O sacramento da Eucaristia Sangue da Nova Aliança



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Encontro01.12.2017
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O Sacramento da Eucaristia

Sangue da Nova Aliança

A aliança do Sinai foi selada com o sangue de animais. Moisés, ao aspergir o povo com sangue, disse: "Este é o sangue da aliança que Javé faz convosco" (Ex 24,8). A Nova Aliança foi selada com o sangue de Jesus Cristo. Por isso, ele disse: "Este é o sangue da NOVA Aliança". Diferente daquela feita no Sinai. Esta Nova Aliança nin­guém mais poderá romper.

Na aliança do Sinai, de um lado está Deus. Do outro, o povo. Deus é o aliado sempre fiel. Nunca decepcio­na. Da parte do povo, no entanto, apesar das promessas, campeia a infidelidade. O povo promete solenemente, mas não cumpre. Agora, é diferente. Deus passa para o nosso lado. Sem deixar de ser Deus, assume a natureza humana, recebendo um corpo, tomando-se igual a nós em tudo, exceto no pecado. Jesus Cristo, Deus e homem, realiza a aliança com o Pai. É uma aliança irrevogável. A fidelidade, agora, existe por parte de Deus, e em Jesus Cristo, também por parte dos homens. Cristo, cabeça da humanidade, fez o pacto com Deus, selado com seu san­gue, representando todos os seres humanos. Na concepção bíblica, o sangue significa a vida. Quando se aspergem as duas partes que fazem uma aliança, cria-se uma comunhão tal, entre elas, que as com­ promete mutuamente para sempre.

Na última ceia, Jesus diz: "Fazei isto em memória de mim". Com estas palavras confere aos discípulos o poder de fazer o que ele havia feito, ou seja, tornar presente o sacrifício da cruz. São Paulo ensina: "Todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha" (1 Cor 11,26). A missa atualiza o sacrifício da cruz. Não im­porta que o celebrante seja papa, bispo ou simples sa­cerdote. Que seja santo ou pecador. Chato ou agra­dável. É sempre o sacrifício da cruz que se torna pre­sente por meio dos sinais do pão e do vinho, consagra­dos por ele.

A missa é real e verdadeiro sacrifício, essencialmen­te idêntico àquele da cruz. Pois Jesus deu a possibilidade de atualizar o sacrifício da cruz por intermédio da repe­tição da última ceia. E ordenou a seus discípulos que a repetissem em sua memória. Os discípulos obedeceram. Na ceia, portanto, se oferece a mesma e única vítima da cruz, Jesus Cristo. Quando ele diz: "Isto é o meu corpo", fala de sua pessoa, em figura corpórea e humana. Quan­do diz: "Este é o meu sangue", fala de seu sangue, unido ao corpo, que está em situação de ser derramado.

Dessa maneira, a última ceia não só representa o sacrifício da cruz, mas o atualiza, antecipadamente. Je­sus, na sua entrega, une intimamente os homens a si, para serem entregues por ele, com ele e nele ao Pai. Os que comem a sua carne e bebem o seu sangue tomam-se um só com ele. Pois diz: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,56) e "Quem me tomar como alimento viverá por mim" (Jo 6,57).



O Vaticano II diz "que a hóstia imaculada, oferecida não só pelas mãos dos sacerdotes, mas também pelos fiéis, representa o oferecimento cotidiano de si mesmos até que se consuma, pela mediação de Cristo, a unidade com Deus e entre si, e Deus venha, enfim, a ser tudo em todos" (Sacrosanctum concilium). A missa, portanto, é a repetição da última ceia. Por isso, para a sua celebração, existe uma mesa com toalha, pão e vinho, para serem consagrados. E quando consagrados, Jesus se toma pre­sente. São Paulo, quando escreve aos coríntios, pergun­ta: "O cálice da bênção que nós abençoamos não é co­munhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo?" (1Cor 10,16).


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