Nenhum outro som no ar pra que todo mundo ouça Eu agora vou cantar para todas as moças



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As ayabas 

 

Nenhum outro som no ar pra que todo mundo ouça 



Eu agora vou cantar para todas as moças 

Eu agora vou bater para todas as moças 

Eu agora vou dançar para todas as moças 

Para todas Ayabás, para todas elas 

 

Obá - Não tem homem que enfrente 



Obá - A guerreira mais valente 

Obá - Não sei se me deixo mudo 

Obá - Numa mão, rédeas, escudo 

Obá - De pé sobre o seu cavalo 

Obá - De pé sobre o seu cavalo 

Obá - De pé sobre o seu cavalo 

Obá - De pé sobre o seu cavalo 

 

 



Oya 

Oh mulher forte 

Poderosa e sagrada 

Dona de toda beleza 

Rainha obstinada 

Minha mãe, meu orixá 

És dona da minha vida 

És tão linda minha Oyá 

Me protege, óh mãe querida 

Iriloya Cocilorum (2x) 

 

 

Brilha Ewa 



Arco íris que cruza o firmamento 

Branca Ewa 

Dom (dan) que muda e desmuda qual camaleão 

Ah Ewa 


Dança cobra que cisca pra fazer brotar a vida 

Tão somente o encanto e a luz do meu coração (2x) 

 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 

Oxumarê me deu dois barajás 



Pra festa de Nanã 

A velha deusa das águas 

Quer mugunzá 

Seu ibiri enfeitado com fitas e búzios 

O ponto pra assentar 

Mandou cantar 

Ê, Salubá! 

Ela vem no som da chuva 

Dançando devagar seu ijexá 

Senhora da Candelária, abá 

Pra toda a sua nação iorubá 

Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê (4x) 

 

 

Nessa cidade todo mundo é d'Oxum 



Homem, menino, menina, mulher 

Toda gente irradia magia 

Presente na água doce 

Presente na água salgada 

E toda cidade brilha 

Presente na água doce 

Presente na água salgada 

E toda cidade brilha 

Seja tenente ou filho de pescador 

Ou importante desembargador 

Se der presente é tudo uma coisa só 

A força que mora n'água 

Não faz distinção de cor 

E toda cidade é d'Oxum 

A força que mora n'água 

Não faz distinção de cor 

E toda cidade é d'Oxum 

É d'Oxum/É d'Oxum 

Eu vou navegar 

Eu vou navegar nas ondas do mar 

Eu vou navegar nas ondas do mar 

Oxum Maraiê 

 

 

 



Pra dona do mar nos abençoar (reza) 

Pro amor florescer, pro bem imperar (reza) 

Reza pra quem não crê 

Reza pra conquistar 

Reza pra agradecer o dia que vai chegar 

Reza pra quem tem fé nas lendas que vêm de lá 

Reza pra proteger tudo nesse lugar 

 

Inaiá/Inaê inaê inê 



 

 

 



 

 

Reconvexo 

 

Eu sou a chuva que lança a areia do Saara 



Sobre os automóveis de Roma 

Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara 

Água e folha da Amazônia 

 

Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra 



Você não me pega, você nem chega a me ver 

Meu som te cega, careta, quem é você? 

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador 

Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô 

E que não riu com a risada de Andy Warhol 

Que não, que não, e nem disse que não 

 

Eu sou o preto norte-americano forte 



Com um brinco de ouro na orelha 

Eu sou a flor da primeira música a mais velha 

Mais nova espada e seu corte 

 

Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gitá gogoya 



Seu olho me olha, mas não me pode alcançar 

Não tenho escolha, careta, vou descartar 

Quem não rezou a novena de Dona Canô 

Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor 

Quem não amou a elegância sutil de Bobô 

Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo 

 

 

 



Todxs Putxs 

  

Quem cê tá pensando que é? 



Pra falar que eu sou louca 

Que a minha paciência anda pouca pra você 

Para de vir me encher 

 

Quem cê tá pensando que é? 



Pra falar da minha roupa 

Do jeito que eu corto o meu cabelo 

Se olha no espelho, 

Você não anda valendo o esfolado do meu joelho esquerdo! 

 

Eu tenho pressa e eu quero ir pra rua 



Quero ganhar a luta que eu travei 

Eu quero andar pelo mundo afora 

Vestida de brilho e flor 

Mulher, a culpa que tu carrega não é tua 

Divide o fardo comigo dessa vez 

Que eu quero fazer poesia pelo corpo 

E afrontar as leis que o homem criou pra dizer 

 

Quem cê tá pensando que é? 



Pra falar pra eu não usar batom vermelho 

Quem cê tá pensando que é? 



Pra maldizer até os amigos que eu tenho 

 

Vai procurar tua turma e o que fazer 



Que de gente como você o mundo anda cheio 

Quem cê tá pensando que é? 

Quem cê tá pensando que é? 

 

Eu tenho pressa e eu quero ir pra rua 



Quero ganhar a luta que eu travei 

Eu quero andar pelo mundo afora 

Vestida de brilho e flor 

Mulher, a culpa que tu carrega não é tua 

Divide o fardo comigo dessa vez 

Que eu quero fazer poesia pelo corpo 

E afrontar as leis que o homem criou pra dizer 

 

Eu tenho pressa e eu quero ir pra rua 



Quero ganhar a luta que eu travei 

Eu quero andar pelo mundo afora 

Vestida de brilho e flor 

Mulher, a culpa que tu carrega não é tua 

Divide o fardo comigo dessa vez 

Que eu quero fazer poesia pelo corpo 

E afrontar as leis que o homem criou pra te maldizer 

Que o homem criou pra te maldizer! 

 

 

 



Luz de Tieta 

 

Todo o dia é o mesmo dia 



A vida é tão tacanha 

Nada novo sob o sol 

Tem que se esconder no escuro 

Quem na luz se banha 

Por debaixo do lençol 

Nessa terra a dor é grande 

E a ambição pequena 

Carnaval e futebol 

Quem não finge 

Quem não mente 

Quem mais goza e pena 

É que serve de farol 

Existe alguém em nós 

Em muito dentre nós esse alguém 

Que brilha mais do que milhões de 

sóis 


E que a escuridão conhece também 

Existe alguém aqui 

Fundo no fundo de você de mim 

Que grita para quem quiser ouvir 

Quando canta assim: 

 

 



 

Toda a noite é a mesma noite 

A vida é tão estreita 

Nada de novo ao luar 

Todo mundo quer saber 

Com quem você se deita 

Nada pode prosperar 

É domingo, é fevereiro 

É sete de setembro 

Futebol e carnaval 

Nada muda, é tudo escuro 

E até onde eu me lembro 

Uma dor que é sempre igual 

Existe alguém em nós 

Em muito dentre nós esse alguém 

Que brilha mais do que milhões de 

sóis 

E que a escuridão conhece também 



Existe alguém aqui 

Fundo no fundo de você de mim 

Que grita para quem quiser ouvir 

Quando canta assim: 

Eta, Eta, Eta, Eta, 

É a lua, é o sol é a luz de Tieta eta... 

 

 

 


A praieira 

 

 

No caminho é que se vê, a praia melhor pra ficar 

Tem a hora certa pra beber 

Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor! 

E eu piso onde quiser, você está girando melhor, garota 

Na areia onde o mar chegou, a ciranda acabou de começar, e ela é! 

E é praieira! Segura bem forte a mão 

E é praieira! Vou lembrando a revolução, vou lembrando a revolução 

Mas há fronteiras nos jardins da razão 

E na praia é que se vê, a areia melhor pra deitar 

Vou dançar uma ciranda pra beber 

Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor! 

Você pode pisar onde quer 

Que você se sente melhor 

Na areia onde o mar chegou 

A ciranda acabou de começar, e ela é! 

E é praieira! Segura bem forte a mão 

E é praieira! Vou lembrando a revolução 

Vou lembrando a revolução 

Mas há fronteira do jardim da razão 

No caminho é que se vê, a praia melhor pra ficar 

Tem a hora certa pra beber 

Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor! 

 

 



 

Toda bêbada canta 

 

 



Cheguei em casa 

Toda descabelada 

Completamente arrependida 

Do que aconteceu 

Tomei cachaça 

E fumei como 

Maria fumaça 

Completamente arrependida 

Do que aconteceu 

Não teve a menor graça 

Tudo isso eu sei que passa 

Mas não passou... 

Eu não sou nenhuma santa 

 

 



Libertação 

 

Eu não vou sucumbir 

Eu não vou sucumbir 

Avisa na hora que tremer o chão 

Amiga é agora 

Segura a minha mão 

A minha jangada foi pro mar 

Pra minha jogada arriscar 

A minha jangada foi pro mar, pro mar 

Pra minha jogada arriscar 

Eu não vou sucumbir 

Eu não vou sucumbir 

Avisa na hora que tremer o chão 

Amigo é agora 

Segura a minha mão 

 

Você largou, largou, largou 



Não tem solução 

 

 



(2x) 

Ago, ago, ago é libertação! 

Sucumbir, sucumbir, sucumbir 


 

Mulher do fim do mundo 

 

Meu choro não é nada além de carnaval 

É lágrima de samba na ponta dos pés 

A multidão avança como vendaval 

Me joga na avenida que não sei qualé 

Pirata e super homem cantam o calor 

Um peixe amarelo beija minha mão 

As asas de um anjo soltas pelo chão 

Na chuva de confetes deixo a minha dor 

Na avenida, deixei lá 

A pele preta e a minha voz 

Na avenida, deixei lá 

A minha fala, minha opinião 

A minha casa, minha solidão 

Joguei do alto do terceiro andar 

Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida 

Na avenida, dura até o fim 

Mulher do fim do mundo 

Eu sou e vou até o fim cantar 

Eu quero cantar até o fim 

Me deixem cantar até o fim 

Até o fim, eu vou cantar 

Eu vou cantar até o fim 

Eu sou mulher do fim do mundo 

Eu vou, eu vou, eu vou cantar 

Me deixem cantar até o fim 

La la la laia la la laia 

 

 

 

 

Pagu 

 

Mexo, remexo na inquisição 

Só quem já morreu na fogueira 

Sabe o que é ser carvão 

Eu sou pau pra toda obra 

Deus dá asas à minha cobra 

Minha força não é bruta 

Não sou freira, nem sou puta 

Porque nem toda feiticeira é corcunda 

Nem toda brasileira é bunda 

Meu peito não é de silicone 

Sou mais macho que muito homem 

Nem toda feiticeira é corcunda 

Nem toda brasileira é bunda 

Meu peito não é de silicone 

Sou mais macho que muito homem 

Sou rainha do meu tanque 

Sou Pagu indignada no palanque 

Fama de porra louca, tudo bem! 

Minha mãe é Maria Ninguém 

Não sou atriz, modelo, dançarina 

Meu buraco é mais em cima 



Maria da Vila Matilde 

 

 



Cadê meu celular? 

Eu vou ligar pro 180 

Vou entregar teu nome 

E explicar meu endereço 

Aqui você não entra mais 

Eu digo que não te conheço 

E jogo água fervendo 

Se você se aventurar 

 

Eu solto o cachorro 



E, apontando pra você 

Eu grito: Péguix guix guix guix 

Eu quero ver 

Você pular, você correr 

Na frente dos vizim 

Cê vai se arrepender de levantar a 

mão pra mim 

 

Cadê meu celular? 



Eu vou ligar pro 180 

Vou entregar teu nome 

E explicar meu endereço 

Aqui você não entra mais 

Eu digo que não te conheço 

E jogo água fervendo 

Se você se aventurar 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

Eu solto o cachorro 



E, apontando pra você 

Eu grito: Péguix guix guix guix 

Eu quero ver 

Você pular, você correr 

Na frente dos vizim 

Cê vai se arrepender de levantar a 

mão pra mim 

 

E quando o samango chegar 



Eu mostro o roxo no meu braço 

Entrego teu baralho 

Teu bloco de pule 

Teu dado chumbado 

Ponho água no bule 

Passo e ainda ofereço um cafezim 

Cê vai se arrepender de levantar a 

mão pra mim 

Cê vai se arrepender de levantar a 

mão pra mim 

 

Mão, cheia de dedo 



Dedo, cheio de unha suja 

E pra cima de mim? Pra cima de 

moa? Jamé, mané! 

 

Cê vai se arrepender de levantar a 



mão pra mim 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

Tomara que caia 



Tigresa - Caetano Veloso 

 

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel 



Uma mulher, uma beleza que me aconteceu 

Esfregando a pele de ouro marrom do seu corpo contra o meu 

Me falou que o mal é bom e o bem cruel 

 

Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu 



Ela me conta, sem certeza, tudo o que viveu 

Que gostava de política em 1966 

E hoje dança no Frenetic Dancing Days 

 

Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair 



Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher 

Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor 

E espalhado muito prazer e muita dor 

 

Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar 



Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar 

Onde a gente e a natureza feliz vivam sempre em comunhão 

E a tigresa possa mais do que o leão 

 

As garras da felina me marcaram o coração 



Mas as besteiras de menina que ela disse, não 

E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul 

Como é bom poder tocar um instrumento 

 

 



 

 

 



 

 


 

 

Mulher barriguda 

 

Mulher barriguda que vai ter minino 



Qual destino que ele vai ter? 

O que será ele quando crescer? 

Lalalalalalalalalala 

Haverá guerra ainda 

Tomara que não 

Mulher barriguda, tomara que não! 

Lalalalalala... 

 

 



Luz del Fuego 

 

Eu hoje represento a loucura 



Mais o que você quiser 

Tudo que você vê sair da boca 

De uma grande mulher 

Porém louca! 

Eu hoje represento o segredo 

Enrolado no papel 

Como luz del fuego 

Não tinha medo 

Ela também foi pro céu, cedo! 

Eu hoje represento uma fruta 

Pode ser até maçã 

Não, não é pecado, 

Só um convite 

Venha me ver amanhã 

Mesmo! 

Amanhã! amanhã! amanhã! 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

 



 

 

Eu hoje represento o folclore 



Enrustido no metrô 

Da grande cidade que está com pressa 

De saber onde eu vou 

Sem essa! 

Eu hoje represento a cigarra 

Que ainda vai cantar 

Nesse formigueiro quem tem ouvidos 

Vai poder escutar 

Meu grito! 

Eu hoje represento a pergunta 

Na barriga da mamãe 

E quem morre hoje, nasce um dia 

Pra viver amanhã 

E sempre! 

 

Top Top 

Lari... Lari... Lari... Lari! 

Eu vou sabotar, você vai se azarar 

O que eu não ganho eu leso 

Ninguém vai me gozar não jamais 

Eu vou sabotar, vou casar com ele 

Vou trepar na escada 

Pra pintar seu nome no céu 

Sabotagem 

Sabotagem 

Sabotagem 

Eu quero é que você se... top, top, top 

Lari... Lari... Lari... Lari! 

Ninguém vai dizer que eu deixei barato 

Vou me ligar em outra 

Te dizer bye-bye-, até nunca, jamé! 

Sabotagem 

Sabotagem ôôô 

Sabotagem 

Eu quero é que você se top, top, top 

Lari... lari... lari... lari... 

 

Sabotagem 



Sabotagem 

Sabotagem 



Eu quero é que você se top, top, top 

 

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