O sistema de ensino ser está preocupado com a preservação das paisagens brasileiras e do



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. Acesso em: jul. 2015.
a) 
Esse título é uma frase nominal porque:
  É curto.
  Apresenta apenas uma forma verbal.
X
  É formado por expressões sem verbo.
  Refere-se apenas à expressão 
caminho.
  Tem mais substantivos do que verbos.
b) 
Há outros títulos jornalísticos a seguir, de matérias publicadas no 
site  (acesso em: jul. 2015). 
Identifique o que também é formado apenas por frase nominal.
  “Desbrave Fernando de Noronha”
X
  “Roteiros alternativos em Brasília”
  “Maceió é eleita a cidade mais bonita do Brasil”
c) 
Assinale as alternativas que melhor indicam as razões do uso de 
frases nominais em títulos de textos jornalísticos:
  Tornam o texto mais detalhado.
X
  Contribuem para uma leitura mais ágil.
  Ocupam melhor os espaços da página do jornal.
  Evitam o uso errado de verbos.
X
  Tornam o texto mais objetivo.
As questões a seguir também contribuem para as habilidades esperadas nos Descritores D17 e D19.
A Praia da Pipa fica no município de Tibau do Sul, a 85 km de 
Natal, no Rio Grande do Norte.
Rogério R
eis/P
ulsar Imagens
Termos da oração: sujeito e predicado
Na organização de uma oração, palavras e expressões podem ter papéis diferen-
tes. O papel que exercem na oração é chamado de função sintática.
Leia a oração a seguir:
Os assentos de suas cadeiras são flutuantes.
Ao identificarmos o verbo dessa oração — 
são —, podemos localizar o sujeito a 
que o verbo se refere: “Os assentos de suas cadeiras”. Observe:
 
sujeito predicado
Os 
assentos de suas cadeiras são flutuantes.
 
núcleo do sujeito 
verbo
Observe que o termo destacado no sujeito é o foco da informação: é o núcleo do 
sujeito. É com este núcleo que, geralmente, o verbo fará concordância. Neste exemplo, 
o verbo está no plural, porque o núcleo está no plural.
O trabalho de analisar os elementos de uma oração, identificando as palavras 
fundamentais e as que se relacionam com elas, nos permite perceber a construção 
sintática da oração, ou seja, como as palavras ou expressões se relacionam na frase 
e, consequentemente, as funções que exercem. Assim, sujeitonúcleo do sujeitopre-
dicado são funções sintáticas dos termos nas frases.
Sujeito e predicado são termos importantes na estrutura da oração. Geralmente 
a oração se constrói em torno de um sujeito.
Amplie a reflexão e a sistematização caso seja 
um conteúdo novo para seu aluno. É 
importante que o aluno tenha se apropriado 
do reconhecimento do sujeito e do predicado 
nas orações para que possa depois 
compreender a relação que o predicado 
estabelece com o sujeito. É igualmente 
importante relacionar sempre a identificação 
do sujeito e do predicado com as relações de 
concordância verbal.
Sugere-se a leitura compartilhada do 
conteúdo ao lado.
Não se emprega neste livro a expressão 
“termos essenciais”, pois pode causar 
equívocos, especialmente no caso das 
orações sem sujeito ou nas de sujeitos 
sintaticamente indeterminados.
Sujeito é o termo da oração a que o verbo se refere e sobre o qual é dada a informação 
principal.
Predicado é toda informação que se refere ao sujeito da oração.
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Tipos de sujeito e relações de concordância
Sujeito simples 
 sujeito  predicado
A aeromo•a lhe oferece um jornal.
 
núcleo do 
verbo
 sujeito
Esse sujeito tem apenas um núcleo: aeromoça. É um sujeito simples. Observe 
que essa palavra (o núcleo) está na terceira pessoa do singular e que o verbo (oferece
concorda com ela, ou seja, também está na terceira pessoa do singular.
Sujeito composto
 
sujeito composto 
predicado
Aeromo•a e passageiros  fecham os cintos de seguran•a.
 
núcleo 
núcleo verbo
 
do sujeito 
do sujeito
Nessa oração, o sujeito tem dois núcleos, isto é, a declaração feita no predicado 
refere-se a dois termos indicados separadamente: aeromoça e passageiros. Trata-se 
de um sujeito composto. O verbo faz a concordância então com os dois núcleos, ou 
seja, é empregado no plural.
Sujeito desinencial ou subentendido
Releia, a seguir, uma fala do passageiro da narrativa de Luis Fernando Verissimo.
 sujeito
 desinencial  predicado
Ñ (Eu)  Odeio a rotina.
 verbo
Observe que o verbo se refere à primeira pessoa do singular, eu, que não está 
presente na frase, mas pode ser identificado pelo verbo, por estar flexionado nessa 
pessoa.
O sujeito que não está presente na oração, mas que pode ser identificado por 
meio do verbo, é o sujeito subentendido ou desinencial. É a terminação do verbo que 
indica a pessoa a que está se referindo
Releia abaixo um trecho da crônica e observe que a construção de orações com 
sujeito subentendido evita repetições desnecessárias. Note que o termo que identifi-
ca o sujeito é empregado apenas uma vez, no início do parágrafo. 
Ele faz quest‹o de sentar num banco de corredor, perto da porta. Para ser o primei-
ro a sair no caso de alguma coisa dar errado. Tem dificuldade com o cinto de seguran•a. 
N‹o consegue atá-lo. Confidencia para o passageiro ao seu lado: 
Observe que quase todos os verbos do trecho referem-se ao mesmo sujeito: ele
Mas esse sujeito está presente apenas no início do trecho, no restante é apenas su-
bentendido.
A construção com sujeito subentendido ou desinencial pode ser um recurso de 
concisão textual, pois evita repetições desnecessárias.
Não será empregada a nomenclatura sujeito oculto, pois ela dá a falsa ideia de algo escondido, ao contrário das nomenclaturas 
subentendido e desinencial, que apontam para um sujeito que pode ser determinado, localizado pelo contexto (o sujeito é 
referido em outra parte do texto) ou pela terminação do verbo. Além de reconhecer o sujeito que está subentendido pela 
indicação do verbo, esse tipo de sujeito deve ser reconhecido como um recurso de coesão textual para evitar repetições de um 
sujeito. Assim, o sujeito subentendido ou desinencial deve ser analisado também com exemplos em cujo contexto seja possível 
mostrar aos alunos que o sujeito já havia sido mencionado. Isso facilitará principalmente a distinção entre sujeito subentendido e 
sujeito indeterminado, que não se localiza na oração e que nem o verbo, nem o contexto permitem localizá-lo. Há quem 
empregue a terminologia sujeito elíptico, ao 
se referir ao sujeito subentendido. Isso 
remete a elipse, figura de linguagem, recurso 
de concisão, que omite um termo para evitar 
repetições, por exemplo, mas que permite a 
identificação do termo referido.
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Sujeito indeterminado
Você estudou que o sujeito subentendido ou desinencial não está presente na 
oração, mas pode ser identificado, determinado pelas informações que o texto traz ou 
por meio do verbo. 
Mas há casos em que a intenção é não deixar claro para o leitor quem é precisa-
mente o sujeito da oração. Há um sujeito ao qual o verbo se refere, mas nem o contex-
to nem a forma verbal permitem que ele seja identificado. 
Leia o período a seguir:
 predicado
Finalmente, a muito custo, conseguem acalm‡-lo.
 
verbo na 3
a
 pessoa do plural
No exemplo acima, não há um sujeito presente na oração, o verbo conseguir é 
usado na terceira pessoa do plural e o contexto não é suficiente para determinar a quem, 
ou a qual sujeito, a afirmação se refere especificamente, pois não indica exatamente 
os responsáveis por acalmar a personagem: apenas tripulantes, outros passageiros? 
Não há como saber, não há um termo antecedente que o indique. Nesses casos, afirma-
-se que o período tem sujeito indeterminado.
A construção de orações com sujeito indeterminado pode ser feita de duas maneiras:
• 
Uso do verbo na terceira pessoa do plural, sem um antecedente no contexto. Exemplos:
Ligaram para casa hoje cedo e deixaram um recado para voc•.
Roubaram o dep—sito do supermercado e n‹o deixaram pistas.
Catalin P
etolea/Shut
ter
stoc
k/Glow Images
• 
Uso da partícula se com determinados tipos de verbo na terceira pessoa do singular. 
Exemplos:
 
verbo na 3
a
 pessoa do singular
Vive-se melhor em Lisboa do que em Nova Iorque. 
(Diário de Notícias, Lisboa, 4 mar. 2015.) 
verbo na 3
a
 pessoa do singular
Precisa-se de motoristas com experi•ncia comprovada em carteira.
 partícula 
se
Nessas orações, o se junto ao verbo tem a função de indeterminar o sujeito. Por 
isso, recebe o nome de índice de indetermina•‹o do sujeito.
Nem sempre a partícula se funciona como índice de indeterminação do sujeito. 
Em outro momento destes estudos, serão comentados casos em que ela desempenha 
funções diferentes.
É importante que o aluno perceba que a 
indeterminação com a 3
a
 pessoa s— será 
efetiva se o contexto não apontar a referência 
para o verbo. Muitas vezes o verbo é assim 
usado apenas para evitar uma repetição 
do sujeito. Nesse caso, o sujeito será 
subentendido.
partícula se
Nesses casos, a forma verbal está 
sempre na terceira pessoa do singular.
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  Leia a tira reproduzida a seguir. Observe o emprego de vários tipos de sujeito nas 
orações do dia a dia.
Sugere-se que esta atividade seja feita em 
conjunto, de forma compartilhada, pois faz 
parte do processo de construção dos 
conceitos.
P
eanuts 
W
orldwide LLC. / Dist. by Uni
ver
sal Uclic
k
SCHULZ, Charles M. Minduim. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 3 dez. 2011. p. D6.
a) 
O que faz o menino pensar que os flocos de neve foram gastos?
O fato de parar de nevar.
b) 
Releia a fala do primeiro quadrinho:
Eu sabia que isso ia acontecer.
• 
Levando-se em conta os verbos, quantas orações há nessa fala? 
Duas orações: uma em torno do verbo saber, outra em torno da locução verbal ia acontecer.
• 
A qual sujeito o verbo sabia se refere? 
Sujeito: eu.
• 
A locução verbal ia acontecer se refere a que termo da oração? 
Isso.
• 
Como se classificam os sujeitos dessa fala? 
Sujeitos simples: euisso.
c) 
No terceiro quadrinho, foi empregado um tipo de sujeito que reforça a ideia da 
ingenuidade ou do desconhecimento do menino sobre o que aconteceu com os 
flocos de neve. Identifique o verbo e indique a que tipo de sujeito ele se refere.
Locução verbal: acabaram de gastar; sujeito indeterminado.
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Ora•‹o sem sujeito
Diz-se que uma oração é sem sujeito nos casos em que o predicado não pode ser 
atribuído a nenhum termo dessa oração, mesmo pelo contexto. Geralmente essa si-
tuação ocorre em:
¥ 
Orações com o verbo haver usado no sentido de “existir”. Exemplo:
 
predicado
ÒNão 
h‡ muito espaço para filmes pessoais e dramáticos no cinema americano.Ó
 haver 
= existir 
Disponível em:
Acesso em: jul. 2015.
 3
a
 pessoa do singular (oração sem sujeito)
 predicado
Não 
houve registro de tumultos ou outras ocorr•ncias, de acordo com a PM.
 haver 
= existir (3
a
 pessoa do singular) (oração sem sujeito)
Haver‡ dias em que voc• se sentirá muito desanimado.
 haver 
= existir
 3
a
 pessoa do singular (oração sem sujeito)
¥ 
Verbo haver indicando tempo decorrido. Exemplo:
H‡ muito tempo o povo espera leis mais justas.
 haver 
= tempo decorrido
 3
a
 pessoa do singular
Na linguagem do dia a dia, é comum usarmos o verbo fazer também para indicar 
tempo decorrido. Exemplos:
Faz muito tempo que trabalho nesta empresa. 
Faz tr•s anos que ele não visita os pais.
 fazer 
= tempo decorrido
 3
a
 pessoa do singular
¥ 
Orações construídas com verbos ou expressões que indicam fenômenos da natu-
reza, como entardecernevargearfazer calorfazer frioventaranoitecertrovejar
Exemplos:
Choveu muito neste verão.
Faz um frio fora do normal nesta época do ano.
Ventava fortemente durante o show.
 
verbo indicando fenômeno da natureza
 3
a
 pessoa do singular
Observe que, nas orações sem sujeito, o verbo somente pode ser conjugado na 3
a
 pessoa 
do singular, por ser considerado verbo impessoal.
¥ 
Verbo ser indicando tempo e distância. Nesse caso, o verbo pode ser empregado no 
plural. Exemplos:
ƒ um quil™metro até minha casa.
S‹o trezentos quil™metros até sua cidade.
 ser 
= tempo e distância
 3
a
 pessoa do singular/plural
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Assim, podemos concluir que, nas orações sem sujeito, os verbos geralmente 
estão na terceira pessoa do singular, com exceção do verbo ser nas indicações de 
distância e de tempo (hora e data). Leia:
ƒ um quilômetro de distância. / S‹o cinco quilômetros de distância.
ƒ uma hora. / S‹o duas horas.
ƒ primeiro de abril. / S‹o vinte e cinco de dezembro.
 
   Observe na tira a seguir o emprego de oração sem sujeito.
LAERTE. Classificados. São Paulo: Devir, 2001. p. 45.
Laer
te/Acerv
o do car
tunista
a) 
No primeiro e no segundo quadrinhos, os verbos haver e fazer são usados em 
orações sem sujeito. Explique por que essas orações são consideradas sem 
sujeito.
Elas são consideradas orações sem sujeito porque os verbos haver e fazer são empregados para 
indicar tempo decorrido. E, nesses casos, são considerados verbos impessoais.
b) 
No segundo quadrinho, a personagem diz: “Já faz uma sola!”. O que significa 
essa frase? 
Significa que algo dura há muito tempo.
No dia a dia 
Usos do verbo haver
Segundo as regras da gramática normativa, deve-se empregar o verbo haver na 
3
a
 pessoa do singular sempre que esse verbo foi usado com o sentido de existir. Releia 
um exemplo retirado da crônica “Emergência”:
H‡ saídas de emergência na frente, nos dois lados e atrás.
 haver 
= existir
Entretanto, nos usos mais espontâneos e, portanto, menos monitorados da língua, 
outras construções, diferentes da orientada nas gramáticas, são empregadas pelos 
falantes.
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Observe a constru•‹o de uma letra de can•‹o popular, produzida em linguagem 
mais espont‰nea. Observe que nela o verbo destacado, que n‹o Ž 
haver, tem sentido 
de existir.
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se Ž mesmo isso a’
[...]
 
SANTOS, Lulu. 
Já éBugalu. BMG, 2003.
Na linguagem informal, muitas vezes o verbo 
haver Ž substitu’do pelo verbo ter.
 
  Leia o t’tulo de uma not’cia sobre futebol. 
ÒNão tem jogo f‡cilÓ, afirma Eutr—pio ap—s vit—ria da 
Chapecoense sobre o Criciœma
Treinador valorizou trabalho dos jogadores e concorr•ncia saud‡vel dentro do 
grupo
Dispon’vel em:
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