No Meio do Fogo Autoria de Jewel Roque



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Encontro20.11.2017
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No Meio do Fogo

Autoria de Jewel Roque


Sadraque, Mesaque , Abede-Nego e seu colega Daniel, eram quatro adolescentes que poderiam ter passado para a obscuridade se não fosse algumas coisas notáveis que lhes aconteceram na vida. Não foram necessariamente as coisas que lhes aconteceram, mas sim suas reações a esses eventos que fizeram com que eles entrassem para a história como grandes homens de fé, conhecidos pela sua confiança em Deus.

A história começa com esses jovens sendo levados de sua terra natal. Deus, através de profetas, havia predito que chegaria um tempo como esse caso Seu povo não seguisse Seus mandamentos e caminhos. Contudo “todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos,”1 e Israel não era diferente. Chegou o momento em que foram suplantados por uma nação estrangeira e muitos de seu povo, inclusive os jovens, foram levados para a terra da Babilônia.

Não sabemos exatamente quantos anos Sadraque, Mesaque e Abede-Nego tinham, talvez tivessem acabado de entrar na adolescência. A gente se pergunta como seria a vida deles antes de sua jornada para a Babilônia. Será que sequer se conheciam? Será que tinham brigado pelas mesmas garotas? Talvez fossem amigos íntimos uns dos outros e compartilhavam os mesmos sonhos e esperanças. Talvez um deles sonhasse em ter uma dúzia de filhos como seu patriarca Jacó, e ensinar seus filhos a viverem segundo os preceitos divinos. Talvez outro quisesse ser professor. E talvez tivesse aquele que contava histórias e que dizia aos demais, “Vocês realizem seus sonos e eu contarei a história depois.”

Mas todos os sonhos e esperanças, qualquer que pudessem ter sido, foram deixados de lado quando sua terra foi conquistada e eles levados cativos para longe dali. Como foram seus primeiros dias e noites? Debaixo de guardas, algemados e acorrentados? Encurralados todos juntos como muitos animais, buscando um rosto familiar? Dá para imaginar eles se encontrando, ficando juntos, talvez o otimismo do grupo dizendo, “Não temamos, Deus está conosco. Não importa o que aconteça, estamos nas mãos dEle.” Os outros concordando, talvez fazendo um pacto de que não importa o que aconteça, será fieis a Deus.

Ele permaneceram fieis e leais. De certa forma tão ousados que a gente se pergunta se talvez termo “rebelião adolescente”, tão clichê, não era algo muito forte neles.

O porta voz do grupo, Daniel, fez um trato com o capitão da guarda: “Peço-lhe que faça uma experiência com os seus servos durante dez dias: Não nos dê nada além de vegetais para comer e água para beber. Depois compare a nossa aparência com a dos jovens que comem a comida do rei, e trate os seus servos de acordo com o que você concluir.”2

Será que foi um desafio para eles não comerem as iguarias da mesa do rei? Talvez, mas fizeram isso porque acreditavam que Deus esperava isso deles. Foi uma pequena decisão, mas nossas vidas são feitas justamente disso: pequenas decisões. Pareciam tão pequenas, mas na verdade fizeram história. As decisões que esses jovens corajosos tomaram fizeram história.

Mais tarde, quando Nabucodonosor mandou a nação se curvar perante a sua imagem, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego recusaram-se a se curvar. Só Deus sabe o que não passou pela cabeça desses garotos, como eles ficaram horrorizados com a audácia de um rei terreno, que não tinha nenhum poder real, ordenar à nação que o adorasse. Contudo, sua resposta foi respeitosa, calma e controlada, e confiante.

“Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer.”3

A resposta de Nabucodonosor foi muito menos calma e controlada. Ele mandou que esquentassem a fornalha sete vezes mais do que antes. Estava tão quente que matou os homens que jogaram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego no fogo. Mas dentro de momentos, o rei percebeu que algo não estava como ele esperava. Os três jovens não queimaram; suas roupas permaneciam intactas. A única coisa que queimou foram as cordas deles.

Quando o Rei Nabucodonosor olhou para dentro da fornalha ardente, os viu andando de um lado para o outro e no meio deles—a coisa mais espantosa de todas, brilhando mais forte do que aquele fogo incadescente—tinha alguém a quem ele reconheceu de alguma forma. Talvez porque independente daquilo que cremos, quando nos deparamos cara a cara com essa visão não tem como nos enganarmos. Ele sabia que era o Filho de Deus, e chamou os jovens ousados e corajosos a saírem das chamas.

E você conhece o resto da história: Eles saíram de lá intocados, sem sequer o cheiro de fumaça nas roupas. E o rei criou um outro decreto não tão calmamente nem tão controlado—“Todo homem de qualquer povo, nação e língua que disser alguma coisa contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado e sua casa seja transformada em montes de entulho, pois nenhum outro deus é capaz de livrar ninguém dessa maneira.”4

E o que aconteceu com o Filho de Deus? Parece que sumiu no meio do brilho do qual veio. Mas Ele estava lá, não resta dúvida! Enquanto eles estavam no fogo, Ele caminhava entre eles. O Filho de Deus que um dia desceria à terra como um homem desceu para proteger aqueles que confiaram em Seu Pai e os livrou das chamas mortíferas.

Muitas histórias no Antigo Testamento falam do Senhor que apareceu em um sonho ou visão, ou de anjos de pé perante homens de Deus para lhes darem uma palavra, uma mensagem ou aviso. Mas esta história é um pouco diferente. Nem uma palavra sequer foi proferida por essa pessoa que apareceu do nada e desapareceu da mesma forma. Não se referiram a Ele como um mensageiro. O Rei Nabucodonosor clamou dizendo que viu o Filho de Deus.

Em vez de escolher uma outra forma na qual Se manifestar, o Filho de Deus entrou Ele mesmo em cena. Quase dá para imaginá-lO dizendo, “Chega pra lá. Eu vou cuidar disto.”

O que levou o Filho de Deus à fornalha ardente? Aqueles três jovens estavam longe de casa e de seus amados, longe de qualquer coisa à qual pudessem se agarrar. Mas eles se agarraram à sua fé. Acho que, de alguma forma, foi isto que levou o Senhor para o lado deles, para estar no meio deles, no momento em que mais precisavam.

É o que O traz para o nosso lado, para estar no meio de nós, hoje. Uma palavra de fé, uma decisão de confiarmos. Um joelho dobrado, ou no caso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, um joelho que não se dobra. Uma simples palavra ou decisão quando não sabemos como as coisas vão ficar. A crença de que, mesmo se as chamas o engolirem, Deus é capaz. Mais do que isto, Ele está conosco.

O Filho de Deus nunca falha em alcançar desde o trono da graça aqueles que confiam nEle para protegê-los e honrá-los.



Footnotes

1Isaias 53:6 NVI

2Daniel 1:12–13 NVI

3Daniel 3:16–18 NVI

4Daniel 3:29 NVI

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Tags: estudo bíblico, permanecer verdadeiro, convicção, coragem


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