Paróquia nossa senhora das graças curso de formaçÃo de adultos



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PARÓQUIA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

CURSO DE FORMAÇÃO DE ADULTOS




JESUS
DE
NAZARÉ

TEMA 5:
A EXPERIÊNCIA

DO PAI


Pai, chegou a hora. Glorifica teu Filho, para que ele te glorifique... A vida eterna é esta: que todos conheçam a ti, que és o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste. Eu mostrei a tua glória ao mundo e terminei o trabalho que me deste para fazer.



Meu Pai, agora dá-me a glória na tua presença, a mesma glória que eu tinha contigo antes de existir o mundo.

Meu Pai, quero que onde eu estiver, estejam também comigo aqueles que me deste.

Pai justo, o mundo não te conhece, eu porém te conheço” (de João, 17)
1. DEUS É PAI:
Jesus chamava a Deus de “ABBA”, ou seja, “PAPAI”. Era uma palavra usada na intimidade familiar, mas os judeus nunca teriam aplicado a Deus, por entender que era uma profanação do nome de Deus, a quem se devia profundo respeito e até temor.
Jesus foi “carinhosamente atrevido” ao chamar a Deus “Papai”. Falava assim com Ele porque o sentia próximo, familiar e muito íntimo. Naquela palavra tão carregada de confiança e amor filial, Jesus colocava diante do Pai seu carinho, seu respeito, sua obediência, todo o seu ser. Era uma entrega filial, confiante e maravilhosa. É difícil para nós compreender o que Jesus estava fazendo, abrindo um caminho novo e desconcertante de relacionamento com Deus, como nunca tinha existido no Antigo Testamento.
Jesus era o FILHO, se sentia amado e rompia com todo constrangimento. Orava ao seu Pai com a mesma linguagem transparente que usava uma criança pequena. Era uma verdadeira novidade e revelava a profunda comunhão existente entre Pai e Filho. Jesus estava plenamente identificado com o Pai.






  1. A ORAÇÃO DE JESUS

Como bom judeu que era, Jesus orava pessoalmente a Deus, e também orava com sua família e com a comunidade reunida na sinagoga (casa de oração, de culto e de ensinamento bíblico dos israelitas). “No sábado, como era costume, foi à casa de oração” (Lucas 4, 16).


Com certeza, Maria tinha ensinado a Jesus a oração dos salmos, lembrando através deles a história do seu povo e sua peculiar forma de orar (os salmos são uma maravilha de oração, nascida da própria experiência da vida; oração feita de gratidão, confiança, de súplica nos perigos, de penitência...). Mas, Jesus, além desta oração comum do seu povo, orava com suas próprias palavras, com seu jeito particular de conversar com Deus, seu Pai. Era uma oração pessoal, profunda, nascida da experiência do dia-a-dia, alimentada por seus projetos juvenis de liberdade e vida para seus amigos oprimidos.
Dialogava com Deus todo dia; dizem os Evangelhos que, às vezes, passava as noites em oração (Mc. 1,35). Orou durante quarenta dias no deserto. Orava antes de iniciar uma missão (Lc.3,21-22); antes de tomar uma decisão importante, como a escolha dos discípulos (Lc. 6, 12-13); quando a atividade era muito intensa (Lc. 9, 18); em momentos de glória (Lc. 9,29); quando se sentia profundamente feliz pela evangelização dos pobres (Lc. 10,21-22); em acontecimentos extraordinários, como a ressurreição de Lázaro (João 11, 41); na Última Ceia (João 17, 1-26); na hora da Paixão, no horto das oliveiras (Mateus 26, 36-46); no momento da cruz (Mt. 27,46; Lc.23, 34-46).
Por meio da oração Jesus comunicava sua vida ao Pai e, principalmente, escutava no silêncio a Palavra de Deus.



  1. A VIDA NAS MÃOS DO PAI

Nós não podemos compreender a vida de Jesus se não compreendermos o seu relacionamento com o Pai. A relação de Jesus com Deus Pai é o motor e a raiz da sua história pessoal: dos seus sentimentos, atitudes, projetos, ações, palavras, gestos... da sua missão evangelizadora.


Através da oração Jesus ia aprofundando na comunhão de vida com seu Pai, descobrindo melhor seu amor, sua misericórdia, sua vontade de justiça, seus planos de vida. Jesus sabia, certamente, que seu Pai quer VIDA FELIZ PARA TODOS.
Jesus foi compreendendo cada dia melhor que sua vida só teria pleno sentido quando colocada a serviço da vontade do Pai, em favor de todos os seres humanos, seus irmãos. Foi descobrindo que abraçar a vontade do Pai para fazer o bem a todos era uma fonte de fortes conflitos, pois necessariamente entrava em confronto com a situação estabelecida. É na oração confiante que Ele encontrou a força para levar a causa do Pai, o Reino de Deus, enfrente. A oração de Jesus foi de total disponibilidade para fazer a vontade de Deus, a base do seu compromisso radical para gerar fraternidade e vida ao seu redor. Por onde Jesus passava contagiava alegria de viver e esperança de uma humanidade mais justa e solidária. Jesus, com seu jeito de ser, convidava à conversão, a uma vida mais adulta, realizada em comunhão com Deus e com todos. Tudo isto Ele alimentava na sua relação filial com o Pai.
O rosto de Deus é um grande mistério, ninguém pode vê-lo. Mas Jesus nos revela ao Pai (João 14,5-10) e mostra como Deus é cheio de misericórdia e amor, de ternura materna que acolhe e conforta, de segurança paterna que anima a caminhar com fé. Em Jesus nós descobrimos que Deus é amor, ternura, compaixão, misericórdia, liberdade, perdão, respeito, comunhão, justiça, paz, solidariedade, amigo... Em Jesus nós contemplamos como Deus é bom para com todos nós, sem discriminações. Especialmente com os mais excluídos.
Jesus é a plena manifestação do Pai, do seu projeto libertador para toda a humanidade. A vida de Jesus é uma revelação do Pai, na pessoa de Jesus de Nazaré Deus se apresenta como um Pai que gera e sustenta a nossa vida, que ama o seu povo, que se alegra e sofre conosco, que quer que vivamos como filhas/os amadas/os dele e como irmãs/ãos uns dos outros. Quando no final dessa história Jesus morreu na cruz, fiel à vontade do Pai, o próprio Pai quis manifestar seu profundo amor a Jesus ressuscitando-o dentre os mortos e dando a ele, em primeiro lugar, a Vida Plena que Deus prepara para todos.


  1. UMA FIDELIDADE PERTURBADORA

Não vamos pensar que a fé de Jesus foi fácil. Precisamente, por confiar plenamente no amor do Pai e no seu projeto salvador para nós, Jesus “se complicou” a própria vida. Querendo, é lógico, e sabendo o que queria e o que fazia... Mas foi sumamente comprometido para Ele. Jesus conhecia os planos do Pai: um Deus de justiça e de direito em favor dos pobres (profetas), um Deus que não aceita discriminações humanas nem preconceitos, um Deus que não gosta de uma sociedade dividida entre ricos e pobres, um Deus que é ofendido quando um homem oprime o seu semelhante, um Deus que se coloca do lado dos humildes e em contra dos poderosos... Um Deus que não é neutral num mundo cheio de pecados pessoais e sociais que não respeita os fracos e pequenos.


A fé de Jesus, a sua confiança plena no amor do Pai, foi um compromisso radical de se situar na história desde o coração do Pai, desde seu pensamento e atuação no mundo. Na prática do dia-a-dia Jesus foi renovando este compromisso, que foi compreendendo cada vez melhor. A partir da fé recebida pelos seus pais Jesus foi crescendo e tomando atitudes evangélicas. Ele soube unir maravilhosamente a experiência de um Deus que chamava de Papai com a sua doação pelos mais pobres e oprimidos. Neste compromisso de doação por amor Jesus não teve nenhum privilégio, ao contrário. Deus exigiu dele mais do que de ninguém. Por isso a fé de Jesus, tão sincera e perseverante, não foi nada fácil: teve que renunciar a si mesmo, deixar uma família estupenda e começar uma obra arriscada acompanhado de um grupo de discípulos meio ignorantes. Houve momentos de desânimo, de tensão crescente, de abandono até dos amigos... de cruz carregada na solidão e no meio do desprezo dos poderosos. Na hora da cruz Jesus ficou e se sentiu totalmente sozinho, abandonado por todos... até, aparentemente, pelo próprio Pai. Mas Deus estava lá com Jesus, amando profundamente seu Filho, vendo tanta fidelidade e tanta fé, aquela fé que, na última hora, fez Jesus exclamar, quando já não restava mais nada:


PARA REFLETIR E ORAR


  1. Leituras Bíblicas:

oração e missão Lc. 5,11-16; Lc. 6, 12-13 oração de filho Lc. 3,21-22; Lc. 11,1-4

oração de entrega Mt. 26,36-46; Jo. 17,1-26 oração na cruz Mt. 27, 46; Lc. 23,34; Lc. 23,46



  1. Oração: João 17, 24-26

  1. Como é o nosso relacionamento com Deus? Procuramos “tirar vantagem”? Oramos todos os dias? É oração de escuta e de obediência? Vivo a minha fé com alegria e compromisso?


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