Pequena história da internet



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PEQUENA HISTÓRIA DA INTERNET
Para entender evolução do jornalismo na internet e todas as suas particularidades é preciso voltar no tempo e compreender a história da internet e a criação de seu ambiente gráfico World Wide Web, um dos fatores propulsores do desenvolvimento da rede, que

chegou a 2010 com mais de 175 milhões de linhas de celulares no Brasil, segundo estudo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em julho de 2009, de acordo com pesquisa Ibope, 36,4 milhões de pessoas eram usuárias da internet no país. O tempo médio de uso também cresceu, atingindo 71 horas e 30 minutos de tempo total, incluindo aplicativos, e de 48 horas e 26 minutos, considerando somente navegação em páginas. O Brasil continua liderando nesse quesito. Nos Estados Unidos (segundo lugar no



ranking), os usuários passam em média 42 horas e 19 minutos navegando pelas páginas da internet.
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A internet foi concebida em 1969, quando o Advanced Research Projects Agency (Arpa – Agência de Pesquisa e Projetos Avançados), uma organização do Departamento de Defesa norte-americano focada na pesquisa de informações para o serviço militar, criou a Arpanet, rede nacional de computadores, que servia para garantir comunicação emergencial caso os

Estados Unidos fossem atacados por outro país – principalmente a União Soviética.

Depois de inúmeros testes de conexão entre estados distantes como Dallas e Washington, a Agência de Comunicações e Defesa ganhou, em 1975, o controle da Arpanet. A missão da agência era facilitar a comunicação com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O tráfico de dados cresceu rapidamente e, entre os novos usuários, havia pesquisadores universitários com trabalhos na área de segurança e defesa. Embora a comunidade acadêmica usasse a rede para transferir arquivos extensos por meio de e-mails,

o foco da Arpanet era o serviço de informação militar. Novas redes começaram a surgir, como a Bitnet (Because It’s Time Network) e a csnet (Computer Science Network – Rede de Ciência da Computação), que passaram a oferecer acesso para outras universidades e organizações de pesquisa dentro do país.

Em 1986, a National Science Foundation (nsf – Fundação Nacional de Ciência) fez uma significativa contribuição para a expansão da internet, quando desenvolveu uma rede que conectava pesquisadores de todo o país por meio de grandes centros de informática e computadores. Foi chamada de nsfnet. Essas redes trafegavam, em seu backbone (ver Glossário), dados via computadores, voz (telefonia convencional), fibras ópticas, micro-ondas e links de satélites. Batizadas de superhighways (ver Glossário), estas redes conversavam entre si e ofereciam serviços ao governo, à rede acadêmica e aos usuários. A nsfnet continuou se expandindo e, no começo da década de 1990, eram mais de

oitenta países interligados.

O cenário do final dos anos 80 era este: muitos computadores conectados, mas principalmente computadores acadêmicos instalados em laboratórios e centros de pesquisa. A internet não tinha a cara amigável que todos conhecem hoje. Era uma interface simples e muito parecida com os menus dos bbs. Mas, enquanto o número de universidades e investimentos aumentava em progressão geométrica, tanto na capacidade dos hardwares, como dos softwares usados nas grandes redes de computadores, outro

núcleo de pesquisadores, até bem modesto, criava silenciosamente a World Wide Web (Rede de Abrangência Mundial), baseada em hipertexto e sistemas de recursos para a internet.

Em 1980, Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web (www), escreveu o Enquire, programa que organizava informações, inclusive as que continham links. Trabalhou durante anos na criação de uma versão demo do programa e somente em 1989 propôs a www. No ano seguinte, teve a colaboração de Robert Cailliau, que estava apresentando o sistema de hipertexto Cern e trabalhando no browser (ver Glossário) Samba.

Em 1992, o designer e pesquisador Jean François Groff convidou Lee para ser o primeiro aluno do projeto InfoDesign, que implementou significativas inovações de design, arquitetura e protocolos. Groff teve importante contribuição na versão original da www, além de ter trabalhado para a nova configuração gráfica que a internet estava adquirindo. Ainda em 1992, o Software Development Group (Grupo de Desenvolvimento de Softwares) do National Center for Supercomputer Applications (ncsa –

Centro Nacional de Aplicações para Supercomputadores) criou o College, grupo que reunia pesquisadores e experts ansiosos para explorar as possibilidades da nova World Wide Web.
Rapidamente o grupo encontrou um grande entusiasta, Marc Andreessen, que participava de uma lista de discussão com vários pesquisadores, entre eles justamente Tim Berners-Lee, o inventor da web. Lee estava interessado no Unix e em outras versões de

web browsers. E Andreessen trabalhava, no final de 1992, como programador do núcleo de Eric Bina, veterano estudioso de Unix nos meios acadêmicos norte-americanos.

O Mosaic, criado por Mark Andreessen, foi o primeiro browser pré-Netscape. Em 1993, era a interface essencial para o ambiente gráfico: estável, fácil de instalar e trabalhar com imagens simples em formato gráfico bitmap (ver Glossário). Os sites tinham quase sempre fundo cinza, imagens pequenas e poucos links, mas, para os visionários, como Lee e Andreessen, vivíamos o início da internet que conhecemos hoje. O crescimento da www foi rápido e não parou desde então. Em 1996, já existiam 56 milhões de usuários no mundo. Naquele mesmo ano, 95 bilhões de mensagens eletrônicas foram enviadas nos Estados Unidos, em comparação às 83 bilhões de cartas convencionais postadas nos correios, segundo dados da Computer Industry Almanac.

Para dar uma dimensão do crescimento da internet, o número de computadores conectados ao redor do mundo pulou de 1,7 milhão em 1993 para vinte milhões em 1997.

Os sites de busca também se interessaram em aprimorar o ambiente gráfico e começaram a pesquisar, junto com a academia, melhores interfaces para suas páginas. O termo “portal”, com o significado de “porta de entrada”, começou a ser usado em 1997. Nesse ano, sites

como o Yahoo! – criado em 1994 a partir de duas cabeças geniais,

David Filo e Jerry Yang, ambos oriundos do curso de engenharia

elétrica da Universidade de Stanford, na Califórnia – agregaram conteúdo e stick applications (ver Glossário) à página de entrada, visualizada pela maioria dos seus usuários pelo browser Netscape.



Outros sites de busca passaram a adicionar recursos para manter os usuários em suas páginas, em vez de encaminhá-los para a dispersão da grande rede. Para prender a atenção de internautas ávidos por informação, começaram a preencher o espaço disponível com serviços, chats e muitos outros petiscos.


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