei, olhei, e percebi que meu bornal estava colorido de violeta, abri, vi um amuleto, uma pedra de Jaskaol, do vale de Bilic, tão linda e brilhante, tive suspiros de alegria, um presente de Deus, pois conheci criaturas tão impressionantes e interessantes nesse planeta que parece serem meus irmãos, sai andando, sorrindo e sentindo leve, leve......
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