Os principais planetas



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Os principais planetas

Oito planetas principais são reconhecidos atualmente pela União Astronômica Internacional (UAI), a autoridade responsável pela nomenclatura de corpos celestes. Os planetas costumam ser divididos em dois grupos: internos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e externos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Os planetas internos são pequenos e compostos basicamente de rochas e ferro. Muito maiores, os planetas externos são formados principalmente por hidrogênio, hélio e gelo. Plutão, historicamente considerado o nono planeta, não pertence mais a nenhum dos dois grupos. Ele foi reclassificado para planeta anão pela UAI em 2006. Alguns astrônomos se opuseram a essa reclassificação e à nova definição de planeta. Outros acreditam firmemente que uma explicação muito melhor para a existência de Plutão é classificá-lo como um dos maiores membros de uma família de corpos gelados semelhantes que orbitam em torno do Sol além de Netuno.


Mercúrio


Menor dos planetas rochosos ou telúricos (que incluem Vênus, Terra e Marte), Mercúrio possui um campo magnético global, mas apenas um vestígio de atmosfera e nenhuma lua própria. É o segundo planeta mais quente depois de Vênus. Mercúrio circula o Sol a cada 88 dias terrestres, a uma distância média de 58 milhões km e leva 59 dias para girar em torno do próprio eixo. Ele conserva uma superfície repleta de crateras que pouco mudou desde a formação do sistema solar, o que o torna especialmente interessante para os cientistas planetários. Mercúrio recebeu o nome do mensageiro dos deuses da mitologia romana que possuía asas nos pés.

O diâmetro de Mercúrio é de 4.879 km, cerca de 40% do diâmetro da Terra ou 40% mais largo que a Lua. A massa e o volume de Mercúrio são 1/18 em relação aos da Terra. A densidade média do planeta (5,4 g/cm³) é quase tão grande quanto a da Terra e maior que a de qualquer um dos outros planetas. A força na superfície do planeta é 1/3 da existente na superfície da Terra, o dobro da gravidade de superfície na Lua e quase a mesma gravidade de superfície de Marte, que é maior que Mercúrio, embora menos denso. Duas luas no sistema solar — Ganimedes, de Júpiter, e Titã, de Saturno — também são maiores que Mercúrio, mas muito menos densas e, portanto, com gravidade menor (quase igual à da Lua).

Vênus

Vênus tem quase o mesmo tamanho que a Terra, mas leva 243 dias para girar em torno do próprio eixo na direção oposta. Além disso, não possui campo magnético nem lua. O porquê das condições em Vênus e na Terra serem tão diferentes continua sendo um enigma para os cientistas planetários. Vênus circula o Sol a uma distância de 108 milhões km em pouco mais de sete meses (225 dias, aproximadamente). O planeta foi chamado de Vênus em homenagem à deusa romana da beleza.



Exceto pela Sol e pela Lua, Vênus é o corpo celeste mais brilhante. Costuma ser chamada de estrela matutina quando aparece a leste no nascer do sol e de estrela vespertina quando está a oeste no pôr-do-sol. Antigamente, a estrela vespertina se chamava Hesperus, e a matutina, Phosphorus, Eosphoros ou Lucifer.

Terra


Do espaço, a Terra parece um grande mármore azul envolvido por nuvens brancas flutuando sobre oceanos azuis. Quase 71% da superfície da Terra é coberta de água, que é essencial para a vida. O restante é terra, principalmente na forma de continentes que se elevam dos oceanos.

A superfície da Terra é cercada por uma camada de gases conhecidos como atmosfera, que se estende acima da superfície, diluindo-se lentamente no espaço. Abaixo da superfície está um interior quente de material rochoso e duas camadas de núcleo compostas de metais (níquel e ferro) em estado sólido e líquido.

Ao contrário dos outros planetas, a Terra possui um conjunto singular de características, ideais para a vida como a conhecemos. Nem é tão quente (como Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol), nem é tão fria, como o distante Marte e até os planetas externos mais longínquos (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e o minúsculo planeta anão Plutão). A atmosfera da Terra possui a quantidade certa de gases que captam calor do Sol, resultando em um clima moderado, adequado para a existência de água em estado líquido. A atmosfera também ajuda a bloquear a radiação do Sol, que, caso contrário, seria prejudicial para a vida.

Embora a Terra seja o único planeta conhecido a ter vida, os cientistas não excluem a possibilidade de que já tenha existido vida em outros planetas ou em suas luas, ou que possa existir ainda hoje em forma primitiva. Marte, por exemplo, tem muitas características que lembram canais de rios, indicando que algum dia já fluiu água em estado líquido sobre sua superfície. Nesse caso, é possível que a vida tenha evoluído ali, e as evidências disso poderão vir a ser encontradas em forma de fóssil. Ainda existe água em Marte, mas está congelada nas calotas polares, nas camadas de terra congeladas e, possivelmente, nas rochas abaixo da superfície.

Lua

Os telescópios revelaram uma riqueza de detalhes da Lua desde sua invenção no século XVII, e as espaçonaves contribuíram ainda mais para o conhecimento humano desde os anos 50. Sabe-se agora que a Lua da Terra é uma bola levemente ovalada, composta principalmente de rochas e metais. Não tem água em estado líquido, praticamente nenhuma atmosfera e é totalmente sem vida. A Lua brilha refletindo a luz do Sol. Embora a Lua pareça brilhante para os olhos, ela reflete em média apenas 12% da luz que recebe. Essa refletância (chamada albedo) de 0,12 é semelhante à da poeira de carvão.



O diâmetro da Lua é de 3.480 km ou 1/4 do da Terra. A massa da Lua é apenas 1,2% da massa da Terra. A densidade média da Lua é somente 3/5 da existente na Terra, e a gravidade na superfície lunar é 1/6 mais forte que ado nível do mar na Terra. A Lua se move em órbita elíptica (formato ovalado) em torno da Terra, a uma distância média de 384.403 km e a uma velocidade média de 3.700 km/h. Ela completa uma revolução em 27 dias, 7 horas e 43 minutos. Para a Lua ir de uma fase à próxima semelhante (conforme visto da Terra), são necessários 29 dias, 12 horas e 44 minutos. Esse período é chamado de mês lunar. A Lua gira uma vez em torno do próprio eixo no mesmo período de tempo que leva para circular a Terra. Com isso, a mesma parte da Lua (o “lado próximo”) está quase sempre voltada para a Terra.

Marte


Marte é um planeta relativamente pequeno, com um diâmetro de 6.794 km (aproximadamente a metade do diâmetro da Terra). Marte tem 1/10 da massa da Terra e sua força de gravidade na superfície é 3/8 da existente na Terra. Marte possui o dobro do diâmetro e o dobro da gravidade de superfície da Lua. Sua área de superfície é quase igual à da parte seca da Terra. Acredita-se que Marte tem a mesma idade da Terra, havendo se formado a partir da mesma nuvem condensante e rotatória de gás e poeira que formou o Sol e os outros planetas há 4,6 bilhões de anos.

Marte possui duas luas, Fobos e Deimos, que receberam o nome dos filhos do deus romano Marte. Repletos de crateras e blocos de rochas escuras, esses corpos minúsculos podem ser asteróides capturados pela atração gravitacional de Marte. Fobos gira uma vez em torno de Marte em menos de um dia marciano, por isso parece que nasce no oeste e se põe no leste, normalmente duas vezes ao dia. Deimos tem o hábito mais comum de nascer no leste e pôr-se no oeste.


Fobos


Fobos orbita em torno de Marte a uma distância média de apenas 9.378 km, mais perto do planeta do que qualquer outra lua no sistema solar. Na verdade, a lua está tão perto do planeta que as forças periódicas provocadas pela gravidade de Marte estão lentamente arrastando a lua para baixo. Fobos gira para dentro como um parafuso cerca de 1,8 m por século. Daqui a 50 milhões de anos, Fobos estará tão perto de Marte que explodirá, formando um anel em volta do planeta, ou será arremessada contra a superfície dele. Por estar tão perto de Marte, Fobos completa sua órbita quase circular a cada 7,65 horas, dando a volta no planeta três vezes ao dia. Vista da superfície de Marte, Fobos atravessa o disco do Sol aproximadamente 1.300 vezes por ano. A lua é bloqueada periodicamente, o que significa que mantém a mesma face voltada para Marte o tempo todo, exatamente como a Lua em relação à Terra. Portanto, Fobos gira uma vez por órbita em torno de Marte.

Deimos


Deimos gravita em torno de Marte a uma distância média de 23.460 km, completando uma órbita a cada 1,26 dias terrestres. Sua órbita é quase circular e ligeiramente inclinada em relação à linha do equador marciana. Deimos gira uma vez no mesmo tempo que leva para completar uma órbita, mantendo a face voltada para Marte o tempo todo, exatamente como a Lua em relação à Terra.

Júpiter


Quarto corpo celeste mais brilhante do sistema solar (depois do Sol, da Lua e de Vênus), Júpiter brilha mais de três vezes do que Sírius, a estrela mais brilhante. Devido à sua proeminência no céu, os romanos atribuíram ao planeta o nome de seu principal deus, Júpiter.

Júpiter orbita em torno do Sol a uma distância média de 778 milhões km, cerca de cinco vezes a distância da Terra até o Sol. O ano de Júpiter (o tempo que ele leva para completar uma órbita em torno do Sol) é de 11,9 anos terrestres, e seu dia (o tempo que ele leva para girar em torno do próprio eixo) é de aproximadamente 9,9 horas, menos de um dia terrestre.


Io


Io circula Júpiter em uma órbita ligeiramente elíptica (ovalada) sobre a linha do equador jupiteriana, a uma distância média de 422.000 km. Ela completa uma órbita a cada 1.769 dias terrestres e gira uma vez no mesmo período. Com um raio de aproximadamente 1.820 km, Io é um pouco maior que a Lua e, assim como ela, fica entre as dez maiores luas do sistema solar.

Europa


Europa gira uma vez exatamente no mesmo tempo que leva para completar uma órbita em torno de Júpiter e, portanto, mantém a mesma face voltada para o planeta o tempo todo. A órbita ligeiramente elíptica (ovalada) da lua é paralela à linha do equador jupiteriana.

Europa é ligeiramente menor que a Lua, com um raio de 1.565 km. Assim como ela, está classificada entre as dez maiores luas do sistema solar.


Ganimedes


Com um raio de 2.634 km, Ganimedes é até maior que os planetas Plutão e Mercúrio. Possui apenas metade da massa de Mercúrio, embora metade da composição de Ganimedes seja água congelada, cuja densidade é menor que as rochas e o ferro de Mercúrio.

Ganimedes orbita em torno de Júpiter a uma distância média de 1,07 milhões, completando uma órbita a cada 7.155 dias terrestres. A lua é bloqueada periodicamente, o que significa que ela gira apenas uma vez por órbita e mantém a mesma face voltada para Júpiter o tempo todo. A órbita quase circular de Ganimedes é paralela à linha do equador jupiteriana.


Calisto


Calisto completa uma órbita e gira no mesmo tempo, uma vez a cada 16,69 dias terrestres. Sua órbita quase circular é paralela à linha do equador jupiteriana.

Terceira maior lua do sistema solar, Calisto é esférica e possui um raio de 2.403 km - praticamente o mesmo tamanho que o planeta Mercúrio. Porém, como é formada principalmente por gelo de baixa densidade, ela possui apenas 1/3 da massa do rochoso e metálico Mercúrio. O interior de Calisto provavelmente não é diferenciado em um núcleo rochoso cercado por gelo mais leve, como o das outras grandes luas de Júpiter (Io, Europa e Ganimedes). Em vez disso, os cientistas acreditam que a lua inteira é uma mistura de rocha e gelo, com a porcentagem de rocha na mistura aumentando em direção ao centro da lua.


Saturno


A característica mais distinta de Saturno é um sistema de anéis gigante que circunda o planeta em sua linha do equador, alongando-se por mais do dobro da largura do planeta em si. A primeira pessoa a ver os anéis foi o cientista italiano Galilei, em 1610, usando um dos primeiros telescópios. As sondas espaciais aumentaram consideravelmente nosso conhecimento de Saturno, seus anéis e suas muitas luas. A passagem das sondas Pioneer e Voyager levou ao satélite Cassini, que começou a estudar Saturno em detalhes em 2004. Visto da Terra, Saturno parece um corpo celeste amarelado, um dos mais brilhantes do céu. O planeta recebeu o nome do deus romano da agricultura.

Saturno leva 29,5 anos para orbitar em torno do Sol, a uma distância média de 1.435 bilhões ou 9,59 unidades astronômicas (UA). Uma UA é igual à distância média entre a Terra e o Sol, ou seja, 150 milhões. Saturno gira em torno de seu próprio eixo em cerca de 10,5 horas e está inclinado em 27°, o que proporciona ao planeta estações distintas.


Mimas


Mimas orbita em torno de Saturno a uma distância de 186.000 km, uma vez a cada 23 horas. A órbita de Mimas é circular e inclinada em 1,5° em relação à linha do equador saturnal.

Mimas tem uma forma achatada e mede 397 km (1/9 do diâmetro da Lua). Sua rotação rápida em torno de Saturno faz com que o seu diâmetro seja quase 10% maior na linha do equador do que nos pólos. A composição e a estrutura interna de Mimas são desconhecidas, mas as medições de sua densidade fazem com que os cientistas planetários teorizem que ela é quase toda feita de gelo, com muito poucas rochas.


Titã


Os cientistas acham que Titã pode fornecer pistas importantes sobre as condições na Terra primitiva, inclusive como a vida começou. Titã é esférica, medindo 5.150 km de diâmetro, mais que o planeta Mercúrio. É a segunda maior lua do sistema solar depois da lua Ganimedes, de Júpiter. Primeira lua de Saturno a ser descoberta, Titã foi encontrada em 1655 pelo astrônomo alemão Christiaan Huygens. Uma sonda espacial chamada Huygens aterrissou na superfície de Titã em 2005. A lua recebeu o nome dos Titãs, uma família de gigantes da mitologia grega.

Sol


O Sol é uma enorme massa de gás quente e brilhante. A forte atração gravitacional do Sol mantém a Terra e os outros planetas do sistema solar em órbita. A luz e o calor do Sol influenciam todos os corpos celestes do sistema e permitem que exista vida na Terra.

O Sol é uma estrela mediana em termos de tamanho, idade e temperatura na classificação dessas propriedades para todas as estrelas. Os astrônomos acreditam que o Sol tem cerca de 4,6 bilhões de anos e continuará brilhando por outros 7 bilhões.



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