O projeto de pesquisa em história



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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta pesquisa monográfica teve como pano de fundo algumas das ações políticas protagonizadas pelo Movimento Estudantil, em especial na cidade de Fortaleza no Ceará, e ela pretendeu de maneira crítica e analítica contribuir para uma melhor compreensão da construção do processo histórico que culminou com o afastamento de Fernando Collor, em 1992 da presidência da República.

Neste sentido nossa iniciativa foi um longo e tortuoso processo de criação e recriação contínua com muitas nuances e dificuldades que só foram possíveis ser percebidas através da prática investigativa. Esses obstáculos na pesquisa foram na medida do possível discutidos e corrigidos sempre com o intuito de continuarmos mantendo acessa a ideia de tornar real o propósito central deste trabalho científico. E por ter sido algo até certo ponto original nos deu sempre um combustível a mais para a sua concretização.

Nela está contida também a possibilidade de entendermos os anseios e desejos de uma geração em comparação as que a antecederam e quem sabe, também as que a sucederam. Assim, poderemos ter elementos e melhor capacidade de avançarmos ainda mais no estudo da juventude atuante politicamente, talvez chegando mais próximo do nosso momento atual, pois mesmo a História não sendo cíclica, ela se faz com a experiência adquirida no passado e introduzida num novo contexto.

Logo no primeiro capítulo foi possível percebermos que tanto a criação de Fernando Collor, como a sua destruição foram produtos de setores dominantes, sendo estes os seus antigos aliados e os pseudos aliados, que se uniram posteriormente aos os antigos adversários políticos e aos movimentos sociais organizados com o mesmo intuito de conseguir o impeachment de Collor. Ainda ao estudarmos o Brasil Collorido, identificamos como a proposta de política econômica neoliberal era prejudicial ao ensino público, ao evidenciar a privatização das instituições de ensino superior.

No Ceará, aonde esse empreendimento neoliberal já era realidade, pelas mãos do então governo mudancista da Geração Cambeba, os tassistas afiliados no PSDB eram uma prova exata do que os demais setores elitistas nacionais fizeram com o então Presidente, o apoiaram nas eleições, em parte de seu governo e quando veio a crise política tornaram-se ferrenhos adversários.

No capítulo seguinte, depois de realizarmos uma breve discussão a respeito de conceitos e origens do Movimento Estudantil, assim como a sua evolução política em alguns dos principais eventos ao longo do século XX, chegamos a conclusão de que apesar da reconhecida importância do movimento sindical capitaneado pela CUT e da Frente Parlamentar pró-impeachment, o fato é que, foi o Movimento Estudantil organizado que se tornou o segmento mais marcante no processo do impeachment de Fernando Collor.


Mais de dez mil estudantes caminharam em passeata de protesto pelas principais avenidas de São Paulo, a maioria deles oriundos de colégios da rede privada. [...] As passeatas reuniam da “patricinha” ao irado universitário. [...] O retorno dos estudantes às ruas, em agosto de 1992, exigia o impeachment (afastamento) do presidente Collor. [...] O ato contou com apoio da UNE, dos presidentes da OAB e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), bem como de políticos dos diversos partidos de oposição. [...] De fato, não houve capital brasileira que não tenha levado seus jovens para as ruas mobilizados pela UNE e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES). (CARMO, 2003, p.164.)
É bem verdade que “muitos desses jovens se diziam responsáveis pela derrubada do presidente. Havia, entretanto, quem não morresse de amores pelos caras-pintadas.” (DO CARMO, 2003, p.165.). Era um setor definido como “Juventude Hedonista”, que não estavam tão interessados assim em mudar radicalmente os rumos políticos, econômicos e sociais do País, pretendiam, tão somente, lutar pela moralização na política e acreditavam que com a simples troca de presidente, isso poderia ser resolvido, sem grandes alardes de radicalismo. Para esse setor da juventude cara pintada, eles viveram momentos de grande euforia democrática, mas dentro de uma visão de festa e diversão em nome, destacando a irreverência politicamente desqualificada.
Os jovens do inicio dos anos 90 são mais prudentes, não querem rupturas radicais. Na faixa dos 14 aos 19 anos, a “juventude dourada”, da classe alta, otimista consigo própria acredita que vai melhorar de vida, mas é pessimista com o futuro do país. Muitos estudam em colégios caros, falam duas línguas, passam férias no exterior e quase todos, como bons hedonistas, gostam de prazeres como a praia. (...) Sem peso na consciência por seus privilégios sociais, a maioria não pensa em aventuras radicais como abandonar tudo por uma causa, semelhante aos guerrilheiros dos anos 60 e 70 ou às experiências existenciais dos hippies. (DO CARMO, 2003, p.165.)
Estes novos personagens de forma alegre, irreverente, diferentemente das gerações passadas, se destacaram dentre todos aqueles que de um modo ou de outro participaram desse processo, mas estes jovens também traziam consigo a característica quase que natural da juventude, que é a indignação e a contestação diante daquilo que eles creem como errado e foi também e fundamentalmente este sentimento de revolta diante do novo contexto que impulsionou e embelezou o movimento pela deposição do Presidente Collor.
É evidente que aquele mobilização não foi espontânea, que a mídia jogou um papel decisivo e que várias forças do estabeleshment se uniram aos manifestantes na derrubada de Collor. [...] Lembrando que as manifestações estudantis pegaram a maioria dos brasileiros de surpresa num momento em que esta em voga se falar do desinteresse e ceticismo da “geração shopping center”. A União Nacional dos Estudantes (UNE) soube à época apresentar-se como porta-voz da nova mentalidade dos jovens, valendo-se não da linguagem tradicional da esquerda e sim da linguagem mais universalizante e ambígua da “cidadania”. Durante as manifestações, novos interlocutores surgiram com capacidade para renovar tanto os vínculos dentro do movimento estudantil e da esquerda, quanto os laços mais amplos com outros setores juvenis, este o caso do então presidente da UNE, Lindberg Farias. As novas lideranças, a UNE e os partidos souberam aproveitar e canalizar a conjuntura emergente, mas ao mesmo tempo foram usados por forças distintas, como a grande imprensa e políticos de diferentes orientações ideológicas. (SCHMIDT, 2001, p.154-155.)
Ao fazermos um vínculo com os dois primeiros capítulos desta monografia, vamos perceber como estava à conjuntura naqueles idos de mandato presidencial de Fernando Collor, quando como já é sabido, foi implantado a nível nacional do projeto neoliberal, que de acordo com o Governo Federal e seus aliados e até mesmo seus ex-aliados, seria o caminho para a obtenção da tal modernidade que Collor havia prometido em sua campanha eleitoral realizar, ao promover a entrada no Brasil nos ditames internacionais da Globalização.
No seu governo, Collor deu de fato passos significativos em direção ao capitalismo liberal 115. Por isso, acha-se no direito de continuar no comando do processo. Seu governo não apenas retirou o Estado de várias áreas da economia, como derrubou protecionismos e criou privilégios para investimentos estrangeiros. Mais ainda, buscou privatizar serviços tradicionalmente atribuídos ao Estado, como a Educação e a Saúde. Se suas medidas não renderam os efeitos esperados, pelo menos não se pode acusar o Presidente de falta de empenho na implantação do projeto neoliberal ou da má vontade em relação às orientações dadas pelo FMI neste sentido. (O POVO, 17/09/92, p.8B.)
Neste mesmo artigo do jornal O Povo, é possível ver que o Presidente Fernando Collor conseguiu seu intuito de introduzir a tal modernidade no Brasil, seguindo corretamente os ditames do mercado internacional, ao privatizar os serviços essenciais para a população e por isto, se achava no direito de se manter no cargo. E será justamente esta privatização que se chocou com os interesses dos setores do Movimento Estudantil mais conscientes das consequências deste propósito governamental. Portanto, a luta contra a privatização do ensino público estava presente no eixo central das insatisfações da juventude organizada pela principais entidades do Movimento Estudantil, ou seja, as lideranças estudantis e uma parcela de sua base secundarista e universitária.

Tendo noção da conjuntura local, nacional e internacional que abordamos nos dois primeiros capítulos, conseguimos no derradeiro capítulo aprofundar a análise dos interesses existentes no seio das lideranças e boa parcela da base do Movimento Estudantil. A estudantada em Fortaleza demonstrou um grande grau de aprofundamento e radicalidade ao fazer uma leitura da conjuntura, ao indicar que a saída da crise instaurada não se resolvia apenas com a troca de presidente, a mudança tinha que ser mais profunda, tinha que está inserida nos protestos o combate ao projeto neoliberal. No Diário do Nordeste, ao registrar a participação dos estudantes secundaristas em Fortaleza mencionou que: “transformando, [...] o Centro de Fortaleza num território livre para as manifestações cívicas que varreram o país, eles formaram a ‘Geração Fora Collor’. Nada de alienação, dizem os secundaristas”. (DIÁRIO DO NORDESTE, 30/09/1992, p.18.)

Porém, aqueles momentos de profunda exaltação popular não tiveram a continuidade que se esperava dele. Para o entendimento da maioria das massas populares que deram um valor quantitativo aos protestos pelo “Fora Collor”, tudo estava resolvido com a renúncia de Fernando Collor e a posse de Itamar Franco, ideia essa que era a defendida pelos setores dominantes tanto no âmbito político-partidário, como no econômico e social. Para as massas populares que qualitativamente contribuíram nos atos e protestos, esse limite vencedor imposto os decepcionaram. Esta perspectiva de frustração existente ficou evidenciada pela literatura oficial do processo.
Encarado o exercício do poder sob o prisma da teatralidade que o impregna, fica a sensação de que, mantida inalterada a estrutura, talvez o drama tenha sido uma farsa. A CPI da Corrupção – desta feita voltada contra vários daqueles que também participaram da deposição de Collor – dará seguimento ao segundo ato do espetáculo do bode expiatório. (MENDONÇA, 2002; p.208)
Mas, se formos analisar os acontecimentos posteriores de outro ângulo, poderemos ver que a sociedade brasileira ganhou com o “Fora Collor”, ela percebeu o seu poder de contestação, que é possível de forma organizada mudar os rumos da História de acordo com os seus interesses, mesmo que isto não tenha acontecido necessariamente no tema aqui estudado. A juventude conseguiu se livrar daquela imagem existente de que o Movimento Estudantil era algo morto, que tinha ficado apenas nas lembranças do passado, na luta contra a ditadura. Para a História Oficial, porém ficou a sensação de página virada.

Após o movimento pró-impeachment, o movimento estudantil parecia ter desaparecido. [...] Apresenta-se novamente uma grande lacuna, que só deixará registros novamente a partir de 99.” (BARBOSA, 2008; p. 57. In: GROPPO, MACHADO e ZAIDAN FILHO). Provavelmente no movimento Fora FHC, que apesar de não ter derrubado o presidente serviu para desgastá-lo e contribuiu para a vitória eleitoral de Lula em 2002. Segundo informações da própria UNE, depois do Fora Collor:

O movimento estudantil passou a conviver, a partir de 1994, como novos desafios em um período de maior estabilidade política. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, que ganhou duas eleições seguidas, as principais pautas dos estudantes foram à luta contra o neoliberalismo e a privatização do patrimônio nacional. Foi uma época de embate do governo federal com os movimentos sociais, marcando o período de menor diálogo e negociação da UNE com o poder executivo na história, à exceção do regime militar.

[...]


Em 2002, uma grande coalizão das forças populares e democráticas do Brasil conduziu o metalúrgico e sindicalista Luís Inácio Lula da Silva à presidência do país. Os estudantes apoiaram a candidatura Lula após um plebiscito nas universidades.116
Logo, fica evidenciado na citação acima que o principal adversário da parcela mais politizada da Juventude Cara Pintada, o projeto neoliberal, saiu vitorioso do Fora Collor, sendo só possível iniciar a sua derrocada com o Governo de Lula. Estava, portanto, correta o pensamento de muitas lideranças do Movimento Estudantil em 1992, quando ali já alertavam que não bastava tão somente afastar Fernando Collor e substituí-lo por Itamar Franco, afinal, a base de apoio que se formava em torno do então vice-presidente era praticamente a mesma que dava sustentação a introdução do neoliberalismo no Brasil. Como vimos, na citação proveniente da UNE, o governo posterior a Itamar Franco, conseguiu implantar com certo sucesso o que Fernando Collor não conseguiu por completo.

Dentro do que encontramos nas fontes e bibliografia pesquisada, diante dos questionamentos que fizemos, de acordo com as vozes oficiais das camadas dominantes e das vozes esquecidas de parcela da juventude, compreendemos que Fernando Collor foi um mal necessário para que mudanças estruturantes fossem realizadas a fim de por o Brasil dentro dos eixos da globalização e modernidade de acordo com os interesses desta mesma elite econômica que contribuiu para sua vitória eleitoral em 1989. Que este mesmo foi posteriormente descartado por essa mesma elite que o apoiaram na eleição e que este setor buscou ter sobre controle todo o processo em 1992, da troca de Presidente, evitando que algumas vozes destoantes, como as do Movimento Estudantil, que viam não somente na figura de Fernando Collor, mas no que representava seu programa de Governo o real inimigo, fossem levadas adiante e tivesse eco no restante da população brasileira.



Sendo assim, este trabalho monográfico que aqui encerra um primeiro momento de estudo sobre a campanha do impeachment de Fernando Collor entende que a leitura que setores do Movimento Estudantil fizeram sobre este episódio precisa ser mais aprofundada futuramente, para que possamos ter como mais clareza os reais interesses de uma parcela de estudantes que entre agosto e setembro de 1992 contagiaram o Brasil, mas que infelizmente não foram compreendidos totalmente em sua profundidade pela maioria da sociedade.


1 É um termo em inglês que significa o impedimento político de continuidade governo de um chefe do executivo tanto no âmbito federal, como no estadual e municipal.

2 O Movimento Estudantil embora não seja considerado um movimento popular, dada a origem dos sujeitos envolvidos, que nos primórdios desse movimento pertenciam em sua maioria à chamada classe pequeno burguesa é um movimento de caráter social e de massa. Encontrado em: http://www.cce.udesc.br/cab/oqueeomovimentoestudantil.htm (com acesso no dia 26 de abril de 2010.)

3 União Nacional dos Estudantes é a principal entidade representativa dos estudantes universitários em nível nacional. Fundada em 1937, teve enorme contribuição na luta contra a ditadura implantada no Brasil em 1964 e também participou ativamente dos protestos pró-impeachment de Fernando Collor em 1992.

4 União Brasileira de Estudantes Secundaristas é a principal entidade representativa dos estudantes secundaristas em nível nacional, também este presente de forma muito atuante no impeachment do Presidente Collor.

5 Diretórios Centrais dos Estudantes são as principais entidades representativas dos estudantes de nível superior em suas respectivas universidades. Estão diretamente subordinados na maioria a UNE.

6 União Metropolitana de Estudantes Secundaristas, principal entidade representativa dos estudantes de nível secundário nas principais regiões metropolitanas do Brasil. Estão na maioria subordinados a UBES.

7 Ver em: DA MATTA, Roberto. Relativizando – uma introdução à antropologia social. Rio de Janeiro: Rocco, 2000 (6ª edição). p.128.

8 Contida na terceira edição do livro Teoria da História do Brasil (1968)

9 Designação dada ao então governador alagoano, Fernando Collor, por perseguir servidores públicos por ele chamados de “marajás”.

10 Estamos nos referindo a Ditadura Militar Brasileira, entre os anos de 1964 à 1985.

11 Designação dada ao tipo de socialismo ditatorial aplicado no Leste Europeu, na China, em Cuba, baseado na forma autoritária de governo de Josef Stalin, por isso, também conhecido como Stalinismo.

12 O Muro de Berlim, marco que delimitou o mundo capitalista do comunista. Construído em 1961 e derrubado em 9 de novembro de 1989.

13 União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, criada em 1922 e desmembrada em 1991. Federação formada por 15 nações euro-asiáticas.

14 Em 1989, após 29 anos, o eleitorado brasileiro voltava às urnas para eleger de forma direta o presidente da República.

15 Com a eleição de Tasso Jereissati em 1986, teve início ao domínio da chamada Geração Cambeba ou Governo das Mudanças (1987-2006). Nesta fase revezaram-se no governo cearense: Tasso Jereissati (1987-1991 e 1995-2002), Ciro Gomes (1991-1994) e Lúcio Alcântara (2003-2006).

16 Forma como o Presidente Collor denominou o seu governo, em detrimento ao termo “Nova República”, denominação dada ao governo do seu antecessor e adversário político, José Sarney.

17 Plano econômico ocorrido durante o governo do presidente José Sarney, em 1986, que tornou-se um importante instrumento eleitoreiro que garantiu a vitória do PMDB na maioria dos Estados brasileiros.

18 O então governador alagoano denominava de “marajás” os funcionários estaduais que ganhavam, segundo a sua visão um salário acima do que lhes eram devido.

19 Ulysses Silveira Guimarães era naquele momento deputado federal constituinte pelo PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) paulista, tornou-se célebre por sua ação parlamentar oposicionista durante a ditadura militar.

20 Antônio Aureliano Chaves de Mendonça, candidato pelo PFL (Partido da Frente Liberal) era ex-governador de Minas Gerais e ex-Vice Presidente da República (1979-1985), ambos os cargos pela ARENA (Aliança Renovadora Nacional - antigo partido de sustentação da ditadura militar);

21 Leonel de Moura Brizola do PDT (Partido Democrático Trabalhista) era ex-governador do Rio Grande do Sul e também do Rio de Janeiro (1983-1987).

22 Luis Inácio da Silva, o “Lula” era ex- metalúrgico e ex-líder sindical e na ocasião deputado federal constituinte pelo PT (Partido dos Trabalhadores) paulista.

23 Mário Covas Júnior, também tinha um histórico de parlamentar de importante atuação no combate ao regime militar, era neste período Senador eleito pelo PMDB paulista, mas que em 1988 juntamente com outros peemedebistas históricos trocou de legenda, ajudando a fundar o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira)..

24 Paulo Salim Maluf, do PDS (Partido Democrático Social), assim como o PFL oriundo da ARENA, fora ex-governador biônico de São Paulo, ligado ao regime militar; foi o candidato oficial do governo ditatorial na disputa das eleições indiretas em 1985, sendo derrotado por Tancredo Neves no Colégio Eleitoral.

25 Guilherme Afif Domingos era um jovem empresário, que estava em seu primeiro mandato de deputado federal pelo PL (Partido Liberal) paulista.

26 Foram os casos de Roberto João Pereira Freire (PCB – Partido Comunista Brasileiro) que era Senador por Pernambuco, principal nome nacional do “partidão”, que a partir do ano seguinte, 1990, em virtude da crise do socialismo real, passou a se chamar de PPS (Partido Popular Socialista); Ronaldo Ramos Caiado (PSD – Partido Social Democrático), latifundiário e presidente a UDR (União Democrática Ruralista), entidade formada por latifundiários contrários principalmente à Reforma Agrária, era deputado federal por Goiás; Enéas Ferreira Carneiro (PRONA – Partido da Reconstrução da Ordem Nacional), intelectual ultra-nacionalista de extrema-direita e Affonso Alves de Camargo Netto (PTB – Partido Trabalhista Brasileiro), deputado federal pelo Paraná.

27 PRN (Partido da Reconstrução Nacional), agremiação política vista como nanica, que serviu basicamente para dar suporte legal a sua candidatura. Verdade que este mesmo partido ainda existe hoje com a denominação de PTC (Partido Trabalhista Cristão), que continua sendo um partido nanico que serve apenas para garantir a eleição de candidatos a cargos proporcionais.

28 Partido Social Cristão.

29 Partido Democrático Cristão.

30 Como foram os casos dentre outros, do líder sindical Rogério Magri para o Ministério do Trabalho e Previdência Social; do Coronel Ozires Silva para o Ministério da Infra-estrutura; do jusrista Francisco Rezek para o Ministério das Relações Exteriores; da economista Zélia Cardoso para o Ministério da Economia e do ex-jogador de futebol Zico para a Secretaria Nacional de Esportes.

31 Joaquim Roriz (PMDB-DF) para a agricultura; Alcenir Guerra (PMDB-PR) para a saúde; Carlos Chiarelli (PMDB-RS) para a educação e Bernardo Cabral (PMDB-AM) para a justiça.

32 Termo utilizado por CHESNEAUX, Jean. Modernidade-Mundo. Trad. João da Cruz, Vozes, S. Paulo, 1995. p.23.

33 O termo “mudancista” é em virtude da chamada Era Tasso à frente do Governo do Estado do Ceará (1987-2006) ter a alcunha de “Governo das Mudanças”.

34 Disponível em: http://www2.ipece.ce.gov.br/encontro/artigos_2008/33.pdf (acesso dia: 27/02/2012)

35 Tasso Ribeiro Jereissati foi eleito governador do Ceará em novembro de 1986, pelo PMDB, assim como Fernando Collor, se aproveitando da euforia em torno do Plano Cruzado. Anos depois continuaria seguindo o mesmo caminho de Collor e romperia com o governo Sarney. Em 1989 aderiu ao recém fundado PSDB. Foi eleito novamente Governador do Ceará em 1994 e reeleito em 1998. Em 2002 elegeu-se Senador da República, mas foi derrotado na sua tentativa de reeleger-se para o cargo em 2010, porém, é até os dias atuais uma das maiores lideranças do PSDB tanto a nível local como nacional.

36 Centro Industrial Cearense

37 Ciro Ferreira Gomes foi eleito prefeito de Fortaleza em 1988 pelo PMDB numa disputa acirrada contra Edson Silva do PDT. Em 1990, seguindo os passos de seu líder politico, Tasso Jereissati, filiou-se ao PSDB por qual disputou as eleições daquele ano, logrando vitória do governo estadual. Em 1994 a poucos meses de entregar o cargo de governador, tornou-se Ministro da Fazendo do Governo Itamar, em substituição a Fernando Henrique Cardoso, que iria concorrer a presidência, dando continuidade ao recém criado Plano Real. Tentou em duas ocasiões eleger-se Presidente da República, em 1998 e 2002 sem conseguir lograr êxito.

38 Juraci Magalhães foi eleito vice-prefeito de Fortaleza na chapa do PMDB encabeçada por Ciro Gomes em 1988. Em 1990 assume a prefeitura de Fortaleza e rompe politicamente com o grupo formando por Tasso e Ciro, passando-lhes a fazer oposição e a sofrer destes consequentemente. Em 1992, lança o desconhecido Antônio Cambraia, um de seus secretários municipais para a disputa da prefeitura nas eleições daquele ano. Seu pupilo obtém uma fácil vitória sobre seus adversários, demonstrando a partir de então uma clara antipatia da população fortalezense ao chamado grupo do “Governo das Mudanças”, leia-se Tasso e Ciro (ambos do PSDB).

39 Lúcio Alcântara era na ocasião vice-Governador do Ceará em aliança com o mesmo PSDB de Tasso Jereissati e Ciro Gomes que ele criticava. Se esquecendo também que fora Prefeito biônico de Fortaleza de 1978 à 1982 durante a Ditadura Civil Militar.

40 Era a Comissão Parlamentar de Inquérito que foi instaurada para investigar as denúncias contra Fernando Collor, PC Farias e outros.

41 IBOPE.

42 Além dos candidatos mencionados no recorte do jornal, Acrísiso Sena pelo PFS (Partido da Frente Socialista) e Fernando Branquinho pelo PT (coligado ao PC – Partido Comunista), concorriam também: Antônio Cambraia (PMDB, coligado ao PTdoB), Assis Machado (PSDB, coligado ao PDC, PL, PTB, PSD, PST e PPS), Lúcio Alcântara (PDT), Luciano Monteiro (PSC) e Gino de Oliveira (PRN). O vencedor deste pleito eleitoral como já mencionado anteriormente foi o peemedebista Cambraia, ainda em primeiro turno.

43 Ver estes dados referentes ao resultado eleitoral nas Eleições Municipais de 1992 através do site do Wikipedia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_municipais_no_Brasil_em_1992 (acesso no dia 27 de fevereiro de 2012).

44 Há uma controvérsia quanto a esta data, na verdade teria sido no domingo anterior, dia 16 de agosto, o famoso “domingo negro” e não neste dia 23 de agosto como afirma na citação do periódico pesquisado.

45 Ver em FRAGA, Maria da Conceição. Estudantes, cultura e política.1996

46 É a Organização Internacional da Juventude.

47 É o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990)

48 Em seu artigo, Protagonismo Juvenil e Movimento Estudantil: uma estratégia de distinção?

49 Quero ressaltar que não me refiro que seja uma característica no sentido de ser “algo natural”, “biológico” ou “determinista” em virtude da idade destes indivíduos.

50 David Burg na sua obra Encyclopedia of Student and Youth Movements (1998)

51 Sobre os movimentos juvenis e estudantis brasileiros há que conferir, entre outros, Poerner (1968), Foracchi (1972), Mendes Jr. (1981), Souza (1984), Brandão e Duarte (1990), Souza (1999).

52 União Nacional dos Estudantes, entidade que foi fundada para aglutinar em torno de si os estudantes brasileiros. Atualmente, agrega apenas os estudantes universitários brasileiros.

53 O Centro Estudantal Cearense, que de acordo com RAMALHO (p.19): Militantes do Centro Liceal concluíram, após reuniões e debates, ser necessária a criação de uma entidade estudantil de objetivos mais amplos que – ao invés dos grêmios já existentes, de finalidades meramente literárias – reunisse a totalidade da categoria e que chamasse para si a realização de empreendimentos maiores que a de revelar a vocação beletrista e a de rememorar uma ou outra data cívica.


54 FONTE: http://www.cce.udesc.br/cab/oqueeomovimentoestudantil.htm.

55 A UNE foi reconstruída em 1979, pois estava proibida de exercer suas obrigações desde a Lei Suplicy na década de 60.

56 Ibid Idem.

57 A proposta do então Deputado Federal Dante de Oliveira (PMDB-MS), que foi o mote principal da Campanha das Diretas Já! Que propunha a volta do direito constitucional de votar em Presidente da República foi rejeitada pelo Congresso Nacional, causando enorme tristeza a sociedade brasileira. No ano seguinte, 1985, seria escolhido ainda de forma indireta o novo Presidente da República, que no caso foi o experiente político mineiro Tancredo Neves do PMDB, que como sabemos não chegou a assumir a presidência, adoecendo antes da posse e falecendo posteriormente. O cargo seria entregue ao vice de sua chapa, o também experiente politico maranhense José Sarney.

58 Presidente da Província do Ceará entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX.

59 Os estudantes aciolistas se reuniram em torno do Club Acadêmico; os estudantes contrários à Acioly fundam o Centro 11 de agosto.

60 Centro Acadêmico Clóvis Beviláqua, entidade estudantil que congregava os estudantes de direito da Faculdade de Direito do Ceará.

61 Era o Centro Liceal de Educação e Cultura e sua finalidade era promover o desenvolvimento moral, intelectual e cívico dos liceístas.

62 Principal movimento social no início do século XX, a maioria de seus membros tinham como ideologias políticas, o marxismo e o anarquismo.

63 Bloco Operário e Camponês.

64 Ver em RAMALHO, 2002, p.17.

65 Era a União dos Moços Católicos.

66 Altemar Muniz em seu trabalho denominado: Estado Novo e Colaboração Estudantil na Manutenção da Ordem Social e Política de Fortaleza.

67 A ANL tinha por objetivo a formação de um “governo popular nacional revolucionário” sob a direção de Luís Carlos Prestes. (ver em Ramalho, p.67)

68 Partido Comunista do Brasil, fundando em 1922.

69 União Democrática Estudantil, braço juvenil cearense da ANL.

70 A ANL tentou em novembro de 1935 tomar o poder através de levantes militares em Natal, Recife e Rio de Janeiro. O movimento foi fracassado, ocasionando a prisão de seus principais líderes e a suspensão de suas atividades políticas durante praticamente o restante do Estado Novo Varguista.

71 Fase ditatorial do governo de Getúlio Vargas entre 1937-1945.

72 Ao final do Estado Novo, com a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, através da FEB (Força Expedicionária Brasileira), cresce a indignação de setores da sociedade contra o governo de Vargas que tinha claras características fascistas. É justamente no clamor da campanha que culminou com a queda de Vargas que a UDE ressurge.

73 Ação Integralista Brasileira, agrupamento político de cunho fascista, cujo principal líder era Plínio Salgado e propunha fundar no Brasil, um governo autoritário de extrema direita nos moldes dos Estados Fascistas Europeus, como na Itália de Mussulini.

74 BEOZZO, José Oscar. A Igreja entre a Revolução de 30, o Estado Novo e a Redemocratização. in FAUSTO, Boris (coord.). História da Civilização Brasileira, v.11. São Paulo, Ed. Difel. 1986. p. 305 e 306.

75 Ver em POERNER, Artur. O Poder Jovem. Rio de Janeiro. Ed. Civilização Brasileira. 2ª edição. 1979. p.134.

76um erro na data, o Governo de Sarney iniciou-se em 1985 e não em 1983.

77 Conforme Lisboa, os grandes grupos e famílias concessionários de rádio e TV não época mencionada eram: a família Marinho (Rede Globo), a família Sirotsky (RBS), a família Câmara (Grupo Câmara), a família Jereissati (Grupo Verdes Mares), a família Bloch (Grupo Manchete), a família Saad (Rede Bandeirante), a família Zahran (Grupo Zahran), a família Daou (TV Amazonas) e os Condomínios Associados. O Grupo Manchete, hoje Rede TV, já não pertence à família Bloch.

78 O braço estudantil do PT é a JPT (Juventude do Partido dos Trabalhadores), incluindo ai os vários subgrupos organizados em torno das inúmeras tendências partidárias internas ao PT – cito a Articulação Unidade na Luta, a Articulação de Esquerda-AE, a Democracia Socialista-DS, a Convergência Socialista-CS, que se tornaria o PSTU/Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, a Causa Operária-CO, que se tornaria o PCO/Partido da Causa Operária, Tendência Marxista-TM, O Trabalho e tantas outras. Mesmo sendo apontado como partido preferencial entre os jovens da época, o PT não possuía a hegemonia do Movimento Estudantil em nível nacional, visto que tanto a UNE como a UBES não eram dirigidas por membros da JPT.

79 O braço estudantil do PCdoB é a UJS (União da Juventude Socialista), foi neste contexto que se tornou a juventude organizada hegemônica nacionalmente, presidindo desde então tanto a UNE como a UBES. Sendo na época o Presidente da UNE, Lindberg Farias, membro da UJS.

80 O braço estudantil do PSB é a JSB (Juventude Socialista Brasileira).

81 O braço estudantil do PCB é a UJC (União da Juventude Comunista).

82 O braço estudantil do PDT é a JS (Juventude Socialista).

83 O braço estudantil do PSDB era conhecido como SDE (Social Democracia Estudantil).

84 Bom destacar a existência de outros agrupamentos partidários não legalizados e com presença de jovens atuantes, cito: o PLP (Partido da Libertação Proletária), o PRO (Partido Revolucionário e Operário), o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro, que na verdade era um setor na época infiltrado no PMDB, atualmente conseguiu sua legalização e chama-se PPL – Partido Pátria Livre), o PCR (Partido Comunista Revolucionário)

85 Mikhail Gorbachev foi escolhido pelo Partido Comunista da URSS, o seu líder supremo em 1984, em substituição Yuri Andropov.. Gorbachev sofreu uma tentativa de golpe militar linha dura em agosto de 1991 o que se seguiu foi uma forte resistência popular culminando na desagregação das várias nações que formavam a URSS. Então, em dezembro do mesmo ano a URSS deixou de existir e consequentemente Gorbachev ficaria num cargo sem função, sendo portanto deposto da vida pública.

86 Que eram sobretudo o PCB e o PCdoB.

87 União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, entidade que organiza em nível nacional os estudantes secundaristas.

88 Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Ceará é a entidade estudantil que congrega o corpo discente desta Instituição de Ensino Superior.

89 Central Única dos Trabalhadores, maior e principal central sindical brasileira, que congrega em torno de si, a maior quantidade de sindicatos de várias categorias de trabalhadores.

90 Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Fortaleza, principal instituição de ensino superior privada de Fortaleza. É a entidade estudantil que congrega o corpo discente desta Instituição de Ensino Superior.

91 União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas, entidade que abrangia a estudantada de Fortaleza e região metropolitana.

92 Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual do Ceará é a entidade estudantil que congrega o corpo discente desta Instituição de Ensino Superior.

93 Universidade Nacional de Brasília.

94 Cristovam Buarque em 1994 foi eleito Governador do Distrito Federal pelo PT, não obteve sucesso na tentativa de se reeleger em 1998. Em 2002 elegeu-se Senador ainda pelo PT e em 2010 conseguiu sua reeleição à Câmara Alta, desta vez filiado ao PDT.

95 Lindberg Farias em 192 era o Presidente da UNE, membro da UJS, grupo político do Movimento Estudantil que dominava tanto a UNE com a UBES, era a organização política juvenil mais forte na época e ainda mantêm esse domínio nestas Entidades. Lindberg foi eleito Deputado Federal em 1994 pelo PCdoB do Rio de Janeiro, em 1999 filia-se ao PSTU e não obteve sucesso na sua reeleição. Filia-se então ao PT e concorre em 2002, sendo eleito novamente Deputado Federal. Em 2008 elege-se pelo PT Prefeito de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e em 2010 foi eleito Senador da República ainda pelo PT, cargo que ocupa atualmente.

96 Encontrado em: http://acervo.folha.com.br/ (acesso em 27 de janeiro de 2012).

97 Luizianne de Oliveira Lins, era na época do fora Collor a presidenta do DCE-UFC, era estudante de jornalismo na ocasião. Posteriormente seguiu uma notável carreira política, sendo eleita vereadora de Fortaleza por duas ocasiões (1996 e 2000), deputada estadual em 2002 e é atualmente prefeita de Fortaleza , em seu segundo mandato (em 2004 e 2008).

98 Itamar Franco, político mineiro, era na chapa de Fernando Collor na Eleição de 1989, seu vice-Presidente, era filiado na época ao PSC (Partido Social Cristão). Com a renúncia de Collor, assumiu a presidência da República até o fim constitucional do mandato do ex-presidente deposto, no início de 1995. Tentou ser governador de Minas Gerais em 1998, sem sucesso. Em 2010 foi eleito Senador de Minas Gerais pelo PPS, mas faleceria no ano seguinte.

99 Refere-se a Lindberg Farias, ex-presidente da UNE por ocasião do Fora Collor. Ver em: Trinta anos depois. In: RAPOSO, E. 1964- 30 anos depois. Rio de Janeiro: Agir, 1994.

100 O professor Antônio Albuquerque, foi indicado Reitor da UFC pela então Presidente da República Fernando Collor em 1991, apesar do mesmo não ter sido o mais votado na eleição para o cargo pela comunidade acadêmica (professores, alunos e servidores). Esta indicação contrariando o anseio da comunidade acadêmica desagradou o Movimento Estudantil da UFC e o DCE-UFC passou a fazer uma ostensiva campanha de repúdio ao professor Albuquerque, pois o mesmo era o símbolo da intromissão do Governo Collor na UFC no processo de privatização desta instituição desejado pelo então governo federal.

101 Há um erro na nomenclatura da UMES nesta reportagem.

102 Central Geral dos Trabalhadores.

103 Era o Hospital Universitário da Universidade Federal do Ceará.

104 Era a Associação que reunia os Servidores da Universidade Federal do Ceará (UFC).

105 Era a Associação que reunia os Professores da Universidade Federal do Ceará (UFC).

106 Era o Restaurante Universitário da UFC.

107 Acrísio Sena era presidente licenciado da CUT.

108 Em 2 de maio de 1985 é aprovada na Câmara Federal o Projeto de Lei nº 1.880 do Deputado Federal Aldo Arantes (PMDB-GO) que legalizava os Grêmios Livres. Em 5 de novembro de 1985 a Lei Aldo Arantes é sancionada pelo Presidente da República, José Sarney.

109 Antônio Bezerra é um bairro da zona oeste na periferia de Fortaleza.

110 Sindicato dos Petroleiros Seção Ceará.

111 Sintsef.

112 Houve um erro quando ela mencionou a data. No correto ela deveria dizer que seria amanhã, 24 de setembro de 1992.

113 Data da votação está errada na citação, ela aconteceu no dia 29 de setembro de 1992.

114 SILVA, Cláudio Humberto Rosa e. Mil dias de solidão: Collor bateu e levou / Memórias, Geração Editorial, S. Paulo, 1993, p.17.

115 O jornalista crer que o termo “neoliberal” não era correto, pois o projeto em questão era uma copia do liberalismo. Portanto, não havia nada de novo no liberalismo dos anos 1980-90.

116 Ver no site da UNE in: http://www.une.org.br/2011/09/historia-da-une/ (acesso no dia 27 de fevereiro de 2012).


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