O projeto de pesquisa em história



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No Jornal Diário do Nordeste trazia em sua manchete de capa que “o fortalezense acompanhou a votação na Praça do Ferreira. Cerca de 50 mil pessoas vibraram com o resultado” (DIÁRIO DO NORDESTE, 30/09/1992, p.1) e mais adiante em um caderno extra chamado de “Impeachmentconfeccionado e de circulação especial e exclusiva para este dia festivo, concluía que “o coração do fortalezense pulsou diferente no dia de ontem, algo parecido como uma decisão de Copa do Mundo – com o Brasil ganhando o caneco.” (DIÁRIO DO NORDESTE, 30/09/1992, p.17.).

Ainda numa tentativa de tornar este momento lembrado apenas pela festança, diversão e afastamento do Presidente Collor, o movimento pelo Fora Collor não pode ser entendido de maneira redutora e é neste sentido que ao ser entrevistada nesta marcante data para a recente História de nosso País, a Presidenta do DCE-UFC, mas uma vez, comentou o mesmo discurso que fizera durante todo este processo.


O Fora Collor não se encerrou. O movimento pró-impeachment funcionou como uma oficina de política. Precisamos para melhorar a vida dos brasileiros mudar a estrutura econômica e, para isso temos que prosseguir na luta por eleições gerais. O nosso grande momento começou hoje com o povo organizado” Luizianne Lins, presidente do DCE da UFC (O POVO, 30/09/1992, p.6D.)

De acordo com um aliado do Presidente deposto, que esteve fiel ao seu lado até os últimos momentos, o fim da Era Collor foi assim sintetizado:


No epílogo não houve palavras, nem mesmo de revolta, nem lamentos, nem imprecauções, sequer lágrimas. Nada. Só o silêncio.

Havia apenas o ruído frio e sem graça da folhagem ao vento, naquele dia – 29 de dezembro de 1992 – que amanheceu feio e cinzento em Brasília.

Era o último prazo fixado pelos políticos, agora no Senado, para o golpe de misericórdia naquele presidente da República que nunca quiseram, mas cujos 35 milhões de votos os obrigaram a engolir.114 (MENDONÇA, 2002; p.208)

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