O código da bíblia michael Drosnin o código da bíblia as Profecias Ocultas no Antigo Testamento



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O CÓDIGO DA BÍBLIA

Michael Drosnin

O CÓDIGO DA BÍBLIA

As Profecias Ocultas no Antigo Testamento

Quanto a ti, Daniel, guarda estas palavras em segredo, e conserva selado este livro até o fim dos tempos.”

DANIEL, 12:4
A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma

ilusão, embora persistente.”

ALBERT EINSTEIN, 1955


SUMÁRIO
Introduçáo 11

1. O Código da Bíblia 13

2. O Holocausto Atômico 51

3. “Todo o Seu Povo Para a Guerra” 67

: O Livro Selado 83

5. O Passado Recente 103

6. O Armagedon 119

7. O Apocalipse 135

8. Os Dias Finais 153

Epílogo 177

Notas 179

Dos Capítulos 181

Das Ilustrações 215

Apêndice 233

Agradecimentos 251
11 INTRODUÇÃO
REPORTAR é o primeiro esboço da História. Este livro é o primeiro relato amplo sobre um código existente na Bíblia que revela acontecimentos ocorridos milhares de anos após a Bíblia ter sido escrita.

Desse modo, ele talvez seja o primeiro esboço do futuro.

Começamos a compreender o código da Bíblia. É como um quebra-cabeça com um número infinito de peças, e delas temos somente algumas centenas ou alguns milhares. Tudo o que podemos fazer é imaginar o quadro completo.

A única coisa que posso afirmar com certeza é que existe um código na Bíblia e este, em alguns casos dramáticos, previu acontecimentos que ocorreriam exatamente conforme predito.

Não há como saber se o código também está correto quanto ao futuro mais distante.

Tentei lidar com esta história do mesmo modo como lidaria com qualquer outra história: como um repórter investigador. Passei cinco anos verificando os fatos.

Nada foi aceito pela fé.

Confirmei cada descoberta feita no código da Bíblia em meu próprio computador, usando dois programas diferentes o mesmo que foi usado pelo matemático israelense que primeiro descobriu o código, e um segundo programa criado independentemente daquele.

Também entrevistei os cientistas dos Estados Unidos e de Israel que investigaram o código.

Testemunhei muitos dos acontecimentos aqui descritos. Os relatos de outros acontecimentos baseiam-se em entrevistas com as pessoas direta mente envolvidas ou foram confirmados através de publicações.



  1. INTRODUÇÃO

No final deste livro apresento notas detalhadas sobre cada capítulo, notas sobre as ilustrações e uma reimpressão da experiência original que provou a realidade do código da Bíblia.

Meu objetivo foi reportar aquilo que está codificado na Bíblia do mesmo modo como reportei incidentes de distritos policiais quando trabalhava no jornal Washington Post, do mesmo modo como reportei atividades empresariais quando trabalhava no Wall Street Journal.

Não sou um rabino ou sacerdote, nem um estudioso da Bíblia; não tenho crenças preconcebidas. Tenho um único objetivo - a verdade. Este livro não é a última palavra. É o primeiro relato.


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CAPÍTULO 1

EM 1 de setembro de 1994, voei até Israel e encontrei-me em Jerusalém com um amigo íntimo do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, o poeta Chaim Guri. Dei-lhe uma carta que ele passou imediatamente ao primeiro-ministro. Eis o que dizia aquela carta:

“Um matemático israelense descobriu um código oculto na Bíblia que parece revelar detalhes de acontecimentos que ocorreram milhares de anos após a Bíblia ter sido escrita.

“A razão pela qual estou lhe dizendo isso é que, na única vez em que seu nome completo - Yitzhak Rabin - está codificado na Bíblia, as palavras ‘assassino que assassinará’ o cruzam.

“Este fato não deve ser ignorado, pois os assassinatos de Anuar Sadat e de John e Robert Kennedy também estão codificados na Bíblia - no caso de Sadat, com o nome e sobrenome de seu matador, bem como a data e local do crime e como ele se deu. Penso que você corre perigo real; mas esse perigo pode ser evitado.”

Em 4 de novembro de 1995, veio a terrível confirmação, um tiro pelas costas desferido por um homem que acreditava cumprir uma missão divina, o assassino que fora codificado na Bíblia três mil anos antes.

O assassinato de Rabin é uma dramática confirmação da realidade do código da Bíblia, o texto oculto no Antigo Testamento que revela o futuro.

O código foi descoberto pelo Dr. Eliyahu Rips, um dos maiores especialistas mundiais em teoria de grupo - campo da matemática que está subjacente à física quântica. Foi confirmado por famosos matemáticos de Harvard, de Yale e da Universidade Hebraica. Foi

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duplicado por um decodificador sênior do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Foi aprovado por três níveis de revisores seculares de uma importante publicação matemática norte-americana.

O assassinato de Rabin não foi o único acontecimento moderno encontrado. Além dos assassinatos de Sadat e dos irmãos Kennedy, centenas de outros acontecimentos que comoveram o mundo também estão codificados na Bíblia - tudo, desde a Segunda Guerra Mundial ao escândalo de Watergate, do Holocausto à bomba de Hiroshima, do pouso na Lua à colisão de um cometa com Júpiter.

E o assassinato de Rabin não foi o único acontecimento encontrado antecipadamente. A colisão com Júpiter foi encontrada, com a data exata do impacto, antes que acontecesse; e as datas da Guerra do Golfo foram encontradas na Bíblia antes que a guerra começasse.

Isso não faz sentido no nosso mundo secular e eu, como não sou religioso, normalmente estaria entre os primeiros a descartar essas previsões como “febre milenarista”.

Mas eu já conhecia os fatos havia uns cinco anos. Passei muitas semanas com o matemático israelense, Dr. Rips. Aprendi hebraico e verifiquei o código em meu próprio computador, dia após dia. Conversei com aquele funcionário do Departamento de Defesa, que me confirmou a real existência do código da Bíblia. E fui a Harvard, a Yale e à Universidade Hebraica para encontros com os mais famosos matemáticos do mundo. Todos eles confirmaram que a Bíblia contém um código que revela o futuro.

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Eu não acreditei plenamente... até que Rabin foi assassinado. Eu próprio encontrei a predição de seu assassinato no código da Bíblia, um claro aviso de que ele seria morto no ano judaico que começou em finais de 1995, mas nunca cheguei a acreditar realmente que aquilo aconteceria. E quando ele foi morto, conforme predito e na data predita, meu primeiro pensamento foi, ‘Ah, meu Deus, é real!”

Não podia ser uma coincidência. As palavras assassino que assassinará” cruzam o nome “Yitzhak Rabin” na única vez em que esse nome completo aparece no Antigo Testamento. O código da Bíblia afirmava que ele seria assassinado no ano judaico que começava em setembro de 1995. E então, em 4 de novembro, Rabin estava morto.

Ilustração


YITZHAK RABIN - AMI R

O NOME DO ASSASSINO QUE ASSASSINARÁ NOME DO ASSASSINO

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O amigo de Rabin, Chaim Guri, contou-me que esse também foi seu primeiro pensamento quando o primeiro-ministro levou o tiro: o assassinato fora previsto.

Foi como uma facada no meu coração. Liguei para o chefe do gabinete, General Barak, e lhe disse: “O repórter americano sabia disso há um ano, eu contei ao Primeiro-ministro. Estava na Bíblia.

Quando encontrei a codificação do assassinato de Rabin, lembrei-me da primeira pergunta que meu editor me fizera: “E se você soubesse do assassinato de Sadat antes que acontecesse? Você poderia alertá-lo e evitar a tragédia?

Com Rabin, eu tentei e fracassei. Antes do assassinato, nunca fui - capaz de encontrar o nome do pistoleiro ou a data exata. Poucos dias após meu primeiro contato com o primeiro-ministro, o Dr. Rips e eu nos reunimos com o cientista-chefe do Ministério da Defesa de Israel, o General Isaac Ben-Israel. Procuramos detalhes. Mas a única coisa evidente era o ano predito para o crime.

Após a morte de Rabin, o nome de seu assassino - Amir – foi imediatamente encontrado no código da Bíblia. Esteve sempre ali, logo acima do nome de Rabin, mas oculto ao olhar.


Ilustração

O ASSASSINATO DE RABIN EM 5756 (1995/96 d.c.). FR

AMIR 0 TEL-AVIV...

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Mas “Amir” estava codificado no mesmo lugar que “Yitzhak Rabin” e “assassino que assassinará”. Além disso, as palavras “nome do assassino” apareciam no texto aberto da Bíblia, no mesmo versículo em que aparecia o nome “Amir” no texto oculto. E, também no mesmo versículo, o texto oculto afirmava, “Ele abateu, ele matou o primeiro- ministro”.

Chegava a ser identificado como um israelense que atirou à queima-roupa: “Seu assassino, um de seu povo, aquele que se aproximou.”

O código revelava quando e onde o crime aconteceria. “Em 5756”- o ano judaico que começou em setembro de 1995 - cruzava tanto “Tel-Aviv” como “assassinato de Rabin”. “Amir” aparecia de novo no mesmo local.

Mas, antes de Rabin ser morto, sabíamos apenas que o código da Bíblia predizia seu assassinato “em 5756”. E Rabin ignorou o sinal de aviso. - Rabin não vai acreditar em você - dissera-me seu amigo Guri quando lhe entreguei aquela carta. - Ele não é de modo algum um místico. E é um fatalista.

De todo modo, ainda não sei se o assassinato poderia ter sido impedido. Sei apenas aquilo que disse ao primeiro-ministro em minha carta: “Ninguém pode dizer se um acontecimento que está codificado é predeterminado ou se é somente uma possibilidade. Minha própria opinião é que se trata apenas de uma possibilidade que a Bíblia codifica todas as probabilidades e aquilo que nós fazemos determina o resultado real.”

Não fomos capazes de salvar a vida de Rabin. Mas de súbito, brutalmente, eu tive a prova absoluta de que o código da Bíblia era real.

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HÁ cinco anos, quando voei para Israel pela primeira vez, o código da Bíblia e a própria Bíblia eram o que mais distava dos meus pensamentos. Fui até lá para discutir o futuro da guerra com o chefe do Serviço de Informações de Israel.

Mas enquanto lá estava, soube de outro mistério, um mistério que subitamente arrastou-me vários milênios de volta no tempo - 3.200 anos para ser exato, até a época em que, conforme a Bíblia, Deus falou com Moisés no Monte Sinai.

Quando eu saía do quartel-general do Serviço de Informações, um jovem oficial meu conhecido deteve-me e disse:

- Há um matemático em Jerusalém que você deve ver. Ele descobriu a data exata em que começou a guerra do Golfo Pérsico... na Bíblia.

- Não sou religioso - respondi, entrando no carro.

- Nem eu - replicou o jovem oficial. - Mas aquele homem descobriu um código na Bíblia, com a data exata, três semanas antes que a Guerra do Golfo começasse.

Parecia inacreditável. Mas o jovem oficial do Serviço de Informações era tão secular quanto eu, e o homem que descobrira o código era considerado quase um gênio no mundo da matemática. Fui vê-lo. O Dr. Eliyahu (Eh) Rips é um homem modesto. Tão modesto que tende a dar aos outros o crédito por seu próprio trabalho, e ninguém nunca adivinharia que é um matemático de fama mundial. Quando o encontrei pela primeira vez, em junho de 1992, em sua casa nos arredores de Jerusalém, pensei que no final da tarde eu saberia que nada havia digno de mérito em sua alegação.

Rips tirou um livro da estante e leu-me um trecho que citava um sábio do século XVIII, um homem chamado Genius de Vilna: “A regra é que tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, até o fim dos tempos, está incluído na Torah da primeira à última palavra. E não só num sentido geral, mas nos detalhes de cada espécie e de cada um individualmente, com detalhes dos detalhes de tudo o que lhe aconteceu desde o dia de seu nascimento até sua morte.”

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Peguei uma Bíblia na mesa de seu escritório e lhe pedi que me mostrasse a Guerra do Golfo. Em vez de abrir a Bíblia, ele ligou o computador: - O código da Bíblia é um programa de computador - explicou-me.Na tela do computador apareceram letras hebraicas destacadas em cinco cores diferentes, criando um padrão de palavras cruzadas.

Rips estendeu-me a listagem do computador. “Hussein”, “Scuds” e “Míssil russo” estavam codificados juntos no Gênesis. Toda a se qüência codificada afirmava que “Hussein escolheu um dia”.

- Aqui no Gênesis, Capítulo 14, onde temos a história das guerras de Abraão contra os remos vizinhos, encontramos a data... “fogo no terceiro dia de Shevat”.

Rips levantou os olhos do computador e explicou-me.

- No calendário judaico, essa data é equivalente a 18 de janeiro de 1991. Foi o dia em que o Iraque lançou o primeiro míssil Scud contra Israel.

- Quantas datas você encontrou?

- Só essa, três semanas antes do começo da guerra.

- Mas, três mil anos atrás, quem saberia de uma guerra no GoWo Pérsico? E quem poderia saber que um míssil seria lançado em 18 de janeiro?

- Deus.
Ilustração

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O código da Bíblia foi descoberto na versão hebraica original do Antigo Testamento, a Bíblia tal como foi escrita em sua origem. Aquele livro, agora traduzido para todos os idiomas, é o alicerce de todas as religiões ocidentais. O código da Bíblia é ecumênico, a informação destina-se a todos nós. Mas o código existe somente em hebraico, pois este é o idioma original da Bíblia.

Rips disse-me que o primeiro indicio do codigo tinha sido encontrado havia mais de cinqüenta anos, por um rabino de Praga, Tchecoslováquia. O rabino, H. M. D. Weissmandel, notou que sal tando 50 letras e depois outras 50, e assim por diante, a palavra “Torah”estava soletrada no inicio do Livro do Gênesis aquela mesma sequencia de saltos tambem soletrava a palavra Torah no Livro do Êxodo. E tambem no Livro dos Números. E também no Livro do Deuteronômio.

- Ouvi falar disso totalmente pôr acaso, conversando com um rabino em Jerusalém - disse Rips. - Tentei encontrar o livro origi nal e finalmente descobri o único exemplar que existe, acho, na Biblioteca Nacional de Israel. Havia umas poucas páginas sobre o código, mas parecia interessante. Isso acontecera doze anos antes.

De inicio, tentei apenas contar letras como Weissmandel - disse Rips. - Você sabe, Isaac Newton também tentou descobrir um código na Bíblia. Ele a achava mais importante do que a suaTeoria do Universo.

Sir Isaac Newton, o primeiro cientista moderno, o homem que imaginou a mecanica do nosso sistema solar e descobriu a força da gravidade, estava certo de que havia um código oculto na Bíblia, o qual revelaria o futuro. Newton aprendeu hebraico e passou metade de sua vida tentando descobrir esse código.

Isso, na verdade, foi uma obsessão para Newton, segundo seu biógrafo doi John Maynard Keynes. Quando assumiu a reitoria da Universidade de Cambridge, Keynes descobriu os ensaios que Newton ali deixara 1 var ao se aposentar do cargo de reitor em 1696. Keynes ficou perplexo. Em sua maior parte, os milhões de palavras escritas pelo próprio punho de Newton não tratavam de matemática nem de astronomia,

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mas de teologia esotérica. Revelavam que o grande fisico acreditava que, oculta na Bíblia, estava uma profecia da história humana. Newton, disse Keynes, estava certo de que a Bíblia, na verdade, todo o Universo, era “um criptograma criado pelo Todo-poderoso” e queria “ler o enigma da Divindade, o enigma dos acontecimentos passados e futuros, predeterminados pela mão divina”. Newton pesquisava ainda o código da Bíblia quando morreu. Mas sua busca de toda a vida fracassou, qualquer que tenha sido o modelo matemático por ele aplicado.

Rips teve êxito. A descoberta que escapou a Sir Isaac Newton e foi feita por Eliyahu Rips porque este tinha a ferramenta essencial que faltava a Newton - o computador. O texto oculto da Bíblia foi codi ficado com uma especie de fechadura com controle de tempo . Nao podia ser aberta ate o computador ter sido inventado.

- QUANDO recorri ao computador, achei a brecha - explicou Rips. - Encontrei palavras codificadas, numa quantidade muito maior do que permitido pelo acaso randômico da estatística, e então soube que estava chegando a algo de real importância.

- Foi o dia mais feliz da minha vida - continuou Rips, que emigrou da Russia para Israel há mais de vinte anos e ainda fala com um sotaque mesclado de russo e israelense.

Embora seja um homem religioso que escreve duas letras hebraicas e no canto superior direito de cada folha de cálculos, agradecendo a Deus, a matemática também é sagrada para Rips, assim como era para Newton.

E Rips disse-me que tinha desenvolvido um sofisticado modelo ma temático que, quando implementado por um programa de computador, confirmara que o Antigo Testamento está realmente codificado. Mas ele não conseguia achar a brecha final, uma maneira de pro var a realidade de modo simples e elegante. Foi então que conheceuoutro israelense, Doron Witztum. Embora seja físico, Witztum não está ligado a nenhuma universidade e, comparado com Rips, é um desconhecido no mundo da ciência. Mas foi Witztum quem

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completou o modelo matemático, e Rips o considera “um gênio igual a Rutherford”. Ele me passou uma cópia de sua experiência original, Seqüências Alfabéticas Eqüidistantes no Livro do Gênesis”. O resumo na capa dizia, “A análise randômica indica que informações ocultas estão entremeadas no texto do Gênesis, sob a forma de seqüências alfabéticas eqüidistantes. O efeito é significativo em 99,998%.”

Li o ensaio enquanto estávamos sentados na sala de sua casa. O programa que Rips e seus colegas tinham feito foi buscar os nomes de 32 grandes sábios, dos tempos bíblicos aos tempos modernos, para determinar se seus nomes, bem como as datas de nascimento e morte, estavam codificados no primeiro livro da Bíblia. Buscaram os mesmos nomes e as mesmas datas na tradução hebraica de Guerra e Paz e em dois textos originais hebraicos. Na Bíblia, os nomes e as datas estavam codificados juntos. Em Guerra e Paze nos outros dois livros, isso não acontecia. E descobriram que, em última análise, as probabilidades de encontrar randomicamente as informações codificadas eram de 1 em 10 milhões.

Na experiência final, Rips pegou os 32 nomes e as 64 datas e os misturou em 10 milhões de combinações diferentes, de modo que 9.999.999 seriam incompatíveis e só um emparelhamento seria correto. Ele então rodou esse programa no computador para ver quais dos 10 milhões de exemplos alcançariam um resultado melhor - e só os nomes e datas corretos se uniram na Biblia.

- Nenhum dos emparelhamentos randômicos combinava - disse Rips. -Os resultados foram zero versus 9.999.999 ou 1 em 10 milhões.

UM decodificador sênior da secretíssima Agência de Segurança Nacional, o posto de escuta clandestina do governo dos Estados Unidos, ouviu falar da espantosa descoberta em Israel e decidiu investigá-la.

Harold Gans passara sua vida criando e desvendando códigos para o Serviço de Informações norte-americano. Era formado em estatística. Falava hebraico. E acreditava que o código da Bíblia

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era um “embuste, uma farsa ridícula”. Gans estava certo de que poderia provar que o código não existia. Escreveu seu próprio programa de computador e buscou as mesmas formações que os israelenses tinham encontrado. Ficou surpreso. Tudo estava ali. As datas em que aqueles sábios tinham nascido e morrido estavam codificadas junto com seus nomes. Gans não conseguia acreditar. Decidiu buscar informações totalmente novas no código da Bíblia, a fim de expor a falha da experiência de Rips e talvez mesmo revelar uma possível mistificação.

- Se fosse real disse Gans -, então imaginei que as cidades onde aqueles homens tinham nascido e morrido também deveriam estar codificadas. Numa experiência que levou 440 horas, Gans verificou não só os nomes dos 32 sábios usados na experiência final de Rips, mas também outros de uma lista anterior, checando os nomes dos 66 homens nas cidades. E os resultados o fizeram acreditar.

- Senti um arrepio na espinha relembra Gans. No código da bíblia, as cidades também combinavam com os nomes dos sábios. Esse decodificador do Pentágono, usando seu próprio programa computador, tinha duplicado independentemente os resultados dos aelenses. Homens que viveram centenas ou milhares de anos depois e a Bíblia foi escrita estavam codificados em detalhes. Rips encontrara as datas. Gans encontrara as cidades. O código da Bíblia era real. “Concluímos que estes resultados corroboram os resultados reportados por Witztum, Rips e Rosenberg”, escreveu Gans no relatório sobre sua investigação.

- Quando avaliei o código da Bíblia, disse ele mais tarde, eu estava fazendo o mesmo tipo de trabalho que fazia no Departamento de Defesa. De início, eu estava 100% cético - disse o decodificador do pentágono. - Pensei que aquilo era idiota. Fui em frente para desacreditar o código e acabei comprovando-o. CODIFICADAS na Bíblia, há informações sobre o passado e sobre o futuro, de uma maneira que está matematicamente além do acaso Tidômico e que não é encontrada em nenhum outro texto.

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Rips e Witztum submeteram seu ensaio ao importante boletim matemático norte-americano StatisticalScience. O editor, Robert Kass, professor em Carnegie-Melion, mostrou-se cético. Mas decidiu mandá lo verificar por outros especialistas, o processo de revisão por uma pessoa da área, usual nas publicações científicas sérias. Para surpresa de Kass, o ensaio Rips-Witztum foi aprovado, O primei ro avaliador disse que a matemática era sólida. Kass chamou um segundo especialista. Este também afirmou que os números se sustentavam. Kass fez algo sem precedentes - chamou um terceiro especialista.

- Nossos avaliadores ficaram desconcertados - disse Kass. - Todas as suas crenças os levavam a pensar que o Livro do Gênesis não poderia conter referências significativas sobre indivíduos dos tempos modernos. Porém, quando os autores realizaram verificações adicio nais, o efeito persistiu.Kass enviou uma mensagem, via E-mail, aos israelenses: “Seu ensaio foi aprovado pelos três avaliadores. Vamos publicá-lo.”

Apesar do ceticismo automático dos matemáticos seculares, ne nhum deles conseguiu encontrar falhas na matemática. Nenhum de les conseguir fazer perguntas sobre a experiência que ficassem sem resposta. Nenhum deles conseguiu descartar o surpreendente fato de que a Bíblia estava codificada - de que a Bíblia revelava acontecimentos que ocorreram após ela ter sido escrita.

A Bíblia está construída como um gigantesco problema de palavras cruzadas. Está codificada do começo ao fim, com palavras que se conectam para contar uma história oculta. Rips explicou que cada código é um caso de ir adicionando cada quar ta letra, ou décima segunda ou qüinquagésima letra, para formar uma palavra. Saltam-se x espaços, e outros x espaços, e outros x espaços, e a mensagem oculta é soletrada. Tal como ocorre neste parágrafo.*Começando com a primeira letra do parágrafo acima (no original inglês)» salta-se cada três letras e o código é revelado: Rips ExplAineD thaT eacH codE is a Case OfadDing Every fourth or twelfrh or fiftieth letter to form a word. A mensagem oculta é: “READ THE CODE” (Leia o código).

O CÓDIGO DA BÍBLIA 25

No entanto, trata-se de mais do que um simples código de saltar letras. Entrecruzando todo o texto conhecido da Bíblia, oculta sob o hebraico original do Antigo Testamento, está uma rede complexa de palavras e frases, uma nova revelação. Há uma Bíblia por trás da Bíblia. A Bíblia não é apenas um livro - é também um programa de computador. Foi primeiro talhada na pedra e escrita à mão num rolo pergaminho, e finalmente impressa em forma de livro, esperando que nós a alcançássemos através da invenção do computador. Agora pode ser lida como sempre o pretendia.

Para encontrar o código, Rips eliminou todos os espaços entre as palavras, transformando todo o texto bíblico original num único fluxo contínuo de letras, 304.805 ao todo. Ao fazê-lo, ele estava na verdade reconstituindo a Torah na forma os grandes sábios dizem ser sua forma original. Segundo a lenda, assim que Moisés recebeu de Deus a Bíblia - “palavras contíguas, sem quebras”.

Nesse fluxo de letras, o computador procura nomes, palavras e frases ocultas, através de códigos de saltar palavras. Ele começa com a primeira letra da Bíblia e procura todas as possíveis seqüências de palavras soletradas com saltos de 1, 2, 3 letras, subindo sempre - até muitos milhares. Depois repete a busca começando com a próxima letra, e repete o processo muitas e muitas vezes até chegar à ultima letra da Bíblia. Após encontrar a palavra-chave, o computador pode então procurar informações correlatas. Uns depois dos outros, ele encontra nomes, datas e lugares conectados, codificados juntos - Rabin, Amir, Aviv, o ano de seu assassinato, tudo no mesmo trecho da Bíblia. O computador classifica as combinações entre as palavras, usando testes - quão próximas estão umas das outras, e se os saltos que conduzem a busca são os mais curtos. Rips explicou como funciona o processo, usando a Guerra do Golfo como exemplo: - Pedimos ao computador para procurar “Saddam Hussein”. E buscamos palavras correlatas para ver se elas apareciam juntas de maneira que fosse matematicamente significativa. Com a Guerra

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do Golfo, encontramos Scuds e mísseis russos, e a data em que essa guerra começaria estava codificada junto com o nome Hussein. As palavras formavam um problema de palavras cruzadas. Coerentemente, o código da Bíblia traz juntas palavras entrelaçadas que revelam informações correlatas. Com BilI Clinton, presidente. Com pouso na Lua, nave espacial e Apolo 11. Com Hitler, nazismo. Com Kennedy, Dallas.

Experiência após experiência, os problemas de palavras cruzadas foram encontrados somente na Bíblia. Não em Guerra e Paz nem em qual quer outro livro, e nem em 10 milhões de testes gerados por computador.

Segundo Rips, há um número infinito de informações codificadas na Bíblia. Cada vez que um novo nome, palavra ou frase é descoberto no código, forma-se um novo problema de palavras cruzadas. As pala vras correlatas se cruzam no sentido vertical, horizontal e diagonal.

PODEMOS usar o assassinato de Rabin como estudo de caso. Primeiro, pedimos que o computador procure na Bíblia o nome

“Yitzhak Rabin”. Apareceu uma única vez, com uma seqüência de saltos de 4.772 letras.
Ilustração

YITZHAK RABIN

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O computador dividiu a Bíblia inteira - todo o fluxo de 304.805 letras - em 64 fileiras de 4.772 letras. A listagem do código da Bíblia é um instantâneo do centro daquela matriz. No meio do ins tantâneo está o nome “Yitzhak Rabin”, com cada letra dentro de um círculo.

Se “Yitzhak Rabin” fosse soletrado com um código de saltos de

10, então cada fileira teria 10 letras de comprimento. Se o salto fosse de 100, então as fileiras teriam 100 letras de comprimento. E cada vez que as fileiras são rearranjadas, cria-se um novo conjunto de palavras e frases entrelaçadas.

Cada palavra do código determina o modo como o computador apresenta o texto da Bíblia, determina qual problema de palavras cru zadas será formado. Há três mil anos, a Bíblia foi codificada de modo tal que a descoberta do nome de Rabin revelasse automaticamente algumas informações correlatas.

Cruzando o nome “Yitzhak Rabin”, encontramos as palavras “assassino que assassinara . Elas aparecem no quadro abaixo, com cada letra dentro de um quadrado:

IIustração


ASSASSINO QUE ASSASSINARÁ

As probabilidades contra o nome completo de Rabin aparecer juntocom a predição de seu assassinato eram de pelo menos 3.000 para 1.



  1. O CÓDIGO DA BÍBLIA

Os matemáticos dizem que 100 para 1 está além do acaso. O teste mais rigoroso já usado é de 1.000 para 1.

Voei até Israel para alelrtar Rabin em P de setembro de 1994. Mas foi só depois de ele ter sido assassinado, ano mais tarde, que des cobrimos o nome de seu assassino. Amir estava codificado no mes mo trecho, junto com “Yitzhak Rabin” e “assassino que assassinará”.


IIustração


O YITZHAX RABIN O (ASSASSINO) QUE ASSASSINARA ANIR

O nome de Amir esteve ali por três mil anos, esperando que o encontrássemos. Mas o código da Bíblia não é uma bola de cristal - não se pode encontrar coisa alguma sem saber o que se procura.

CLAIWVIENTE, não é Nostradamus, não é como as palavras “Uma es trela erguer-se-á no Leste e um grande rei cairá”, que mais tarde po dem ser lidas de modo a significarem qualquer coisa que tenha real mente acontecido.

Ao contrário, havia detalhes tão precisos quanto a história repor tada pela rede CNN - o nome completo de Rabin, o nome de seu assassino, o ano em que ele foi morto. Tudo (exceto Amir) encontra do antes que acontecesse.

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E, ainda assim, era difícil de acreditar. Perguntei a Rips se não seria possível encontrar informações similares em outros textos quais quer, combinações randômicas de letras que não tivessem sentido real. Talvez a descoberta da data da Guerra do Golfo, e mesmo o assassina to de Rabin, fossem apenas uma coincidência.Rips tirou uma moeda do bolso, jogou-a para cima e explicou:

- Se esta moeda está “limpa”, ao cair na mesa ela deve dar cara metade das vezes e metade das vezes dar coroa. Se eu a jogar vintevezes e toda vez der cara, então você pode assumir que a moeda está viciada . A prova de que o mesmo lado apareça vinte vezes seguidas é menos de uma num milhão. . .- A Biblia continuou como a moeda viciada . A Biblia está codificada. Ele citou sua experiência original, os sábios codificados no Gênesis:- A outra única possibilidade é ter acontecido um evento randômico... que nós, por acaso, tenhamos encontrado a melhor com binação de 32 nomes e 64 datas... e isso só aconteceria uma vez em 10 milhões.

Mas, se Rips está certo, se existe um código da Bíblia, se ela prediz o futuro, então a ciência convencional ainda não o pode explicar. Não é de surpreender que alguns cientistas convencionais não o aceitem. Um deles, o estatístico australiano Avraham Hasofer, atacou o código da Bíblia antes que Rips publicasse sua experiência, antes que a evidência matemática fosse conhecida. “Certos tipos de padrões precisam inevitavelmente ocorrer em grandes conjuntos de dados”, disse ele. “Não se pode encontrar um arranjo de dígitos ou letras sem um padrão, assim como não se pode encontrar uma nuvem sem forma.” De todo modo , disse Hasofer, o uso de um teste estatistico em questões de fé acarreta graves problemas.”Rips diz que a crítica de Hasofer está errada quanto à ciência, e errada quanto à religião. Observa que Hasofer nunca fez um teste estatístico, nunca verificou a matemática e nunca viu o código da Bíblia em si. - É claro que podemos encontrar combinações randômicas de letras em qualquer texto - diz Rips. - É claro que encontraremos “Saddam Hussein” em qualquer banco de dados suficientemente gran

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de, mas não encontraremos “Scuds”, “mísseis russos” e o dia em que a guerra começou, tudo no mesmo lugar, com antecedência. Não importa se estamos procurando num texto de 100 mil ou 100 milhões de letras, nunca encontraremos informações coerentes... exceto na Bíblia.

Hoje em dia, grande parte da humanidade assume que a Bíblia é apenas folclore antigo, mito, e que a ciência é a única imagem confiável da realidade. Outros dizem que a Bíblia, por ser a palavra de Deus, deve ser verdadeira e, portanto, a ciência deve estar errada. Eu acho que finalmente chegamos a compreender as duas bastante bem... religião e ciência virão juntas... teremos uma Teoria de Campo Unificado. Nos quase três anos que se passaram desde que o ensaio Rips Witztum foi publicado, ninguém apresentou qualquer refutação ao boletim matemático.

Os principais cientistas que examinaram realmente o código da Bíblia o confirmam. O decodificador do Pentágono, os três avaliadores do bole tim matemático, os professores de Harvard, Yale e da Universidade Hebraica, todos eles começaram céticos e acabaram acreditando.

EINSTEIN disse certa vez: “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão, embora persistente.” O tempo, afirmou Einstein, não é de modo algum aquilo que parece ser. O tempo não flui numa única direção, e o futuro existe simultaneamente com o passado.

O outro grande fisico que definiu nosso Universo, Newton, não só dizia que o futuro já existe, mas acreditava que poderia ser conhe cido com antecedência; e, na verdade, ele próprio buscou na Bíblia o código oculto que revelaria o futuro.

Alguns cientistas de hoje, incluindo o maior fisico do mundo atu al, Stephen Hawking, acreditam que as pessoas um dia serão realmente capazes de viajar no tempo. “A viagem no tempo”, diz Hawkings, “talvez esteja dentro de nossa capacidade no futuro.”

E possível que o poeta T. S. Eliot esteja certo: “Tempo presente e

tempo passado / Ambos talvez presentes no tempo futuro / E o tempo futuro talvez contido no tempo passado.”

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Mas eu não estava preparado para acreditar que o futuro estivesse codificado na Bíblia sem aquele tipo de prova em que um repórter confia, a informação que pode ser verificada no mundo real.

Passei toda uma semana com Rips, trabalhando com ele em seu computador. Pedi-lhe para encontrar coisas relacionadas com os acontecimentos atuais do mundo, com um cometa que acabava de ser visto, com a ciência moderna, e uma vez depois da outra ele encontra va a informação que eu pedia codificada no Antigo Testamento. Quan do verificávamos o texto de controle, Guerra e Paz, a informação não estava lá. Quando verificávamos a Bíblia, a informação estava lá.

Naquela semana, e em seis viagens subseqüentes a Israel, e nas minhas próprias investigações nos cinco anos seguintes, encontramos dez, e de pois cem, e depois mil acontecimentos mundiais codificados na Bíblia. Era possível, num dia qualquer, pegar o New York Times ou o Jerusalem Post e, se a história nas manchetes fosse suficientemente importante, encontrá-la codificada num documento que foi escrito há três mil anos.

As informações, uma vez depois da outra, provaram ser tão exatas quanto os relatos dos jornais, os nomes, os lugares, as datas, tudo codificado do Gênesis ao Deuteronômio. E às vezes eram descobertas com antecedência.

SEIS meses antes das eleições de 1992, o código revelou a vitória de Bill Clinton. Conectado a Clinton estava seu futuro titulo: presidente


Ilustração

CLINTON PRESIDENTE

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O grande tumulto nos Estados Unidos em época recente, a queda de Richard Nixon devido ao escândalo de Watergate, também está codificado na Bíblia. “Watergate” aparece junto com “Nixon” e com o ano em que ele foi forçado a renunciar, 1974.

No local em que “Watergate” está codificado, o texto oculto da

Bíblia faz uma pergunta: “Quem é ele? Presidente, mas foi expulso.”

Ilustração

WATERGATE. QUEM É ELE? PRESIDENTE - MAS FOI EXPULSO
A Grande Depressão está codificada junto com o colapso do met cado acionario. Colapso economico e Depressao aparecem juntos na Bíblia, com a palavra “Ações”. O ano em que a Depressão come çou, 1929 (“5690” no calendário judaico), está codificado no mesm local.

Mas os triunfos do homem, tais como o pouso na Lua, também estão codificados. “Homem na Lua” aparece junto com “Nave espaci al” e “Apoio 11”. Mesmo a data em que Neil Armstrong deu o primei ro passo na superfície lunar (20 de julho de 1969) está na Bíblia.

As palavras de Armstrong, “Um pequeno passo para mim, um grande salto para a humanidade”, encontram eco na Bíblia. No trecho em que está codificada a data em que ele pôs os pés na Lua, as palavras biblicas que cruzam Lua sao - Feito pela humanidade, feito por um homem - Está tudo codificado no G junto com “Apolo 11”, no trecho em que Deus diz a Abraão, “Levanta os teus olhos para os céus, e conta as estrelas, se és capaz...”

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Ilustração

COLAPSO ECONÔMICO - A DEPRESSÃO 1929 - AÇÕES

Nos anos que se seguiram à minha primeira viagem a Israel, conti nuei pesquisando o código da Bíblia por minha própria conta, não como um matemático, mas como um repórter investigador que veri fica os fatos.

O que está sujeito a prova e pode ser definido além da matemática são as informações sobre o passado recente e o futuro próximo. Em dois anos de investigações, encontrei algo cósmico predito no código - e então observei-o acontecer no mundo real.

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Ilustração

HOMEM NA LUA - NAVE ESPACIAL


Em julho de 1994, o mundo testemunhou a maior explosão já vista no nosso sistema solar. Um cometa bombardeou Júpiter com força superior a um bilhão de megatons, criando bolas de fogo do tamanho da Terra.

Eu mesmo tinha encontrado a codificação Júpiter/cometa na Bíblia, dois meses antes da colisão, usando um programa de computador que fora escrito para mim em Israel, baseado no modelo matemático de Rips.

A colisão estava codificada duas vezes, uma no Livro do Gênesis e outra no Livro de Isaías. O cometa, “Shoemaker-Levy”, parecia ambas as vezes com seu nome completo - os nomes dos astrônomos que o

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descobriram em 1993 - e seu impacto com Júpiter era apresentado graficamente. No código da Bíblia, o nome do planeta e o nome do cometa se cruzam duas vezes. Em Isaías, a data exata do impacto era afirmada com antecipação: 16 de julho

Ilustração

O SHOEMAKER-LEVY BATERÁ EM JÚPITER [ 8 DE AV (16 DE JULHO DE 1994)

O evento que os astrônomos foram capazes de predizer com ante cipação de poucos meses, o código da Bíblia predissera exatamente três mil anos antes que ocorresse.

Esta descoberta foi tão dramática que me fez voltar a acreditar em tudo. Durante aqueles dois anos de investigação, eu estava sempre me perguntando: “Será que isso é mesmo verdade? Teria alguma inteli gência não-humana realmente codificado a Bíblia?” Cada manhã eu acordava duvidando de tudo, apesar das provas esmagadoras.

Poderia ser uma mistificação? Não seria uma nova revelação, massim um outro Diário de Hitler, algum Clifford Irving cósmico?

Os rabinos e os professores nunca chegaram a um acordo quanto às origens da Bíblia. As autoridades religiosas dizem que os cinco pri meiros livros - Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio - foram escritos por Moisés há mais de três mil anos. As autoridades acadêmicas dizem que foram escritos por muitas mãos diferentes ao longo de várias centenas de anos. O debate tornou-se irrelevante.

Toda bíblia hebraica que hoje existe é a mesma, letra por letra.

Uma Torah - os cinco primeiros livros - não poderá ser utilizada se

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Ilustração

O SHOEMAKER-LEVY () JÚPITER O

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uma única letra estiver ausente ou fora de lugar. E o código da Bíblia utiliza esse texto hebraico hoje universalmente aceito. Detalhes do mundo de hoje estão codificados num texto que fi gravado na pedra por centenas de anos e que existe há milênios. Há uma versão completa, datada de 1008 d.C., que é praticamente igual, e fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento comple to, exceto um, foram encontrados entre os Pergaminhos do Mar Morto, que têm mais de dois mil anos de idade. Desse modo, o texto utilizado no programa de computador aquele no qual encontrei a data exata (16 de julho de 1994) da colisão do cometa com Júpiter foi escrito muito antes que o homem con templasse os céus através de um telescópio. Qualquer mistificação é descartada simplesmente porque exigiria um falsificador que pudesse ver o futuro. Nenhum falsificador codificou a colisão com Júpiter, nem há dois mil anos, nem há duzentos anos, nem dois meses antes que ela ocorresse. Uma vez mais, eu estava certo disso.

Fui ver Rips na Universidade de Colúmbia. Ele ali estava como pro fessor visitante, ocupando o mesmo gabinete no prédio da matemática que fora ocupado pelo presidente da Sociedade Matemática Americana, Lipman Bers, o homem que organizara, 26 anos antes, a campanha internacional que acabaria por libertar Rips de uma prisão soviética. Enquanto jovem universitário na União Soviética, Rips fora preso em 1968 durante uma demonstração contra a invasão da Tchecosováquia. Passara os dois anos seguintes como prisioneiro político. Sua libertação e permissão para emigrar para Israel só se tornaram possíveis graças à intercessão de matemáticos do Ocidente. Professor na Universidade Hebraica de Jerusalém, Rips também lecionou nas Universidades de Chicago e Berkeley, e é respeitado no mundo da matemática.

Em seu gabinete na Universidade de Colúmbia, Rips contemplava minha listagem sobre a colisão do cometa com Júpiter. - Isso é excitante - disse ele, às vezes tão cheio de reverência quanto eu pela precisão do código da Bíblia. Os astrônomos sabiam que o cometa atingiria Júpiter porque tinham traçado sua trajetória, e sabiam quando ocorreria a colisão por que podiam medir a velocidade do cometa. Mas quem quer que tenha

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codificado a Bíblia tinha a mesma informação milhares de anos antes que isso fosse possível, milhares de anos antes de Shoemaker e Levy descobri rem o cometa; senão, como poderia a Bíblia codificar a data do impacto?:

Esta era, é claro, a grande pergunta: Como poderia o futuro ser conhecido?

Fui com Rips ver um dos principais matemáticos de Harvard, David Kazhdan. Kazhdan disse-me acreditar que o código da Bíblia era real, mas que era incapaz de explicar como funcionava.

Parece que a Bíblia foi codificada há três mil anos, com infor mações sobre acontecimentos futuros - disse Kazhdan. - Eu vi os resultados. Não existe base científica para desafiar este código. Eu acho que ele é real.

- Como ele funciona? - perguntei.

- Não sabemos - respondeu Kazhdan. - Mas reconhecemos a existência da eletricidade cem anos antes de podermos explicá-la. Perguntei a Rips e Kazhdan como alguém, homem ou Deus, po deria ver aquilo que ainda não existe. Eu sempre assumi que o futuro não existe até que ele aconteça.

A primeira resposta de Rips foi teológica: - O mundo foi criado. O Criador não está confinado pelo tem po ou espaço. Para nós, o futuro não existe. Para o Criador, todo o

universo do começo ao fim é visto numa só pincelada.

Kazhdan deu uma explicação newtoniana:

A ciência aceita que, se conhecemos a posição de cada átomo e molécula, podemos prever tudo. No mundo mecânico, se conhece mos a posição e velocidade de um objeto... seja uma bala de revólver ou um foguete rumo a Marte... então podemos também saber preci samente quando ë onde ele chegará. Assim, neste sentido não há pro blema algum em conhecer o futuro.

E acrescentou: - Mas se você me perguntar se eu fico surpreso com o fato de o futuro estar codificado na Bíblia, é claro que sim.

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1. Piatetski-Shapiro, um dos maiores matemáticos de Yale, também confirma o código da Bíblia, mas fica igualmente espantado pela re velação de acontecimentos que ocorreram muito depois que a Bíblia foi escrita.

- Acredito que o código é real - disse Piatetski-Shapiro. - Eu vi os resultados, e eram surpreendentes. As predições do futuro, de Hitler e do Holocausto.

Ilustração

HITLER HOMEM MAU NAZISTA E INIMIGO MASSACRE
O israelense que trabalha com Rips, Doron Witztum, fez uma extensa busca por Holocausto no codigo da Biblia, e encontrou-o explicado num nível extraordinário de detalhes.

“Hitler” e “Nazista” estavam codificados junto com “Massacre”. A expressão “Na Alemanha” surgiu codificada junto com “Nazistas” e Berlim . E o nome do homem que comandou os campos de concen traçao, Eichmann , estava codificado junto com Os fornos e Exterminio

A expressão “Em Auschwitz” estava codificada no local em que o texto aberto da Bíblia decreta “um fim a toda carne”. Mesmo os detalhes técnicos da “solução final” ali estavam. O gás usado para matar os judeus, “Zyklon B”, estava codificado junto com “Eichmann”.

Piatetski-Shapiro tinha visto estas descobertas e estava perplexo:

- Como matemático, meu instinto me diz que há algo real aqui.

Mas o professor de Yale não conseguia explicar como a coisa era feita:

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- Não há como explicar, dentro das leis conhecidas da matemática, a visão do futuro. A física newtoniana é simples demais para explicar um conjunto tão complexo e detalhado de previsões. A fisica quântica tampouco é suficiente. Estamos falando, aqui, de alguma inteligência fora do comum.

O matemático calou-se por alguns instantes, e depois disse:

- Acho que esta é a única resposta... que Deus existe.

- O senhor acha que algum dia seremos capazes de explicá-lo em termos puramente científicos? - perguntei.

- Duvido. Talvez parte dele, mas uma parte sempre permanecerá desconhecida.

E acrescentou: - É possível, em teoria, acreditar no código da Bíblia sem acredi tar em Deus. Mas se assumimos que Deus existe, não precisamos res ponder à pergunta: Quem pode ver o futuro? SE o futuro pode ser previsto, poderá também ser mudado? Se soubéssemos sobre Hitler de antemão, poderíamos ter evitado a Segunda Guerra Mundial? Rabin ou Kennedy poderiam ter sido salvos das balas dos assassinos?

Mesmo se Amir ou Lee Harvey Oswald tivessem sido descobertos de antemão no código da Bíblia, poderiam ter sido detidos? Havia uma probabilidade alternativa - de que os atiradores fossem apanha dos, de que Rabin ou Kennedy vivessem?

A questão é saber se o código da Bíblia nos diz o que acontecerá ou talvez aconteça, se ele apresenta um futuro predeterminado ou se prediz todos os futuros possíveis. Os fisicos vêm mantendo o mesmo debate desde que Werner Heisenberg formulou seu famoso Princípio da Incerteza. Stephen Hawking o definiu em termos leigos: “Certamente não podemos pre dizer os acontecimentos futuros com exatidão, pois nem sequer pode mos medir com exatidão o atual estado do Universo!”

A maioria dos cientistas acredita que o Princípio da Incerteza é

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uma propriedade fundamental e inescapável do mundo. E esse Princípio afirma que não existe um único futuro, mas sim muitos futuros possíveis.

Hawking assim o expressa: “A mecânica quântica não prediz um único resultado definido para uma observação. Em vez disso, prediz inúmeros diferentes resultados possíveis, e nos diz como cada um deles provavelmente é. Será que o código da Bíblia, tal como a física quântica, apresenta todas as probabilidades? Ou as predições codificadas estão entalhadas na pedra? Algumas predições, como o assassinato de Rabin, ocorrem claramente. Será que todas as predições se tornam realidade?

Ainda não temos experiência suficiente com o código da Bíblia

para saber as respostas, mas mesmo a regra aparentemente rígida do Princípio da Incerteza talvez não se aplique ao código.

No fim, é possível que toda a ciência convencional, na verdade todos os conceitos convencionais de realidade, sejam irrelevantes. Se algum ser que permanece fora do sistema, fora das nossas três dimen sões, fora do tempo, codificou a Bíblia, então o código não obedece ria nenhuma das nossas leis, científicas ou não.

Mesmo Hawking admite que as regras do acaso talvez não se apliquem a Deus: “Podemos ainda imaginar que há um conjunto de leis que determina todos os acontecimentos, feito por algum ser supra- natural.” Se admitimos que não estamos sós - que existe no Universo uma inteligência além da nossa tudo o mais precisa ser reexaminado. E o maior cientista do nosso tempo, Einstein, nunca aceitou que o Universo fosse governado pelo acaso.

“A mecânica quântica por certo se impõe”, disse Einstein. “Mas uma voz interior me diz que ainda não é bem isso. A teoria diz muitas coisas, mas não nos aproxima realmente do segredo do ‘Velho’.” Deus , disse Einstein, nao joga dados.

PODERIA realmente existir um código na Bíblia que registrasse os acontecimentos milhares de anos antes que eles ocorressem, que contasse

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nossa história com antecipação, que pudesse agora revelar um futuro que para nós ainda não existe? Fui ver o mais famoso matemático de Israel, Robert J. Aumani.

Ele é um dos especialistas mundiais na Teoria dos Jogos, e membro da Academia de Ciências tanto de Israel quanto dos Estados Unidos. O código da Bíblia é simplesmente um fato - disse Aumani E continuou: A ciência é impecável. Os resultados de Rips são tremend mente significativos, além de tudo o que se costuma ver na ciênci Eu li o material dele de ponta a ponta, e os resultados são diretos claros. “Estatisticamente, estão bem além do que é costume exigir. O padrão mais rigoroso já aplicado é 1 em mil. Os resultados de Rips são significativos ao nível de 1 em 100 mil, pelo menos. Não se vêem resultados assim nas experiências científicas usuais. “É muito importante tratar esta experiência como qualquer outra experiência científica... com muita frieza, de modo muito metódico testando e observando os resultados. Tanto quanto posso ver, o código da Bíblia é simplesmente um fato.

“Estou falando como um contador. Chequei os livros e está tudo Ok, disse Kosher. Não só Kosher, mas Glatt Kosher.”

Aumann estivera cético. De início, não conseguia acreditar que um código na Bíblia revelasse o futuro. Ele disse: - Vai contra toda a minha formação de matemático e mesn contra o pensamento religioso com o qual me sinto bem. É diferen de todas as coisas conhecidas pela ciência. Nunca houve nada igual em todas as centenas de anos da ciência moderna.

Aumann conversou com grandes matemáticos em Israel, nos Estados Unidos, no mundo todo. Nenhum deles conseguiu encontr uma única falha na matemática do modelo. Ele acompanhou trabalho de Rips durante anos, e continuou a investigá-lo por meses fio.

Finalmente, em 19 de março de 1996, o mais famoso matemático de Israel declarou à Academia Israelita de Ciências: “O código Bíblia é um fato estabelecido.”

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AINDA há muito que ninguém sabe sobre o código da Bíblia. Rips, que sabe mais do que qualquer outro, diz que é como um gigantesco quebra-cabeça com milhares de peças, das quais temos apenas umas poucas centenas.

Quando o código da Bíblia se tornar amplamente conhecido e as pessoas tentarem usá-lo para predizer o futuro, elas deverão saber que é complicado - diz Rips. -Talvez todas as probabilidades este jam lá, e aquilo que fazemos talvez determine o que realmente aconte cerá. Talvez o código tenha sido feito deste modo para preservar nosso livre-arbítrio.

“A pior coisa que poderia acontecer é algumas pessoas interpre tarem aquilo que encontram no código da Bíblia como manda mentos, como ordens quanto ao que elas devem fazer... e não se trata disso, são apenas informações e talvez sejam apenas probabi lidades. Mas se todas as probabilidades estiverem no código da Bíblia, isso apenas faz a grande pergunta subir para um novo nível. Como pode ria cada momento da história humana estar codificado? No amplo movimento da História, até mesmo o assassinato de Rabin, o pouso na Lua e Watergate não passam de simples momentos. Como pode riam estar, todos eles, codificados num único livro?

Perguntei a Rips se existiria um limite para as informações conti das no código, quanto de nossa História estaria oculto na Bíblia. - Tudo - respondeu o matemático. Citou novamente a frase que tinha lido para mim quando nos conhecemos, as palavras de Genius de Vilna, sábio do século XVIII: “Tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, até o fim dos tempos, está inclúído na Torah.”

Como era possível isso, se o texto original do Antigo Testamento continha apenas 304.805 letras? - Em tese, não há limite algum para a quantidade de informa ções que podem ser codificadas - disse Rips. Pegou meu bloco e começou a escrever uma equação. - Se temos um conjunto finito, podemos procurar pelo conjunto de potências e pelo conjunto de todos os seus subconjuntos. E cada elemento de cada conjunto pode estar a intervalos diversos.

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No bloco, ele tinha escrito a fórmula:

5, P(S), P(P(S)) = P PK(S)

Não entendi a matemática, mas captei o sentido. Mesmo com um banco de dados limitado, poderia haver um número infinito de combinações e permutações.

- Pelo menos dez ou vinte bilhões - disse Rips, e explicou sentido daquele número: - Se você começar a contar a partir do um e nunca parar, dia e noite, levará cem anos para contar até três bilhões.

Em outras palavras, o código da Bíblia contém mais informação do que poderíamos contar, muito menos encontrar, durante vári vidas. E isso sem levar em conta os “problemas de palavras cruzada que se criam quando 2 ou 3 ou 10 palavras diferentes se unem. fim, disse Rips, a quantidade de informações é incalculável e prov velmente infinita.

E este era apenas o primeiro nível, mais tosco, do código da Bíblia. SEMPRE imaginamos a Bíblia como um livro. Sabemos agora que livro foi somente sua primeira encarnação. A Bíblia é também um programa de computador. Não um livro que Rips simplesmente digita no computador, mas algo que seu autor original realmente pretendia que fosse interativo e mutável.

O código da Bíblia talvez seja uma série programada de revelação cada qual destinada à tecnologia de sua época.

Talvez seja alguma forma de informação que ainda não somos capaz de imaginar em sua plenitude, algo que nos pareceria tão estranho quanto um computador para os nômades do deserto há três mil anos.

- É quase certo que a Bíblia tem muitos outros níveis de profui didade, mas ainda não temos um modelo matemático suficientemei te poderoso para alcançá-los - diz Rips. - Provavelmente ela é nos como um problema de palavras cruzadas e mais como um holograma. Estamos vendo apenas os arranjos bidimensionais e provavelmente deveríamos vê-la em três dimensões, pelo menos, mas não sabemos como fazê-lo.

O CÓDIGO DA BÍBLIA 45

E ninguém sabe explicar como o código foi criado.

Todo cientista, matemático e fisico que compreende o código concorda que nem mesmo os mais potentes supercomputadores que te mos hoje - nem todos os Crays da sala de guerra do Pentágono, ou todos os main-frames da IBM, ou todos os computadores hoje existentes no mundo trabalhando em conjunto - poderiam ter codificado a Bíblia do modo como foi feito há três mil anos.

- Não consigo sequer imaginar como teria sido feito, como al guém poderia tê-lo feito - diz Rips. - É uma mente além da nossa imaginação. O programa de computador que revela o código da Bíblia não é, quase com certeza, a forma última que a Bíblia irá assumir. É provável que sua próxima encarnação já exista, esperando que inventemos a máquina que a revelará.

- Mas mesmo aquilo que sabemos como encontrar, é provável que nunca terminemos de decodificar - diz Rips. - Mesmo neste nível, é provável que as informações sejam infinitas.

Ninguém sabe ainda se cada um de nós, e todo o nosso passado e todo o nosso futuro, está em algum código da Bíblia de nível mais elevado, ainda descónhecido; se ela é, de fato, uma espécie de Livro da Vida. Mas parece que toda figura importante, todo grande aconteci mento na história do mundo podem ser encontrados com o nível de codificação que já conhecemos.

Todos os líderes da Segunda Guerra Mundial - “Roosevelt”, “Chu “Stalin”, “Hitler” - estão lá. “América” e “Revolução” e 5536 (1776d.C.) aparecem juntos. Napoleao esta codificado junto com França mas tambem com Waterloo e Elba . A revoluçao que mudou a face do seculo XX, a Revoluçao comunista na Russia, está codificada junto como ano em que triunfou, “5678” (1917 d.C.). Grandes artistas e escritores, inventores e cientistas dos tempos antigos à época moderna, estão também codificados na Bíblia. Homero e identificado como o Poeta grego . Shakespeare e profetizado numa única seqüência do código, que soletra não só seu nome mas também seus feitos: “Shakespeare”, “Representado no palco”, Hamlet e Macbeth

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Ilustração

O SHAKESPEARE REPRESENTADO NO PALCO MACBETH O HAMLET


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“Beethoven” e “Johann Bach” estão ambos codificados como “Corn positores alemães”, enquanto “Mozart” é identificado como um “Com positor” de “Música”. “Rembrandt” está codificado junto com “Ho land e “Pintor”. “Picasso” chamado “O artista”.

Todos os principais avanços da tecnologia moderna parecem ter sid registrados. Os “Irmãos Wright estao codificados Junto com Aviao “Edison”, com “Eletricidade” e “Lâmpada elétrica”; “Marconi”, con “Rádio”.

Os dois cientistas que definiram o Universo para o mundo moderno, “Newton” e “Einstein”, estão codificados na Bíblia, cada qual com sua principal descoberta.

“Newton”, que explicou a mecânica do nosso sistema solar, com os planetas são mantidos em seu lugar pela força da gravidade, apare cc junto com “Gravidade”. Até mesmo a própria busca de Newtoi por um código na Bíblia que revelasse o futuro está codificada Bíblia: “Código da Bíblia” também aparece junto com “Newton”.

Ilustração

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Ilustração

EINSTEIN - ELES PROFETIZARAM UMA PESSOA INTELIGENTE CIÊNCIA UM NOVO E EXCELENTE ENTENDIMENTO ELE REVOLUCIONOU A REALIDADE PRESENTE

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“Einstein” está codificado uma única vez. “Eles profetizaram uma pessoa inteligente” aparece no mesmo local. A palavra “Ciência”, encoberta pela expressão “Um novo e excelente entendimento”, cruza seu nome. E logo acima de “Einstein”, o texto oculto afirma que “Ele revolucionou a realidade presente

A “Teoria da Relatividade” de Einstein também está codificada. Na verdade, o pleno entendimento do Universo que escapou a Einstein, a Teoria do Campo Unificado, talvez também tenha sido codificada na Bíblia há três mil anos. Com seu nome, na única vez em que apa rece, e novamente com a Teoria da Relatividade , o codigo oferece a mesma pista: “Acrescente uma quinta parte.”

Parece que a resposta que Einstein procurava não seria encontrada nem nas nossas três dimensões do espaço, nem na quarta dimensão do tempo, mas na quinta dimensão que todos os físicos quânticos hoje admitem existir.

- Os mais antigos textos religiosos - observou Rips - também afirmam que existe uma quinta dimensão. Eles a chamam de “profundezas do bem e profundezas do mal”.

Céu e Inferno? Este é o tipo de pergunta que um dia preocupou o mundo, mas que poucos cientistas, e raros repórteres, hoje levam a sério. Mas o código da Bíblia força-nos a fazer as maiores perguntas.

O código da Bíblia prova que existe um Deus?

Para Eh Rips, a resposta é afirmativa.

- O código da Bíblia é uma sólida prova científica - afirma o matemático. Mas Rips acreditava em Deus antes de ter encontrado a prova.

Muitos outros dirão também que hoje temos a primeira prova secular de Sua existência. Acredito apenas que nenhum ser humano poderia ter codificado a Bíblia desta maneira. Temos realmente a primeira prova científica de que existe uma inteligência fora da nossa própria inteligência, ou pelo menos existia na época em que a Bíblia foi escrita.

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Não sei se essa inteligência é Deus. Sei apenas que nenhum ser humano poderia ter codificado a Bíblia há três mil anos e profetizado o futuro com exatidão.

Se o assassinato de Rabin, a Guerra do Golfo e a colisão do cometa com Júpiter estão ali codificados, e claramente estão, quem o fez foi alguma inteligência muito diferente da nossa.

O código da Bíblia exige que aceitemos aquilo que a própria Bíblia só nos pode pedir para aceitar que não estamos sozinhos.

Mas o código não existe simplesmente para anunciar a existência do codificador. A Bíblia foi codificada para soar um sinal de alerta.


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