Meu desejo é mais respeito do homem com a natureza, que estava aqui antes de nós e vai estar depois de nós



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Quadro 3- Fontes de Energia

6. POLUIÇÃO: O PREÇO DO PROGRESSO
Poluição é a liberação de elementos, radiações, vibrações, ruídos, e substâncias ou agentes contaminantes em um ambiente, prejudicando o ecossistema biológico ou seres humanos, o que resulta em um Impacto Ambiental que por sua vez é qualquer alteração benéfica ou adversa (NBR ISO 14001:1996) na natureza causada por atividades, serviços e produtos do homem. É o resultado da intervenção do ser humano sobre o meio ambiente que pode ser positivo ou negativo. À ciência e à tecnologia cabem contribuir corretamente para que este impacto seja positivo. Entre os impactos nocivos estão também os naturais: uma explosão vulcânica pode causar poluição atmosférica. Tsunamis e terremotos são causados pelo movimento de placas tectônicas. Entretanto a ação humana é que merece maior atenção como às queimadas de florestas tropicais, a introdução de pastagem no lugar de ecossistemas naturais que causam desequilíbrio ambiental. Emissão de gás carbônico como resultado da combustão de árvores aumenta a concentração de CO2 na atmosfera acelerando o efeito estufa. A introdução de agrotóxico e o mau uso do solo causam erosão, que se traduz pela perda de camadas férteis do solo e que por sua vez provoca o assoreamento dos rios (vide anexo 2).
Pesquisas mostram que a ação do homem pode degradar até 95% da floresta amazônica em 20 anos:
Do descobrimento até a década de 70 apenas 4% de toda a Amazônia havia sido devastada. Isso corresponde a menos de 1 gomo de uma laranja. Nos últimos 20 anos já se foram mais 2 gomos. Atualmente á área destruída corresponde ao tamanho da França. Nos próximos 20 anos poderão restar 28 por cento da mata virgem (visão otimista) ou 4,7% numa visão pessimista. Segundo o biólogo William Laurence (SCHWARTZ: 2000, p. 66).
A partir do protocolo de Montreal, 27 países prometeram reduzir a emissão de gases poluentes. Os países que mais poluem no mundo são: Estados Unidos da América (45,8%), China (11.9%), Indonésia (7,4%), Brasil (5,4%). Isto decorre das atividades industriais e dos lixos residuais oriundos do homem. A solução em curto prazo encontrada para o problema é a coleta seletiva que põe em prática (3, R’s): reduzir, reutilizar e reciclar. Ao iniciar na escola, no lar, ou no condomínio, o processo de seleção, deve-se saber o destino a ser dado ao material recolhido antes de classificá-lo por cores e classes:

6.1- CLASSE DE RESÍDUOS
Perigosos (classe 1): aqueles que causam risco ao meio e ao homem como os inflamáveis, radiativos, tóxicos, patogênicos e corrosivos.
Não inertes (classe 2): não apresentam periculosidade. Possuem combustibilidade, biodegrabilidade, solubilidade, geralmente doméstico.
Inertes (classe 3): não se decompõem. Degradam-se muito lentamente e são recicláveis, ex: o vidro.

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______________________________________________________________________Quadro 4- Classificação e origem de lixos.


O lixo na sua maioria é formado por resíduos e tem outras classificações como quanto a sua origem e característica. Quanto aos resíduos podem ser:



1. Resíduos Gasosos: São os resultantes de reações aeróbicas (desenvolvido na superfície) e anaeróbicas (nas camadas mais profundas). Exemplo: CO2 e CH2 (metano).

2. Resíduos Líquidos: (lexividades), caracterizam-se pelo teor de água nos resíduos. O reaproveitamento constitui-se na utilização dos resíduos para subsidiar outras atividades como a alimentação de animais domésticos com restos de alimentos ou compostagem para produção de fertilizantes.

3. Resíduos Tóxicos: são considerados resíduos tóxicos, pilhas não alcalinas, baterias, tintas, solventes, remédios vencidos, inseticidas agrotóxicos, produtos químicos ou substâncias não biodegradáveis, presente no plástico, produtos de limpeza, urânio, césio, chumbo, níquel, mercúrio, principais contaminantes. É importante evitar a contaminação do solo e lençóis freáticos; e, portanto tais produtos devem ser embalados em sacos plásticos bem fechados. (mal menor). Cianeto, metais pesados, óleo, (acima de 5%) também conferem periculosidade aos resíduos.

4. Resíduos Hospitalares: o desconhecimento ou a falta de informação faz com que estes resíduos sejam ignorados ou recebam excesso de cuidados. Os lixos hospitalares constituem-se em problema para administradores e vizinhos de hospitais. As atividades hospitalares geram uma diversidade de resíduos e o seu maior problema é o lixo infectante (classe A), seguido do lixo perigoso (classe B). Ambos devem ser separados e estão sujeitos às normas e treinamento do Conselho Nacional do Meio ambiente (CONAMA). Já o lixo (classe C) deve ter a mesma destinação do sistema de recolhimento do restante da cidade.

5. Resíduos Sólidos: são os mais comuns e heterogêneos (inertes, minerais e orgânicos), resultantes de atividades humanas e da natureza. Reutilizáveis em parte, constituem problemas sanitário, ambiental, estético, econômico. Podem ser domésticos como latas, plástico, papelão, vidro restos de alimentos, folhas. Podem ser comerciais e industriais e neste caso dependem dos estabelecimentos: se hotéis e restaurantes, restos de comida. Se indústria, aparas de fabricação, se escritório, papel. Podem ser ainda especiais como hospitalar e radioativa ou públicos como capina e raspagem de prefeituras. (vide anexo 4).
CONCLUSÃO
A solução para o problema é o desenvolvimento sustentável que detalharemos a seguir: O conceito de sustentabilidade procura conciliar o desenvolvimento com a qualidade ambiental desde a década de 60, divulgado por cientistas conceituados do chamado Clube de Roma que defendiam a redução drástica das atividades industriais com base no consumo de recursos naturais. Tais teses ficaram conhecidas como relatório Meadows e com o título de Limites do Crescimento, com uma mensagem de “crescimento zero”, apresentado pelo Clube de Roma de forma fatalista na Conferência de Estocolmo (1972) que provocou reações adversas em paises em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Ao Brasil coube liderar este bloco de países, que reivindicava o direito de crescer e ter acesso aos padrões de bem estar alcançados pelas populações de países ricos. Costa Cavalcante, chefe da delegação brasileira afirmou: Para a maioria da população mundial, a melhoria de condições é muito mais uma questão de mitigar a pobreza, dispor de mais alimentos, melhorar vestimentas, habitação, assistência médica e emprego do que ver reduzida a poluição atmosférica. (Souza: 2007, p. 20). Para dirimir o conflito sustentou-se o desafio segundo o qual o desenvolvimento não se reduziria a diminuição do crescimento econômico, mas levaria em conta a dimensão e a educação ambiental. Tratava-se, portanto de criar um desenvolvimento ecologicamente sustentável. Aliás, hoje os conceitos de desenvolvimento sustentável e eco desenvolvimento são sinônimos.
A conclusão nos permite buscar políticas para a solução de todos os problemas antes citados, entre os quais, os propostos por Souza (2007), e pela Comissão Mundial para o Meio ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), e o Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente (PNUMA). Os meios para a efetivação das mudanças de comportamento exigidas para a implantação do desenvolvimento sustentável seriam:
. Assegurar que as questões ambientais sejam contempladas já nos primeiros passos do planejamento da vida humana e do desenvolvimento em qualquer escala a partir das escolas e universidades; fomentando o desenvolvimento da capacidade interna de gerenciamento ambiental. Possibilitando produzir e divulgar dados ambientais em quantidade suficiente para que possam servir de base para um planejamento ambiental de qualidade. Fomentar a participação da sociedade e concentrar esforços em áreas mais frágeis, de maiores riscos e interesse, como produção de alimentos, florestas, áreas áridas, bacias hidrográficas etc. A justiça poética é que o homem deseducado ambientalmente estará destruindo as condições mínimas para sua sobrevivência no futuro.
Abstract
Summary laws 9605/98 and 9795/99 respectively establish the norms and sansões for ambient crimes and norms of ambient education. From the evolution of the right of first generation (Right Individual) and as generation (Right Social) the humanity felt necessity to create the Enviromental law, of third generation aiming at to guarantee the quality of life, in defense of a clean, healthful environment, not poluído. Guaranteed for ambient ecological institutions and ONGS as GREEPEACE they undertake a long race against the ambient damages provoked by the man, looking for to minimize its consequences with ecological measures supported in the sustentabilidade from some models of sustainable development in all the areas of economic activities, evaluating the future impacts. The proliferation of Green Parties is still followed that make of the environment its program of government. The modern man takes conscience of that he cannot more life of the extrativismo or accumulate residual or atmospheric lixos, thus keeping a more ethical relation with its half one, of cooperation with the fellow creature and exerting its citizenship with more responsibility on behalf of the survival. Such laws that are supported in the source of the right: the customs; the times are more rigid than of first and second generation for treating itself not to guarantee the individual right or the social relations, but the survival human being and its habitat, fomented the ambient management understood as joint of procedures that they aim at to conciliate the human development with quality of life. In this the future challenge of the man consists.
Key-Words - : Education, ethics, citizenship, sustentabilidade, management, ambient impact.

REFERÊNCIAS:
BRASIL Lei 9.605/98 (DOU) Diário Oficial da União: Brasília 13/02/98
BRASIL Lei 9.795/99 (DOU) Diário Oficial da União: Brasília 27/04/99
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia – acessado em: 31/05/2008
JORNAL Porantim ano XXX. Nº. 303: Brasília Mar. 2008.
LANDULFO Eduardo. Meio ambiente & Física, São Paulo: Senac, 2007.
REVISTA Esperança Jacareí SP: Casa Publicadora Brasileira 2007.
REVISTA planeta. Nossa relação com o planeta. São Paulo: ed. Três, abril de 2004.
REVISTA Ratio Instituto Luterano de Ensino Superior. Canoas RS: EditoradaUlbra. Jan 2002.
SCHWARTZ, Cristian. A destruição da Amazônia in Veja. São Paulo: Abril, ano 33, nº. 47, nov. 2000, p. 66
SOUZA M.P, Instrumentos de gestão ambiental: fundamentos e práticas. ed. Riani Costa. 2007.
WHEATLEY Margaret J. Conversando a gente se entende. Ed. Cultrix. Tradução: Euclides L.Calloni e Cleusa M. Wosgrau 2007.


Manoel da Conceição Silva

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ÉTICA, CIDADANIA E SUSTENTABILIDADE.

 Trabalho defendido no II Encontro Ambiental de Ji-paraná - Rondônia. O autor é filosofo e licenciado em Sociologia (UFMA) bacharelando em direito (ULBRA) mestre em educação (UFRJ),doutor em ciências da educação(San Carlos), professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), artista plástico e escritor. Autor da obra: Reeducação Presidiária: a porta de saída do sistema carcerário (Canoas, RS: Edit. ULBRA). Contato: 98-88932648 e 98-87245793. Email: autormanoel@ufma.

São Luis. 2014



1 Trabalho defendido no II Encontro Ambiental de Ji-paraná - Rondônia. O autor é filosofo e licenciado em Sociologia , bacharelando em direito (ULBRA) mestre em educação (UFRJ),doutor em ciências da educação(San Carlos), professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), artista plástico e escritor. Autor da obra: Reeducação Presidiária: a porta de saída do sistema carcerário (Canoas, RS: Edit. ULBRA). Email:autormanoel@ufma.br

2 Cidades que crescem sem o devido desenvolvimento comercial e industrial.

3 Revista Planeta. Editora Três 2004, pagina 66.
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