Palavras do Infinito



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Palavras do Infinito

Francisco Cândido Xavier

Humberto de Campos

Conteúdo resumido

Humberto de Campos, jornalista e escritor, membro da Academia Brasileira de Letras e fino humorista, volta do além, por intermédio do lápis do médium Francisco Candido Xavier, mais vivo do que nunca e proclamando a todos a realidade da vida imortal. “A passagem de Richet”, “Carta a minha mãe” e “A Casa de Ismael”, são alguns dos capítulos elaborados por Humberto de Campos, além de outras comunicações de autoria de Nilo Peçanha, Eça de Queiroz, Hermes Fontes, Crus e Souza, Antero de Quental, Carmen Cinira, Emmanuel etc. Palavras do Infinito é um cântico a beleza enviado para deleite de todos aqueles que buscam conhecer novos horizontes espirituais.



Sumário:


Leitor amigo / 05

A palavra dos mortos / 07

1 - De um casarão do outro mundo / 11

2 - Carta aos que ficam / 14

3 - Aos meus filhos / 18

4 - Na mansão dos mortos / 20

5 - Judas Iscariotes / 25

6 - Aos que ainda se acham mergulhados na sombra do mundo / 29

7 - Trago-lhe o meu adeus sem prometer voltar breve / 32

8 - A passagem de Richet / 35

9 – Hauptmann / 39

10 - A ordem do mestre / 42

11 - Oh Jerusalém!... Oh Jerusalém! / 46

12 - Um céptico / 49

13 – Carta a minha mãe / 53

14 - Mais de três mil pessoas / 56

15 - A casa de Ismael / 58

16 - Duas mensagens de Nilo Peçanha / 62

17 - Julgando opiniões / 67

18 - Poema de uma alma / 70

19 - Dois sonetos de Hermes Fontes / 72

20 - Morte /73

21 - Uma palavra a igreja /74

22 - Carne / 75

23 - O monstro / 75

24 - Prece de natal / 77

25 - Sombra / 78

26 - Vozes da morte / 79

27 - Nossos mortos / 79

28 - Chico Xavier responde a três delicadas perguntas / 80

29 - Não é apenas o ouro a alma da emissão / 81

30 - Uma questão de política administrativa / 82

31 - A economia dirigida não é um erro / 83

32 - A síntese é a alma da verdade / 84

33 – Uma orientação política / 85

34 - Poderá a ciência substituir a religião? / 89

35 - Só ao fim de certo prazo deverá ser feita a cremação / 93

36 - O feminismo em face do código transitório dos homens / 94

37 - O livre arbítrio e a fatalidade / 98

38 - A crise espiritual, fonte dos males atuais / 99

39 - Emmanuel fala-nos sobre a Medicina / 103

40 - O nacionalismo diante da lei / 107

Desejos e entusiasmos compreensíveis / 108

A mística nacionalista e o bem coletivo / 108

O isolamento dos estados é o desequilíbrio econômico / 108

Quando os países lavram a própria condenação / 109

O universo é o pensamento divino em sua expressão objetiva / 110

Obras puramente humanas / 110

Evolução / 110

Os ventos da noite sobre as ruínas / 111

As promessas do espiritualismo / 111

Os primeiros tempos no além, céu e inferno / 111

A sagrada esperança / 112

Não há tempo determinado para o intervalo das reencarnações / 112

O sagrado patrimônio da vida / 113

A reencarnação e as divergências espiritualistas / 113

O espiritismo e as outras religiões / 114

41 - Socialismo no Brasil atual significaria anarquia / 114

42 - Tudo aí se mistura / 118

43 - Resposta de Humberto de Campos a uma mãe aflita / 125



LEITOR AMIGO

A reedição do livro Palavras do Infinito encontra natural explicação no rápido escoamento que tiveram os cinco mil exemplares da publicação anterior, cujos pedidos, vindos de toda parte, denotaram o interesse dos que leem pelas coisas da espiritualidade.

Muito a animou também, concorrendo para a nova tiragem, a boa vontade do digno confrade Francisco Cândido Xavier, a cuja mediunidade e solicitude se devem estas encantadoras comunicações, enviando-nos mais crônicas, mensagens e alguns versos inéditos que tanto ilustram e exortam esta segunda edição. (Este prefácio foi redigido para 2º edição impressa em 1936).
Humberto de Campos, graças à infinita bondade do Criador, continua a escrever para os “que ficaram”, fazendo-o, aliás, com a irrecusável autoridade de repórter verdadeiro e, sobretudo, insuspeito para tratar de assuntos do Além, pois, tivesse ele sido, na Terra, espírita praticante, não faltariam opositores fanáticos que viessem refutar os luminosos conselhos que manda às almas encarceradas sobre a “face nevoenta” do planeta com o objetivo de edificá-las para a vida eterna no apostolado do trabalho e da dor.

O humilde psicógrafo Francisco Cândido Xavier com tais produções vem, mais uma vez, firmar os foros justíssimos que goza de médium assombroso, legítimo expoente da fenomenologia espírita, vaso escolhido do Senhor para a grandiosa missão de provar, sob o aspecto estritamente intelectual, a sobrevivência do ser e a imortalidade da alma humana.

E essa prova incontestável aqui está. Contra ela pode levantar-se o “argumento dubitativo”, mas a hipótese única que a explica é a do Evangelho, pela Ressurreição de Jesus, sobre a qual se assenta todo o edifício moral, filosófico e científico do Espiritismo.

Mais abundante, copiosa, imensa, entretanto, ela se nos depara no “Parnaso de Além-Túmulo”, onde o moço de instrução rudimentar, que vive pobre e triste na sua pequena vila de Pedro Leopoldo, sem biblioteca e sem professor, consegue captar produções de trinta e dois poetas, brasileiros e portugueses, figurando entre eles nomes gloriosos, como Arthur Azevedo, Batista Cepelos, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Emílio de Menezes, Fagundes Varela, Hermes Fontes, Olavo Bilac, Raimundo Correia, Antero de Quental, Antônio Nobre, Augusto dos Anjos, Guerra Junqueiro, João de Deus, Júlio Dinis, D. Pedro de Alcântara e tantos mais. Ler este livro surpreendente, maravilhoso, e porque não dizê-lo, comovedor, é verificar 190 produções psicográficas de Chico Xavier, das quais 118 sonetos magistrais num total de 6.538 versos! É realmente admirável a farta messe de poesias e prosa com que o além concorre para provar aos homens que todos os poetas escritores falecidos, sem distinção, são imortais porque são todos acadêmicos do Grande Trianon, vivendo, sentindo, amando e pensando “sem miolos na cabeça”...

O que mais empolga nessas produções não é só o estilo, mas a perfeita identidade literária dos autores, estilo e identidade que se vislumbram quer na cadência do verso, quer na forma, quer na ideia ou no fundo filosófico.

João Ribeiro, citado por Manuel Quintão, “mestre que tal se fez, indene de rabularias acadêmicas”, ao referir-se ao “Parnaso” disse que o médium não atraiçoara nem um dos poetas.


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Estas considerações a guisa de apresentação do folheto já vão excedendo o limite razoável. Antes, porém, de concluir, é nosso desejo agradecer a Humberto de Campos, a Humberto espírito e coração imortais, a bondade com que atendeu à solicitação que lhe fizemos para prefaciar as “Palavras do Infinito”, e o nosso agradecimento é tão mais profundo quão extraordinariamente belo e edificante é o prefácio do saudoso escritor patrício. Possam as suas crônicas e bem assim as poesias e mensagens contidas neste opúsculo tocar os corações endurecidos e levar, a quantos lerem-no, o doce orvalho da Fé, abrindo-lhes o entendimento para a compreensão da imortalidade e certeza da sobrevivência.


J. B.

(São Paulo, 3 de outubro de 1936)




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