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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL PRESIDENTE CASTELO BRANCO

FACULDADE CASTELO BRANCO

EXPEDIÇÕES NO RIO DOCE, CONHECIMENTO E CULTURA

Agilson Luiz da Costa Junior

Raul Matheus Thom
O objetivo principal deste trabalho é expor a situação biológica, econômica e cultural, em toda a extensão do Rio Doce no estado do Espirito Santo, levando em consideração artigos de jornal feitos pelo jornal A Gazeta, das três ultimas expedições realizadas no rio, a partir do ano de 2001 cuja a função é justamente realizar o um estudo de impactos ambientais e sociais por toda a extensão do estado por onde passa o Rio Doce.
Colatina - ES, 14 de outubro de 2015.
MOURA, Késia. Expedição Rio Doce: acompanhe o dia a dia de uma viagem pelo maior Rio do Espírito Santo. Gazeta online. Vitoria-ES, 10 out. 2014. Disponível em:< http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2014/10/especiais/expedicao_rio_doce/1498985-expedicao-rio-doce-acompanhe-o-dia-a-dia-de-uma-viagem-pelo-maior-rio-do-espirito-santo.html >. Acesso em: 11 out. 2015.
EXPEDIÇÃO mostra como está o Rio Doce. A Gazeta. Vitoria-ES. 02 dez. 2001.
EXPEDIÇÃO vai descer o rio doce para catalogar espécies nativas. A Gazeta. Vitoria-ES. [2004].
O rio doce, que percorre alguns dos principais municípios da região norte do Espirito Santo, há anos vem sendo assunto de discursão na mídia capixaba, uma vez que o rio é fonte de renda de várias famílias durante todo o leito, além da atividade industrial que depende de suas aguas e principalmente o abastecimento das residências nas cidades cuja o rio doce atravessa, dentre as várias atividades realizadas no rio, existem as expedições para a avaliação social, que estuda os impactos dentro das sociedades que dependem do rio doce e a analise biológica, isto é fauna e flora e também sobre a qualidade da agua que circula pelo rio. Sendo que existem documentações de tais expedições desde o ano de 2001.
Destaca-se a expedição de diagnostico cientifico do Rio doce, realizada no ano de 2014, com duração de sete dias, no mês de Outubro que foi acompanhada pela repórter Késia Moura do Jornal A gazeta, essa atividade envolveu uma equipe de 30 pessoas do Instituto Federal do Espírito Santo (campus de Colatina), Polícia Ambiental, Associação de Pesca Esportiva de Colatina (APESC) e Corpo de Bombeiros. A expedição teve seu início na cidade de Aimorés, no estado de Minas Gerais e teve o objetivo de percorrer todo o leito do rio dentro do estado do Espirito Santo terminando em Regência, distrito de Linhares – ES.

Durante os dias de expedição foram realizados testes científicos, no rio, documentados pelos técnicos a bordo da expedição, foram levantadas as questões sócio econômicas de cada região por onde a equipe passou, e foram feitas avaliações da fauna e da flora que habitam as margens do já debilitado rio Doce. O principal aspecto observado durante o início dos estudos, foi a modificação natural causada pelas barragens localizadas na cidade de Baixo Guandu, onde os próprios trabalhadores do rio disseram que era abundante a riqueza animal encontrada, e hoje passa por uma total escassez, citando inclusive que algumas espécies de peixes que antes apareciam com frequência, serem praticamente expulsas da região que não os ofereceu o conforto de seu habitat natural, uma outra dificuldade que foi posta em questão foi a falta de chuvas no estado, que segundo os moradores ribeirinhos, não é como outrora, na época em que o rio era caudaloso e abundante, devido a falta de chuva muitas pessoas e animais estão sendo prejudicados, além desses própria empresa que gera energia com a agua do rio teve de reduzir o seu funcionamento.

Na cidades de Colatina e Linhares a situação do rio se mostrou um tanto quanto crítica, visto que diversas empresas e residências despejam os dejetos diretamente no rio Doce e em seus afluentes, prejudicando assim a qualidade da agua que os municípios disponibilizam para o consumo, qualidade essa que é objetivo de avaliação dos técnicos do IFES e da CESAM. Por fim a expedição, trouxe resultados alarmantes, tanto biológicos quanto sociais, uma vez que o estudo cientifico comprovou a qualidade reduzida da agua do rio e o meio social se mostrou descontente com a atual situação do antes grandioso rio Doce, que agora passa por um processo de deterioração.

O Rio Doce sempre esteve em estudo, à prova mais concreta disso tudo é o número de expedições que foram realizadas para reconhecimento do rio nos seus mais diversos aspectos, Uma das expedições que mais marcaram foi a do quinto centenário do avistamento de sua foz por Américo Vespúcio, navegador florentino que na época nomeou o rio como Santa Luzia, devido à data santa em que se encontrava, mas tirando o cunho histórico do foco, a expedição tenta resgatar a flora local e a identidade sociocultural local através de fotografias e entrevistas.



Já com uma visão um pouco mais preocupada com o bem estar da bacia, a expedição Álvaro Aguirre (que foi um grande engenheiro agrônomo idealizador de estudos de conservação vegetal) que conta com 30 pesquisadores tenta resgatar com apoio da UFES, Instituto Terra, Acode entre outras instituições. O objetivo é o resgate da flora percorrendo o curso do rio e ter como fim catalogar e recolher amostras para serem cultivadas no espaço disponibilizado no herbário da UFES tendo como fator principal a conservação da vegetação ao longo do rio, o que pode ser muito bom tanto para o rio com a redução da degeneração das suas margens como para a criação de empregos na obra de reflorestamento, gerando um apoio tanto para o ambiente quanto para a população que depende dele, já que este se vê tão degradado devido a exploração hídrica para criação de energia, abastecimento e pesca.

Com as considerações finais dos textos jornalísticos é formada uma imagem que para que ocorra um estudo ou qualquer outra forma de investigação relacionada ao Rio Doce precisa haver uma data comemorativa ou homenagem como incentivo, porém sabe-se que a situação atual do Rio Doce é deplorável, então o incentivo deveria partir da própria população, que por sua vez deveria exigir trabalho intenso dos órgãos ambientais para a assegurar que o maior bem do norte capixaba não se torne apenas mais um artigo jornalístico.


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