Proposta educacional



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REVISTA DO PROFESSOR,

abr./jun. 2003

39

(74):


Porto Alegre,

19

39-44,



PROPOSTA EDUCACIONAL

Trabalhando auto-estima

e resgatando valores

Proposta enfatiza a importância das relações interpessoais

Histórico

Auto-estima não pode ser confundi-

da com amor-próprio que, em portu-

guês, por extensão, é sinônimo de orgu-

lho, vaidade, presunção, sentimentos que

produzem uma sensação desconfortá-

vel. Deve-se entender que é, sim, auto-

amor, estima, amor por si mesmo.

A prática da auto-estima produz um

sentimento de satisfação, de completitu-

de, de prazer interior.

Durante nosso processo de cresci-

mento, somos alimentados em nossa

auto-estima quando somos respeitados

em nossas opiniões, nossos gostos,

quando somos amados, valorizados e

encorajados a confiar em nós mesmos.

A verdadeira auto-estima se dá quan-

do mergulhamos dentro de nós mesmos.

Por isso, sentindo a necessidade de

trabalhar a auto-estima de nossos alu-

nos, bem como a importância das rela-

ções interpessoais e o resgate de valo-

res, todos os professores da Escola acei-

taram participar do



Curso de Afeto que

estava sendo oferecido pelo Centro de

Atendimento ao Educando e ao Educa-

dor (CEATEE) de nosso município.

As psicólogas responsáveis pelo cur-

so, Kátia Pozza, Sílvia Audibert e Sandra

Zanini, percebendo o grande número de

professores interessados e comprometi-

dos a participar do curso, dispuseram-se

também a vir à Escola e trabalhar com o

corpo docente. O corpo docente foi divi-

dido em dois grupos: turno da manhã, pro-

fessores do Ensino Fundamental de 5

a

a



8

a

série e turno da tarde, da Educação



Infantil até a 4

a

série do Ensino Funda-



mental. No total foram realizados cinco

encontros com as pessoas de cada turno,

em reuniões pedagógicas.

Do turno da manhã participaram os

seguintes professores: Stael Invernizzi

(Geografia, História e Religião), Rosália

Cantoni Favretto (História e Religião),

Adriane Angheben Eitelven, Cleusa

Bedina e Neusa de Villa Caon (Portu-

guês), Ana Pedretti, Lenir Vargas, Ma-

ria Inês Zaniol e Inês Maganin (Ciências

e Matemática), Sandra Missagia (Edu-

Projeto Nacional de

Intercâmbio de Experiências

Educacionais

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Bento Gonçalves

Rio Grande do Sul

outubro de 2000 a novembro de 2001

13 meses


Alunos de Educação Infantil (Jardim B)

até 8


a

série do Ensino Fundamental

Escola Municipal de Ensino Fundamen-

tal Doutor Tancredo de Almeida Neves

- Diretora: Elisa Felipetto

- Supervisoras Escolares: Neusa de Villa

Caon; Nelita Maria Zanovelo Perin

- Professores: de Educação Infantil e de

1

a

a 8



a

série do Ensino Fundamental



Município:

UnidadeFederada:

Períodode

realização:

Duração:

População-

alvo:

Escola

atingida:

Recursos humanos

envolvidos:

cação Artística), Jacqueline Giovanella

Pierozan (Inglês), Márcia Fleck Valduga

(Recuperação Paralela Extraclasse).

Do turno da tarde participaram os

seguintes professores: Neli Balbinott

Magri (Jardim B), Neide Faé (1

a

série),



Ione Zorzi Dorneles (2

a

série), Sandra



Dalla Costa e Gilson Invernizzi (3

a

sé-



rie – estagiário), Graziela Guimarães (4

a

série), Maricléri Dalla Costa (substitu-



ta) e Nelita Perin (supervisora).

Após os encontros, foi montado um

projeto, juntamente com os professo-

res, supervisão e direção. Neste pro-

jeto foram pesquisadas e também cria-

das técnicas de grupo para serem tra-

balhadas com os alunos, com o objeti-

vo de oportunizar momentos de refle-

xão, de discussão, de análise sobre si

mesmos e de conhecimento dos demais

membros do grupo com os quais con-

vivem diariamente.

As técnicas selecionadas também

procuraram elevar a confiança e a ca-

pacidade dos educandos em pensar e

enfrentar os desafios da vida, de perce-

berem dois aspectos inter-relacionados

dentro da auto-estima: a eficiência pes-

soal e o valor pessoal (auto-respeito).

Foram criados dois cronogramas

(Educação Infantil até 4

a

série e da 5



a

à

8



a

série) para auxiliarem os professo-

res no desenvolvimento do trabalho, ao

longo dos meses. Os cronogramas indi-

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PROPOSTA EDUCACIONAL

cam o professor e a área do conheci-

mento responsáveis pela execução do

programado, com a respectiva dinâmi-

ca a ser aplicada (5

a

a 8



a

série). Nas

classes unidocentes (Educação Infantil

até 4


a

série), os professores realizaram

as atividades indicadas durante o mês,

quando julgavam oportuno.

Em cada dinâmica, o professor ficou

responsável por fazer os registros atra-

vés de fotos, relatos escritos dos alunos

e dos professores, painéis e trabalhos de-

senvolvidos nas atividades. O professor

responsável pela dinâmica do mês era

chamado de

Afetuoso do Mês.

Todos estes trabalhos foram anexa-

dos, posteriormente, em pastas, para que

mais pessoas pudessem conhecer, sen-

sibilizar-se e descobrir que, acima de

tudo, somos seres humanos com neces-

sidade de afeto para produzir e viver

em harmonia.

As dinâmicas desenvolvidas foram

bem-aceitas pelos alunos. Foram momen-

tos prazerosos, que alimentaram a auto-

estima, valorizando-os e encorajando-os.

Justificativa

Sabendo-se da importância das rela-

ções interpessoais, da integração dos

grupos, da descoberta do seu próprio eu,

da valorização de sua auto-estima, reali-

zou-se o presente projeto onde os pro-

fessores e os alunos puderam comparti-

lhar momentos de reflexão e encontrar

soluções para possíveis situações de con-

flito na vida diária, em sala de aula.

Objetivo

A partir das observações realizadas

e das informações significativas arma-

zenadas durante o



Curso de Afeto e

no trabalho desenvolvido junto aos do-

centes da escola, foi definido o seguin-

te objetivo para a realização do projeto:



Oportunizar ao aluno atividades que

lhe possibilitem o conhecimento de si

mesmo e dos demais membros do gru-

po, a fim de elevar a sua auto-estima.

Metodologia

O projeto foi desenvolvido com base

em dinâmicas de trabalho desencadea-

das em sala de aula, mês a mês, sob a

responsabilidade de professores de di-

ferentes áreas do conhecimento (no

caso das turmas de 5

a

a 8


a

séries) e dos

professores das classes de Jardim A e

B e de 1


a

a 4


a

séries.


Um dos pontos de partida, no mês

de março, foi a palestra da psicóloga

Flávia Possamai. Seguiram-se, ao lon-

go do ano, conforme os objetivos defi-

nidos para cada dinâmica, muitos deba-

tes, conversações, elaboração de car-

tões, de painéis, criação de histórias em

quadrinho, situações de intercâmbio com

escolas municipais e com a comunida-

de escolar, contação de histórias e ou-

tras atividades diversificadas.

Desenvolvimento

Apresentamos, a seguir, algumas das

dinâmicas realizadas nas salas de aula.

Os

Quadros 1 apresentam as de-

mais dinâmicas com seus títulos, ob-

jetivos e mês de execução.

EducaçãoInfantileEnsinoFundamen-

tal(JardimAeB–1

a

a4

a



séries)

à

Dinâmica n



o

5

Título: Sentimômetro



Objetivo: Auto-conscientizar-se e re-

fletir sobre suas emoções e sentimentos.



Materiais: cartolina, tesoura, cola e lá-

pis de cor.



Mês de execução: abril/2001.

Duração: 2 horas.

Procedimentos: Cada aluno confec-

cionou uma ficha com o seu nome. Em

seguida, o professor propôs a organiza-

ção de um cartaz de rostinhos, com di-

ferentes expressões: feliz, alegre, nor-

mal (séria), raivosa, triste. Diariamente

os alunos fizeram reflexões sobre como

estavam se sentindo e registraram seu

estado emocional, colocando a ficha

com seu nome no rosto correspondente

ao seu sentir.

à

Dinâmica n



o

6

Título: Eu sou importante



Objetivo: Perceber que todos somos

importantes.



Materiais: folhas de ofício, lápis preto

e lápis de cor.



Mês de execução: junho/2001

Duração: 1 hora.

Procedimentos: Cada aluno recebeu um

papel (uma folha de ofício) onde respon-

deu à seguinte questão:

Por que sou im-

portante? A seguir, o professor promo-

veu uma conversa sobre o que cada um

registrou e orientou a organização de um

painel com os trabalhos dos alunos.

à

Dinâmica n



o

7

Título: A paz



Objetivo: Compreender que a paz no

ambiente em que vivem e no mundo

depende dos indivíduos, dos nossos

modos de pensar e das nossas ações.



Materiais: cartolina, lápis de cor, te-

soura e papel colorido.



Mês de execução: setembro/2001.

Duração: 3 horas.

Procedimentos: Cada turma confec-

cionou em cartolina uma pomba simbo-

lizando a paz entre as pessoas e con-

tendo mensagem sobre o tema. As pom-

bas e as mensagens foram reproduzidas

em tamanho menor, como se fossem

cartões, e distribuídas entre as famílias

do bairro.

à

Dinâmica n



o

9

Título: Abrace sua escola



Objetivo: Valorizar sua própria escola.

Materiais: nenhum material específico.

Mês de execução: novembro/2001

Duração: 1 hora.

Procedimentos: Em sala de aula, o

professor promoveu uma conversa com

os alunos sobre a escola, seu papel na

QUADRO 1


Educação Infantil e 1

a

a 4



a

séries


10/00

11/00


03/01

05/01


07/01

10/01


1- Integração com

troca de mensagens

3- Amigo verdadeiro

4- Crachá

8- Auto-estima

2- Amigo oculto

Integrar-se de forma efetiva e carinhosa com

todos os colegas, no Dia da Criança.

Desenvolver o sentimento de amizade entre

os indivíduos, com vistas ao início do proces-

so de transformação da realidade social.

Valorizar a própria identidade pessoal (sua his-

tória, sua família).

Desenvolver a auto-estima.

Valorizar o amigo elevando a auto-estima por

meio de troca de mensagens.

Mês

Ano


Dinâmicas

Objetivos

Repetição da dinâmica n

o

1



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39-44,



PROPOSTA EDUCACIONAL

vida de cada um, da comunidade, da so-

ciedade em geral. Foram lançadas às

crianças, entre outras, questões como:



Como vejo minha escola?



O que espero da minha escola?



De que mais gosto na minha escola?



Como posso contribuir para enri-



quecer minha escola?

Respondidas as questões, todos os

alunos organizaram-se num único cor-

dão para abraçar a escola.

EnsinoFundamental-5

a

a8



a

série


à

Dinâmica n

o

1

Título: Eu sou você



Objetivos:

• Conhecer os membros de seu grupo,

evitando provável constrangimento decor-

rente das auto-apresentações formais.

• Exercitar técnicas de aprender a ouvir

cuidadosamente, durante uma conversa.

• Exercitar sentimentos de empatia

(como sentir-se no lugar do outro).



Materiais: cadeiras.

Mês de execução: março/2001.

Duração: 1 hora/Ensino Religioso.

Procedimentos: Num espaço amplo, o

professor sugeriu que os alunos se orga-

nizassem em duplas, preferencialmente

de pessoas que não se conheciam. For-

madas as duplas, o professor orientou o

trabalho em momentos distintos:



1

0

- cada participante verbalizou ao co-

lega informações relativas a si próprio,

de forma bem objetiva. Seu colega de

dupla apenas ouviu-o atentamente, in-

vertendo-se, posteriormente, as posi-

ções, num tempo de 10 minutos;

2

0

- ao final do prazo estabelecido, to-

dos retornaram ao grande grupo para

as apresentações;



3

0

- formou-se então um grande círculo

com cadeiras, e um dos membros de

cada equipe ficou em pé, às costas de

seu parceiro sentado na cadeira;

4

0

- o aluno que estava de pé fez sua

apresentação como se fosse seu par-

ceiro. Por exemplo:



Meu nome é...,

gosto de..., faço..., sou..., etc.;

5

0

- concluída a apresentação, o par-

ceiro apresentado (sentado, e que ficou

em silêncio até então) acrescentou, re-

tirou ou fez ajustes relativos ao que foi

dito a seu respeito;



6

0

- os alunos trocaram de lugar, inver-

tendo-se o processo (quem estava de pé,

falando, sentou-se; quem estava sentado,

levantou-se e apresentou seu colega).

Para finalizar, depois que todas as

duplas se apresentaram, o professor deu

oportunidade para serem acrescentadas

algumas observações a respeito de al-

guém do grupo.

à

Dinâmica n



o

4

Título: Eu: ontem–hoje–amanhã



Objetivo: Vivenciar situações de co-

nhecimento de si mesmo e das demais

pessoas do grupo.

Materiais: folhas brancas e canetas.

Mês de execução: junho/2001.

Duração: 1h30min/Língua Portuguesa.

Procedimentos: Num primeiro mo-

mento, o professor solicitou que cada

aluno escrevesse sua biografia, de acor-

do com o seguinte roteiro:

– dados de identificação (nome, data e

local de nascimento, nome dos pais,

número de irmãos, endereço, profissão

dos pais...);

– recordações importantes da infância;

– momentos fortes da adolescência

(aventuras, emoções, desafios, ale-

grias,...);

– pessoas que influenciaram minha vida,

até agora, por quê?;

– linha de tempo, registrando momen-

tos mais significativos até o presente.

Terminada a tarefa, um por um dos

alunos se apresentou e leu sua auto-

biografia. Os demais ficaram livres

para anotar detalhes significativos da

vida do colega.

Num segundo momento, o professor

propôs aos alunos o exercício a seguir.

Completar as frases:

• Dois objetivos que me definem...

• Três coisas que gosto de fazer...

• Alguma coisa que acredito fazer bem...

• Meu maior defeito...

• Minha maior qualidade...

• Três traços de meu caráter...

• O que quero ser...

• Minhas metas e objetivos...

• O que faço para alcançar minhas

metas e objetivos...

• Como me vejo no ano 2005...

Realizado o exercício, os alunos se

reuniram em grupos de 5 participantes

para compartilharem as respostas.

à

Dinâmica n



o

5

Título: Quem sou eu?



Objetivo: Reconhecer-se e aceitar-se

ou não como é e identificar o que pode

fazer para mudar e viver melhor.

Materiais: cola, tesoura, revistas para

recortar, papel pardo, canetas hidrocor.



Mês de execução: julho/2001.

Duração: 50 minutos/Língua Portuguesa

Procedimentos: Os alunos procura-

ram em revistas e recortaram gravuras

que identificassem traços de suas per-

QUADRO 2


Ensino Fundamental – 5

a

a 8



a

séries


03/01

04/01


05/01

08/01


15- Valorizando o outro

(Ensino Religioso)

2- Não faças aos outros

o que não queres que

façam contigo.

(Matemática e Ciências)

3- Próximo e distante

(Geografia e Ensino Re-

ligioso)

6- Cartaz

(Educação Artística)

7- Trabalhando com a

música

8- Auto-estima



9- Tomando decisões

10- A imagem que tenho

de mim

11- Eu sou alguém



13-Jogo da auto-estima

(Ensino Religioso)

17- Emocionômetro

(Língua Inglesa)

11/01

09/01


Desenvolver a auto-estima por meio de

mensagens positivas.

Demonstrar o quanto é importante termos

afeto para com o outro.

Perceber a existência das relações de pro-

ximidade e distância entre os membros

de um grupo.

Conhecer-se, conhecer os membros de seu

grupo, desinibir-se e tornar-se criativo.

Reconhecer a importância dos sentimen-

tos e valores pessoais.

Desenvolver a auto-estima.

Vivenciar situações-problema e sugerir

soluções.

Conscientizar-se de si mesmo e de seus

valores.


Perceber-se como ser único e diferente

dos demais, identificando seus próprios

valores pessoais.

Refletir sobre a auto-estima e os fatores

que a afetam.

Conscientizar-se de suas emoções. Re-

fletir sobre seus sentimentos no dia.

Dinâmicas

Objetivos

Mês


Ano

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(74):

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19

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PROPOSTA EDUCACIONAL

sonalidades. A seguir, colaram-nas em

folha de ofício e fizeram, um por um, a

apresentação ao grupo, explicando o

porquê da(s) gravura(s) e o que

significava(m) como traço individual.

Após essa etapa, foi criado coleti-

vamente um painel.

Terminada a organização do painel,

o professor entregou aos alunos o poe-

ma a seguir.

balho


(Quadro 3), lápis e borracha. O

professor explicou que cada aluno de-

veria construir sua bandeira, a partir das

6 perguntas, identificadas adiante.Para

que os alunos compreendessem a tare-

fa, o professor fez alusão ao fato de que

uma bandeira, geralmente, representa

um país, trazendo algo significativo de

sua história.

Solicitou, então, aos alunos que res-

pondessem às perguntas preferencial-

mente por meio de um desenho ou de

um símbolo na área indicada. Os que

não desejassem desenhar, poderiam es-

crever uma frase ou algumas palavras.

Indicando a área onde deveriam ser

respondidas (1, 2, 3, 4, 5 ou 6), o pro-

fessor fez as seguintes perguntas aos

alunos.



Qual a sua melhor qualidade?





O que gostaria de mudar em você?



Qual a pessoa que você mais admi-



ra?



Em que atividade você se conside-



ra muito bom?



O que mais você valoriza na vida?



Que dificuldades ou facilidades você

encontra para trabalhar em grupo?

O professor teve o cuidado de espe-

rar que os alunos respondessem à ques-

tão feita antes de passar à próxima.

Terminada a tarefa, a turma foi divi-

dida em subgrupos que compartilharam

suas bandeiras, examinando-as e co-

mentando as respostas dadas.

Na etapa seguinte, em grande grupo,

QUADRO 3


o professor incenti-

vou comentários pes-

soais e individuais so-

bre o que mais cha-

mou atenção em suas

bandeiras e o que

cada um descobriu

sobre si mesmo e so-

bre o grupo.

Na

oportunidade, todos



se manifestaram so-

bre a experiência de

ter compartilhado

com o grupo o seu

fazer pessoal, os

seus sonhos, as suas

descobertas, o seu

pensar sobre si e so-

bre os outros.

à

Dinâmica n



o

14

Título: Quero, so-



bretudo,...

Objetivos:

• Descobrir o que é

ter liberdade interior.

• Questionar valores.



Materiais: lápis preto, folhas de ofício

conforme a sugestão no



Quadro 4.

Mês de execução: setembro/2001.

Duração: 50 minutos/Ensino Religioso.

Procedimentos: O professor distribuiu

as folhas impressas para os alunos (ver



Quadro 4) e orientou-os a fazerem uma

leitura e a acrescentarem mais outros 10

aspectos diferentes dos enumerados (ob-

jetos, bens pessoais, comidas, etc.).

Aseguir, o professor desencadeou um

trabalho de análise sobre as realidades

expressas pelos itens e a conseqüente

seleção passível de ser realizada, obe-

decendo ao seguinte roteiro:

1. No quadro, há palavras demais! Va-

mos descartar algumas delas, porque



Quem tudo abarca, tudo perde. En-

tão, descartem, riscando 4 itens.



2. Entregue sua lista a um colega para

que ele a examine: ainda contém mui-

tas coisas. Em silêncio, o colega deve

riscar mais 3 itens que não são impor-

tantes, devolvendo a lista ao seu dono.

3. Agora, pense que você tem mais 10

anos de vida. Imagine o que poderia es-

tar fazendo e suprima mais 3 itens des-

necessários.



4. Pense em Jesus Cristo e no seu pro-

jeto de vida para todos (para a humani-

dade), por isso, risque mais 3 itens.

5. Pense em seus melhores amigos. Es-

colha um item (riscando-o) e o ofereça

ao seu(sua) melhor amigo(a).

6. Na vida, condicionamos pessoas, si-

Após a leitura dramatizada do poe-

ma, os alunos:

• identificaram no texto as contradições,

as qualidade e os defeitos;

• refletiram sobre



Como eu sou? Acei-

to-me ou não como sou? O que pos-

so mudar para viver melhor? O que

os adultos pensam que sou?;

• criaram um poema com a mesma for-

ma e estrutura do que foi lido, tendo

como título



Quem sou eu?;

• realizaram apresentação em sala de

aula.

Os alunos que desejaram, fizeram



exposição de trabalhos na escola, usan-

do pseudônimos.

à

Dinâmica n



o

12

Título: Minha bandeira pessoal



Objetivo: Auto-conhecer-se, identifi-

cando qualidades, habilidades e limites

pessoais.

Materiais: fichas de trabalho, lápis pre-

to, lápis de cor e borracha.



Mês de execução: março/2001.

Duração: 50 minutos/Ensino Religioso.

Procedimentos: O professor orientou

os alunos a se colocarem à vontade, es-

palhados pela sala de aula, acomoda-

dos. Cada um recebeu uma ficha de tra-

IDENTIDADE

Às vezes nem eu mesmo

Sei quem sou.

Às vezes sou

"o meu queridinho"

Às vezes sou

"moleque mal criado"

Para mim


Tem vezes que sou rei,

herói voador,

cowboy lutador,

jogador campeão.

Às vezes sou pulga,

Sou mosca também,

que voa e se esconde

de medo e de vergonha

Às vezes sou Hércules, Sansão Vencedor,

peito de aço,

goleador.

Mas o que importa.

o que pensam de mim?

Eu sou quem sou, eu sou eu,

sou assim,

sou menino.

Pedro Bandeira

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REVISTA DO PROFESSOR,

abr./jun. 2003

43

(74):


Porto Alegre,

19

39-44,



PROPOSTA EDUCACIONAL

tuações e somos

também condicio-

nados. Pense em

quem já o fez so-

frer e, então, procu-

re e risque um as-

pecto que signifique

um gesto de perdão.

7. Há tantos pobres,

pessoas vazias, sem

sentido na vida. Vo-

cê é co-responsável

por tudo o que acon-

tece na vida e quer

ajudar quatro pes-

soas, riscando mais

4 itens.

8. Na vida surgem

vários imprevistos:

seu pai e sua mãe

precisam de ajuda.

Dê algo a cada um

deles, riscando mais

2 aspectos.

9. Ocorreu outro

imprevisto: você es-

tá doente e o que

mais deseja é a saúde. Troque (risque)

3 itens importantes pela sua saúde.

10. Para uma vida plena, em sua co-

munidade, estão sobrando 3 coisas

(itens). Risque-as.

11. Separe outros dois aspectos da sua

realidade, que você não precisa mais e

risque-os.

12. De todos os aspectos de sua reali-

dade que sobraram, selecione 2 (ou 3)

que considera mais importantes e trans-

creva-os, completando a frase



Quero,

sobretudo,...

Para terminar, o professor propôs a

seguinte reflexão:

O que foi mais difí-

cil riscar? O que foi mais fácil? O

que esta dinâmica tem a ver com a

nossa vida?

à

Dinâmica n



o

16

Título: Pessoas são dons



Objetivo: Identificar-se como pessoa

importante no meio em que vive.



Materiais: uma caixa com tampa, de-

corada como para presente, com espe-

lho dentro.

Mês de execução: outubro/2001.

Duração: 50 minutos/Educação Física.

Procedimentos: O professor apre-

sentou aos alunos uma caixa bem de-

corada e disse a eles que a escola ha-

via recebido um presente muito es-

pecial. O professor orientou os alu-

nos a pegarem, um por um, a caixa,

1- roupas

2- dinheiro

3- trabalho

4- estudos

5- vocação

6- amigos(as)

7- namoro

8- diversão

9- esporte

10- família

11- televisão

12- serviço

13- oração

14- férias

15- carro

16- prazer

17- música

18- poder

19- pais

20- prestígio

21- colaboração

22- profissão

23- livros

24- realização pessoal

25- computador

26- fé


27- solidariedade

28- carinho

29- viagens

30- liberdade

31- leitura

32- jogos

33- orgulho

34- ciúme

35- amor

36-


37-

38-


39-

40-


41-

42-


43-

44-


45-

QUADRO 4


abrirem-na, observarem o presente

que estava dentro dela, fecharem bem

a caixa e entregarem-na ao colega

mais próximo, sem comentar absolu-

tamente nada.

Desse modo, a caixa passou de mão

em mão por todos os alunos em aula.

Terminada essa etapa, o professor

questionou os alunos sobre como se sen-

tiram ao se olharem ao espelho e per-

ceberem que eles próprios eram o pre-

sente que a escola havia recebido.

Após os comentários, o professor

sugeriu a leitura e a análise da mensa-

gem expressa no texto

Pessoas são

dons (Quadro 5).

Avaliação

Acreditamos que este projeto ajudou

nosso aluno a expor suas próprias idéias,

seus medos e suas necessidades. A par-

tir das dinâmicas, ele se sentiu merece-

dor de amor e respeito de parte dos ou-

tros, com direito a ser feliz e com capa-

cidade de enfrentar os desafios que a

vida, certamente, lhe oferecerá.

A satisfação de todos os envolvidos

no projeto (alunos e professores) está

QUADRO 5

PESSOAS SÃO DONS

Pessoas são dons. Pessoas são presentes, que o Pai manda para mim embrulha-

das.


Umas são presentes que vêm em embrulho bem bonito: atraentes logo que as vejo.

Outras vêm com um papel bastante comum.

Outras ficaram machucadas no correio.

De vez em quando, vem uma registrada.

Umas são presentes em invólucros fáceis.

Outras, é bem difícil para tirar a embalagem. Porém, a embalagem não é o

presente.

É fácil fazer este erro. Às vezes, o presente não é muito fácil de abrir.

Precisa-se da ajuda de outras pessoas.

Será que a razão é o medo? Será que é o ódio?

Talvez já tenha sido desembrulhado e o presente jogado fora.

Pode ser que este presente não seja para mim!

Eu também sou uma pessoa. Sou também um presente.

Um presente a mim mesmo.

O Pai deu-me a mim mesmo.

Já olhei para dentro da minha própria embalagem?

Talvez nunca tenha aceito o presente que sou...

Pode ser que dentro da embalagem tenha algo diferente do que penso!

Talvez nunca tenha compreendido o presente maravilhoso que sou!

Será que o Pai faz pessoas que não são maravilhosas?

Eu adoro os presentes que aqueles que me amam dão a mim!

Por que não amo o presente, este presente, a pessoa que sou?

Sou um presente às outras pessoas?

Será que nunca chegarão a gozar do presente?

Cada encontro com pessoas é troca de presentes.

Mas o dom sem doador não é mais dom!

É somente uma coisa vazia sem relacionamento entre doador e recebedor.

A amizade é um relacionamento entre pessoas que vêem as pessoas como real-

mente são: DONS DO PAI UM AO OUTRO...

O amigo é um dom, não somente para mim, mas para outros através de mim.

Quando eu guardo um amigo, possuindo-o, eu destruo sua capacidade de ser

dádiva.


Se eu guardo a sua vida para mim, eu a perco, para outros, então eu a guardo.

PESSOAS SÃO DONS RECEBIDOS E DONS DOADOS...

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REVISTA DO PROFESSOR,

44

abr./jun. 2003



(74):

Porto Alegre,

19

39-44,


PROPOSTA EDUCACIONAL

expressa nos depoimentos que trans-

crevemos a seguir.

Dinâmica n

o

1 - Eu sou você



Foi bastante interessante esta téc-

nica. Em seus depoimentos, os alunos

de todas as turmas, sem exceção, de-

monstraram alegria e satisfação em

participar do trabalho. Alegaram que

conheceram melhor os colegas e a tur-

ma, que conseguiram se entrosar me-

lhor. Alguns relataram que o bom é ser

"você mesmo"; que alguns colegas pre-

cisam se gostar mais. A técnica reve-

lou coisas que o grupo desconhecia

sobre seus colegas.

Professora

Rosália Cantoni Favretto

Dinâmica n

o

6 - Cartaz



Percebi que a técnica do cartaz

foi bem aceita pelos alunos. Senti que

a maioria gostou de desenhar algo

que os representasse. Alguns per-

guntaram se poderiam desenhar vá-

rias coisas na mesma folha. Nos de-

poimentos souberam se expressar e

colocar suas idéias. Poucos alunos

colocaram na avaliação uma certa

dificuldade em explicar o desenho

(por ser íntimo), outros gostaram de

conhecer melhor seus colegas. No

geral, a técnica agradou.

Professora Sandra Missagia



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