Modelo de integraçÃo de três filosofias de gestãO: aplicaçÃo em uma oficina ferroviária



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5.4 Etapa 4 – Controlar a Variação do Processo

Nessa etapa são definidos os indicadores que serão monitorados constantemente pelos gestores, para que em caso de algum desvio, haja uma reposta rápida e os resultados não sejam impactados no médio e longo prazo. Para o indicador de Performance, foi estabelecido que Limite Superior de Especificação (LSE) seria 100% e o Limite Inferior de Especificação (LIE) seria 85%. Os valores históricos dos valores desse indicador podem ser vistos na FIGURA 11. De acordo com as recomendações das ferramentas do Seis Sigma foi elaborada uma carta de controle para o indicador (FIGURA 12).



Figura 11 – Valores históricos do indicador de performance

FONTE: O autor



Figura 12 – Carta de controle do indicador de performance

FONTE: O autor

Da mesma forma, para o indicador de Taxa de Utilização, foi estabelecido que LSE seria 90% e o LIE seria 75%. Os valores históricos dos valores desse indicador podem ser vistos na FIGURA 13. A carta de controle para esse indicador é demonstrada na FIGURA 14.

Figura 13 – Valores históricos do indicador de taxa de utilização



FONTE: O autor



Figura 14 – Carta de controle do indicador de taxa de utilização

FONTE: O autor



5.5 Etapa 5 – Controlar as Atividades de Suporte

Nessa etapa serão aplicadas ferramentas para monitorar a variabilidade do processo, através de analises aprofundadas dos possíveis problemas. Foi utilizado o MASP (Método de Análise e Solução de Problemas) que é uma metodologia de resolução de problemas estruturados em 8 passos, cujo objetivo é lidar com problemas recorrentes, identificar as causas da não conformidade, orientar a análise do problema e avaliar a eficácia das ações realizadas (CAMPOS, 2004). Com essa ferramenta, foram resolvidos 23 efeitos por meio de aproximadamente 100 ações diferentes. Um dos destaques, foi a implantação de kanbans entre os processos para reduzir os desperdícios de sobre produção e tempo de espera.



5.6 Etapa 6 – Remover a Restrição e Estabilizar

Essa etapa tem como objetivo proporcionar processos eficientes e padronizados ao fluxo, para manter os desperdícios em níveis mínimos e estabilizar, através de ações preventivas, os resultados.

A padronização consiste em estabelecer o consenso, entre a operação e a engenharia, sobre a melhor maneira de executar as atividades, afim de que os melhores resultados sejam alcançados, as variações do processo sejam mínimas e os operadores possam executar as atividades de maneira segura. Para atender a esse requisito, criados Procedimentos Operacionais (PO) com os seguintes pontos críticos: Detalhes da operação, pontos críticos da operação, fotos do processo, tempo de cada atividade, alertas de segurança, equipamentos de proteção necessários e aprovadores. Foi criada também uma rotina de reciclagem dos colaboradores da oficina para esses POs.

5.7 Etapa 7 – Reavaliar o Sistema

Por final, conforme será demonstrado na sessão de Resultados, a integração das filosofias culminou em melhorias significativas no fluxo de valor, a restrição foi removida e sua variabilidade foi reduzida.


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