O sistema de ensino ser está preocupado com a preservação das paisagens brasileiras e do



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. Acesso em: jul. 2015.
2. Cr™nica: hist—rias registrando a Hist—ria
A palavra 
cr™nica era usada, antes mesmo de os portugueses 
chegarem ao Brasil, para definir os relatos de fatos reais organizados 
em ordem cronol—gica, ou seja, na ordem em que haviam ocorrido. A 
cr™nica era então um registro de fatos hist—ricos. Em Portugal, o gran-
de cronista do sŽculo XIV era Fernão Lopes, que, em seus textos, apre-
sentava sua perspectiva pessoal ao relatar a vida de personalidades 
ilustres como reis e rainhas. No sŽculo XVI a palavra 
cr™nica Ž usada 
como sin™nimo de 
hist—ria
O Brasil do sŽculo XVI foi tambŽm assunto de cr™nica hist—rica. 
O primeiro de nossos cronistas foi Pero Vaz de Caminha, o autor da 
Carta de achamento das terras que hoje conhecemos como Brasil. 
Nesse documento ele registra, do ponto de vista de um portugu•s da 
Žpoca, tanto a viagem comandada por Pedro çlvares Cabral quanto os 
fatos acontecidos nos primeiros contatos com os habitantes da nova 
terra, os ind’genas. 
A seguir, leia um trecho que mostra seu espanto por não haver 
aqui animais de cria•ão nem o cuidado de plantar e cultivar a terra 
para não depender exclusivamente da natureza. 
Eles n‹o 
lavram
, nem criam. N‹o h‡ aqui boi, nem vaca, nem cabra, 
nem ovelha, nem galinha, nem qualquer outra 
alim‡ria
, que costumada 
seja ao viver dos homens. Nem comem sen‹o desse inhame, que aqui 
h‡ muito, e dessa semente e frutos, que a terra e as ‡rvores de si lan•am. 
[...]
Dispon’vel em:
Acesso em: jul. 2015.
tit‹
: um dos doze seres que, segundo a mitologia, 
nasceram no in’cio dos tempos. Seriam filhos da união 
entre Urano (o CŽu) e Gaia (a Terra). Os titãs eram os 
ancestrais dos deuses ol’mpicos (Zeus, Afrodite, Apolo...) 
e dos mortais. Não eram humanos por completo, tinham 
o poder de se transformar em animais.
lavrar
: cultivar a terra.
alim‡ria
: animal irracional. 
Instituto Dos 
Arqui
v
os Nacionais/T
or
re do 
Tombo, Lisboa/Arqui
v
o da editora
Parte da carta escrita em 1500 por Pero Vaz de Caminha 
para d. Manuel I (1469-1521), rei de Portugal, quando os 
navios portugueses chegaram ˆs terras brasileiras.
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A cr™nica e a literatura 
Com o desenvolvimento da imprensa, sobretudo a partir do século XIX, as crônicas começaram a circular nas páginas 
dos jornais e ganharam força como gênero literário, portanto mais ficcional. Assim, o cronista não tinha mais o compromis-
so de registrar os fatos da realidade, e podia apenas se inspirar em fatos do cotidiano para criar um texto de leitura agradá-
vel, capaz de propor ao leitor uma reflexão. 
Nessa época, a literatura de modo geral chegava ao pœblico pelos jornais.
A crônica revelou-se um gênero que agrada aos leitores e aos escritores. Muitos são os autores brasileiros que já se 
dedicaram a produzir crônicas: José de Alencar, Machado de Assis, Olavo Bilac, Mário de Andrade, Raquel de Queirós, Pau-
lo Mendes Campos, Clarice Lispector, Ignácio de Loyola Brandão, Luis Fernando Verissimo, entre outros. 
3. Instru•›es de seguran•a de voo em linguagem visual
Na crônica “Emergência” (página 47), o passageiro entra em p‰nico com as instruç›es de segurança de voo. Talvez 
ele ficasse mais seguro se tivesse encontrado o folheto com as instruç›es de segurança impressas. Geralmente esse ma-
terial está disponível no bolso do encosto das poltronas da aeronave. Na imagem a seguir, conheça as instruç›es a respei-
to do colete salva-vidas, que, neste início do século XXI, muitas vezes substitui, nas aeronaves, o assento flutuante comen-
tado na crônica de Luis Fernando Verissimo.
Theo/Arqui
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Nik Neves/Arqui
v
o da editora
4. A letra de can•‹o como uma declara•‹o de amor ao Rio de Janeiro
Leia a letra da can•‹o que Tom Jobim fez para a cidade do Rio de Janeiro inspirado pela vista da cidade a bordo de 
um avi‹o.  
Samba do avião
[...]
Minha alma canta,
Vejo o Rio de Janeiro,
Estou morrendo de saudade.
Rio, teu mar, praias sem fim
Rio, voc• foi feito pra mim.
Cristo Redentor
Bra•os abertos sobre a Guanabara
Este samba Ž s— porque
Rio, eu gosto de voc•
A morena vai sambar
Seu corpo todo balan•ar
Rio de sol, de cŽu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Gale‹o
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Cristo Redentor
Bra•os abertos sobre a Guanabara
Este samba Ž s— porque
Rio, eu gosto de voc•
A morena vai sambar
Seu corpo todo balan•ar
Aperte o cinto, vamos chegar
çgua brilhando, olha a pista chegando
E vamos n—s
Aterrar
JOBIM, Tom. Disponível em:
Acesso em: jul. 2015.
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 L’ngua: usos e reflex‹o
Coes‹o e coer•ncia nos textos (II)
Uso de pronomes
No cap’tulo anterior, vimos algumas formas de coes‹o. Neste, apresenta-se como 
pode ocorrer a coes‹o com o emprego de pronomes.
Releia um trecho da cr™nica ÒEmerg•nciaÓ, de Luis Fernando Verissimo.
Acaba esquecendo a fivela e dando um n— no cinto.
Comenta, com um falso riso descontraído: ÒAtŽ aqui, tudo bemÓ. O passageiro ao 
lado explica que o avi‹o está parado, mas ele n‹o ouve. A aeromoça vem lhe oferecer um 
jornal, mas ele recusa.
As palavras destacadas no texto acima s‹o pronomes e se referem ao passageiro 
de primeira viagem.
Observe como ficaria o trecho se, em vez dos pronomes, fosse usada, em todos 
os casos, a express‹o Òpassageiro de primeira viagemÓ:
O passageiro de primeira viagem comenta, com um falso riso descontraído: ÒAtŽ 
aqui , tudo bemÓ. O passageiro ao lado explica que o avi‹o está parado, mas o passageiro 
de primeira viagem n‹o ouve. A aeromoça vem oferecer ao passageiro de primeira viagem 
um jornal, mas o passageiro de primeira viagem recusa.
 1.
  Compare os dois trechos e assinale o que se pode afirmar sobre o emprego dos pro-
nomes no primeiro trecho:
 
  Tornou o trecho menos preciso.
 
X
  Evitou a repeti•‹o de termos.
 
X
  Manteve a unidade sobre a quem o trecho se refere.
 
  Reduziu e empobreceu o trecho.
 
X
  Fez refer•ncia a termo j‡ citado.
 2.
  Leia outro trecho da cr™nica, observando o pronome destacado.
ÒPuxe a máscara em sua direç‹o. Isto acionará o suprimento de oxig•nio.Ó
 
  A palavra 
isto Ž um pronome demonstrativo. Qual Ž o referente desse pronome, ou 
seja, a que termo ele se refere neste texto?
Refere-se a toda ideia contida na ora•‹o anterior: ÒPuxe a m‡scara em sua dire•‹oÓ.
Acesse o portal SER e leia o 
texto ÒPara saber mais sobre 
pronomesÓ.
www.ser.com.br
O conteœdo a seguir atende principalmente ao 
desenvolvimento das habilidades para o 
Descritor D2: Estabelecer rela•›es entre 
partes de um texto, identificando repeti•›es 
ou substitui•›es que contribuem para a 
continuidade de um texto.
Este conteœdo, assim como o do cap’tulo 
anterior, n‹o esgota o estudo de todas as 
possibilidades de coes‹o em um texto. O 
objetivo Ž colaborar para que os alunos se 
apropriem de mecanismos mais simples, mais 
expl’citos, para que, em anos posteriores, 
possam aprofundar esse conhecimento.
N‹o ser‡ sistematizado o uso do pronome 
como remiss‹o ao elemento da situa•‹o 
comunicativa fora do texto. Neste momento, os 
pronomes ser‹o trabalhados apenas como 
referente ao que est‡ expresso no texto. Se 
considerar conveniente, o conteœdo poder‡ 
ser ampliado.
Sugere-se a leitura compartilhada do 
conteœdo a seguir para que os alunos possam 
interagir participando do processo de 
constru•‹o dos conceitos. Importante: os 
quadros com a rela•‹o dos pronomes podem 
ser usados como material de consulta. Assim, 
espera-se que a apropria•‹o n‹o seja mera 
memoriza•‹o, mas compreens‹o das 
fun•›es que podem exercer.
Esta an‡lise contribui para a apropria•‹o de 
conteœdo que favorecer‡ o desenvolvimento 
de habilidades envolvidas no Descritor D15: 
Estabelecer rela•›es l—gico-discursivas 
presentes no texto, marcadas por elementos 
coesivos.
 
Para construir:
 
 L’ngua: usos e reflex‹o (atividades 
sobre coes‹o e coer•ncia nos 
textos, p. 67 a 71)
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 3.
  Identifique, na cr™nica ÒEmerg•nciaÓ, outro trecho em que um pronome demonstrativo 
faz refer•ncia a todo um bloco de texto, e n‹o a uma palavra espec’fica. Transcreva-o. 
Elementos de coesão textual – advérbios, preposições, conjunções e pronomes 
– ajudam a manter a coerência e a coesão dos textos.
ÒÑ Isto Ž apenas rotina, cavalheiro.Ó (O pronome isto refere-se a toda instru•‹o de seguran•a dada pela
aeromo•a.)
ÒÑ Que hist—ria Ž essa?Ó (O pronome essa refere-se ˆ ideia da instru•‹o ÒNo caso de despressuriza•‹o 
da cabina, m‡scaras...Ó.)
Leia uma conclus‹o a respeito do estudo do uso dos pronomes conforme o tra-
balho feito e converse sobre o que compreende desta afirma•‹o:
Os 
pronomes colaboram para:
¥
 evitar repeti•›es desnecess‡rias;
¥
  garantir a unidade de assunto/tema de um texto, uma vez que fazem refer•ncia a 
termos ou ideias j‡ mencionados;
¥
 garantir a sequ•ncia e a progress‹o do texto.
 4.
  Leia a tira reproduzida a seguir. 
Sugest‹o: promover leitura compartilhada.
As quest›es a e b atendem ao Descritor D1: 
desenvolvimento da habilidade de localizar 
informa•›es. 
Quest‹o com foco no Descritor D3: inferir o 
sentido de uma palavra ou express‹o.
BROWNE, Dik. Hagar. Folha de S.Paulo. S‹o Paulo, 26 dez. 2009. Ilustrada, p. E9.
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a) 
No primeiro quadrinho, Hagar critica sua mulher dizendo que ela sempre leva 
excesso de bagagem nas fŽrias. Ela rebate, dizendo que s— leva o que precisa. No 
segundo quadrinho, porŽm, Hagar tenta provar que tem raz‹o. Qual Ž o argumen-
to que ele utiliza para justificar sua cr’tica?
Ele justifica com o fato de ela levar roupas n‹o adequadas (um vestido de baile) ao lugar para onde
 v‹o (uma cabana ˆ beira-mar).
b) 
De que modo Helga, sua mulher, justifica o tipo de bagagem escolhida? 
Ela afirma que gosta de estar preparada para qualquer ocasi‹o ou necessidade.
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c) 
Pode-se afirmar que o pronome tudo:
  Refere-se apenas ˆs roupas que já estão no baú.
X
   Refere-se ˆs diversas circunstâncias para as quais Helga deseja estar pre-
parada.
   ƒ um termo empregado para confundir o marido, pois não deixa claro quais 
são as razões de tanta roupa.
X
  ƒ um termo que justifica o fato de a personagem levar muita bagagem.
Vamos ampliar o esquema sobre os elementos de coesão textual proposto no capítulo anterior, no início do estudo sobre o assunto.
Leia o esquema abaixo e complete-o com dois exemplos de cada elemento. 
Hora de organizar o que estudamos
Coesão textual
Organização das relações entre elementos e partes de um 
texto por meio de ligações sintáticas e ligações de sentido.
Elementos linguísticos de coesão textual
Preposições
Exemplos
 
Exemplos
 
Exemplos
 
Exemplos
 
Referência a algo 
que o precedeu no 
texto.
Referência ao 
que segue no 
texto.
Evita repetições 
desnecessárias 
em textos.
Conjunções
Advérbios e 
locuções 
adverbiais
Pronomes
 Atividades: coesão textual com o uso de pronomes 
 1.
  A seguir há um trecho da cr™nica “Emergência”, de Luis Fernando Verissimo. Releia-o.
Finalmente, a muito custo, conseguem acalmá-lo. Ele fica r’gido na cadeira. Recusa tudo que lhe é oferecido. Não quer o 
almoço. [...] Mas, a cada sacudida do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça, de 
onde, a qualquer momento, pode pular uma máscara de oxig•nio e matá-lo do coração.
a) 
Sublinhe os pronomes empregados para evitar a repetição de expressão referente ao passageiro que sentia medo de voar. 
b) 
Reflita sobre o uso dos pronomes neste trecho. Esse uso indica que é um trecho mais formal, com linguagem mais monito-
rada e planejada, ou é um trecho mais informal, com linguagem menos monitorada e mais espontânea?
Espera-se que os alunos percebam que o uso feito no texto da cr™nica é menos espontâneo e mais presente em linguagens planejadas, mais monitoradas.
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 2.
  Leia a tira reproduzida a seguir. 
© 20
11 
Thaves/ Dist. by Uni
ver
sal Uclic
k for UFS
THAVES, Bob. Frank & Ernest. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 27 dez. 2011, p. D4.
a) 
Indique, entre as alternativas abaixo, a que melhor expressa o que, na tira, a personagem da mulher quis dizer com a fala: 
ÒTecnicamente, isso não é um chapéuÓ. 
  Aquilo não era um chapéu feito com técnica.
X
  Aquilo não podia ser considerado realmente um chapéu.
  A mulher quis expressar que se sentia enganada.
  A mulher quis demonstrar sua irritação com o homem.
b) 
Na fala da moça, qual é a palavra de refer•ncia que indica o motivo da multa?
A palavra isso.
 3.
  Leia esta tira, com a personagem Hagar e sua esposa, Helga.
BROWNE, Dik; BROWNE, Chris. O melhor de Hagar, o Horr’vel. Porto Alegre: L&PM, 2013. v. 5. p. 91.
© 20
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eatures S
yndicate/Ipress
 
  No segundo quadrinho, Helga contraria a ideia expressa pelo marido no quadrinho anterior. Transcreva o elemento de coesão 
da fala de Helga, que expressa a ideia de contrariedade.
Até.
 4.
  A seguir h‡ um trecho de Di‡rio de Pilar na Amaz™nia. Neste livro, Pilar, Breno e o gato Samba, girando em uma rede m‡gica, 
chegam a um barco em pleno rio Amazonas, onde ficam amigos de Bira e Maiara. Juntos descobrem segredos da Floresta En-
cantada. Leia um trecho dessa hist—ria.
Entre feras
Ao ouvir aquele rugido pela segunda vez, apertei a m‹o de Breno, apavorada:
Precisamos ir para um lugar mais seguro!
[...]
Apesar de ser bem mais pesada que meu gato, decidi testar o invento mais uma vez e, finalmente, funcionou. Agarrada 
ao cabo do guarda-vento, fui parar na copa da ‡rvore, de onde lancei o guarda-chuva para Breno, Bira e Maiara. Quando, por 
fim, j‡ est‡vamos sobre a ‡rvore, ouvimos o rugido novamente. Dessa vez, o som estava bem mais perto. Perto demais! 
Esta questão contribui para desenvolver habilidades supostas no Descritor D18: 
reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou 
expressão.
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Tirando a lanterna do meu superbolso, apontei para o ch‹o, procurando a fera. Era 
uma jaguatirica com dentes afiados, pronta para pular!
Logo descobrimos que a jaguatirica Ž uma on•a pequena, muito ‡gil e feroz. 
Com um salto certeiro, subiu na ‡rvore onde est‡vamos, e Maiara e eu soltamos um 
grito:
Ñ Aaaaaahhhhhhh!
Ñ Fiquem calmas! N—s vamos dar um jeito de enfrentar a fera, disse Breno, 
tentando usar o guarda-chuva como arma.
Enquanto isso, a jaguatirica subia pela ‡rvore, galho ap—s galho. Eu bem que 
me esforcei para afugentar a fera, lan•ando lupa, apito, caderno e v‡rios outros 
objetos que encontrei no fundo do meu superbolso. No entanto, tudo isso s— ati•ava 
a jaguatirica, que rosnava feroz. [...]
SILVA, Flávia Lins e. Diário de Pilar na Amaz™nia. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. p. 73-76.
 
 Responda:
a) 
Este trecho faz parte de um romance de aventuras. É possível determinar o tipo 
de narrador por frases do texto. Que tipo de narrador há nesse romance? Copie 
uma frase que comprove o tipo de narrador indicado.
Narrador em 1
a
 pessoa: “Eu bem que me esforcei para afugentar a fera [...]Ó.
Ò[...] apertei a mão de BrenoÓ
Ò[...] decidi testar [...]Ó
Ò[...] fui parar na copa da árvore...Ó
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b) 
Para organizar a narrativa, foram empregados elementos coesivos que ajudam a encadear os fatos. Releia o trecho e ob-
serve as palavras e expressões destacadas: que tipo de relação elas ajudam a estabelecer no texto? Complete o quadro 
abaixo usando as expressões indicadas a seguir.
ideia de algo contrário ao esperado 
lugar
referência a algo já mencionado      tempo
Elemento 
coesivo
Função que exerce no texto 
Elemento 
coesivo
Função que exerce no texto 
apesar de
ideia de algo contrário ao esperado
logo
tempo
de onde
lugar
enquanto
tempo
quando 
tempo
isso
referência a algo já mencionado
por fim
tempo
no entanto
ideia de algo contrário ao esperado
dessa vez
referência a algo já mencionado
tudo isso
referência a algo já mencionado
c) 
Quais desses elementos coesivos parecem contribuir mais para criar tensão na narrativa? 
Apesar de, no entanto.
Os elementos coesivos com ideia adversativa, isto é, que indicam uma contrariedade, 
contribuem para intensificar a tensão ou o suspense no texto.
Esta questão contribui para desenvolver 
habilidades supostas no Descritor D18: 
reconhecer o efeito de sentido 
decorrente da escolha de uma 
determinada palavra ou expressão.
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Frase, oração, período
Você já estudou os termos frase, oração e período. Reveja o que significam.
Releia, a seguir, um trecho da crônica “Emergência”, de Luis Fernando Verissimo. 
Observe que nele há três frases.
Ò[...] O cumprimento da aeromoça, na porta 
do avião, já 
é
 um desafio para sua compreensão. 
frase 1
Ñ Bom dia... 
frase 2
Ñ Como assim?Ó 
frase 3
Note que há três frases, mas que apenas a frase 1 tem 
uma palavra colorida. Esse termo é um verbo. 
Releia as frases 2 e 3: 
Ñ Bom dia...
Ñ Como assim?
Observe que essas frases têm sentido no contexto. Não dependem da presença 
de verbos. 
Leia uma definição de frase e relacionem com o que foi observado no trecho:
Frase é um enunciado — oral ou escrito — que forma uma unidade de sentido, com o 
objetivo de comunicar algo.
As frases organizam os textos falados ou escritos. Algumas são construídas em 
torno de um verbo, outras não. Observe: 
¥ 
Frases nominais: organizadas sem verbo. É o caso destas falas:
Ñ Bom dia...
Ñ Como assim?
A seguir, veja outras falas da crônica que são frases nominais, isto é, frases cons-
truídas sem a presença de forma verbal. Note que fazem sentido no contexto do texto. 
Ñ O quê?!
Ñ Calma, cavalheiro.
Ñ Calmante, por quê?
Releia abaixo uma fala completa da personagem, construída apenas com frases 
nominais.
Ñ Essa não! Bancos flutuantes, não! Tudo, menos bancos flutuantes!
¥ 
Frases com verbo: organizadas com verbo. 
Releia:
Ñ Odeio a rotina.
 verbo
Ñ Não vai acontecer nada.
 
locução verbal
Sugere-se leitura compartilhada para esta 
parte inicial.
Comissários de bordo.
Converse com os alunos sobre o fato de 
frases serem enunciados que comunicam 
ideias e que fazem sentido no contexto de 
que fazem parte. Chame a atenção deles para 
o fato de que as frases podem ter extensão e 
elementos diferentes.
Digital Vision/Get
ty 
Images
 
Para construir:
 
 Atividades sobre frase, oração, 
período (p. 73 a 88)
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Cada uma das frases na página anterior é uma ora•‹oper’odo simples, pois são 
construídas em torno de um verbo ou de uma locu•‹o verbal.
Ora•‹o ou per’odo simples são frases organizadas em torno de um verbo ou de uma 
locução verbal.
Você viu na página anterior um caso de oração ou per’odo simples, ou seja, frase 
com um único verbo ou uma única locução verbal. Há, porém, construções que apre-
sentam mais de um verbo ou de uma locução verbal.
Releia o trecho a seguir, da crônica “Emergência”, e observe que há mais de uma 
forma verbal destacada.
“... os assentos de suas cadeiras são flutuantes e podem ser levados para fora do 
aparelho e...”
 
verbo 
locução verbal
Cada verbo ou locução verbal pertence a uma oração. É possível separar as ora-
ções para perceber melhor a construção. Observe:
“... os assentos de suas cadeiras são flutuantes...  (1
a
 oração) 
... e podem ser levados para fora do aparelho e...” (2
a
 oração)  
Essa é uma frase organizada em torno de duas formas verbais. É um período 
formado por duas orações. Portanto, trata-se de um per’odo composto.
O período formado por mais de uma oração é classificado como per’odo composto.
Em textos em prosa, geralmente o início de um período ou de uma frase é indicado 
pelo uso da inicial maiúscula na primeira palavra. A pontuação final — exclamação, interro-
gação, ponto-final, reticências — indica o término do período.
Complete este esquema com as informações sobre o que foi estudado.
Hora de organizar o que estudamos
Frase
Definição: 
Enunciado — oral ou escrito — que forma uma unidade de sentido com o objetivo de 
comunicar algo
Frase nominal
Característica:
construída sem
verbo
Frase verbal
Uma oração: período
simples
Um verbo ou uma 
locução verbal
Mais de um verbo ou mais 
de uma locução verbal
Mais de uma oração: período
composto
Característica:
construída com
verbo
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 Atividades: frase, oração, período 
 1.
  No dia a dia, empregamos frases de todos os tipos. Leia o di‡logo na tira humor’stica reproduzida a seguir, entre a personagem 
Julieta e seu pai.
Ziraldo/Acerv
o do car
tunista
ZIRALDO. As melhores tiradas do Menino Maluquinho. S‹o Paulo: Melhoramentos, 2000. p. 27.
a) 
Leia o primeiro quadrinho com aten•‹o, observando as fisionomias das personagens. Que alternativa melhor indica o estado 
de esp’rito delas?
  Parecem indiferentes.
  J‡ apresentam irrita•‹o.
X
  Parecem afetuosos.
  Demonstram animosidade.
b) 
Indique um aspecto da imagem ou do texto verbal do primeiro quadrinho para justificar a escolha do item.
Podem ser apontados: afetividade e carinho nas express›es de fala, sobretudo do pai, que chama a menina de princesa; a express‹o de alegria que se 
percebe nos tra•os das personagens, pois ambos est‹o sorrindo.
c) 
No terceiro quadrinho, o que Julieta quis dizer com a express‹o: Ò... a princesa vira plebeia!Ó?
De muito valorizada passa a ser desvalorizada pelo pai. Ser princesa pode significar ser mais valorizada pelo pai. Diante da negativa, sentiu-se 
desvalorizada e se comparou com uma classe social economicamente menos privilegiada, em geral, que a da nobreza, a do povo.
d) 
Observe que, no di‡logo entre Julieta e o pai, h‡ frases organizadas de diferentes modos. Leia cada frase abaixo e escreva FN 
para frase nominal e FV para frase verbal.
• 
ÒPai•...Ó 
(  
FN 
 )
• 
ÒO que voc• quer, minha princesa?Ó  (  
FV 
 )
• 
ÒAumento de mesada!Ó 
(  
FN
  )
• 
ÒNegativo!Ó 
(  
FN 
 )
• 
ÒN‹o d‡!Ó 
(  
FV
  )
• 
ÒNum piscar de olhos, 
a princesa vira plebeia!Ó 
(  
FV 
 )
 
 
Que tipo de frase predomina na tira?
N‹o h‡ predomin‰ncia. H‡ 3 frases de cada.
Atividades 
abc atendem ao desenvolvimento de habilidades do Descritor D3: infer•ncia de sentidos de palavra ou express‹o.
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Narrativas em foco: do mito ˆ cr™nica
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e) 
Que alternativa melhor indica o efeito produzido pelo tipo de frase predominante na tira?
  Torna os diálogos mais lentos e retarda o desfecho.
X
  Torna os fatos e os diálogos mais rápidos.
  Não interfere na dinâmica da história.
  O diálogo é mais rápido, mas o desfecho demora. 
f) 
A frase: “Aumento de mesada!” é uma frase curta, objetiva. Suponha que a personagem não estivesse com muita coragem 
para fazer esse pedido e, em vez de uma frase curta, optasse por uma frase mais longa, com mais argumentos para sen-
sibilizar o pai. Reescreva essa frase levando em conta essa nova situação. 
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos mantenham a coerência com o contexto da tira.
 2.
  Localize os verbos ou as locuções verbais e classifique-os como período simples ou período composto. 
a) 
“Com o avião no ar, dá uma espiada pela janela e se arrepende.”
Verbos:  e se arrepende. Período composto de duas orações.
b) 
“— Senhores passageiros, aqui fala o comandante Araújo.” 
Verbo: fala. Período simples, uma oração.
c) 
“Mas, a cada sacudida do avião, abre os olhos e fica cuidando a portinha do compartimento sobre sua cabeça, de onde, a 
qualquer momento, pode pular uma máscara de oxigênio e matá-lo do coração.”
Verbos/locuções verbais: abrefica cuidandopode pularmatar. Período composto de quatro orações.
d) 
“A seguir, nosso pessoal de bordo fará uma demonstração de rotina do sistema de segurança deste aparelho.”
Verbo: fará. Período simples, uma oração.
Esta questão contribui para desenvolver a habilidade de perceber 
efeitos de sentido nas escolhas de palavras e expressões e os efeitos 
de sentido dos recursos morfossintáticos. Descritores D17 e D19.
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POR
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 3.
  Leia a frase a seguir, empregada como título de uma matéria jornalística. 
Praia da Pipa: um caminho deslumbrante até o paraíso
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