Perseverar até o fim” "Mas aquele que perseverar até o fim será salvo" Mateus 24: 13 (nvi)



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PERSEVERAR ATÉ O FIM”

"Mas aquele que perseverar até o fim será salvo" Mateus 24:13 (NVI)

Em sua primeira visão, Ellen White viu o caminho estreito e extremamente desafiador do tempo do fim. Viu pessoas desistindo e outras perseverando até o fim, mesmo tendo que se desprender de tudo deste mundo... até mesmo de seus calçados... ao ponto de deixar marcas de sangue nas paredes de um penhasco devido aos ferimentos nos pés onde eram sustentados apenas por uma corda em um ato de fé… mas quando ela vê as inimagináveis maravilhas do Céu no final de tudo isso, ela começa a chorar, pois não queria mais voltar para esta Terra com todo o seu sofrimento... (Vida e Ensinos, p. 130-132).

Nesta mensagem, teremos uma visão geral do livro Eventos Finais bem como alguns meios que nos ajudarão a chegar ao fim através do poder de Jesus e de Sua vida de oração e comunhão ininterrupta com o Pai.

Desde a última quinta-feira, estamos estudando o resumo do livro Eventos Finais. Segundo o PhD Gerhard Pfandil, jubilado do Biblical Research Institute, Estados Unidos, Ellen G. White não proveu uma sequência cronológica destes eventos na igreja. Muitos poderão ocorrer paralelamente, mas quando o decreto de Apocalipse 22:11 for emitido, todos esses eventos terminarão, e o grande tempo de angústia começará. Ela nunca menciona uma ordem cronológica para os eventos, mas diz que “os últimos eventos serão rápidos” (O Futuro, p. 313).

Neste gráfico, vamos apresentar um panorama geral dos Eventos Finais, esta caminhada por uma estrada desafiadora, que deverá ser aprofundado nestes 10 dias de oração. A sequência organizada pelo PhD Gerhard está baseada em textos de Ellen G. White citados no livro O Futuro, páginas 313-322. É a mesma sequência apresentada também pelo Dr. Amin Rodor.

EVENTOS DO TEMPO DO JUÍZO INVESTIGATIVO (1º Período – última advertência)


Reavivamento e reforma na igreja Reavivamento significa renovamento da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se” (Eventos Finais, p. 189).

“O reavivamento incluirá milagres de cura e conversões genuínas” (Testimonies for the Church, v. 9, p. 126).



Selamento “não é qualquer selo ou marca que possa ser vista, mas uma permanência na verdade, tanto intelectualmente quanto espiritualmente, não podendo depois ser demovidos” (Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 4, p. 1161).

Chuva serôdia – “Essa promessa é para nós hoje, não somente para o futuro, mas temos que estar preparados para recebê-la. Isso significa que precisamos remover todo pecado e procurar o Senhor em humildade” (Testimonies for the Church, vol. 6, p. 50).

Alto Clamor – “A mensagem da queda de Babilônia, como dada pelo segundo anjo (Ap 14:8), é repetida na mensagem do anjo em Ap 18:1-4. A obra deste anjo se une com a grande obra final da terceira mensagem angélica” (Primeiros Escritos,, p. 277).

Sacudidura Muitos Adventistas deixarão a igreja porque não estão plenamente convertidos” (Testemunhos Para Igrejas, v. 4, p. 89).

Pequeno tempo de angústia – “E ao início do tempo de angústia fomos cheios do Espírito Santo ao sairmos para proclamar o sábado mais amplamente. [...] O ‘início do tempo de angústia’ ali mencionado, não se refere ao tempo em que as pragas começarão a ser derramadas, mas a um breve período, pouco antes, enquanto Cristo está no santuário. Nesse tempo, enquanto a obra de salvação está se encerrando, tribulações virão sobre a Terra, e as nações ficarão iradas, embora contidas para não impedir a obra do terceiro anjo” (Primeiros Escritos, p. 85).

A formação da imagem da besta – “A América protestante terá então formado uma imagem ao papado (a besta), e haverá apostasia nacional que terá como seu fim a ruina nacional” (Signs of the Times, 22 de março de 1910).

Leis dominicais “como a América, a terra da liberdade religiosa, se unirá com o papado forçando a consciência e obrigando os homens a honrarem o falso sábado, os povos de todas as nações do globo serão guiados a seguir seu exemplo” (Testimonies for the Church, vol. 6, p. 18).

Decreto de morte – “Quando se fizer da morte a penalidade da violação do nosso sábado, então muitos dos que agora estão nas fileiras dos observadores dos mandamentos passarão para o outro lado” (Testemunhos para Ministros, p. 473).

A marca da besta – “fidelidade para com Roma” (O Grande Conflito, p. 449).

Fim do tempo da graça “O fim do ministério de Cristo no Céu” (Ibid., p. 428).

EVENTOS DO GRANDE TEMPO DE ANGÚSTIA (2º Período – sete últimas pragas)

Tempo de angústia de Jacó – “referido em Jeremias 30:7, na realidade começa com o decreto de morte”. (O Grande Conflito, p. 428).

“Seus pecados foram examinados e extinguidos no juízo; não os podem trazer à lembrança” (Ibid, p. 620).



Um grande tempo de angústia ­“Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final” (Ibid, 614).

Armagedom ­“Na hora de maior perigo [da batalha final, Apocalipse 16:12-16] no entanto, Jesus aparece nas nuvens do céu para resgatar Seu povo” (Primeiros Escritos, p. 284).



Ressurreição parcial ­ “Todos que participaram da crucifixão de Cristo e os maiores inimigos da Verdade, bem como todos que morreram crendo na terceira mensagem angélica, serão ressuscitados para verem Jesus nas nuvens dos céus”. (O Grande Conflito, p. 637).

A Segunda Vinda de Cristo (1 Tessalonicenses 4:17; 2 Tessalonicenses 2:8)

COMEÇAM OS MIL ANOS (3º Período – vida eterna)

Julgamento dos ímpios (Apocalipse 20:11-15)

A Terra estará em ruínas e Satanás estará preso (Apocalipse 20:3)

A ressurreição dos ímpios (Apocalipse 20:5)

A batalha final de Satanás contra Deus (Apocalipse 20:9)

A Nova Terra (Apocalipse 21; 22)

John Stott, em seu livro Homens com uma Mensagem, na página 43, mostra como Jesus, nos primeiros capítulos de Mateus, caminha nos calçados de Israel e repete as experiências deste povo, sendo vitorioso onde o povo falhou (adaptado).

a)   Ele também deixa o Egito (Mateus 2:16-18)

b)   É salvo das mãos de um rei hostil (Mateus 2:19-23)

c)   Passa pela água do batismo (Mateus 3:13-17)

d)   É testado e tentado no deserto (Mateus 4)

e)   E no Monte das Bem-Aventuranças, a Palavra de Deus é proclamada de forma extraordinária por Jesus, mostrando como trilham os perseverantes espirituais (Mateus capítulos 5, 6 e7). Reflita em como está sua vida em relação a essa mensagem de Jesus:

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus” (Mateus 5:3). “Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o ser humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável” (Caminho a Cristo, p. 30).

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mateus 5:4).

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (Mateus 5:5).

Uma das maiores necessidades de nosso mundo, igreja, e famílias é de mansidão” (George R. Knight, No Monte das Bem-Aventuranças, p. 23 e 25).

“‘Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.’ Mateus 5:6. [...] A justiça de Deus se acha concretizada em Cristo. Recebemos a justiça recebendo-O a Ele” (O Maior Discurso de Cristo, p. 18).

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5:7). Nas palavras de William Barclay, “misericórdia é o oposto de egocentrismo [...] É a antítese do egoísmo”.

Felizes os que têm coração puro, pois eles verão a Deus” (Mateus 5:8). “A pureza de coração leva naturalmente à pureza de vida” (George R. Knight, No Monte das Bem-Aventuranças, p. 52).

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9). Jesus viveu por você e por mim para nos ensinar a sermos pacificadores com a esposa, filhos, familiares e com quer que seja. Estamos prontos a perdoar e restaurar a paz?

“‘Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus.’ Mateus 5:10. Quem manifestar, na conduta, o amor de Cristo e a beleza da santidade, subtrai a Satanás os seus súditos, e por isso o príncipe das trevas contra ele se levanta. Opróbrio e perseguições atingirão a todos os que estão cheios do espírito de Cristo” (O Maior Discurso de Cristo, p. 29).

"Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês". (Mateus 5:11-12).

Os paralelos são claros. Jesus assume o papel de Israel com o propósito de reformar o povo de Deus em torno dEle.

Jesus tornou o impossível em possível, diante da crise espiritual na Terra com perseverança na oração e súplica ao mesmo tempo.

“Nenhuma outra vida já foi tão assoberbada de trabalho e responsabilidade como a de Jesus; todavia, quantas vezes estava Ele em oração! Quão constante, Sua comunhão com o Pai! (O Desejado de Todas as Nações, p. 252).

“Em Cristo, o grito da raça humana chegava até ao Pai de infinita piedade. Como homem, suplicava ao trono de Deus, até que Sua humanidade fosse de tal modo carregada com a corrente celestial, que pudesse estabelecer ligação entre a humanidade e a divindade. Mediante contínua comunhão recebia vida de Deus, de maneira a poder comunicar vida ao mundo. Sua experiência deve ser a nossa” (Ibid., p. 253).

“‘Vinde vós aqui à parte’, convida-nos Ele. Marcos 6:31 Se dedicássemos hoje tempo a ir ter com Jesus e contar-Lhe nossas necessidades, não seríamos decepcionados; Ele estaria à nossa mão direita para nos ajudar” (Ibid., p. 253).

Jesus veio à Terra para reavivar e reformar a verdade da igreja que somos nós, a base para vencermos cada fase dos eventos finais da história deste mundo e da nossa vida. Foi assim que Jesus foi vitorioso nos eventos finais de Seu ministério que mudaram completamente o rumo da nossa história. Ele disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” João 16:33.

ACOMPANHE AS FASES DOS EVENTOS FINAIS DA VIDA DE JESUS: 

Jesus foi selado ao ser batizado, cumprindo toda justiça da Lei de Deus. Mateus 3:15-16. (Alguém aqui tem adiado sua decisão de selar sua vida de compromisso com Jesus através do batismo?)

O Espírito Santo se manifestou sobre Jesus por ocasião de Seu batismo (Mateus 3:16). Assim é com todos que tomam essa decisão.

Os que buscavam a Jesus por interesses, poder, por terem visto milagres, foram sacudidos em Seu duro sermão registrado em João 6:

“Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo. Jesus perguntou aos doze: ‘Vocês também não querem ir?’ Simão Pedro lhe respondeu: ‘Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus’” (João 6:66-69).

Simão Pedro representa muitos de nós que realizamos coisas maravilhosas quando estamos perto de Jesus. Mas, como Pedro, também seremos inconstantes se nossa comunhão com Jesus for inconstante.

Pedro errou muitas vezes, mais que Judas. Pedro fez papel pior: negou a Jesus abertamente. Judas o fez escondido. A grande diferença é que um sempre reconheceu e entregou-se aos pés de Jesus, e o outro resolveu seu pecado sozinho, com as próprias mãos.

Pedro era um discípulo de altos e baixos espirituais; um dia afundava e no outro era grandemente reconhecido por Jesus.

Você se parece um pouco com Pedro?

Quando Jesus passou pela grande angústia no Getsêmani, quatro erros fatais foram evidenciados na vida de Pedro:



1. Autossuficiência – Pedro disse que estava pronto para ir tanto para a prisão como para a morte (Lucas 22:33). Ele foi sincero quando disse isso. Precisamos confiar mais em Jesus do que em nossa sinceridade. Jesus avisou-o de que ele o negaria três vezes antes que o galo cantasse duas vezes. 2. Indolência – Dormia enquanto deveria orar. Os autoconfiantes não precisam de oração (Lucas 22:45). 3. Precipitação – Puxou a espada quando não deveria (Lucas 22:50). 4. “Pedro seguia de longe” (Lucas 22:54).

Pedro estava cansado, exausto, assustado, frustrado e inseguro. Coloque-se no lugar dele. Será que não faríamos o mesmo? Será que hoje também não negamos a Jesus por pouca coisa?

Depois que o decreto de morte foi emitido a Jesus, Pedro pecou três vezes:

1. Mentiu. 2. Omitiu. 3. Negou.

Então o galo cantou duas vezes. É bem provável que a cada manhã depois disso quando o galo cantava, Pedro era despertado para um novo dia com Jesus, pois o galo lembrava seu pecado. Augusto Cury chamou isso de “galofobia”.  

Ao Jesus sair de sua condenação, “fixou os olhos em Pedro” (Lucas 22:61) com olhos de amor, compaixão e misericórdia, como muitas vezes olhou para ele. O olhar de Jesus lembrou-o mais uma vez que era pecador. A Bíblia diz que Pedro, “havendo saído, chorou amargamente” (Lucas 22:62). Aquela noite algo morreu dentro de Pedro. Em sua angústia, ele poderia se perguntar: Será que Jesus vai me perdoar mais uma vez? É verdade que Ele disse até 70X7 = 490 vezes se deve perdoar… A sua autossuficiência precisaria morrer de uma vez por todas.

“O próprio fato de sermos chamados a suportar provas, é evidência de que o Senhor Jesus vê em nós algo muito precioso, que deseja ver desenvolvido... Cristo não lança à fornalha pedras sem valor. É o metal precioso que Ele prova. Cuida para que o processo do refinamento produza o reflexo de Sua própria imagem. Sede confiantes, esperançosos, sede fortes no Senhor e na força do Seu poder. Ele vos ama. Ouvi Suas palavras: ‘Eu repreendo e castigo a todos quantos amo.’ Apocalipse 3:19. Não vos passou por alto, como indignos de prova” (Para Conhecê-Lo, p. 274).

Pedro teve um tempo de graça após a ressurreição de Jesus, no desjejum na beira da praia relatado em João 21. Uma conversa que restaurou a Pedro mais uma vez. Graça é isso: Deus trabalhando incansavelmente por Seus filhos, indo atrás por amor por você e por mim.   

No livro seguinte, em Atos 1:11, Jesus ascendeu ao Céu como vitorioso na batalha contra Satanás. Ele foi preparar “moradas” (João 14:1-4) para os que perseverarem até o fim. 

CONCLUSÃO E APELO:

No livro O Herói dos Heróis, p. 71, o Pr. Marcos de Benedicto, cita um paralelo de João 3:16:

O maior motivo: “Porque” O maior doador: “Deus” O maior sentimento: “amou” A maior comunidade: “o mundo” A maior intensidade: “de tal maneira” A maior ação: “que deu” A maior dádiva: “Seu único Filho” A maior finalidade: “para que” A maior abrangência: “todo aquele que” A maior resposta: “nEle crer” A maior promessa: “não morra” O maior contraste: “mas” A maior recompensa: “tenha a vida eterna”

Deus entregou o melhor por você. Existe alguma coisa em sua vida que pertence ao Egito, a este mundo, algo que o Espírito Santo está pedindo para você entregar agora para Jesus? “Tudo que é ofensivo a Deus tem de ser renunciado” (Caminho a Cristo, p. 39).



Como é maravilhoso saber que alguém já passou pelo caminho que passaremos e saber que é possível permanecer unicamente pelo amor e poder de Jesus. Persevere. Falta pouco...

"Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo" (João 16:33).


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