O projeto de pesquisa em história



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3.3. A Mobilização em Fortaleza no dia da Votação do Impeachment do Presidente Fernando Collor.
No dia 28 de setembro de 1992, o Congresso Nacional aprovou o pedido de impeachment do Presidente Fernando Affonso Collor de Mello, eleito democraticamente para ocupar a Presidência da Republica Federativa do Brasil, no processo eleitoral de 1989, com o pleito em segundo turno, realizado no dia 17 de dezembro de 1989. Empossado no cargo de chefe do executivo federal a 15 de março de 1990. Seu curto e turbulento Governo durou exatos 930, se contando a renúncia em Dezembro de 1992, após o Senado Federal ter decidido pela perda do mandato presidencial.
Assim como no episódio das Diretas Já, a grande maioria dos políticos só agiu devido às pressões das ruas. O dia da votação do impeachment no Congresso Nacional levou às ruas centenas de milhares de pessoas, principalmente nas capitais, em grandes passeatas. (CARMO, 2003; p. 165.)
Após meses de intensas e rápidas investigações através de uma CPI criada especialmente para este fim, e incendiada por uma leva de protesto em todo o território nacional, finalmente “por 441 votos a favor e 38 contra, além de 23 ausências e uma abstenção, a Câmara, resgatando a honra nacional aprovou ontem a autorização para que o Senado julgue o presidente Collor por crime de responsabilidade.” (DIÁRIO DO NORDESTE, 30/09/1992, p.1.) A histórica data de 29 de Setembro foi testemunhada por milhões de brasileiros. Na votação do processo de impeachment de Collor pelo Congresso Nacional, o Brasil inteiro de fato parou para acompanhar pela TV ou pelo rádio e protestar também “neste dia 28 (sic)113 de setembro, muitos atos e manifestações foram programados nas principais cidades do país para acompanhar a votação. [...] Também há atos em Fortaleza”. (GROPPO, 2008, p.46.) A respeito desses atos ocorridos em Fortaleza, assim encontramos relatado no Jornal O Povo:
Fortaleza parou ontem para acompanhar a votação do impeachment do presidente Fernando Collor. A maior concentração aconteceu na Praça do Ferreira, onde milhares de estudantes, trabalhadores e povo em geral, mais de 50 mil para os organizadores e 30 mil pessoas para a Polícia Militar. [...] O telão, armado na praça ao lado do placar com os nomes dos parlamentares cearenses, para que as pessoas assistissem pela televisão, foi pequeno. Por isso, os pequenos televisores em cima de automóveis e os rádios dos carros de som também foram acionados. Ninguém conseguia conter a emoção do momento histórico que vivia. (O POVO, 30/09/1992, p.7D.)

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