Olá Pessoal! Prova complicada, não?



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Encontro24.11.2017
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Olá Pessoal!

Prova complicada, não?

Na verdade, não foi bem assim. Em minha opinião, a prova de 2006 foi até mais difícil! O que eu achei é que foi uma prova muito mal feita. Por exemplo, a questão 134 (“Em equilíbrio, a elasticidade do esforço com relação ao salario relativo será igual a um”). Rodapé de livro, Cespe? Tenha dó! Tantos assuntos interessantes para testar o conhecimento de um futuro AFT e vocês me vêm com essa? O examinador foi sem criatividade, ele só quis fazer você se dar mal mesmo.

Nos próximos dias eu disponibilizarei a prova comentada, mas vou antecipar o que acho passível de recurso e comentar uma questão que aprece estar causando controvérsia.

Nessa cabe recurso:
Determinada economia apresenta os seguintes dados.
população total: 200 milhões de habitantes

população acima de 65 anos: 60 milhões de habitantes

população abaixo de 18 anos: 65 milhões de habitantes

população abaixo de 14 anos: 50 milhões de habitantes

população abaixo de 10 anos: 40 milhões de habitantes

população empregada: 70 milhões de habitantes

população fora do mercado de trabalho (desalentados): 20 milhões

de habitantes
Considerando que a essa economia se aplique a mesma abordagem conceitual e metodológica adotada no Brasil, julgue os itens a seguir.
127. A taxa de desemprego da economia em apreço corresponde a 12,5%.
Resolução
Esta alternativa está errada!

Lembre-se:

População Total = População em Idade Ativa (PIA) + =População em Idade Não Ativa

População Em idade Ativa = = População Economicamente Ativa (PEA) + = População Não Economicamente Ativa (PNEA)

População Economicamente Ativa = População ocupada (PO) + População Desocupada (PD)
A PIA é composta pelas pessoas de 10 ou mais anos de idade.
Não acredita em mim?
PNAD 2011/IBGE:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/glossario_PNAD.pdf

PME/IBGE:

ftp://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Mensal_de_Emprego/Metodologia_da_Pesquisa/srmpme_2ed.pdf

Vamos lá!


  • População = PIA + PINA => 200 = PIA + 40 => PIA = 160

  • PIA = PEA + PNEA => 160 = PEA + 20 (desalentados são PNEA, vejam as notas metodológicas) => PEA = 140

  • PEA = PO + PD => 140 = 70 + PD => PD = 70

  • Taxa de Desemprego = PD/PEA = 70/140 = 0,5 = 50%


Para chegar no resultado da CESPE, precisamos considerar que as pessoas de mais de 65 anos não fazem parte da PIA. Totalmente errado! Ainda mais que a própria questão menciona o IBGE. Não há nada no IBGE que indique exclusão das pessoas de mais de 65 anos da PIA.
Alternativa errada.

Bom, agora quero comentar uma questão que está causando controvérsia:



Em relação ao modelo clássico de salário-eficiência, julgue os itens a seguir:

135. No referido modelo, o desemprego reduz o salário eficiência.
Resolução

Bom pessoal, recebi email de pessoas comentando que o gabarito desta questão estaria errado. Na minha opinião, não! O gabarito está ok, a alternativa está correta.


Vamos lembrar as aulas. Por que o empregador paga o salário eficiência? Bom, especialmente em momentos de recessão, a empresa paga um salário acima do de mercado a fim desestimular a “trapaça”, certo?
No caso de uma questão boba como esta, pense um pouco. Se você tem uma empresa que paga salário eficiência e há uma recessão, o que você faz? Exatamente! Você reduz o salário que você paga, mas não na mesma magnitude da redução ocorrida no salário de mercado, caso contrário, os seus objetivos com o pagamento do salário eficiência seriam frustrados.
Outra forma de pensar, mas não tão formalmente correta, é que o desemprego em si mesmo é causador de estímulo para a não trapaça. Lembra-se do exemplo do colega vagabundo? Então, você paga salário eficiência para estimulá-lo, certo? Mas, se a economia se defronta com um alto índice de desemprego, você concorda que não precisará pagar tão acima do salário de mercado (pois o colega pensará “se eu perder este emprego será muito difícil conseguir outro”)? Ou seja, o excessivo desemprego reforça a política de salário eficiência em termos de preferências dos agentes. Assim, a empresa teria a possibilidade de reduzir um pouco seus salários (não na mesma magnitude da redução de mercado), e, ainda assim, manter sua política de não trapaça.
Perceba que a minha explicação foi dada em termos intuitivos e com os conceitos ensinados ao longo do curso. Quem quiser uma explicação mais técnica, vide BORJAS, G, “Economia do Trabalho”, página 573 – 575.
É isso aí pessoal. Em breve disponibilizarei a resolução completa para vocês! Um abraço e boa sorte!


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