Pressclipping em 18. abril. 2016 a filosofia não é uma ciência, mas uma atitude



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Pressclipping em 18.abril.2016

A filosofia não é uma ciência, mas uma atitude (de sempre questionar o que pensamos)Marilena Chauí

Temer deflagra a escolha de ministros e já discute medidas




Divulgação






O vice-presidente Michel Temer acompanhando a votação que aceitou o pedido de impeachment

VALDO CRUZ - DANIELA LIMA - DE BRASÍLIA

18/04/2016 05h30



Aprovada a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer (PMDB- SP), seu substituto, vai evitar declarações até que o Senado avalie a decisão da Câmara, mas usará este período de pelo menos duas semanas para montar sua equipe e definir as primeiras medidas de seu futuro governo.

Segundo assessores, a ideia é priorizar as áreas econômica e social com dois objetivos para mostrar logo a que veio: mudar as expectativas sobre o rumo do país e rebater as críticas de que pode desmontar os programas sociais deixados pelo PT.

Até que o Senado decida sobre o afastamento temporário de Dilma, no entanto, a ordem é não dar declarações específicas sobre o futuro governo em respeito ao Senado e também porque, neste interregno, a presidente do país continua sendo Dilma.

Não está descartado, porém, um pronunciamento do peemedebista no tom de busca da "pacificação nacional", tentando indicar que fará um governo de união com todas as forças políticas. A partir desta segunda-feira (18), a equipe de Temer diz que ela passa ater uma "perspectiva concreta" de poder e, por isto, ficará mais à vontade para fazer "sondagens oficiais" de nomes que vão compor seu ministério.

Temer também vai deflagrar em conversas com aliados as negociações para montar sua futura base aliada no Congresso. Assessores dizem que não estão descartadas nem sequer conversas com alas do PT no sentido de tentar desmotivar reações radicais de entidades simpáticas ao petismo, como o MST.

A equipe de Temer também vai procurar estabelecer negociações com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL ), para aparar arestas entre os dois e buscar que ele acelere o processo de votação na Casa da autorização dada pela Câmara para abertura do processo de impeachment contra a presidente.

Nesta primeira fase, a avaliação tanto do governo como da oposição é que o Senado irá acatar a decisão da Câmara. Seguidos todos os prazos normais, o plenário do Senado pode votar até o final da primeira quinzena de maio a admissibilidade do processo. A equipe de Temer, porém, acredita que é possível acelerar prazos, dentro do regimento, e permitir que esta etapa seja cumprida até o final de abril. Só após esta votação do Senado é que Dilma é afastada por 180 dias e Temer assume em seu lugar.

Votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff

FAZENDA

Uma das prioridades é definir quem irá comandar o Ministério da Fazenda, posto para o qual estão cotados Henrique Meirelles e Armínio Fraga, para que o chefe da futura equipe econômica já possa elaborar as medidas nas próximas semanas e tenha condições de anunciá-las logo depois da posse.

Temer deve reduzir também o número atual de 31 ministérios para algo abaixo de 20, buscar fazer cortes em algumas áreas para preservar e até melhorar alguns programas sociais, numa estratégia para rebater e se contrapor às críticas que já espera receber do PT.

Um auxiliar disse à Folha que Temer tem "plena consciência" de que não pode frustrar as expectativas de que conseguirá melhorar a economia do país ainda neste ano, numa estratégia par a isolar os grupos petistas que prometem infernizar sua vida no Palácio do Planalto.



Saem corruptos de esquerda, entram corruptos da direita – Nossa luta não pode parar

Publicado por Luiz Flávio Gomes - 4 dias atrás

O impeachment da Dilma é uma necessidade; a posse do Temer segue a linha constitucional, mas representa uma temeridade, pela quantidade de suspeitas e acusações contra ele mesmo e seu grupo partidário (PMDB).

As obras civis da usina de Belo Monte foram contratadas por R$ 14,5 bilhões, dos quais 1% teria sido destinado a propinas para políticos do PT e do PMDB, segundo a versão de executivos da Andrade. O valor do suborno, de acordo com essa versão, foi de R$ 140 milhões. Também houve corrupção no Complexo Petroquímico do RJ.

Os depoimentos dos executivos da Gutierrez (que devem ser provados, para ter validade jurídica) atingem frontalmente as campanhas eleitorais de Dilma Rousseff e Michel Temer (PMDB), em 2010 e em 2014. Isso significa que a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE vai se tornando absolutamente inevitável.

Os executivos da construtora relatam que as “doações eleitorais” aos partidos ajudados decorriam de propinas das obras realizadas. Isso significa lavagem de dinheiro, ou seja, campanhas criminosas inclusive “dentro da lei”. As “doações”, embora tivessem uma aparência de legalidade, visavam à obtenção de vantagens indevidas nas licitações. É preciso acelerar o julgamento no TSE, porque o crime está na base também na eleição de 2014.

Para nós que combatemos a corrupção de todos, não deste ou daquele político ou partido, a luta não vai parar. Sem faxina geral o Brasil continuará sendo o gigante de sempre, porém, deitado em berço esplêndido.

Por 38 votos contra 27, a Comissão Especial da Câmara deu sinal verde para o prosseguimento do impeachment da presidente (a) Dilma. É a primeira votação de quatro (duas na Câmara e duas no Senado). O processo de impeachment possui 3 etapas: autorização, abertura do processo e julgamento. A primeira é ato da Câmara. As 2 últimas são atos do Senado. O afastamento provisório do presidente (por 180 dias) só pode ocorrer depois da 1ª votação no Senado. A destituição do cargo só acontece depois da 2ª votação neste mesmo local.

A corrupção do lulopetismo e aliados mobilizou milhões de pessoas, que foram às ruas protestar. Vejo nisso cidadania, mas isso não pode ocorrer apenas contra a corrupção da esquerda. Para os que lutam de verdade contra a corrupção, não importa se o corrupto é de esquerda ou de direita (seja liberal ou patrimonialista). Todos os agentes públicos devem prestar contas ao país.

Mas, olho no lance: matéria do O Globo informa que em 2015 foram apresentadas 200 proposições legislativas para mudar a regulação jurídica da corrupção. Muitos desses projetos fazem parte da Operação Abafa Tudo, que tenta dificultar as investigações criminais da Lava Jato ou criar regras que suavizam as punições dos corruptos.

Operação “Lava Castas”: A crise ética atinge toda América Latina, pouco importando se o agente da casta poderosa é de direita ou de esquerda. Depois que se constatou o nome do presidente da Argentina, Macri, no megavazamento Panama Papers, já se fala numa “Lei do Arrependimento” naquele país, algo parecido com a lei de anistia penal aprovada há pouco no Brasil para “repatriar” recursos enviados criminosamente para o exterior (políticos e macroempresários serão certamente os maiores beneficiários dessa medida “justa”).

A Lava Jato é um bom produto de exportação, mas querem mesmo copiar a “Lava Castas” (leis que anistiam as estrepolias tradicionais das castas intocáveis). As indecentes leis de anistia do Berlusconi na Itália, no tempo da Mãos Limpas, virarão gibi infantil. A América Latina muitas vezes se mostra “mais criativa” que a península itálica. Suas castas poderosas intocáveis operam frequentemente com muito mais liberdade de ação.



As castas corruptas disputam o poder pelo poder (e pelo dinheiro): Nossa posição firme de proscrição das práticas indecentes da República Velhaca (1985-2016) significa banir e evitar todas as ações destrutivas levadas a cabo pelas castas dominantes em cada período (castas políticas, administrativas, jurídicas, econômicas, financeiras e corporativas), de esquerda, de centro ou de direita, que se esmeram, na disputa do poder, em falsificações, conluios e favorecimentos, calúnias e injúrias, raiva e violência, tumulto e desordem, vias de fato e chingamentos, sem contar suas incontáveis trapaças e falcatruas (ver J. F. Lisboa, Timon).

Suas escolhas, com frequência, são as mais vergonhosas e deploráveis que possam ser imaginadas, mesmo quando fazem o correto, como é o caso, agora, do impeachment de Dilma, que será aprovado, sob a presidência do sonegador e evasor fiscal Eduardo Cunha, por uma quantidade imensa de suspeitos de praticarem as bandalheiras mais deprimentes da vida pública brasileira. Não é a exemplaridade a marca distintiva dessas castas intocáveis, que vicejam acima de tudo e de todos com suas internas infâmias e caprichos, externalizadas durante a disputa do poder (pelo poder e pelo dinheiro).



  • CAROS internautas que queiram nos honrar com a leitura deste artigo: sou do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE) e recrimino todos os políticos comprovadamente desonestos assim como sou radicalmente contra a corrupção cleptocrata de todos os agentes públicos (mancomunados com agentes privados) que já governaram ou que governam o País, roubando o dinheiro público. Todos os partidos e agentes inequivocamente envolvidos com a corrupção (PT, PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM, Solidariedade, PSB etc.), além de ladrões, foram ou são fisiológicos (toma lá dá cá) e ultraconservadores não do bem, sim, dos interesses das oligarquias bem posicionadas dentro da sociedade e do Estado. Mais: fraudam a confiança dos tolos que cegamente confiam em corruptos e ainda imoralmente os defendem.

*Artigo Livre para Publicação em Sites, Revistas, Jornais e Blogs.

Veja os 'sete pecados na capital' que levaram Dilma ao inferno político

Do primeiro e segundo mandatos à crise

Eduardo Anizelli - 01.jan.2015/Folhapress



IGOR GIELOW
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA - 17/04/2016 02h00

Dilma Rousseff (PT) chegou às portas de um inferno político que o Brasil acreditava terem sido cerradas com o impeachment de Fernando Collor de Mello em 1992.

A presidente, que segundo as contas do mundo político poderá ter a abertura do pedido de impedimento aceita neste domingo (17) pela Câmara, a partir das 14h, costuma colecionar culpados pela debacle de seu governo.

Ora ela culpa a imprensa, ora a oposição. Mais recentemente, seu alvo é o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), a quem acusa abertamente de ser golpista, já que vem articulando a formação de um eventual governo caso Dilma seja impedida.

Se adversários se aproveitaram de suas falhas, isso é da dinâmica da política, mas Dilma e o PT de Lula construíram aos poucos os erros que levaram à ruína política sobre a qual se debatem agora.

A tradição católica estabeleceu, quando o papa Gregório 1º organizou em 590 uma lista do monge grego Evágrio do Ponto (345-399), sete pecados capitais que levam a humanidade à danação. Santo Tomás de Aquino e o escritor Dante Alighieri popularizaram o conceito.

A Folha elencou sete aspectos que levaram o governo petista à lona, correlacionados com os pecados mortais dos quais mais se aproximam (veja abaixo a lista).

Acima de todos eles está a soberba, que permeia os demais. O temperamento difícil e a falta de urbanidade política de Dilma cobraram um preço alto ao fim.

Enquanto ela era a "faxineira" da corrupção e a "gerentona" no seu primeiro mandato, imagem que bem ou mal durou até a eleição de 2014, ela colecionou desafetos. Sua inapetência para a política congressual é notória. O troco veio agora.

O fator estrutural mais importante, contudo, é a ruína econômica. Dificilmente estaria sendo discutido o impeachment se o país estivesse bem das pernas. Não está muito por causa do pecado da preguiça do governo em não aceitar a realidade.

Em vez de ouvir alertas, o Planalto acelerou uma política iniciada por Lula em 2010 de populismo econômico.

Erros se sucederam. A "Nova Matriz Econômica" com suas desonerações, juros artificiais e irresponsabilidade fiscal, as pedaladas que geraram o fato frio do impeachment, a política de preços do setor elétrico e a gestão ruinosa da Petrobras –mais que a corrupção, foram ordens erradas que ajudaram a quase quebrar a petroleira e sua enorme cadeia econômica.

O ano de 2015 foi perdido com a tentativa malfadada de ajuste fiscal capitaneada por Joaquim Levy. Acabou com o pagamento do "papagaio" das pedaladas, quase uma admissão de culpa. O aumento do desemprego coroou a queda final junto aos poderosos da economia.

Outros pecados são identificáveis: a gula da corrupção identificada pela Operação Lava Jato, a avareza ao se apegar a conceitos antigos em vez de tentar entender o recado das ruas nos protestos de 2013, a luxuriante propaganda eleitoral de 2014.



Por fim, o ex-aliado PMDB está em dois erros mortais. Primeiro, estabelecer uma relação de ira com Eduardo Cunha, o colérico e enrolado presidente da Câmara. Segundo, a inveja final de ver Michel Temer emergir da condição de "vice decorativo" para a de potencial herdeiro do reino petista.

SOBERBA








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