Movimento champagnat da família marista



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Encontro05.06.2017
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O MOVIMENTO CHAMPAGNAT DA FAMÍLIA MARISTA

O Movimento Champagnat da Família Marista é descrito nas Constituições dos Irmãos Maristas como “prolongamento do Instituto, formado por pessoas que desejam partilhar com maior amplitude a espiritualidade e o sentido da missão herdados de Marcelino Champagnat. Os membros desse movimento – afiliados, jovens, padres, colaboradores, antigos alunos, amigos – assimilam o espírito do Fundador para poder vivê-lo e irradiá-lo. O Instituto anima e coordena, mediante estruturas apropriadas, as atividades do movimento”.


O Capítulo de 1985 fez eco dos chamados do Vaticano II, assim como a afirmação de Paulo VI, “esta é a hora dos leigos”, lançando o Movimento Champagnat. Com o Movimento, os membros do Capítulo procuraram responder a uma inspiração do Espírito. O Sínodo de 1987 acerca da “Vocação e Missão dos leigos” e a exortação apostólica pós-sinodal de João Paulo II, Christifideles laici, repetiram o chamado do Concílio a um maior compromisso do laicato na missão da Igreja. E assim, uma comissão do Conselho Geral com irmãos de diversas partes do mundo, colocou em marcha o projeto dos leigos. Após três anos de reflexão e consultas, em 1990 foi publicado o Projeto de Vida, que constitui o documento de identidade do Movimento.
Os eixos principais do Movimento Champagnat são facilmente reconhecíveis: ser apóstolos de Jesus no ambiente em que vive e a partir do próprio estado de vida; amar e imitar Maria; reunir-se em pequenos grupos para partilhar a fé em Jesus e a experiência na ação apostólica; dar testemunho, com a maneira de viver, da espiritualidade de Marcelino Champagnat; estabelecer o projeto da liberdade para construir à luz da própria experiência laical; propor a possibilidade de decidir que organização ou estrutura serão as melhores para o grupo, de acordo com a Província.
O Ir. Charles Howard, quando Superior Geral, publicou em outubro de 1991 uma circular intitulada “O Movimento Champagnat da Família Marista. Uma graça para todos”, apresentando o Projeto de Vida e dando razão às origens do Movimento1. Para o Ir. Charles implica participar, leigos e irmãos, da mesma família e da mesma casa marista2. Assim se expressou: “Recebo-os no Instituto como dádiva de nossa Boa Mãe”.
O Movimento Champagnat é espaço de participação no mesmo dom recebido do espírito: o carisma marista. Converte-se “em uma bênção e uma felicidade para todos os irmãos e para todos os leigos, sentir-nos chamados a partilhar nossas mútuas riquezas e viver, juntos, uma aventura espiritual e apostólica fascinante. É uma bênção e uma alegria especialmente para vocês, jovens, que são o porvir da sociedade e da Igreja, poder encontrar no Movimento Champagnat uma resposta a suas expectativas mais profundas e um campo de ação a sua generosidade” 3.
Os Capítulos Gerais se manifestaram de diversas formas em relação ao Movimento: convidando a impulsioná-lo em cada Unidade Administrativa4, reconhecendo-o como caminho válido para viver a espiritualidade marista5, identificando-o como sinal de vitalidade reconhecido pelo Instituto6 e incitando a continuar apoiando-o7. O documento Em torno da mesma mesa diz que o Movimento produziu muitos frutos na espiritualidade e na missão, multiplicou a vocação marista e é esperança para o futuro de nosso marista8. Esse mesmo documento destaca alguns dos desafios que têm diante de si nesses novos tempos9.
Nos 25 anos do Movimento Champagnat, foi iniciado um processo de atualização do mesmo, liderado pelos próprios leigos e leigas. Esse processo procura recriar o Projeto de Vida com linguagem laica e responder aos novos referenciais da Igreja e do Instituto. Estas são as palavras do Ir. Charles às leigas e leigos que se tornam realidade: “Estamos conscientes de que o ‘documento oficial’ deverá vir de seus próprios corações, de sua própria fé, de sua própria experiência, de sua vivência da espiritualidade de Champagnat. Vivendo esse projeto vocês aprofundarão e terão uma visão mais ampla de sua instituição original, e os irmãos sairão enriquecidos em seu conhecimento do carisma do fundador, mediante suas ideias e vivência”10. O Movimento conta com milhares de membros, organizados em fraternidades, e se espalha por diferentes continentes e constrói estruturas próprias de organização e animação.

1 O Ir. Charles manifestou profunda convicção do protagonismo laical: “Encontramo-nos em um momento significativo da história, em que essa descoberta do papel pleno dos leigos na comunidade não apenas vai revigorar a Igreja nos esforços para ‘a nova evangelização’ como também ajudará gradualmente a ser mais humilde, seguindo os passos de Jesus”.

2 Assim diz o Ir. Charles: “Quisera dizer-lhes uma última palavra para colocar em relevo algo que já sabem – que são bem-vindos à sua casa marista. Há muito tempo, estavam nela, pela maneira de viver, sentir e fazer. agora, optaram por viver mais profundamente a fé e o apostolado, sendo outros Champagnat em seu próprio ambiente, começando pelo próprio lar”.

3 Cf. Ir. Charles Howard, Circular O Movimento Champagnat da Família Marista, p. 415.

4 XIX Capítulo General, 1993, Nuestra Misión 36.

5 Idem, Relação com os leigos 2. Este Capítulo pede ao Ir.Superior General e a seu Conselho que apoiem o desenvolvimento e a autonomia do Movimento Champagnat, animando sobretudo a formação de seus membros e a comunicação entre as Fraternidades.

6 Cf. XX Capítulo Geral, 2001, 43.10.

7 Cf. XXI Capítulo Geral, 2009, Irmãos e leigos 1

8 Cf. Em torno da mesma mesa 89.

9 Diz EMM, 88: “Seu Projeto de Vida é caminho fecundo para desenvolver a vida comunitária e fonte de inspiração para que o Movimento enfrente os desafios que estes novos tempos apresentam: crescer com autonomia e responsabilidade na própria vocação laical; conectar-se com as novas gerações; transmitir a paixão pela vocação marista, tanto de irmão quanto de leigo; envolver-se em novas formas de missão; e articular-se de modo mais efetivo com outras realidades do mundo marista”.

10 Charles Howard, Circular Movimento Champagnat da Família Marista, 1991, p. 416


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