O tempo do tempo



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O TEMPO DO TEMPO

tempo da palestra - mostra como a nossa relação a este respeito é importante
há basicamente duas maneiras

uma e integrado com o espaco a outra e ele sozinho

claro que a maneira mais concreta e correta seria avalia-lo junto com o espaco , como é dentro da teoria da relativadade, e dentro da própria cosmogonia mágica. Na magia, embora se fale muito de vidas passadas e artes divinatórias do futuro, o que existe mesmo é o presente, este momento aqui e agora, que pode modificar tudo que já foi e que será. Dentro deste espaço/tempo está a transformação total de tudo, do sonho de Deus.




  • livro de Enoch: a formação do mundo e a batalha dos anjos. E o momento da criação ser agora. Em ambos os esta presente mas tambem esta muito presente dentro da propria ciencia da propria arte e no sentido em que nos vivemos num eterno presente



a titulo que essa conversa seja possivel dentro de um espaco de tempo para usar uma expressao mais conjunta temos que separar um pouco da nocao do espaco
a outra alternativa: fazer uma reflexao sobre o que os filosofos pensaram a respeito do tempo
Mas, como dizia JLB, são especulações - e eu queria me permitir a fazer minhas próprias especulações.
Historia de JLB

:

- e como vai a compreensao do tempo



o escritor, o filososfo disse:

- Ah!! Tem evoluido muito nesses ultimos anos

ficou muito surpreso com a resposta e comentou:

- seria a mesma coisa que eu tivesse perguntando e como vai a compreensao do espaco e a resposta fosse:

- tem evoluido muito nesses ultimos cem metros

e evidente que o tempo, essa compreensao - e o Borges ironiza justamente por essa razao - ela nao esta dentro de um processo de acumulacao gradativa de conhecimento


sei que somos obrigados a separar ou marcar as nossas vidas

atraves desse processo, presente passado e futuro

Na Cabala antiga existe a ideia do ALEPH. O ALEPH e um ponto onde tudo acontece ao mesmo tempo e no mesmo espaco.

Borges aborda muito bem esse problema quando ele conta (é o titulo de um livro chamado O ALEPH) quando o personagem tropeca na escada e sem querer bate com a vista naquele ponto em que o alef estava um ponto acima de um degraue ele ve tudo todos os rios, todos os tigres, todos os labirintos todos os espelhos ve tudo ao mesmo tempo e experimenta todas as sensacoes da vida.

Esta idéia do tempo global também é abordada por

Stephen Ha w king fala que o universos existe em funcao do observador, em um dado momento do tempo. A cada pessoa que morre, todo o Universo morre com ela. Por outro lado, quando a presenca desse observador existe ele vai dar uma justificativa, um sentido ao universo



História do andróide de Blade Runner

Umberto Eco em “Apocalípticos e Integrados” fala a mesma coisa, desta vez se referindo a obra de arte, que existe na medida em que ela ocupada um determinado espaço de tempo na mente de um espectador .

a medida que o manuscrito esta dentro da gaveta ele nao existe. Ele é atemporal, e está fora do nosso sistema, do nosso ciclo. Entretanto na medida em que alguem coloca na memoria lendo ele ja passa a existir em diferentes estagios.

Então, na medida em que e capaz de despertar emoções, este manuscrito comecá a existir em tempos diferentes, dentro de cada espectador. Pode durar uma noite, ou pode modificar uma vida e se estender por todos os dias daquela criatura.
A partir daí, o tempo sai da dimensão coletiva, e passa para a individual.
Borges e o pai

Borges, cuja preocupacao com o tempo foi sempre muito grande comenta que uma vez perguntou ao pai como e que tinha sido a sua infancia (infancia do pai)

ele respondeu que nao sabia porque na verdade ele tinha lembrancas da lembrancas.

Vou tentar explicar isso:

ele viveu uma experiencia quando crianca depois de meses

anos lembrou-se dessa experiencia, mas estava baseado na lembrança mais recente. Assim, quando chega-se a uma idade avancáda, nossa lembrança da infância vem traduzida por lembranças superpostas do mesmo fato, e nunca é realmente o que aconteceu lá atrás.

esta baseado para isso em lembranca mais recentes e nao da experiencia

e assim atraves dos anos voce vai se lembrando da mesma coisa

mas sempre a sua referencia da lembranca anterior e nunca da lembranca daquele passado e voce vai aprendendo a interpretar sua propria historia

e voce chega ao momento presente nao com a soma das suas vivencias

mas a soma das suas lembrancas e das suas vivencias.
O tempo, então, é sempre um processo criativo e transformador, não só no momento em que o vivemos, mas também quando o transformamos em memória.

Por exemplo:

eu quero abrir um parentese agora para falar do processo da criacao.

Quando eu sento para escrever um livro, eu posso escolher dois caminhos, como dizia William Blake: a inspiração e a memória. Ambos são úteis, mas a memória tem que estar sempre subjugada a inspiração.




O que é inspiração?

o proprio ato a propria palavra ela e muito boa neste ponto

e ela, se nao me engano, ela e a mesma palavra em varias linguase um ato de inspirar, espiration em ingles, inspiracion em frances, ela esta capturando aquele momento ela esta botando para dentro de voce a inspiracao pra depois se traduzir sobre a forma de um livro, de uma pintura de uma alguma coisa.

O ato de inspiração é o mergulho no que os alquimistas chamavam de ANIMA MUNDI. (explicar)


Ha todo o movimento isso e uma lei fisica toda acao corresponde a uma reacao igual ou em sentido contrario na medida que voce inspira voce e obrigado a expirar.

voce nao pode ficar com o ar travado entao voce é obrigado a expirar ou seja - o tempo da inspiração passa a ser capturado pela memória.

Falemos da memoria:

voce precisa da memoria evidentemente para nao cometer os mesmos erros.

Precisa para acompanhar a sociedade, e ajuda-la ou modifica-la, dependendo do tempo em que vive.

Por outro lado, ela pode se transformar numa prisão, e evitar que passos ousados em relação ao desconhecido sejam dados. Dentro da memória, voce está confortavelmente instalado em algo que conhece, mas dentro da inspiração voce está navegando por mares desconhecidos. Esta sutil relação entre a memória e a inspiração - uma para te ajudar a não cometer o mesmos erros, outra para te levar adiante - é que consiste a sabedoria do uso do tempo.

Uma das pessimas aplicações da memória são nos aspectos intuitivos do homem. Por exemplo, no amor: se voce ja sofreu uma experiencia de amor voce nao quer repeti-la seu coracao. A memória, nste caso, se transforma na prisão que te impossibilita de viver a próxima experiencia com o mesmo entusiasmo da primeira. E vamos empobrecendo nossa arte de amar.


Na magia, que usa a linguagem simbólica, existe uma figura que é chamada de o templo de Salomão, o templo da sabedoria.

ele na porta tem duas colunas essas duas colunas sao conhecidas por “N” nomes desde os classicos cabalisticos que nao vem ao caso pronunciar a nomes concretos feitos rigor e misericordia, ou medo e desejo, ou masculino e feminino

ja que estamos falando aqui de tempo, chamaremos estas duas colunas de memoria e inspiracao. equilibrar essas duas coisas é a arte de viver: a memoria como eu ja falei pessimamente utilizada em amor mas muito bem utilizadao quando voce vai pedir um emprego e que ja foi recusado nas vezes anteriores, ou evitar que se repitam determinados horrores históricos, como Hiroxima ou o Holocausto.
Estas duas formas classicas a de lidar com o tempo levam evidentemente a construir nossa vida, que é um ato de fe naquilo que chamamos de Tempo. Digo ato de fé, porque o momento que estamos vivendo agora acaba de passar, e já estamos em outro momento.
Este ato de fé no tempo da vida está associado aos Ritos de Passagem, tão esquecidos hoje em dia. Antigamente, por causa da quase ausencia de memoria dos antigos - eles precisavam prestar toda atenção no momento presente - o tempo era estruturado através dos ritos de passagem.

A nossa sociedade conservou alguns destes ritos e, de todos aqueles que hoje conhecemos, o rito de passagem da juventude para a idade adulta - geralmente sacralizado com o diploma universitário - é aquele que mais problemas traz, no sentido de permitir o desequilibrio entre estas duas colunas, e aceitar a ditadura da memória sobre a inspiração.

No momento deste rito de passagem, o tempo da infância e da adolescencia deixa de existir, cedendo lugar ao tempo e a memória da sociedade. O jovem - que antes ganhava e perdia lutas com o mesmo entusiasmo - passa a ser cobrado pela vitória constante. Neste caso, esta vitória não se caracteriza por um mergulho no desconhecido, uma viagem pelo mar ignoto, mas sim um lugar seguro e controlado, onde o tempo passa a ser uma repetição - um dia precisa ser igual ao outro, o coração tem que ser coerente com um só amor, os horários precisam ser fixos, e o tempo livre forçosamente preenchido. A inspiração cede lugar ao rígido controle da memória.

Com isto, vem uma série de sequelas, das quais basta citar uma: a atitude diante da dor. Quando vemos uma criança chorando, reparamos que ela o faz com toda a intensidade - e com o maior escândalo possível. Para ela, a dor é inteiramente aceita em seu tempo de duração. Entretanto, uma pequena distração - e uma mudança no seu tempo mágico, que pode ser uma boneca, um trem que passa, ou qualquer outra coisa - faz com que cesse imediatamente de chorar. A dor, neste caso, não fica na memória, e é imediatamente preenchida pela próxima experiencia cognitiva.

No rito de passagem da juventude para a idade adulta, já não nos permitimos sofrer. O sofrimento é considerado uma derrota, a dor é um mal - porque ambos, a partir daquele instante, passam a integrar a nossa memória. As loucuras da adolescencia são coisas do passado: como diz a sociedade: “bem , menino, agora o tempo é outro. “

Este tempo passa a ser guiado pelos cânones da sociedade, que diz: “quando menos risco, mais seguro”. E estabelece alguns mecanismos de controle para isto, como - por exemplo, o grande sinal do rito de passagem, que é o diploma universitário.




  • meu barbeiro (contar história)

aos titulos mobiliarcos da idade media ou seja voce comprava voce tinha um status se tivesse dinheiro para comprar um titulo que era passado de geracao a geracao

gracas a Deus pelo menos nisso houve uma evolucao nao se passa de geracao a geracao mas ainda estamos aferrados a ideia de que existe um degrau a escalara e essse degrau social ele consegue galgar atraves de um diploma

issso aconteceu comigo; quando dissse que queria ser escritor minha mae bateu na minha cabeca e disse clarro filho vai ser escritor mas antes dse forme em direito porque escritor no Brasil so Jorge Amado. naquele momento o rito de adolescencia jusstamente com todo o entusiamos de uma vida desconhecida mas vendo a realidade a memoria da minha estava correta realmente escritor no Brasil pra viver de literatura so Jorge Amado entao em função da memoria eu fui fazer direito

a memoria da minha mae que passou essa minha memoria

No entranto, o que é a sociedade? É uma coisa abstrata, porque somos - no fundo - nós mesmos. Conservamos a memoria da geração que nos precedeu, e procuramos leva-la a proxima geração; são precisos muitas vezes mecanismos traumáticos - como guerras, revoluções, ou catástrofes naturais - para que esta corrente de memória se rompa e a inspiração possa de novo nos permitir um salto qualitativo.

Uma sociedade que vive em função da memória é sempre condenada a extinção - poque não se adapta as novas circunstâncias criadas por sociedades que - pelos fatores traumáticos já citados - tiveram que voltar ao terreno da inspiração.

Saindo do mecanismo social e indo para a area mais pantanosa da simbologia coletiva, nós podemos abordar - como um mau exemplo de memória - a superstição. Uma geração transmite a outra que passar debaixo da escada tras ma sorte, e voce nunca mais se pergunta: “por que? “ Simplesmente deixa de passar por debaixo da escada.


historia zem de um mestre que adorava o seu gato toda vez que ele ia fazer meditacao com os seus discipulos ele levava um gato e e sse mestre morreu e ficou o gato

ai o seu sucessor disse - bom e importante vamos conservar esse gato aqui lembranca do nosso mestre

o gato foi conservado mas quando esse sucessor foi viajar o proximo sucessor disse tem um sentido essse gato

vamos deixar ai porque sem esse gato nao tem meditacao talves esse gato seja importante para criar uma aura de meditacao

e assim foi cada geracao comecou a enfatizar o papel do gato . O gato morreu, trouxeram outro gato evidentemente e aquela escola sempre tinha um gato.

Tratados classicos sob a importancia do gato na meditacao foram escritos, e teses sobre a influencia do gato no comportamento espiritual ganharam o mundo.

evidentemente isso e uma historia ficticia, mas dá um bom exemplo do mecanismo da memória.

ogato era so uma peca de estimacao do primeiro mestre entao a memoria vai deturpando o seu sentido.

Existem outros exemplos, porém, em que a memória pode ajudar o homem a retornar a inspiração:

Historia do judeu que meditava sobre a árvore.

Na medida em que se vai vencendo a tirania da memória, e se vai fazendo com que ela coopere com a inspiração, a sociedade se transforma.

Os textos antigos falam que o Homem e o sonho de Deus

Nós atingimos o estágio em que nos encontramos agora gracas ao sonho coletivo da sociedade, entao podemos - atraves de outro sonho coletivo - modificar esse aspecto: ou seja, se atingimos uma massa critica de pessoas que pensam diferente, o mundo inteiro comeca a pensar diferente.



Teoria do centésimo macaco.

por isso que se chama teoria do centesimo macaco porque atingindo uma massa critica aquele conceito aquele ideia mudou fez uma profunda modificacao no sistema daquele macaco.



Da mesma maneira existem muitas teorias principalmente na parte alquimica de que voce atingindo um numero critico de pessoas que pensem de uma maneira diferente, se é capaz de transformar a memoria dessa sociedade numa memoria diferente.

Vou dar um exemplo: estamos acostumados a ouvir que a guerra e inevitavel. Por isso, geracoes e geracoes e geracoes se preparam para a guerra e foi durante muitos e muitos seculos - por mais incrivel que possa aparecer - a linha de frente do progresso.

Quero dizer que as coisas eram basicamente inventadas para a guerra depois desenvolvida para a sociedade: o carro de combate, a aplicacao da roda, a possibilidade de projetar coisas a distancia feito a flecha, e mais recentemente o radar, os chips, os foguetes, os supercomputadores - a guerra sempre criou a tecnologia de ponta de nossos antepassados. Agora, como a guerra se torna praticamente inviável por causa da capacidade de destruição, são justamente os avanços no mar ignoto que passam a ser a tecnologia de ponta: o melhor exemplo disto são os programas espaciais.

E de repente a sociedade se beneficia. vamos modificando aquela idéia absurda - mas muito comum entre nossos avós - que a guerra trazia equilibrio demográfico e progresso. A geração de nossos pais já não pensava assim, nós não pensamos, e daqui há algumas gerações esta idéia estará definitivamente erradicada da memoria da sociedade. A partir daí - e não por causa de atitudes ou movimento pacifistas - e que teremos realmente um mundo em paz.

A ideia de Deus, que devia ser fruto da inspiração,passou a fazer parte da memória. Ela nasce da famosa pergunta: “ o que eu estou fazendo aqui? “

No inicio a resposta a essa pergunta era dada pelo simples ato de existir. Das religioes paleoticas se conhece muito pouco . Neste caso, as respostas vindas do espaço, ou seja dos vestigios deixados, em nada podem ajudar a maneira como o tempo era usado. Vamos dar um exemplo:



exemplo de uma missa, se achassem um altar no futuro.
Mas pelo menos uma coisa é mais ou menos certa: o homem pré-histórico não tem consciencia do tempo, até que ele começa a entender a idéia da morte. Como a morte significa o fim do movimento - a pessoa não se move mais - ele passa a associar o tempo como algo que anda. A metáfora do rio, já utilizada por um sem número de poetas e filósofos, é talvez a mais adequada para mostrar isto. “O tempo passa como as águas de um rio”.

A partir deste momento, a distinção entre passado e futuro começa a existir, e a idéia de um tempo que passa se instala no subcosnciente humano.



O homem então estabelece laços afetivos no paleolítico. Nenhuma pesquisa pode precisar o momento em que isto aconteceu, mas - a especulação é livre - podemos admitir que em determinado momento o amor se instala entre os grupos, e, um belo dia, o objeto daquele amor morre. O tempo, então, passa a ser uma ameaça. Ele faz um ser belo e completo entrar em decomposição, cheirar mal, deformar-se. Então o grande aliado do tempo, a morte, passa também a instalar-se no subconsciente humano com algo ameaçador.

O homem, então, passa a ver o tempo como seu inimigo. aos poucos, ele vai perdendo o sentido da contemplaçao, da vida integralmente voltada para o momento presente, e passa a existir em função do passado e do futuro.

Vinicius de Morais tem uma bela poesia sobre o beijo onde ele narra o que que se passa no momento em que dois lábios se tocam: as maes que perdem seus filhos as pessoas que dão luz a novas crianças, as gueras, as mortes, as conquistas, tudo “num só minuto de beijo, com tantos segundos de espanto. “ Na verdade, isto se passa em cada segundo de nossas vidas; nós nos construimos e nos destruimos muitas vezes num só dia - a sabedoria consiste em saber qual destes dois lados, na hora que vamos dormir, levou a melhor.

Com a percepção da morte, nas cavernas, vem também a idéia de se dar um sentido a vida. E um uso ao tempo. A partir daí, a sociedade começa a perder o sentido do indivíduo, e passa a viver em funçao da coletividade.

Novas descobertas sobre o tempo são acrescentadas, e, curiosamente, a memória passa a ser fundamental, e então passa também a ser supervalorizada:



falar da gravidez relacionada ao parto, e da semente relacionada a planta.

Como ele precisa da memória para aprender tudo isto e para sobreviver, passa a aplicar a memória também no contacto com Deus, que - também a partir desta época - se torna a justificativa universal. Só que, neste ponto, ele elimina por completo esta aproximação, e a humanidade entra por um desvio que nos conduz até o momento de hoje.



falar do contacto inicial: a contemplação do por do sol, o monoteísmo.

politeismo que nasce com as cidades e a agricultura. A saida para a ditadura do tempo é o ritual, onde voce entra numa especie de transe e vive num tempo diferente, com coordenadas com as quais não está acostumado.

a tradição academica, e a tradição da revelação. Entrar na importancia de Jesus Cristo.

os aspectos dogmaticos (de inspiração) que ultrapassam os séculos apesar de seu aparente absurdo, e os aspectos teologicos, que morrem com a mudança da necessidade social (ex. Teologia da Libertação)

Exemplos: Buda saindo do seu palácio, e vendo o tempo, e tendo a iluminação não pelo conhecimento da tragédia, mas pela contemplação.

Santo Inácio e o livro das vidas de santos.

Paul Claudel e a coluna de Notre Dame.

Entao a grande revolução humana, que está inspirada numa revolução espiritual, é um novo conceito de tempo. Primeiro, a aceitação de que a memória é um auxiliar importante, mas não a única via. Segundo, que o equilibrio entre a memória e a inspiração foi esquecido, e com isto nós temos sido obrigados a repetir uma experiencia social sem grandes alternativas - mesmo que mudem os sistemas politicos e as teologias. Finalmente, que a vida é uma experiencia de revelação, e o presente - como o Aleph da cabala - condensa em si o passado e o futuro, e pode transforma-los na medida em que mudamos nossa atitude para a intensidade da experiencia humana - com todo o perigo, os riscos, e os erros que isto pode acarretar.



Lembremo-nos de nossa infancia, onde o tempo era outro (citar uma viagem a Araruama). Voltemos a esta intensidade, e tudo será transformado.


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