Projeto compartilhar



Baixar 387,55 Kb.
Página1/6
Encontro24.03.2019
Tamanho387,55 Kb.
  1   2   3   4   5   6


PROJETO COMPARTILHAR

Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

www.projetocompartilhar.org

 

 

 



Joana Simoa Rodrigues

(atualizado em 02-setembro-2017)

 

 

S.L. 8º, 332, título; Joanna Simoa Rodrigues 1.ª vez casada com seu primo João Rodrigues Fernandes, f.º de Antonio Fernandes e de Maria Fernandes; falecendo seu 1.º marido em 1659, passou ela a 2.ªs núpcias com Pedro Vaz Moniz, e faleceu em avançada idade em 1706 em S. Paulo. (C. O. S. Paulo) Teve: Do 1.º marido : Cap. 1 a 7º. Do 2.º marido teve: 5 filhos. Cap. 8 a 12



1- Manoel Rodrigues Lopes

2- Accenço Rodrigues Lopes

3- João Rodrigues Lopes

4- Sebastião Rodrigues Lopes

5- Maria Rodrigues

6- Antonio Rodrigues Lopes

7- Joanna Rodrigues

 

8- José Vaz Moniz



9- Francisco Vaz Moniz

10- Maria Vaz Moniz

11- Pedro Vaz Moniz

12- Leonor de Siqueira

 

 



Bartyra Sette

Fabricio Gerin

 

Pedro Vaz Muniz era natural do Lugar do Lavradio-PT, filho de Francisco Vaz Muniz e Leonor Pereira. Foi o segundo marido de Joana Simoa Rodrigues, viuva de João Rodrigues, com sete filhos deste matrimônio.



Pedro testou na Aldeia de Nossa Senhora da Conceição aos 21-05-1669, faleceu no mesmo mês e foi inventariado em 03-12-1670 na paragem chamada Caucaia termo da vila de S. Paulo. Foram filhos do casal:

Francisco, com 8 anos em 1670.

Pedro, com 7.

José, com 5.

Leonor, com 4 anos.

Maria, de um ano, póstuma.

 

Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo



Inventários e Testamentos não publicados

Pesq.: Fabricio Gerin/Bartyra Sette



Pedro Vaz Muniz 1670

Autos aos 03-12-1670 nesta vila de S. Paulo no termo dela paragem chamada Caucaia, no sitio e fazenda que ficou do defunto Pedro Vaz Muniz.

Declarante a viuva Joana Simoa.

 

Testamento - Aos 21-05-1669 eu Pedro Vaz Muniz rogo a minha mulher Joana Simoa e a João Vieira da Silva sejam meus testamenteiros.



Sou natural do Lugar Lavradio, filho Francisco Vaz Muniz e Leonor Pereira. Sou cc Joana Simoa e tivemos quatro filho, tres machos e uma femea a saber: Francisco = Pedro = Jose = Leonor. Fica minha mulher pejada.

Minha mulher foi casada com João Rodrigues os quais tiveram sete filhos

Aldeia de Nossa Senhora da Conceição aos 21-05-1669

Cumpra-se 23-05-1669

 

Titulo dos Filhos: Francisco de 8 = Pedro de 7 = Jose de 5 = Leonor de 4 = Maria de um.

 

Entre os sete filhos de Joana e João Rodrigues Fernandes:



 

1- (Cap. 3º da GP) João Rodrigues, batizado na Sé de São Paulo em 14-10-1665. Testamenteiro do irmão Sebastião.

SP, SP aos 14-10-1645 bat a João, f. João Rodrigues e de s/m Joana Simoa, foram padrinhos [apagado] e Sebastiana de Aguiar.

 

2- (Cap. 1º da GP) Manoel, gêmeo de Maria, batizados em 13-07-1647.



SP, SP aos 13-julho-1647 bat a Manoel e Maria, gemeos, fos de João Rodrigues e Joana Simoa; foram padrinhos de Manoel: Manoel Coelho da Gama e Izabel Furtada; de Maria: Francisco Barreto e Juliana Nogueira.

 

3- (Cap. 5º da GP) Maria, gêmea de Manoel supra citado.



 

4- (Cap. 7º da GP) Joana, batizada em 20-06-1653.



SP, SP aos 20-junho-1653 bat a Joana, f. de João Roiz e Joana Simoa, foram padrinhos D.os Coutinho e M.ª da Assunção.

          Segundo a GP, Joana Rodrigues casou com Pedro Rodrigues Marques e foram pais de:

4-1 Joana Rodrigues Damasceno casou com João Rodrigues de Oliveira. Pais de, pelo menos:

4-1-1 Mariana Rodrigues de Oliveira foi casada com Antonio Lopes de Miranda, filho de João Lopes de Miranda e Isabel da Cunha Lobo. Geração na família “Domingos de Góes”, neste site.

         Antonio foi testemunha na dispensa de Maria Vieira da Silva (4-1-2-1) em 1740, onde declarou ser parente em 2º grau de afinidade da justificante:

- Antonio Lopes de Miranda, natural e morador nesta cidade, vive de suas lavouras, de idade 40 anos. Parente da justificante no 2º grau de afinidade.

4-1-2 Joana Rodrigues casou com Manoel Vieira da Silva e Paiva, natural da cidade do Porto, filho de Manoel Vieira de Paiva e de s/m Francisca Vieira. Manoel faleceu em São Paulo aos 30-08-1748.



SP, SP = Manoel Vieira da Silva e Paiva = aos 30-agosto-1748 faleceu Manoel Vieira da Silva e Paiva, natural da cidade do Porto, f. de Manoel Vieira de Paiva e de s/m Francisca Vieira casado com Joana Rodrigues. Deixou o remanescente de sua terça para seus quatro filhos: Maria, Apolonia, Ursula e Pedro. Testamenteiros a Vicente Ferreira, Francisco Alvres da Cunha, Nicolao Francisco Rosal e Laureano Batista.

Foram quatro os filhos do casal, que viviam em 1748:

1- Maria

2- Ursula

3- Ana, gêmea de Ursula, não é citada no testamento paterno.

4- Apolonia

5- Pedro

 

4-1-2-1 Maria Vieira da Silva, batizada em 1724. Com provisão obtida em 01-12-1740, casou em S Paulo com Francisco Alvares da Cunha, segundo testamenteiro de seu pai. Francisco foi filho de Manoel Alves da Cunha e de s/m Dona Agustinha de Albuquerque naturais da freguesia de São Pedro da Sé da cidade de Pernambuco, era viúvo de Inacia de Freitas de Tolledo, falecida em S. Paulo aos 30-10-1740, filha de Manoel da Rocha de Carvalho e s/m Catarina Ribeira de Toledo (ou de Freitas de Toledo) - família “Gaspar Vaz Guedes”, neste site.



ACMSP Dispensas Matrimoniais ano 1740-1741

Justificantes Francisco Alz da Cunha e Maria Vieira da Silva 01-dezembro-1740

Quer casar Francisco Alves da Cunha, f.l. de Manoel Alves da Cunha e de s/m Dona Agustinha de Albuquerque, e viuvo de Ignacia de Freitas de Tolledo que faleceu nesta cidade = com Maria Vieira da Silva, f.l. de Manoel Vieira da Silva Paiva e de s/m Joana Rodrigues, moradores todos nesta cidade.

Certidão:

- aos 30-outubro-1740 faleceu Ignacia de Freitas de [---]do mulher que foi de Francisco Alves da Cunha, foi sepultada na capela de N. Sra. do Rosario dos Pretos desta cidade,

Maria Vieira quer fazer  justificação de sua idade (...).

Testemunhas:

- Antonio Lopes de Miranda, natural e morador nesta cidade, vive de suas lavouras, de idade 40 anos. Parente da justificante no 2º grau de afinidade.

João Rodrigues de Oliveira, natural e morador nesta cidade, vive de suas lavouras, de idade 56 anos, padrinho da justificante. (...) fora batizada na capela do Padre Frei Jose Vieira na era de setecentos e vinte e quatro anos. Ele testemunha foi o padrinho sendo madrinha a mulher dele testemunha Joana Rodrigues.

          Maria faleceu no dia de Natal do ano de 1752.



Sé de S Paulo- Obitos- Aos 25-12-1752 faleceu Maria Vieira filha de Manoel Vieira e s/m Joanna Rodrigues casada nesta Cidade com Francisco Alvares da Cunha.....

 

4-1-2-2 Úrsula Maria Vieira, batizada em 20-10-1727 na Sé de S. Paulo. Em 1748 tirou provisão para se casar com Nicolau Francisco Rosal, batizado na freguesia de Santa Catarina de Monte Sinai da cidade de Lisboa, filho dos falecidos Manoel Francisco Pires e de Maria da Conceição (ou da Encarnação).



ACMSP - Dispensas Matrimoniais ano 1747

Nicolau Francisco Rosal e Ursula Vieira 09-dezembro-1748

Ele f.l. de Manoel Francisco Pires e de Maria da Conceição, ambos ja defuntos, batizado na freguesia de Santa Catarina de Monte Sinal da cidade de Lxa. e morador nesta cidade de S. Paulo = com Ursula Vieira, f.l. de Manoel Vieira da Silva e Paiva, ja defunto e de Joana Rodrigues, batizada na freguesia desta cidade de S. Paulo e nela moradora.

Certidão: aos 20-outubro-1727 bat a Ursula e Ana, gemeas, filhas de Manoel Vieira da Silva e de s/m Joana Roiz, foram padrinhos de Ursula: Francisco de Salles e Mariana Roiz de Oliveira; e de Ana: Joana Roiz de Macedo e João Roiz de Oliveira.

Provisão com fiança.

Freguesia de Santa Catarina de Monte Sinai da Cidade de Lisboa - Testemunhas

          Nicolau faleceu com testamento aos 02-11-1751.



SP, SP ob aos do-s dias do mes de novembro de 1751 faleceu Nicolao Francisco Rosal, f. de Manoel Francisco Pires e de s/m Maria da Encarnação, natural de Lisboa, batizado na freguesia de Santa Catarina do Monte Sinai, e casado nesta cidade com Ursula Maria. Foi sepultado na capela da Ordem Terceira de S. Francisco. Fez testamento. Deixou a [danificado] Rosa, solteira, filha de Felipe Mendes seis mil e quatrocentos. Deixou o remanescente de sua terça a sua filha Maria, e não deixou mais legados, nem nomeou testamenteiros.

          Ursula faleceu em S. Paulo aos 15-04-1762, com testamento. Declarou dois filhos de seu matrimônio, um deles já falecido, e dois filhos tidos no estado de viúves. Foi inventariada em 1762.



SP, SP aos 15-04-1762 faleceu Ursula Maria Vieira, natural desta cidade, f. de Manoel Vieira Paiva e Joana Rodrigues. Fez testamento, encomendou missas. Declarou mais que foi casada com Nicolau Francisco Rosal por morte do qual lhe ficaram dois filhos; Vicente e Maria, o qual menino Vicente é falecido. Depois da morte do dito seu marido teve dois filhos João e Eufrasia que vivem em sua companhia. A legitima do menino Vicente, por cuja morte lhe pertencia deixava, por desencargo de sua consciencia, sua filha Maria. Testamenteiros o Bacharel Joaquim dos Santos Silva e Jose(?) Gonçalves.

 

SAESP - Arquivo do Estado de S. Paulo Inventários não publicados



Ano 1762 São Paulo

Auto de Partilha 1764

Treslado de Testamento 1762

Inventariada Ursula Maria Vieira, viuva que foi do defunto Nicolau Francisco Rosal.

Dr. Joaquim dos Santos Silva, testamenteiro.

Autos aos 15-abril-1762

Orfãos:

Maria de idade de 13 anos.

Eufrazia de idade de sete anos.

Joam, de idade de cinco anos.

Diz Jose da Costa Vale, desta cidade, por cabeça de sua mulher Maria Francisca da Encarnação e como tutor dos mais filhos orfãos que ficaram da defunta Ursula Maria Vieira (...).

) (...) os dois órfãos, filhos da defunta inventariada, que os houve depois de falecido seu marido e no tempo de viuves.

 

4-1-2-3-1 Vicente, filho legitimo de Ursula e Nicolau, faleceu depois do pai e antes da mãe.



4-1-2-3-2 Maria, também filha de Nicolau, batizada na Sé de São Paulo aos 09-03-1750. Herdeira do remanescente da terça paterna. Maria Francisca da Encarnação em 1762 estava casada com José da Costa Vale, tutor de seus cunhados órfãos.

SP, SP aos 09-março-1750 bat a Maria, f. de Nicolao Francisco Rosal e de s/m Ursula Maria Vieira. Foram padrinhos Antonio Lopes der Miranda, casado e Maria Luiza de Oliveira, solteira todos desta freguesia.

4-1-2-3-3n Eufrasia com 7 anos em 1762, filha natural, sem declaração de paternidade.

4-1-2-3-4n João com 5 anos, filho natural, também havido de mãe viuva.

4-1-2-3 Apolonia Maria Vieira com 28 para 29 anos em 1759, casou duas vezes. Em 1748 estava casada com Vicente Ferreira de Jesus, 1º testamenteiro do sogro.

          Vicente, natural de Leiria, filho de Manoel Ferreira e Joana Pereira, faleceu com testamento em 20-05-1751.

SP, SP aos 20-maio-1751 faleceu Vicente Ferreira de Jesus, f. de Manoel Ferreira e de s/m Joana Pr., natural da cidade de Leria e morador e casado nesta cidade com Apolonia Maria Vieira. Foi sepultado na capela da Ordem 3ª da S. Francisco. Fez seu testamento. Encomenda missas;

          Em 19-11-1759 Apolonia requereu dispensa de afinidade ilícita para se casar com Manoel Caetano Renovato de Aguiar, com quem vivia amancebada há varios anos e com geração. Agravantemente, Manoel também tivera tratos ilícitos com Maria Vieira, irmã de Apolonia, e seria primo do primeiro marido de dela.

          Manoel Caetano, outrora Nicolau José de Aguiar, com 32 anos em 1759, era natural de Lisboa onde foi batizado na freguesia de Santos Velho, filho de Bento de Oliveira Cardoso e de s/m Barbara Agostinha de Aguiar.

ACMSP Dispensas Matrimoniais ano 1759

Manoel Caetano Renovato e Apolonia Maria Vieira 19-novembro-1759

Dispensa de 1º grau de afinidade por copula ilicita.

Manoel Caetano Renovato, n. da cidade de Lisboa e batizado na freg. de Santos Velho, f.l. de Bento de Oliveira Cardoso e Barbara Agostinha de Aguiar = Apolonia Maria Vieira, viuva que ficou de Vicente Fr.ª de Jesus.

Q Maria Vieira e Apelonia Maria Vieira foram irmãs.

Q com a dita Maria Vieira teve o orador copula ilícita - 1º grau de afinidade,

Que os oradores andam ha 8 ou mais anos amancebados (...).

Que a oradora tem tido tres filhos do orador e de proximo se acha para dar a luz outro, e suposto que dois se acham mortos,

 

Depoimento do orador: Manoel Caetano Renovato, natural da cidade de Lisboa e batizado na freguesia de Santos Velhos da mesma cidade onde se chamava Nicolau Jose de Aguiar, filho de Bento de Oliveira Cardoso e de s/m Barbara Agostinha de Aguiar, e morador nesta cidade onde vive de ser escrevente do cartorio da ouvidoria desta cidade, de idade de 32 anos



Confirma os itens. A oradora tem tido quatro filhos, dos quais se acha um vivo.

Depoimento da oradora: natural e moradora nesta cidade, de idade 28 para 29 anos, viuva de Vicente Ferreira de Jesus. Disse que Maria Vieira, hoje defunta, era irmã dela oradora.

Testemunhas:

- Francisco da Fonseca, natural da vila de Santos e morador desta cidade, vive de sua venda, idade 40 anos.

- Leonardo de Toledo, natural e morador nesta cidade, casado, oficial de sapateiro, de idade 40 anos.

- João Pires de Almeida, natural da vila da Parnaiba, casado, oficial de alfaiate nesta cidade, de idade 32 anos.

 

Diz Manoel Caetano Renovato que fazendo-se denunciar na Sé Catedral desta cidade para haver de casar com Apolonia Maria Vieira, com a qual se acha impedido no 1º grau de afinidade por copula ilicita, de que se anda dispensando, novamente na sobredita denunciação sairam dizendo ser o suplicante primo de Vicente Ferreira de Jesus com quem a dita Apolonia Maria Vieira tinha sido casada; cujo parentesco o suplicante ignora  (...) pois dispensando-se do grau mais proximo, tambem o faria deste por ser mais remoto (...).



(...) saiu o impedimento - dizendo que o contraente é primo do defunto Vicente Ferreirra de Jesus, marido que foi da contraente.

 

Autos de casamento 14-janeiro-1760



Manoel Caetano Renovato e Aguiar, n/b na freguesia de Santos do Patriarcado da cidade de Lisboa, f.l. de Bento de Oliveira Cardoso e de s/m Barbara Agustinhas de Aguiar, ja defuntos = com Apolonia Maria Vieira, viuva de Vicente Ferreira de Jesus, n/b na freguesia da cidade de S. Paulo, f.l. de Manoel Vieira da Silva e Paiva, ja defunto e de Joana Rodrigues.

(...) prestou fiança a mostrar-se livre e desimpedido da vcidade do Rio de Janeiro donde só se tinha tratado com o seu proprio nome de Nicolao Jose, pelo haver mudado por certas circunstancias como declarou no juramento, e depois q du e como se monstra livre pela certidão conforme junta e q se desonere o seu fiador.

Certidão de banhos em favor de Nicolau Jose, f.l. de Bento de Oliveira Catrdoso e de Barbara Agostinha de Aguiar, n/b na freguesia de Santos da cidade de Lisboa. Rio de Janeiro 03-junho-1761

 

Autos de impedimento posto aos banhos de Manoel Caetano Renovato 29-dezembro-175?.



Sé - (...) e sairam ao impedimento Bento Pires e Manoel Lopes de Oliveira dizendo que o contraente é primo do defunto Vicente Ferreira de Jesus, marido que foi da contraente, e diz mais o dito Manoel Lopes de Oliveira que ouvira dizer q o contraente mudara o nome:

Certidão: aos 20-maio-1751 faleceu Vicente Ferreira de Jesus, f. de Manoel Ferreira e de s/m Joana Pr., natural da cidade de Leria e morador e casado nesta cidade com Apolonia Maria Vieira. Foi sepultado na capela da Ordem 3ª da S. Francisco. Fez seu testamento. S. Paulo 25-dezembro-1759

(aa) Bento Pires e Manoel Lopes de Oliveira.

 

Aos 20-12-1759 Manoel Caetano Renovato, que em outro tempo se chamara Nicolau Jose de Aguiar, natural da Piedade de Lisboa e batizado na freguesia de Santos Velhos, de idade 33 anos, que vive de ser escrevente do Cartorio da Ouvidoria desta cidade. (...) disse que sendo rapaz e vivendo na companhia de seu pai na cidade de Lisboa em a freguesia de Santos Velho, ouvira dizer a sua mãe que, sendo Ouvidor na cidade de Leiria um Fulano Gadelha tivera de uma mulher solteira ao pai dele depoente por nome Bento de Oliveira Cardoso, e vindo o tal Ministro para a cidade de Lisboa trouxera ao pai dele depoente e uma irmã por nome Teresa Caetana, a qual morrera solteira; e vindo Vicente Ferreira, marido da impedida, para Lisboa da cidade de Leiria donde era natural se recolohera em casa do pai dele depoente e lhe mandou ensinar o oficio de entalhador; e viu que o dito Vicente tratava ao pai dele impedido por tio, porem entende não serem parentes e que assim o trataria pela razão de em Portugal os pequenos tratarem aos mais velhos por tios, e nunca ouvira a seus pais dizer ser o tal Vicente pa[danificado] depoente, e vindo para o Rio de Janeiro e dele para esta cidade se recolheu em casa do dito Vicente, sendo este ja casado com a impedida, e se tratou com ele por parente por facilitar a entrada em casa dele, e ter o dito Vicente assistido em casa do pai dele depoente em Lisboa, e que na realidade não sabia ser parente do mesmo Vicente, nem em que grau, porque a ter certesa alguma o havia ter declarado em a dispensa que impetrou.



Testemunhas:

-Apolonia Maria Vieira (...) de vinte e oito para vinte e nove anos. (...) e que ao dito seu marido nunca ouvira tratar de primo, nem sabia que ambos fossem parentes, e só ao digo impedido ouvira dizer que o dito defunto era seu primo, e que ambos se tratavam com amizade pela razão do dito impedido vir comer a casa dela impedida (...) e depois se assinou (aa) Appolonia M.ª Vr.ª

- Bento Pires, natural da freguesia de S. Vicente do Cham do Arc. de Braga e morador nesta cidade onde vive de ser procurador de causas, de idade 50 anos. Disse que ao defunto Vicente Ferreira de Jesus, ouvira dizer algumas vezes, ainda assistindo o impedido em a vila de S. Sebastião, antes que viesse para esta cidade, que era seu primo, e assistindo nesta cidade o dito impedido, algum tempo ia comer a casa do dito defunto, e ambos via tratar com grandre familiaridade tratando-se e chamando-se de primos um ao outro. E que ainda hoje o impedido trata uma filha do defunto por sobrinha.

- Caetano da Silva Lisboa, natural da freg. de Santo Estevão da cidade e Patriarcado de Lisboa e morador nesta cidade onde se acha vivendo cego de ambos os olhos, de idade 36 anos. Disse que conhecia ao impedido Nicolau Jose Renovato e que mudara o nome em Manoel Caetano Renovato por ter fugido da cidade do Rio de Janeiro, e que este é parente de Vicente Ferreira, marido que foi de Apolonia, em razão de que o dito Vicente, quando escrevia desta America a Bento de Oliveira Cardoso, pai do dito Manoel Caetano, o tratava por tio e na casa dele esteve assistente em Lisboa trabalhando pelo oficio de intalhador, vindo de Leiria donde era natural o tal Vicente, e que este parentesco lhe vinha pela mãe do dito Vicente, mas porem que ignorava o grau, o que sabe pela razão de ver os sobre escritos das cartas do dito Vicente, e ter assistido em casa de Jose de Matos Falcão, irmão do dito Vicente por parte de pai, e tio dele testemunha

 

Autos de justificação de menor idade e estado livre a favor de Manoel Caetano Renovato 11-dezembro-1759



Suposto o suplicante aqui se trata, e o apelido nesta cidade e nas vilas onde tem andado deste bispado, com o referido nome de Manoel Caetano, este não é o seu proprio mas sim o de Nicolao Jose por ser o de batismo e como tal conhecido na cidade de Lisboa e Rio de Janeiro e não com o referido de Manoel Caetano.

Que o suplicante veio para o Rio de Janeiro de menor idade, devia gter treze anos, e não é casado na sua terra por dela vir no estado de solteiro.

Que tinha de idade 32 para 33 anos pouco mais ou menos, e que no ano de 39 para 40 viera de sua patria para o Rio de Janeiro onde assistiu dois anos, na maior parte do tempo na freguesia da Candelaria, e ao tempo que ali chegou não teria completos 14 anos, porque lhe parece que teria só 13, e que nessa dita cidade o fizeram assentar praça de soldado, sendo tão rapaz que dele mandou cortar a espingarda, e que sendo preso pouco depois por crime que se lhe imputaram, lhe foi preciso mudar o nome e se retirou sorrateiramente para a vila de S. Sebastião onde, com o nome de Manoel Caetano, residiu dois anos pouco mais ou menos. E que dai se passou para Santos onde não chegou a estar seis meses e veio para esta cidade na qual assistio ate ao presente, excepto uma viagem que fez a Curitiba onde não assistiu tempo que chegasse a seis meses, e um ano ou pouco mais que assitiu em Paranagua e andando por outras vilas daquela comarca na companhia do Corregedor dela e tambem tem andado pelas vilas da comarca desta cidade, tambem nas correições com os corregedores dela, sem que em nenhuma tnha feito assistencias de seis meses (...). (aa) Manoel Caetano Renovato de Aguiar.

- Pedro Botelho, casado nesta cidade onde vive de seu oficio de ferrador, natural da freguesia de N. Sra dos Camargos do Bispado de Mariana, de idade 39 anos.

- Domingos dos Santos, casado nesta cidade onde vive de seu oficio de torneiro, natural da freg. de N. Sra da Conceição de Moribequa [--------] de idade de 58 para 59 anos.

- Inacio de Freitas, n. da freg. de Santa Maria Maior da ilha do Funchal e morador nesta cidade onde vive de seu oficio de carpinteiro, de idade 39 anos.

- Sebastião Rodrigues, n. da vila de Paranagua e morador nesta cidade onde vive de seu oficio de carpinteiro, solteiro de idade 27 anos.

- Francisco Jose Vaz, n. da vila de Paranagua e morador nesta cidade onde vive de seu oficio de sapateiro, solteiro de idade de 22 anos.

 

Apolonia Maria Vieira Vicente Ferreira de Jesus tiveram, pelo menos, a filha:

4-1-2-3-1 Inácia, batizada na Sé em 22-08-1748.

SP, SP aos 22-agosto-1748 bat Inacia, f. Vicente Ferreira de Jesus e Apolonia Maria Vieira, foram padrinhos Jose Ja[--]to da Silva, clerigo tensurado e Joana Rodrigues mulher de Manoel Vieira da Silva, todos desta freguesia.

Segundo a GP, Inácia Maria da Anunciação e Silva foi a 3ª mulher de Pedro Taques de Almeida Paes Leme, filho de Bartolomeu Paes de Abreu e Leonor de Siqueira Paes. Com geração.



SL. 2, 474, 5-6 Sargento-mor Pedro Taques de Almeida Paes Leme c3c em 1768 em S. Paulo com Inácia Maria da Anunciação e Silva, f.a de Vicente Ferreira da Silva e de Apolonia Maria Vieira, n. p. de Manuel Ferreira e de Joana Pereira, n. m. de Manuel Vieira e de Joana Rodrigues.

 

5- (Cap. 6º da GP) Antonio Rodrigues Lopes casou duas vezes. Primeira vez com Izabel de Góes inventariada em Mogi das Cruzes em 27-12-1686.



Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo

Inventários e Testamentos não publicados

2º Cartório de Mogi das Cruzes

Pesq.: Fabricio Gerin/Bartyra Sette



Izabel de Góes, mulher de Antonio Rodrigues Lopes.

Filho: Domingos.

Tutor e curador o pai.

Autos na fazenda de Antonio Rodrigues marido da defunta. 27-12-1686

Procurador do Órfão: Velerio de Mendonça Furtado.

Curadoria do Órfão: o pai.

23-10-1732 Petição da Legitima: Domingos de Goes, filho herdeiro da dita sua mãe.

          Segunda vez Antonio casou com Maria da Luz Maciel, filha de Maria Rodrigues Barbosa, já falecida em 1731 e seu primeiro marido Feliciano Cardoso falecido em 1673 em Lisboa e inventariado em S. Paulo em 12-05-1674 (SAESP não publicados, neste site), família “Gaspar Vaz Guedes”.

          Antonio testou em 04-11-1731. Seu testamento recebeu o cumpra-se em 20-06-1736 e foi inventariado em 19-08-1736. Maria faleceu em 20-07-1745 e foi inventariada em 23-11-1745

 




Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6


©bemvin.org 2019
enviar mensagem

    Página principal