Motor de arranque



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Motor de arranque

A Função do motor de arranque consiste em acionar o motor do veiculo até que

tenham início as explosões e este possa funcionar por si mesmo.

Os motores a gasolina, na sua maioria, têm de atingir um mínimo de 50 RPM para

arrancar, o que exige uma potência elétrica considerável, particularmente no

inverno quando o motor está frio e o óleo mais espesso.

O motor de arranque é o componente elétrico que maior descarga impõe à bateria:

no momento em que funciona pode consumir entre 300 a 400 A e em apenas três

segundos pode descarregar a mesma quantidade de energia despendida pela luz de

estacionamento durante uma hora. Por este motivo, o motor de arranque necessita

de um interruptor resistente e deve ser ligado à bateria por um cabo de diâmetro

maior.


Ao mesmo tempo que se aciona o motor de arranque, a bateria deve fornecer

corrente ao sistema de ignição para que saltem as faíscas nos cilindros. Se a

bateria estiver pouco carregada e, portanto, com uma tensão abaixo do seu

normal, pode acontecer que o motor de arranque, ao consumir demasiada

quantidade de corrente, não permita ao sistema de ignição gerar a voltagem

suficientemente elevada para fazer saltar as faíscas entre os elétrodos das velas de

ignição.

O motor de arranque faz girar o virabrequim por meio de uma roda dentada. A

engrenagem menor (pinhão) está montada no eixo do motor de arranque e engata

com a engrenagem maior (cremalheira), montada à volta do volante do motor.

A relação de redução entre estas duas engrenagens é geralmente de cerca de 10:1.

O pinhão do motor de arranque desengrena-se da cremalheira logo que o motor

começa a funcionar; caso contrário, o motor acionaria o motor de arranque, com a

conseqüente destruição deste. O sistema mais utilizado para esse efeito é chamado

de Bendix.

O motor de arranque funciona segundo o mesmo

princípio de qualquer outro motor elétrico, Isto é,

aproveitando a reação entre eletroímãs.



Um motor elétrico contém eletroímãs - bobinas de fio enrolado em núcleos de ferro,

as bobinas indutoras. A eletricidade, ao passar através de cada bobina, magnetiza o

núcleo, formando um campo magnético com pólos norte e sul. Um motor de

arranque compõe-se de um conjunto fixo de bobinas, geralmente quatro, dispostas

no interior do corpo do motor. Entre elas pode girar livremente o induzido, que é

constituído por uma série de bobinas, cada uma unida a um par de lâminas de

cobre isoladas, que formam o coletor do induzido. Quando a corrente passa através

da bobina do induzido, esta comporta-se como um imã.

A corrente passa através de escovas fixas – que estão em contato com o coletor –

para uma bobina do induzido. A atração e a repulsão entre os campos magnéticos

das bobinas indutoras e as bobinas do induzido faz girar este último.

Assim que o coletor começa a girar, as escovas fazem contato com o par seguinte

de lâminas de cobre, ligadas a outra bobina do induzido que resulta a continuação

do movimento. Este processo repete-se ininterruptamente enquanto cada par de

lâminas do coletor fizer contato com as escovas. Desta forma, o induzido continua a

girar, enquanto as escovas transmitirem corrente a cada bobina do induzido.

O motor de arranque não necessita de quaisquer dispositivos de comando; a

mesma ligação alimenta o induzido e os enrolamentos das indutoras (armadura) e

encontra-se instalada de tal maneira que retira da bateria exatamente a corrente

necessária para fazer girar o motor.

Assim que o motor começa a funcionar, o pinhão do motor de arranque deve ser

desengatado do volante do motor que pôs em movimento. Para este efeito, o

pinhão é montado com bastante folga num eixo com rosca de fita e move-se



livremente ao longo deste.

Quando o eixo começa a girar, a inércia do pinhão (a sua resistência ao

movimento) faz girar mais lentamente que o eixo. Em conseqüência, o pinhão

desloca-se ao longo do eixo roscando e engata nos dentes da cremalheira do

volante. Uma vez engatado, faz girar o volante que, pelo fato de estar fixado por

parafusos ao virabrequim, põe o motor em funcionamento.

Quando o motor do veículo começa a funcionar por si próprio, a cremalheira do

volante do volante passa a acionar o pinhão, em vez de ser acionada por este.

Quando a velocidade transmitida ao pinhão exceder a do eixo do motor de

arranque, o pinhão volta a enroscar-se no eixo.



BOBINA DE CHAMADA

Neste sistema, que tem a vantagem de evitar a destruição do induzido, a bobina de

chamada, ou solenóide, fixada ao corpo do motor de arranque por meio de

parafusos, apresenta, numa das extremidades do seu eixo móvel, a placa que põe

em contato a bateria com o motor de arranque uma vez acionada a chave de



ignição.