Projeto Ergômetro Metodologia de Pesquisa



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Encontro10.07.2017
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Projeto Ergômetro - Metodologia de Pesquisa

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2) Qual a metodologia da pesquisa?

A proposta inicial deste primeiro trabalho foi a de avaliar a real necessidade de projetar e construir um ergômetro para cadeirantes. Constatou-se que, no Brasil, existem sistemas pouco versáteis e não dedicados; tais sistemas são de alto custo e inviáveis para serem utilizados em centros de treinamento ou clínicas de reabilitação. Portanto, seria importante projetar um equipamento dedicado, modular, versátil e leve onde testes aeróbios e anaeróbios pudessem ser efetivamente aplicados aos cadeirantes visando uma avaliação da sua capacidade física, respeitando o efetivo gesto motor de propulsão da cadeira (Fig. 1).





Figura 1 – Gesto motor efetuado pelo cadeirante mostrando os efetivos grupos musculares exercitados durante a movimentação da cadeira. Fonte: www.anybodytech.com/128.0.html e www.cpb.org.br.

No mercado existem as chamadas bicicletas estacionárias ou ciclo ergômetros utilizados para aumentar a extensão dos movimentos do quadril, joelho e tornozelo, bem como para fortalecer músculos específicos (Fig.2). Um avanço deste equipamento foi a criação do ciclo ergômetro de braço, mostrado na Fig. 3 e que surgiu com a proposta de auxiliar na reabilitação muscular (principalmente na reabilitação do ombro), em laboratórios de pesquisa, centros de condicionamento cardiovascular, ou até centros de treinamento olímpicos.

Ergométricas com manivelas para braços são, em geral, confiáveis e válidas para a evolução clínica e funcionam também para pacientes em cadeira de rodas, em avaliação de exercícios prescritos, principalmente, para pacientes com lesão espinhal. Porém, equipamentos deste tipo não simulam a condição real de funcionamento de uma cadeira de rodas, por exemplo, o movimento que um atleta paraolímpico tem que fazer, ou seja, propulsão na cadeira utilizando as guias laterais. Este movimento necessita de um esforço diferente daquele previsto em ergômetros de braço convencionais. Ou seja, o usuário comum ou o atleta paraolímpico precisa melhorar a sua condição para uma eficiente propulsão da cadeira.

Diante disto, resolveu-se projetar um novo equipamento, denominado de ergômetro para cadeirantes, onde a estrutura de propulsão seriam os aros, similares aos de uma cadeira de rodas e a resistência ao movimento seria gerada no eixo dos aros. Portanto, o ergômetro seria constituído de dois módulos, que seria o acionamento e o módulo de resistência. No início do projeto imaginou-se uma geração de resistência passiva gerada pelo aumento da compressão de uma correia sobre uma polia. Mas no decorrer do projeto verificou-se a possibilidade de utilização de um sistema de resistência eletromagnético ligado diretamente ao eixo dos aros (Fig. 4). Isto foi possível graças a uma parceria que ocorreu com a empresa Brudden Equipamentos (Movement) que se interessou pelo projeto e forneceu detalhes técnicos do sistema de geração de resistência eletromagnético. Paralelamente, foi desenvolvido um aplicativo em ambiente LabView para monitorar e aplicar os testes anaeróbios e aeróbios.




Figura 2 – Modelo convencional de um ciclo ergômetro.



Figura 3 – Ciclo ergômetro de braço M4100. Fonte: www.cefise.com.br.



Figura 4 – Configuração inicial do projeto do ergômetro para cadeirantes.

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  • Engenharia Aeronautica


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