O sistema de ensino ser está preocupado com a preservação das paisagens brasileiras e do


Introdução • A língua e as transformações no tempo



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Introdução • A língua e as transformações no tempo
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T‹o antigas quanto a humanidade, as narrativas surgiram de 
necessidades do ser humano: falar sobre suas experi•ncias, 
contar hist—rias e imaginar. Povos muito antigos j‡ procuravam 
explicar, por meio de hist—rias, de que maneira havia surgido o 
primeiro ser humano, como o mundo havia sido criado e, muitas 
vezes, acreditando na exist•ncia de seres mais poderosos do 
que os mortais, de que modo a a•‹o de deuses movimentava a 
natureza, a vida dos seres humanos.
V‡rias dessas hist—rias passaram de gera•‹o em gera•‹o, 
contadas e recontadas de diferentes modos. As formas de 
contar hist—rias foram se transformando com o tempo e 
diversos outros g•neros narrativos se formaram.
 Ponto de partida
1. 
 Voc• se lembra de alguma narrativa que ouviu ou leu sobre her—is e 
deuses? Quais? 
MÓDULO
Narrativas em 
foco: do mito 
à crônica
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Narrativa 
mítica
1
 Cap’tulo
Narrativa 
mítica
As narrativas m’ticas são diferentes das narrativas estudadas nesta coleção.
Inœmeros povos de locais e Žpocas diferentes criaram essas hist—rias para explicar 
fen™menos naturais ou para narrar feitos fabulosos de personagens com caracter’s-
ticas especiais. Dif’cil determinar quando começaram a surgir as narrativas m’ticas, 
pois fazem parte do que se denomina tradição oral de cada povo: os antigos eg’pcios 
tinham as suas, os gregos, os maias, os astecasÉ e alguns povos ind’genas do Brasil 
ainda transmitem as suas, assim como povos antigos de outros pontos do planeta. 
V‡rias dessas narrativas ainda são contadas e recontadas, passando de geração em 
geração. Diversas foram, nos œltimos sŽculos, registradas por escrito e publicadas, o 
que favoreceu sua divulgação em nossa sociedade, mas certamente algumas ainda 
são ouvidas e contadas somente pelo povo a que pertencem.
Embora pertençam a povos distintos, essas narrativas t•m caracter’sticas em 
comum, por isso podemos reconhec•-las como mitos. Elas tentam explicar o porqu• 
dos fen™menos naturais, dos eventos inesperados ou como as coisas não compreen-
didas pelos seres humanos acontecem. Em muitas dessas hist—rias, as personagens 
são deuses ou her—is com poderes que ultrapassam as habilidades humanas e que 
enfrentam adversidades da natureza, monstros, gigantes e seres assustadores.
Voc• vai ler uma dessas narrativas. Ela traz personagens com poderes fant‡sticos, 
um beb• abandonado no mar, uma mulher com serpentes no lugar de cabelos e um 
homem que carrega o cŽu com todas as estrelas em seus ombros. Quem seria esse 
beb•? Como teriam nascido as serpentes na cabeça dessa mulher? Como Ž poss’vel 
um homem carregar o cŽu nos ombros? 
Nik Neves/Arqui
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Mitologia Ž o conjunto de mitos 
pr—prios de um povo. Essa palavra 
tambŽm designa a ci•ncia ou o estudo 
desses mitos. Exemplos: mitologia 
grega, mitologia romana, mitologia 
ind’gena, mitologia africana, etc.
Mitos são narrativas da tradição oral 
de um povo, hist—rias que tentam, 
muitas vezes, explicar a origem do 
ser humano ou do mundo; envolvem 
seres sobrenaturais, ou que contam 
feitos grandiosos de seus her—is.
14
       Objetivos:
• 
G•nero
 
Reconhecer a narrativa 
m’tica.
 
Localizar dados e fatos 
importantes da narrativa.
 
Identificar elementos e 
momentos da narrativa.
• 
L’ngua: usos e reflex‹o
 
Identificar recursos de 
coer•ncia e elementos 
de coes‹o (advŽrbios ou 
locu•›es adverbiais, 
preposi•›es, conjun•›es).
• 
Produ•‹o textual
 
Resumir a narrativa lida.
 
Produzir narrativa inspirada 
em her—i contempor‰neo.
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Leitura
Perseu e Medusa
Perseu era filho de 
Júpiter
 e de D‰nae. Seu av™, 
Acrísio
, assustado com 

predição
 de um 
oráculo
, no sentido de que o filho de sua filha seria o ins-
trumento de sua morte, determinou que a m‹e e o filho fossem encerrados 
numa arca, e esta colocada no mar. A arca flutuou atŽ SŽrifos, onde foi en-
contrada por um pescador, que levou a m‹e e o filho a Polidectes, o rei do 
país, que os tratou com bondade. Quando Perseu tornou-se homem, Poli-
dectes mandou-o combater Medusa, monstro terrível que devastava o país. 
Medusa fora outrora uma linda donzela, que se orgulhava principal-
mente de seus cabelos, mas se atreveu a competir em beleza com 
Minerva

e a deusa privou-a de seus encantos e transformou suas lindas madeixas 
em h—rridas serpentes. Medusa tornou-se um monstro cruel, de aspecto 
t‹o horrível que nenhum ser vivo podia fit‡-la sem se transformar em pe-
dra. Em torno da caverna onde ela vivia, viam-se as figuras petrificadas de 
homens e de animais que tinham ousado contempl‡-la.
Perseu, com apoio de Minerva, que lhe enviou seu escudo, e de 
Mercúrio
, que lhe mandou suas sand‡lias aladas, aproximou-se de Me-
dusa enquanto ela dormia e, tomando o cuidado de n‹o olhar direta-
mente para o monstro, e sim guiado pela imagem refletida no brilhante 
escudo que trazia, cortou-lhe a cabe•a e ofereceu-a a Minerva, que 
passou a traz•-la presa no meio da 
égide

Depois de matar Medusa, Perseu, carregando a cabe•a da 
Górgona

voou sobre a terra e sobre o mar. Ao anoitecer, atingiu o limite ocidental da 
Terra, onde o sol se p›e. Sentir-se-ia feliz de ali descansar atŽ o amanhe-
cer. Era o reino de 
Atlas
, cuja estatura ultrapassava a de todos os outros 
homens. Possuía ele grande riqueza em rebanhos e n‹o tinha vizinho ou 
rival que lhe disputasse os bens. Seu maior orgulho, porŽm, eram os seus 
jardins, onde frutos de ouro pendiam de galhos tambŽm de ouro, ocultos 
por folhas de ouro.
PNC/Brand X/Get
ty Images
Foto atual da 
ilha de Sérifos, 
na Grécia.
Júpiter
:
 
nome romano do deus supremo da 
mitologia grega, Zeus.
Acrísio
:
 
rei de Argos, cidade da Grécia.
predição
:
 
previsão.
oráculo
:
 
divindade que respondia a 
consultas.
Minerva
:
 
deusa da guerra e da sabedoria, 
caracterizada pelo uso da lança e do 
escudo.
Mercúrio
:
 
mensageiro divino, caracterizado 
pelo capacete e sandálias aladas.
égide
:
 
escudo.
Górgona
:
 
cada uma das irmãs mitológicas 
que tinham serpentes em lugar de cabelos.
Atlas
:
 
titã (gigante), escravo dos bens 
materiais.
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— Vim como hóspede — disse-lhe Perseu. — Se honras uma origem 
ilustre, sabes que tenho Júpiter por pai. Se preferes feitos valorosos, sabes 
que venci a Górgona. Procuro repouso e alimento.
Atlas, porém, lembrou-se de que uma velha profecia o advertira de 
que um filho de 
Jove
 lhe roubaria, um dia, as maçãs de ouro.
— Sai! — retrucou, portanto. — Não serás protegido por tuas falsas pre-
tensões de origem ilustre ou feitos gloriosos.
Ao mesmo tempo, tratou de expulsá-lo. Perseu, percebendo que o gi-
gante era muito forte para ele, retrucou:
— Uma vez que prezas tão pouco minha amizade, digna-te de receber 
um presente.
E, virando o rosto para o lado, levantou a cabeça da 
Górgona. O corpo enorme de Atlas transformou-se em 
pedra. Sua barba e cabelos tornaram-se florestas, os bra-
ços e os ombros, rochedos, a cabeça, um cume, e os ossos, 
as rochas. Cada parte aumentou de volume até se tornar 
uma montanha, e (assim quiseram os deuses) o céu, com 
todas as suas estrelas, se apoia em seus ombros.
BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da Mitologia: histórias de deuses e heróis. 
Rio de Janeiro: Ediouro, 1999. p. 142-145. 
Ilustra•‹o de D‰nae e Perseu na arca chegando a SŽrifos.
N
S
L
O
0
120
240 km
ESCALA
çSIA
GRÉCIA
MAR
JïNICO
MAR MEDITERRåNEO
MAR
EGEU
Argos
40¼ N
25¼ L
Sérifo
Adaptado de: GRAND atlas historique. Paris: Larousse, 2006.
GrŽcia antiga
Thomas Bulfinch foi um escritor norte-americano, nascido na cidade de 
Massachusetts, nos Estados Unidos, em 1796. Seus recontos t•m sido 
considerados uma das melhores introduções aos mitos clássicos, tanto 
para jovens quanto para adultos. Morreu em 1867.
Autoria desconhecida/Arqui
v
o da editora
Editora Ediouro/Arqui
vo da editora
Jove
:
 
outro nome 
dado a Júpiter.
Henry Mat
thew Broc
k/The Bridgeman/K
eystone
Banco de imagens/Arqui
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o da editora
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 Interpretação do texto
Compreensão
 1.
  Depois de ler, voc• j‡ pode responder as tr•s perguntas feitas antes da leitura:
a) 
Quem era o beb• lan•ado ao mar?
Perseu, filho de Jœpiter e de D‰nae.
b) 
Por que nasceram serpentes no lugar dos cabelos de Medusa?
Porque ela se atreveu a competir em beleza com a deusa Minerva, que, para castig‡-la, transformou 
seus cabelos em serpentes.
c) 
Como Ž possível um homem carregar o cŽu nos ombros? 
Segundo a narrativa, Atlas Ž um ser mitol—gico, cuja estatura ultrapassava a de todos os homens. Ao 
olhar para a cabe•a da G—rgona, cada parte do seu corpo aumentou de volume atŽ ele se tornar uma 
montanha. 
 2.
 Releia:
Medusa tornou-se um monstro cruel, de aspecto t‹o horr’vel que nenhum ser 
vivo podia fit‡-la sem se transformar em pedra.
a) 
Qual foi a estratŽgia de Perseu para n‹o ser transformado em pedra?
Ele n‹o olhou diretamente para Medusa, apenas para sua imagem refletida no escudo.
b) 
Para derrotar Medusa, o her—i contou com a ajuda dos deuses: recebeu escudo e 
sand‡lias aladas. Em sua opini‹o, qual desses recursos foi mais proveitoso para 
ajudar o her—i a cumprir sua miss‹o? Justifique.
Aceite diferentes respostas, desde que o aluno justifique sua escolha.
 3.
  Indique as alternativas que completam adequadamente esta frase: 
Perseu precisou enfrentar Medusa porque 
 
a) 
X
  precisava defender o povo da ilha. 
b) 
  queria vingar-se dela por motivos pessoais.
c) 
  tentava defender a deusa Minerva.
d) 
X
  atendia ao pedido do rei que o ajudou. 
Perseu com a cabe•a de Medusa, obra 
do escultor italiano Benvenuto Cellini, 
1545-1554. Observe que o her—i foi esculpido 
usando o capacete alado e as sandálias 
aladas, presentes dos deuses. Note também 
que Perseu tem os olhos baixos ao erguer, 
triunfante, a cabeça de Medusa. 
Paul S
eheult/Eye Ubiquitous/Corbis/Latinstoc
k
 
Para construir:
 
 Interpreta•‹o do texto (atividades 
sobre compreens‹o, linguagem e 
constru•‹o, p. 17 a 21)
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 4.
  Ao chegar ao reino de Atlas, Perseu queria repouso e alimento. Indique o 
que aconteceu em cada momento dessa etapa da narrativa:
a) 
Qual foi a reação de Atlas? 
Expulsou Perseu.
b) 
Por que reagiu desse modo? 
Por medo de que Perseu roubasse as maçãs de ouro.
c) 
Perseu, então, fez o quê? 
Mostrou a cabeça de Medusa a Atlas para ele se transformar em pedra.
 5.
  Quais das afirmações a seguir, sobre o presente oferecido por Perseu a 
Atlas, estão de acordo com a história lida? 
a) 
  A narrativa não informa qual foi o presente dado.
b) 
X
  Usar a palavra presente foi um modo de enganar Atlas.
c) 
X
  A cabeça da Górgona foi apresentada para transformar Atlas.
d) 
  Medusa foi dada de presente a Atlas.
Nik Neves/Arqui
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o da editora
S
cience Photo Library/Latinstoc
k
A personagem mitol—gica Atlas, condenada por Zeus a 
sustentar os cŽus para sempre, retratada em iluminura. 
Coelifer Atlas, William Randolph Cunningham, 1559. 
 6.
  Nas narrativas míticas, as ações do herói servem de exemplo. Qual foi a atitude con-
denável de Atlas que provocou a ação do herói?
Possibilidades: desprezar a amizade de Perseu; dizer que a origem ilustre e o feito glorioso de Perseu 
eram falsas pretensões; ser apegado apenas aos bens materiais (as maçãs de ouro).
 7.
  Uma das intenções da narrativa mítica é explicar a origem de fatos e fenômenos da 
natureza sem se valer de conhecimentos científicos, ou seja, sem usar a explicação 
da ciência.
 
  Releia o último parágrafo do texto “Perseu e Medusa” e responda: a descrição da 
transformação de Atlas explica a origem de quê?
Aceite as diferentes formas de os alunos registrarem que essa narrativa explica a origem da Terra.
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Conversa em jogo
H‡ her—is no cotidiano? 
 1.
 
Em dupla
. Conversem sobre o que est‡ proposto a seguir procurando fornecer 
exemplos.
 a)
   Como s‹o os her—is de ficç‹o que voc•s conhecem?
 b)
   Voc•s conhecem  her—is de verdade? Em caso positivo, como eles s‹o? Em 
caso negativo, qual Ž sua ideia de her—i?
 c)
   Na vida real, sem superpoderes, de que maneira agem os her—is do cotidiano, 
se voc•s acham que eles existem?
 2.
  Apresentem suas conclusões aos demais colegas e ouçam a opini‹o das outras 
duplas a respeito do assunto. 
Linguagem do texto
 1.
  Releia alguns trechos da narrativa e observe o uso feito das expressões em destaque.

 
Para dizer que os cabelos de Medusa se transformaram em serpentes horríveis, o 
autor escolheu esta express‹o:
[...] a deusa privou-a de seus encantos e transformou as lindas madeixas 
em hórridas serpentes.

 
Nas seguintes passagens do texto, o autor emprega estas formas verbais: 
Medusa fora outrora uma linda donzela.
Sentir-se-ia feliz de ali descansar [...].
Não serás protegido por tuas falsas pretensões [...].
 
  Por esses trechos, percebemos que o produtor do texto escolheu empregar uma 
linguagem mais formal. Que efeito ela provoca?
Espera-se que os alunos concluam que as escolhas de linguagem mais formal produzem o efeito de 
grandiosidade esperado em narrativas que envolvem deuses, semideuses e atos heroicos.
 2.
  Identifique no texto outro trecho em linguagem que voc• considere muito diferente 
da que usa no cotidiano. Copie-o abaixo. 
O texto em geral apresenta linguagem elaborada. Aceite diferentes respostas. Todos os di‡logos apresentam 
tratamento formal. Chame a atenç‹o para o uso da 2
a
 pessoa do singular: tu Ð honrassabespreferes... 
Se considerar conveniente, chame a atenç‹o tambŽm para o uso predominante da •nclise (tornou-se
mandou-oprivou-aviam-setrazê-la); do sujeito posposto (Possuía ele grande riqueza...). Comente que 
a mes—clise com o futuro do pretŽrito (ÒSentir-se-iaÓ) Ž muito pouco usada atualmente, mesmo em 
linguagem mais formal.
 
Para aprimorar:
 
 Conversa em jogo (ao lado)
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Nik Neves/Arqui
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Construção do texto
 
  Você já estudou que toda narrativa é estruturada por estes elementos: personagens, 
ações (ou enredo), espaço, tempo e narrador. O texto lido neste capítulo é uma narrativa 
mítica, um gênero do 
narrar. Portanto, também podemos encontrar nele esses elementos.
 
  Copie um exemplo da presença, no texto “Perseu e Medusa”, de cada um desses 
elementos. Observe que, no mito, eles adquirem aspectos especiais. 
a) 
Personagens:
• 
deuses que interferem na ação da narrativa;
“...com apoio de Minerva, que lhe enviou seu escudo, e de Mercúrio, que lhe mandou suas sandálias 
aladas...”
• 
semideuses – filhos da união entre deuses e mortais;
“Perseu era filho de Júpiter e de Dânae.”
• 
reis, rainhas e princesas; 
“Polidectes, o rei do país – Sérifos” / “reino de Atlas”
• 
herói que vence todos os obstáculos em defesa do bem comum.
“Polidectes mandou-o [Perseu] combater Medusa, monstro terrível que devastava o país.”
b) 
Ações:
• 
enfrentamento de perigos que envolvem gigantes, monstros, seres sobrenaturais.
“Medusa tornou-se um monstro cruel, de aspecto tão horrível...”; “Atlas, cuja estatura ultrapassava 
a de todos os outros homens.”
c) 
Espaço:
• 
espaços grandiosos, constante mudança de cenários.
“A arca flutuou até Sérifos”/ “atingiu o limite ocidental da Terra onde o sol se põe”/ “reino de Atlas”.
d) 
Tempo:
• 
tempo indeterminado pertencente ao passado. 
“Outrora”; “Ao anoitecer”; “até o amanhecer”.
e) 
Narrador:
• 
narrador observador, não participa dos fatos.
Qualquer trecho, pois o texto todo é caracterizado por esse tipo  de narrador.
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Momentos da narrativa/Enredo
Geralmente, nas narrativas míticas, há um encadeamento de feitos heroicos de modo 
a exaltar as qualidades do herói, que sempre vence todos os obstáculos. Desse modo, o 
enredo se caracteriza por uma sequência de ações grandiosas.
 
  A história de Perseu tem dez parágrafos. Ao ler esse texto, conhecemos o episódio 
de Medusa, mas também outros episódios ligados a ele: um anterior e outro posterior.
 
  Complete o quadro a seguir (alguns itens já estão preenchidos), identificando os 
momentos da narrativa de cada um deles. Dê um título a cada episódio.
Epis—dio da arca
Epis—dio de Medusa
Epis—dio de Atlas
Par‡grafo
1
o
2
o
 e 3
o
4
o
 ao 10
o
T’tulo escolhido
Episódio da arca. Clímax: Mãe e filho 
são colocados no mar em uma arca. 
Desfecho: Pescador encontra mãe e 
filho e os leva ao rei.
 
Episódio de Medusa. Conflito: O rei 
manda Perseu combater Medusa. 
Desfecho: Perseu oferece a cabeça a 
Minerva.
 
Episódio de Atlas. Situação inicial: Perseu viaja 
pelo mundo e pede repouso e alimento a Atlas. 
Conflito: Atlas nega ajuda a Perseu. Clímax: Perseu 
levanta a cabeça de Medusa na direção de Atlas.
 
Situa•‹o inicial
Nasce Perseu.
O rei trata mãe e filho com 
bondade.
 
 
Conflito
Avô quer se livrar do neto em 
virtude de uma profecia.
 
 
 
 
Cl’max
 
Sem olhar para Medusa, Perseu 
corta-lhe a cabeça.
 
Desfecho
  
 
  
 
 
Atlas se transforma em montanhas e passa 
a apoiar o céu nos ombros.
Aceite diferentes respostas desde que sejam respeitados os momentos da narrativa.
Atente para que o título não se desvie 
do foco do episódio.
Espera-se que os alunos dêem um título que 
não perca a relação com a figura de Atlas.
É importante que os 
alunos escrevam um 
título que tenha relação 
com a história de 
Perseu, sua origem, o 
ato impiedoso do avô 
ou sua infância.
 
Para praticar:
 
Produção de texto (p. 43 a 45)
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Hora de organizar o que estudamos
Narrativa m’tica
Gênero textual que destaca feitos heroicos de deuses e 
semideuses geralmente relacionados aos mitos de um povo.
Inten•‹o
Narrar histórias para 
explicar origens e fatos 
não compreendidos, 
fazendo uso da 
imaginação e da 
fantasia.
Leitor
Quem gosta 
de narrativas 
com heróis e 
feitos 
grandiosos.
Constru•‹o
Personagens
¥ 
heróis que lutam pelo bem comum;
¥ 
deuses, semideuses, reis, rainhas, 
princesas, monstros, gigantes, seres 
sobrenaturais.
Tempo: indeterminado e fantasioso.
Espaço: grandioso com mudança de 
cenários.
Enredo/Ação: encadeamento de episódio.
Narrador: observador.
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