Primeiro Bimestre Divisão da História em períodos



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História – 2010

Primeiro Bimestre

Divisão da História em períodos


Pré-História

  • Paleolítico Inferior

  • Paleolítico Superior

  • Neolítico

  • Idade dos Metais

História

  • Idade Antiga

  • Idade Média

  • Idade Moderna

  • Idade Contemporânea

Grécia Antiga



Período Arcaico

Séc. VIII AC.



Período Clássico

Séc. V AC.



Período Helenístico

Séc. IV AC.




Período Homérico

Séc. XII AC.

Chegada dos Dórios

Quadro Natural e Econômico


No sul da Península Balcânica, aonde montanhas se alternam com planícies, o que gerou isolamento dos grupos populacionais. Há verdadeiros portos naturais.

Os verões são quentes e os invernos, toleráveis. O solo é árido e pedregoso, porém, crescem azeitonas, uvas, cereais e legumes. O mar é rico em peixes e há pastagens.


Formação do povo


Entre 2200 AC. e 1200 AC., povos indo-europeus, como jônios, eólios, aqueus e dórios, afluíam em ondas migratórias. O período de invasões cessou no século XII AC., com a chegada violenta dos dórios.

Período Homérico – “A idade das trevas”


Houve um recuo considerável culturalmente: desapareceu a escrita; centros poderosos ruíram; os povos estavam em constante guerra. Apesar disso, houveram avanços, um deles sendo o surgimento do ferro como instrumento.

Os únicos documentos que se tem do período são a Ilíada e a Odisseia, de Homero dois poemas épicos atribuídos a Homero. A Ilíada narra a participação do herói Aquiles na Guerra de Tróia, enquanto a Odisseia conta a volta do herói Ulisses (Odisseu) para casa depois da Guerra.

A forma de governo era a monarquia. O rei era árbitro, sacerdote e comandante militar. Havia o Conselho dos Nobres, que a população podia assistir, mas sem direito de intervenção. A nobreza impunha controle e exploração sobre as camadas mais pobres, até que os nobres assumiram completamente o poder (oligarquia).

Período Arcaico


O início do Período Arcaico é marcado pelo surgimento da pólis, no fim do século IX AC.. Um dos fatores importantes para o fim do Período Homérico foi o fim da monarquia: Os nobres tomaram o poder político em um sistema de seleção e rodízio extremamente aristocrático.

As póleis eram comunas pequenas e independentes. Várias aldeias se aglomeravam ao redor de um centro urbano (ágora). A acrópole ficava no topo e servia como campo de defesa. Apesar da autonomia política da pólis, havia um só povo, os helenos, unidos pela língua, hábitos, tradições, cultura, etc.


Acréscimo demográfico

Crescente urbanização

Surgimento da pólis

Pressão crescente da aristocracia sobre camponeses e pequenos proprietários de terra
Síntese do Período Arcaico

Aristocracia fazia empréstimos e arrendamentos para camponeses sem terra e pequenos proprietários, o que gerou:



  • Aumento da escravidão por dívidas

  • Crescimento da população urbana

  • Atividade comercial limitada



  • Tensão

A solução encontrada para a crise foi a Colonização (fixação de comunas em solo estrangeiro financiada pela cidade). A colônia era tipicamente agrícola (apoikia) e era completamente independente da metrópole, embora mantivesse relações comerciais com a metrópole. Distribuíam-se ao logo do litoral do Mar Negro, na Ásia Menor e no Mar Mediterrâneo. Acaram por gerar uma expansão mercantil e marítima em todo o mundo grego, além do aumento das atividades comerciais, a produção para o comércio e a difusão da cultura. O aumento das atividades comerciais trouxe como consequência o aumento da necessidade de mão-de-obra escrava.

Esparta


Esparta era uma aristocracia fechada, aonde apenas os dórios e seus descendentes (Espartanos) podiam governar. Os hilotas eram trabalhadores pertencentes ao Estado e os periecos eram homens livres, porem não eram cidadãos. Primeiramente, a forma de governo era uma diarquia (dois reis governavam juntos), porém, entre os séculos VII e VII AC. a diarquia deu lugar a um regime oligárquico. Os reis permaneceram como chefes militares e religiosos e, politicamente, havia o Conselho (Gerúsia), composto por dois reis e 28 cidadãos acima dois 60 anos, eleitos por aclamação, com cargo vitalício e vigiados pelos 5 éforos. A Assembleia (Ápela) reunia cidadãos com mais de 30 anos para eleger os éforos e os gerontes.

A resposta de Esparta para a crise do Período Arcaico

Os espartanos se expandiram militarmente, além de uma série de reformas que procuravam eliminar as diferenças internas da aristocracia e assegurar a submissão de periecos e hilotas. O Estado dividiu as terras em lotes e distribuiu aos nobres.

A educação espartana era voltada para a vida militar. Aos sete anos, os filhos eram tomados das mães pelo governo e treinados para a vida militar, só saindo do exército aos 40 anos.

Atenas


Atenas é uma cidade na região da Ática, fundada por civilizações pré-helênicas e invasores indo-europeus. A sociedade era formada por cinco grandes camadas: Eupátridas (aristocracia), georghois (pequenos proprietários de terra), demiurgos (trabalhadores urbanos), thetas (trabalhadores sem terra) e escravos. Inicialmente, era governada por um rei, porém, com os ataques dos eupátridas foram estabelecidos arcontados:

3 nobres eram eleitos e exerciam poder militar, político e religioso, 6 eram codificadores e guardiães das leis. O Areópago (Conselho) era formado por ex-arcontes e supervisionava os magistrados, além de ser o tribunal de justiça. A Assembleia Popular (Eclésia) elegia os magistrados.



A resposta de Atenas para a crise do Período Arcaico

  • Em 621 AC., as pressões populares derrubaram o monopólio da justiça pelos nobres. Dracón, então legislador, registrou por escrito as leis da tradição oral.

  • Em 594 AC., Sólon perdoa todas as dívidas, eliminando assim a escravidão por dívidas. Ele também divide a sociedade em quatro camadas censitárias, e deu mais poder para os mais ricos. Criou a Bulé (Conselho), com 100 membros de cada camada e manteve o Areópago. Os cargos do Arcontado só podiam ser ocupados por membros da camada censitária mais rica. (Timocracia = riqueza usada como critério de participação política).

  • Em 561 AC., Psístrato toma poder como uma tirania (assumiu o poder a força e governou conforme sua vontade). Psístrato tinha grande apoio das camadas mais pobres. Ele beneficiou as camadas populares, cedeu empréstimos, estimulou a economia urbana, exilou membros da aristocracia, confiscou terras, etc.

  • Em 508 AC., Clístenes estabeleceu a isonomia (todos os cidadãos tem igualdade perante a lei) e a isegoria (direito de tomar a palavra). Todos os cidadãos tinham direitos iguais e estavam inscritos em 10 demos (Helileia). Todos podiam participar da Bulé, da Helileia e da Eclésia. Criou um mecanismo de manutenção da democracia, o ostracismo (exílio) e deu cidadania a todos os homens residentes em Atenas filhos de pais atenienses.

Assembleia Popular  todos os cidadãos.

Conselho dos 500  Bulé

Tribunais (Helileia)  6000 juízes

Magistrados  10 estrategos (chefes do exército e dirigentes políticos eleitos)


Período Clássico


No final do século VI AC., A Grécia era uma potência comercial e marítima nos Mares Negro e Mediterrâneo. Os persas, porém, estavam no auge de seu poder, e seu império ia do Rio Indo ao Rio Nilo, e seu próximo objetivo era conquistar as rotas de comércio dos Mares Negro e Mediterrâneo.

No início do século V AC., o confronto entre Grécia e Pérsia se tornou inevitável e tiveram início as Guerras Médicas. Durante as Guerras Médicas, várias cidades gregas se associaram em simaquias. Esparta e várias cidades do Peloponeso de uniram na Liga do Peloponeso (os lacedemônios e seus aliados). Em 481 AC., esta liga se expandiu e surgiu a liga Pan-Helênica de Corinto.

Em 476 AC., Atenas também formou uma simaquia, com objetivo de libertar as cidades da Ásia Menor do domínio persa, a Confederação de Delos. No fim das Guerras Médias, Atenas era a cidade-estado mais poderosa da Grécia. Colaboraram para isso o comando da Confederação de Delos, o controle do mar Egeu e prosperidade econômica. Sob o governo de Péricles, a democracia se fortaleceu e foi criada a mistoforia (salário para os políticos). Para poder arcar com os salários, Atenas desviava recursos da Confederação. A cidade foi reformada e transformada num centro artístico, literário, científico e filosófico. Atenas impôs a democracia a muitas cidades da Confederação e castigava as que ameaçassem abandonar a liga.

As cidades da Confederação, reprimidas por Atenas, buscaram ajuda em Esparta, cujo regime imperialista se chocava com os interesses democráticos atenienses. Esparta entrou em guerra com Atenas (Guerra do Peloponeso)



  • 10 anos de guerra – equilíbrio

  • Paz de Nícias

  • Esparta aceita ajuda dos Persas, invade Atenas de surpresa e vence a guerra.

A Confederação de Delos foi desfeita, assim como o império marítimo ateniense. Atenas teve de seguir um governo oligárquico imposto por Esparta. Esparta teve uma hegemonia curta e instável. Tebas iniciou uma revolta contra Esparta e nesse contexto de guerras e tensões internas, a Macedônia conquistou a Grécia.

Em 338AC., sob o reinado de Filipe II, os macedônios venceram uma série de cidades gregas da batalha de Queroneia, abrindo caminho para a conquista de toda a Grécia. Seu filho, Alexandre, o Grande, conquistou a Ásia Menor, o Egito e a Grécia. Unificando o império, Alexandre, que foi educado por Sócrates, estimulou a fusão da cultura grega com a oriental, gerando a cultura helenística. Em 323 AC., com a morte de Alexandre, o império foi divido em quatro reinos, que adotaram o despotismo.


Arte Grega


  • Ideais clássicos: liberdade, glorificação do corpo e da alma, respeito, mérito.

  • Arte humanista, política, estética.

  • Harmonia, ordem, equilíbrio, moderação. Expressava os ideais humanos.

Arquitetura Clássica:

Ordem jônica: Base nas colunas, capitel perfilado por duas volutas e o friso delicadamente decorado por uma faixa contínua de relevos esculpidos. Fustes mais altos e alongados.

Ordem coríntia: Base mais decorada, capitel ornado com folhas de acanto.

Ordem dórica: Presença de tríglifo e métopa, colunas robustas e sem base, com fustes estriados que terminam em capitéis simples. Os frontões são decorados.



Estátuas

Estátuas Arcaicas: Simétricas, pose igual às estátuas egípcias: cabeça e corpo em um eixo vertical, uma perna avançada, braços ao lado do corpo, punhos cerrados e sorriso cínico. Sem movimento.

Estátuas Clássicas: Moldadas em bronze, movimento, não simétricas, eixo contraposto, homens com músculos torneados, linhas firmes e suaves.

Arte Helenística


  • Extravagante, sentimental, realista.

  • Exprimem a violência, a dor e o apelo sexual.

Estátuas Helenísticas: Agitação, movimento, expressão, tensão, dor, dramaticidade, naturalismo, múltiplos pontos de vista, nu feminino.

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