Nunes, Vanessa Gonzaga



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Encontro30.06.2017
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NUNES, Vanessa Gonzaga. Pistas prosódicas do falar catarinense: um estudo sobre interrogativas totais neutras. Comunicação apresentada como Simpósio no IX Congresso Internacional da ABRALIN (Associação Brasileira de Linguística), que se realizou na Universidade Federal do Pará (UFPA), de 25 a 28 de fevereiro 2015.

RESUMO



Este trabalho tem como objetivo contribuir com a descrição prosódica de dialetos regionais. Apresentamos aqui diferenças e semelhanças encontradas entre interrogativas totais neutras (isto e, do tipo sim/não) de falares de quatro variedades do falar catarinenses, referentes às cidades de Blumenau, Chapecó, Florianópolis e Lages. Participaram desta pesquisa oito informantes, sendo um homem e uma mulher naturais de cada localidade. O corpus utilizado foi o da metodologia AMPER que é composto por sentenças formadas a partir de figuras. As estruturas analisadas são compostas de uma região pré-nuclear (antes do verbo) e uma nuclear (depois do verbo). O corpus total conta com 66 sentenças (declarativas e interrogativas) que são repetidas três vezes por cada locutor. Apresentamos aqui os resultados das 792 interrogativas totais analisadas. Focaremos na região nuclear, pois é onde temos, segundo a literatura (MORAES, 2008; ABRAÇADO et al, 2007; SEARA et al (2011), proeminências mais relevantes e pistas de distinção de modalidade. Comparando as produções dos informantes, apuramos que embora as curvas melódicas se caracterizem, grosso modo, por movimentos ascendente-descendentes em região nuclear, o tipo acentual (proparox., parox. e ox.) é responsável por detalhes que distinguem sentenças com estruturas distintas. Sentenças que terminam por proparoxítonas, por exemplo, tendem ao alinhamento mais à direita. No que concerne à discriminação dialetal, apuramos que os dados dos blumenauenses e florianopolitanos apresentam para a região nuclear movimentos de subida e descida menos proeminentes do que os dos chapecoenses e lageanos, indicando menor variação de frequência para o movimento de subida do primeiro grupo do que para o segundo. Os testes estatísticos demonstraram que tais diferenças são significativamente relevantes.

Palavras-chave: prosódia, interrogativas totais, falar catarinense


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