Pressclipping em 25. Jan. 2016. "Não é o bárbaro que nos ameaça, é a civilização que nos apavora."



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Pressclipping em 25.Jan.2016.

"Não é o bárbaro que nos ameaça, é a civilização que nos apavora."

Euclides da Cunha


'Tô precisando arrumar dinheiro', teria dito Eduardo Cunha a lobista

RUBENS VALENTE, MÁRCIO FALCÃO, AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

21/01/2016 02h00

O lobista Fernando Soares, o Baiano, afirmou ter ouvido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ): "Tô precisando de arrumar dinheiro para a campanha". A conversa, que teria ocorrido entre 2010 e 2011, levou à ideia de "pressionar" o executivo Julio Camargo, o que resultou no pagamento de pelo menos R$ 5 milhões em propina para Cunha.

As declarações de Baiano constam de uma série de vídeo inéditos com depoimentos de alguns dos principais delatores da Operação Lava Jato, como Baiano, o empreiteiro Ricardo Pessoa e os entregadores de valores Carlos Alexandre de Souza Rocha e Rafael Angulo, que trabalhavam para o doleiro Alberto Youssef. Eles dão detalhes sobre as acusações que fizeram a diversos políticos com foro privilegiado no STF.

São as primeiras imagens que vêm a público desses delatores. São 108 horas de gravação, em 288 vídeos.

Veja todos os vídeos inéditos de delatores da Lava Jato

Baiano contou que Cunha aceitou pressionar Camargo para que ele pagasse propinas em atraso em torno da compra pela Petrobras de navios-sondas para a estatal.

"Nesse momento eu até falei para ele: 'Eduardo, o que eu conseguir receber, eu te dou 50%'", contou Baiano, segundo o vídeo. Cunha respondeu, de acordo com o delator, "que ele tinha tomado a decisão de fazer um requerimento [...] para pressionar o Julio". Segundo denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), o requerimento foi elaborado por Cunha e subscrito pela deputada Solange Almeida (PMDB-RJ).

Nas eleições de 2012, segundo Baiano, Cunha voltou a dizer que precisava de dinheiro e passou a pressioná-lo para que "conseguisse receber do Julio o que estava em atraso". "Ele [Cunha] dizia: 'Pô, como é que tá o pagamento lá? Ano de campanha você sabe que qualquer dinheiro é importante'".

A essa altura, segundo Baiano, Camargo já havia pago ao parlamentar "alguma coisa em torno de uns R$ 4 milhões". O total, segundo o delator, foi de R$ 5 milhões.

Baiano também aparece, em outro vídeo, ironizando as explicações de Dilma de que nada sabia sobre os problemas que cercavam a compra da refinaria em Pasadena (EUA). Na época, ela presidia o conselho da Petrobras.

Baiano contou ter falado sobre o assunto com o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

"Ele me falou que esse material foi entregue a todos os conselheiros. Se alguém disse que não teve acesso é porque não leu o que foi entregue ou se deu o trabalho de ler [só] o resumo, que o resumo não tem tudo", disse.



OUTRO LADO

Eduardo Cunha negou diversas vezes recebimento de propina relativa à Petrobras.

Em nota de março de 2014, Dilma diz que o negócio de Pasadena foi fechado porque o conselho de administração da Petrobras recebeu informações "incompletas".

Corrupção é apontada como alto risco aos negócios por executivos brasileiros

Corrupção e suborno foram citados como ameaça aos negócios por 83% dos executivos brasileiros ouvidos na pesquisa anual da PricewaterhouseCoopers (PwC) com chefes de empresas de todo o mundo. O custo da energia apareceu em segundo lugar, mencionado por 74% dos entrevistados no Brasil, e a falta de confiança na atividade empresarial ficou em terceiro, apontado por 67%. As médias globais para cada um desses itens foram 55%, 52% e 55%.

Só 24% dos executivos brasileiros dizem confiar no crescimento de suas empresas neste ano. A média mundial é 35%. Além disso, apenas um terço dos dirigentes brasileiros afirma acreditar em mais oportunidades de crescimento hoje do que há três anos. Novamente o número dos confiantes ficou bem abaixo da média mundial, 60%.

A sondagem foi realizada em 83 países com 1.409 executivos principais de empresas. A divulgação da pesquisa pelo presidente mundial da PwC, Dennis M. Nally, é um tradicional evento paralelo à reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos e ocorreu nesta terça-feira, 19, pela 19ª vez.

O excesso de regulação foi indicado por 79% dos entrevistados em todo o mundo como a principal ameaça econômica, política e social ao crescimento das empresas. Apareceram em seguida a incerteza geopolítica (74%), a instabilidade cambial (73%), a escassez de habilidades essenciais (72%), a resposta dos governos ao déficit fiscal e ao endividamento público (71%).

Peso dos impostos, instabilidade social, riscos cibernético, mudanças do consumidor, falta de confiança nas empresas e problemas climáticos e ambientais completaram a lista, apontados por menos de 70% dos dirigentes de empresa. O último item, mudança climática e danos ambientais, foi mencionado por apenas 50% dos entrevistados como ameaça relevante.

Os executivos brasileiros mostraram-se mais otimistas que os demais na avaliação da economia mundial, mas bem menos animados quando responderam sobre as perspectivas de seu país e de suas empresas. O crescimento global deverá ser maior neste ano, segundo 39% dos brasileiros. Quando se considera a média geral das avaliações, essa opinião foi expressa por apenas 27% dos consultados. Para os brasileiros, os países mais importantes para a expansão de seus negócios neste ano são os Estados Unidos (59%), a China (39%) e a Argentina (20%).

O pessimismo dos brasileiros também se manifesta quando expõem seus planos para 2016. Quase todos os consultados (93%) disseram ter planos de redução de custos neste ano. Na media mundial, essa resposta foi apresentada por 68% dos executivos, Além disso, apenas 35% dos brasileiros indicaram a intenção de aumentar seus quadros de pessoal neste ano (contra 68% globalmente) e 30% disseram-se dispostos a demitir (média geral, 21%). Esses dados parecem confirmar a expectativa, declarada por vários economistas nas últimas semanas, de aumento do desemprego nos próximos meses. A taxa de desocupação, 9% no trimestre encerrado em outubro, poderá chegar a 10% ou mesmo 11% de acordo com avaliações desses analistas nos últimos dias.

Segundo 98% dos brasileiros, o governo foi incapaz de implantar um sistema tributário claro, estável e eficiente. Para 91%, o governo falhou na criação de uma força de trabalho capacitada e adaptável. Para 76%, um sistema tributário estável é mais importante que alíquotas baixas e impostos.

Embora menos que no Brasil, a preocupação com suborno e corrupção também tem crescido em outros países, Na média mundial, esse item foi apontado como um problema importante por 41% dos consultados em 2013. Essa parcela chegou a 52% em 2014, 51% em 2015 e 55% na sondagem de 2016.

Os dez países apontados como os mais atraentes (além do próprio) para investimentos foram Estados Unidos (39%), China (34%), Alemanha (19%), Reino Unido (11%), Índia (9%), Brasil (8%), Japão (5%), Rússia (5%), México (5%) e Emirados Árabes Unidos (5%).

Fonte: http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/663356/corrupcao-e-apontada-como-alto-risco-ao-negocios-por-executivos-brasileiros/



Saiba por que várias empresas de comércio eletrônico podem quebrar em 2016.

Que o sistema tributário no Brasil é travado por um sem fim de processos burocráticos, não é necessariamente uma novidade. Porém, como diz a Lei de Murphy, o que está ruim sempre pode piorar – e essa é uma regra que não costuma falhar por aqui.

postado 18/01/2016 10:24:13 - 2.414 acessos

Que o sistema tributário no Brasil é travado por um sem fim de processos burocráticos, não é necessariamente uma novidade. Porém, como diz a Lei de Murphy, o que está ruim sempre pode piorar – e essa é uma regra que não costuma falhar por aqui, mesmo quando a intenção seja relativamente boa.

Entrou em vigor em 2016 a emenda constitucional nº 87/2015 (EC 87), que impactou diretamente a Lei do ICMS, nosso Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. O tributo fiscal está previsto na Constituição Federal de 1988 e, basicamente, é cobrado pela venda de grande parte dos produtos ou serviço prestados que resultem na emissão de uma nota fiscal – praticamente tudo que você compra no Brasil tem o imposto incluído.

O cálculo para a cobrança do ICMS, como você pode imaginar, já não era uma tarefa muito fácil. No entanto, por ter sido estabelecido há bastante tempo, a maior parte dos sistemas utilizados nas empresas já processava tudo de forma automatizada, o que facilitava (de certa forma) o processo de vendas. É aí que as novas alterações entram na jogada – e que as empresas, principalmente de e-commerce, estão sendo extremamente prejudicadas.



Entendendo o processo de venda

De uma forma extremamente simplista, o processo de uma venda interestadual feita por uma loja virtual poderia ser resumido em cinco passos, conforme explicado por Igor Gaelzer para o site Medium:



  • 1 – O pedido e o pagamento são recebidos, confirmando a venda

  • 2 – É gerada uma nota fiscal eletrônica e, em paralelo, a nota fiscal física é emitida em duas vias

  • 3 – Uma das vias é anexada ao produto

  • 4 – O produto é enviado

  • 5 – O imposto é pago ao final do mês

Tudo relativamente simples, certo? No entanto, com as alterações, a coisa ficou bem mais complicada. Isso porque, entre outras coisas, a emenda constitucional exige um novo cálculo da diferença entre a alíquota interna e a interestadual entre o estado de origem e o de destino. Além disso, é necessário emitir e pegar a guia de recolhimento ANTES de enviar o produto.

O passo a passo fica assim:

1 – Pedido recebido e pago

2 – Geração da nota fiscal eletrônica e impressão da nota fiscal física em duas vias

3 – Aqui começa a complicar: é necessário chegar a tabela do ICMS para verificar e calcular a diferença entre a alíquota interna e a interestadual

4 – A diferença (em percentual) precisa ser dividida em duas partes: 40% para o estado de destino, 60% para o de origem

5 – É preciso emitir uma guia para o pagamento dos 40%, acessando o site do SEFAZ. O problema aqui é que a página varia de acordo com o estado de destino e os campos a serem digitados também mudam, fazendo com que o processo precise ser feito de forma manual

6 – A Guia Nacional de Tributos Interestaduais (GNRE) é emitida e paga pela empresa

7 – É necessário imprimir o comprovante de pagamento e anexá-lo junto com a nota fiscal no produto a ser enviado

8 – O produto é enviado

9 – O imposto (os 60% restantes da diferença das alíquotas) é pago ao final do mês

Se você achou o processo confuso e oneroso, imagine fazer isso para diversas vendas no dia para vários estados diferentes – situação muito comum nas vendas pela internet.

A pior parte é que a causa da mudança, que é corrigir distorções fiscais geradas por um sistema de tributação antigo, pode ser considerada correta – mas veio acompanhada de uma aplicação completamente distorcida.

As primeiras vítimas da burocracia

Como resultado direto das mudanças, diversos sites de e-commerce estão suspendendo as suas vendas porque um alto volume de pedidos, que antes era motivo de felicidade, agora é algo que apavora os donos de sites de comércio eletrônico – que, vale lembrar, geralmente são empresas pequenas e não têm condições de contar com uma equipe exclusiva para assuntos tributários.

Silvano Spiess, dono do site O Caneco – especializado na venda de cervejas artesanais –, divulgou um vídeo em que explica, do ponto de vista do empreendedor, como a atual situação pode vitimar ainda mais e-commerces no Brasil:

Acesse o link: https://youtu.be/pHM7CWedbNE

O que Silvano e Igor têm em comum é a opinião de que toda a parte burocrática da alteração faz com que o empresário tenha que priorizar a papelada em detrimento de trabalhar para a satisfação de seus clientes.

"O que acontece se a impressora falhar, se a internet cair, a luz acabar, o site do banco ou o próprio sistema do GNRE sair do ar (o que já aconteceu)? Nosso trabalho se torna imediatamente um inferno", explica Gaelzer. "Não podemos fazer envios no prazo, os clientes enviam e-mails de frustração – que não podemos responder com eficiência e atenção, por precisar focar no processo burocrático –, abrem reclamações e, no final, todos perdemos".

Os próximos capítulos não são nada promissores, já que o governo não deu qualquer indício de que vá repensar sobre a forma como a nova regra está funcionando – e o resultado pode ser desastroso para todo mundo: as pequenas empresas podem fechar e os consumidores terão cada vez menos opções de compra.

 

Fonte: TecMundo



Sonhos da juventude brasileira são destruídos por cortes no financiamento estudantil
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 08:44 hs.

18/01/2016 - Por Stephen Eisenhammer - RIO DE JANEIRO - Cerca de 3 milhões de aspirantes à educação superior no Brasil vão descobrir neste mês se conseguiram ou não uma das 230 mil vagas disponíveis nas universidades públicas gratuitas do país. Para muitos, não há um plano B neste ano.
Atravessando sua pior recessão em décadas e com o orçamento sob pressão, o governo federal reduziu em mais da metade a oferta de empréstimos a juros baixos para os estudantes de baixa renda ingressarem nas universidades privadas do país.

Com a maioria das vagas nas universidades públicas sendo conquistadas por estudantes de maior poder aquisitivo, que têm oportunidade de se preparar em escolas particulares, os cortes colocam em risco uma das maiores realizações do Partido dos Trabalhadores (PT) em seus 13 anos de governo - a ascensão social.

Durante a última década, com o crescimento econômico impulsionado pelo mercado de commodities, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou os gastos com educação e assistência para ajudar 35 milhões de pessoas a sair da pobreza.

Para os brasileiros de baixa renda que perderam uma das poucas vagas existentes nas universidades gratuitas, um empréstimo de baixo custo do Fundo de Financiamento Estudantil(Fies) é a melhor chance de financiar a educação superior e, assim, entrar para a classe média.

Profissionais brasileiros com educação superior ganham em média 2,5 vezes mais do que aqueles que não tiveram acesso à universidade, diferença maior que a registrada em qualquer outro país da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo um estudo feito pelo grupo dos países mais desenvolvidos.

Agora, a redução dos empréstimos do Fies para 300 mil no ano passado deixou muitos estudantes desesperados e expôs a dificuldade do governo em realizar uma profunda reforma na educação. "É um sistema muito injusto. Só os ricos conseguem as vagas gratuitas", disse Larissa Roriz, 18, em uma feira de carreiras de um bairro pobre do Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do Brasil.

Educada em uma escola estadual e incapaz de pagar por um cursinho para o exame de ingresso na universidade, Roriz se disse pessimista sobre suas chances: "É por isso que estou aqui, para tentar entrar num estágio, caso eu não consiga passar."

Larissa faz parte de uma geração de jovens de quem a promessa de um Brasil em crescimento se desfez sob seus pés. Apesar de ter crescido a um ritmo de 7,6 por cento em 2010, a economia brasileira está hoje atolada em sua pior recessão em mais de um século.

A crescente frustração com o aumento do desemprego e os cortes nos gastos poderia dar mais fôlego aos protestos contra o governo, até agora dominados pelas classes mais favorecidas.

Apesar de o número de empréstimos disponíveis ainda estar acima do oferecido há apenas alguns anos, segundo especialistas em educação, ele ainda significa um retrocesso e serve como sinal de alerta para o Brasil - uma nação com mais de 200 milhões de habitantes que precisa desesperadamente manter crescente o número de pessoas ingressando nas universidades.

"As mudanças (do Fies) são realmente ruins para a igualdade social no Brasil", disse Naércio Menezes Filho, professor de educação e emprego no Insper, escola de negócios sediada em São Paulo. "É muito grave para o futuro, porque um dos principais mecanismos para ascender socialmente no Brasil é o acesso à universidade."

OPORTUNIDADE PERDIDA

Entre 2010 e 2014, durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, sucessora de Lula, o número de novos empréstimos do Fies cresceu quase 10 vezes, para 732 mil. Até então, o custo do programa havia saltado para 14 bilhões de reais e sido responsável por 15 por cento dos gastos federais com educação.

Dilma afrouxou as rédeas dos cofres públicos na tentativa de tirar a economia do país de uma fase de desaceleração, mas, como a economia não se recuperou, o déficit aumentou para 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), obrigando a presidente a fazer cortes drásticos, inclusive no Fies.

Mesmo depois da expansão do PT, os gastos brasileiros com o ensino superior, que somam 0,9 por cento do PIB, estão alinhados com os das nações emergentes, como Rússia e Colômbia, e muito abaixo da média da OCDE, de 1,2 por cento.

Para especialistas em educação, o maior problema do Brasil é a incapacidade do governo de implantar reformas duradouras nos períodos de crescimento econômico, como a vinculação das vagas em universidades públicas a uma investigação financeira dos candidatos.

Como resultado, o país continua pagando para os estudantes mais ricos frequentarem universidades públicas de elite, enquanto corta os empréstimos para os de baixa renda ingressarem nas instituições privadas.

No ano passado, as taxas de juros dos empréstimos também saltaram de 3,4 por cento para 6,5 por cento, e o prazo de reembolso foi encurtado. "O problema fundamental é que o governo gasta a maior parte de seu orçamento com educação para pagar por pessoas que não precisam ser financiadas", disse Ricardo Paes de Barros, economista do Instituto Ayrton Senna, que trabalha pela melhoria dos serviços de educação.

Paes de Barros diz que os estudantes das universidades públicas deveriam pagar a quantia que puderem, e o valor obtido com a cobrança dos alunos mais ricos deveria ser usado para expandir o sistema universitário público, além de oferecer mais empréstimos do Fies.



CRESCER PARA ESTOURAR

O corte no Fies também atingiu as escolas privadas, já que os empréstimos, na prática, serviam como um subsídio do governo. Com cerca de três quartos das universidades no setor privado, a educação é um negócio de bilhões de dólares no Brasil.

As ações das maiores empresas de ensino do país, Kroton Educacional e Estácio, caíram 35 e 40 por cento, respectivamente, no ano passado. As companhias internacionais, como a Pearson, no Reino Unido, também têm sido afetadas pela recessão no Brasil.

Kroton e Estácio começaram a oferecer empréstimos para tentar cobrir o déficit, mas as taxas, mais altas do que as do Fies, têm deixados os estudantes com medo de um aumento em suas dívidas com educação. Ambas as empresas se recusaram a comentar.

A presidente Dilma Rousseff e o PT defendem que as conquistas sociais obtidas durante a última década não serão anuladas pela recessão, mas especialistas em desenvolvimento insistem em dizer que a educação é a chave para o crescimento, enquanto o Brasil definha em uma armadilha em que o aumento dos salários prejudica a competitividade, enquanto a decadência da educação e da infraestrutura são incapazes de compensar a situação.
Para Paes de Barros, os resultados das mudanças são claras. "Teremos uma geração menos educada."

(Reportagem adicional de Juliana Schincariol)



Fonte: UOL


Charlie Hebdo passa dos limites em nova charge e revolta o mundo

Charge divulgada em nova edição do Charlie Hebdo é desnecessária e de péssimo gosto. Jornal satírico francês provocou a revolta de milhões de internautas em todo o mundo ao comparar menino refugiado morto a estuprador

Publicado por Pragmatismo Político - 1 semana atrás



A revista francesa Charlie Hebdo, onde 12 pessoas morreram durante um ataque à sua redação em represália por caricaturas do profeta Maomé em janeiro do ano passado, semeou mais polêmica esta semana com uma charge sobre a morte do pequeno Aylan Kurdi e a crise dos refugiados.

Laurent Sourisseau “Riss”, caricaturista e diretor da publicação, aproveita o recente alerta pelos abusos sexuais e roubos maciços registrados na noite de Ano Novo na Alemanha, entre cujos supostos autores há solicitantes de asilo, para imaginar o hipotético futuro da menino sírio caso sua viagem à Europa tivesse sido bem sucedida.

“No que teria se transformado o pequeno Aylan se ele tivesse crescido? Apalpador de bundas na Alemanha”, assinala o desenho, no qual se vê uma imagem do menino afogado em setembro do ano passado nas praias da Turquia junto à de um par de jovens perseguindo meninas.

As redes sociais se encheram esta semana de críticas contra essa charge, nas quais vários internautas, franceses e de outras nacionalidades, disseram não entender o sentido da ilustração e acusaram a revista satírica de racismo.

As brincadeiras da revista sobre Aylan já tinham causado em setembro do ano passado um outro escândalo, depois que parodiou a imagem do menino, de três anos.

“A prova de que a Europa é cristã. Os cristãos caminham sobre as águas e as crianças muçulmanas se afogam”, dizia então o texto de uma charge também assinada por Riss, atual diretor da revista após o assassinato de seu antecessor, Stépahne Charbonnier “Charb” no ataque jihadista de um ano atrás.

Esta nova sátira, no entanto, encontrou também defensores que mencionam o particular humor da publicação. “E agora as pessoas descobrem que na Charlie Hebdo o humor pode ser negro e de mau gosto”, ironizou um internauta, enquanto outros elogiaram sua forma de denunciar “com força” o racismo contra os refugiados.



Em seu editorial do último dia 4 de janeiro, com o qual a revista lembrou o primeiro aniversário da tragédia, Riss já havia comentado que “a morte sempre fez parte da publicação”, em primeiro lugar porque estava ameaçada de fechar por razões econômicas.

Fonte: Pragmatismo Político

Lula ataca delação premiada por tê-lo como 'grande prêmio'




Zipi - 10.dez.2015/Efe






O ex-presidente Lula, que concedeu entrevista a blogueiros na manhã desta quarta, em São Paulo

"Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu", disse ele, desafiando: "Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, da Igreja Católica, da igreja evangélica. Pode ter igual, isso sim".

DE SÃO PAULO - 20/01/2016 12h29 - Atualizado às 22h35

Citado por réus da Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quarta-feira (20), o uso das delações premiadas ao longo das investigações. Num café com blogueiros simpáticos ao PT, Lula disse que há estímulo para que os delatores o mencionem em seus depoimentos.

"O grande problema da delação premiada é que o grande prêmio para os delatores é envolver o Lula", disse.

Na entrevista, de cerca de três horas, ele ressaltou que "não existe ação penal" contra ele. "O próprio [juiz federal Sergio] Moro já disse que não sou investigado", afirmou ele, acrescentando: "Estou tranquilo. Tenho endereço fixo, todo mundo conhece minha cara".

Até agora, o petista só prestou depoimento como testemunha.

Lula também falou sobre a Operação Zelotes, em que um de seus filhos, Luís Cláudio Lula da Silva, é investigado. "O que fazem com meu filho é uma violência", afirmou, acrescentando que muito do divulgado na internet em relação à investigação é falso.

O petista criticou a imprensa e disse não admitir "mentira na informação". "Daqui pra frente vou processar. Tem muitos, e vai ter cada vez mais", afirmou.

Embora admita erros do partido, ele também reclamou do tratamento dado ao PT: "Os empresários dão dinheiro para todos. Agora, propina só o PT. É como se o PT fosse imbecil. Os outros só iam no honesto e o PT só ia no errado?", perguntou.

Lula foi citado por dois delatores: o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o lobista Fernando Baiano.

Na conversa, Lula voltou a negar participação em irregularidades. "Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu", disse ele, desafiando: "Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, da Igreja Católica, da igreja evangélica. Pode ter igual, isso sim".

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