Módulo 6 Unidade 2 a sociedade industrial e urbana Subunidade Unidade e diversidade da sociedade oitocentista Assunto/Sumário a sociedade oitocentista



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6.2 Plano-tipo de aula

Módulo 6

Unidade 2 A sociedade industrial e urbana

Subunidade 2.2. Unidade e diversidade da sociedade oitocentista

Assunto/Sumário A sociedade oitocentista: uma sociedade de classes. A alta burguesia empresarial e financeira; a formação de uma consciência de classe burguesa. Duração: 90 minutos


Desenvolvimento dos conteúdos

(Linha conceptual)



Saberes/Aprendizagens

Metodologia

Situações de aprendizagem/Recursos

Fundada na igualdade jurídica do Liberalismo e consolidada pela civilização industrial, a sociedade do século XIX caracteriza-se pela unidade do seu corpo social. A diversidade social decorre, essencialmente, do estatuto económico que determina as distinções sociais e permite a mobilidade social.

Nesta nova sociedade, de classes, sobressaem dois grandes grupos: a burguesia e o proletariado. Fruto do investimento no trabalho e na educação, afirma-se, na sociedade oitocentista, a alta burguesia empresarial e financeira, detentora de poder económico, cultural, político e social.

Evidenciar a unidade e a diversidade da nova sociedade de classes.

Distinguir as classes burguesas quanto ao estatuto económico e aos valores e comportamentos assumidos.

Relacionar o papel da burguesia, como nova classe dirigente, com a expansão da indústria, do comércio e da banca.


O professor deverá privilegiar um tipo de aula que favoreça a construção dos saberes pelos alunos, partindo das técnicas de:

diálogo orientado que estimule o raciocínio;

exposição clara e ordenada;

resolução de questões, individualmente ou em grupo (de pares ou mais alargado).


1. Motivação:

  • Projeção, análise e exploração dos documentos 21 A e B “A diversidade da sociedade oitocentista”, p. 56.

  • Solicitar aos alunos a identificação nos documentos 21 A e B:

– aspetos (trabalho, vestuário, habitação, relação familiar, comportamento, rendimentos) que distinguem “os dois mundos opostos”.
2. Questões orientadoras:

  • Como se caracteriza a sociedade oitocentista?

  • Que fatores determinam as distinções sociais?

  • Que aspetos distinguem a alta burguesia?


3. Desenvolvimento:

  • Exploração dos documentos 21 A, B, C, p. 56 resolução da questão 1 e 2 da p. 59: Na sociedade oitocentista são notórios “dois mundos opostos”, dois grandes grupos/ classes sociais: o proletariado (Doc. A 1), e a burguesia (Doc. A 2) cujos rendimentos (Doc. B 2) determinavam as respetivas condições sociais: habitação, vestuário, relação familiar, educação e comportamentos. A distinção entre estas duas classes baseia-se:

– na situação profissional que garantia à burguesia “recursos” que não derivam do ”trabalho das suas mãos” (Doc. C1) enquanto era o trabalho manual que, em casa (Doc. A 1) no campo ou nas fábricas, permitia ao proletariado a sua sobrevivência;

– no poder económico que facultou à burguesia “um desafogo de meios” e uma “segurança” (Doc. C1) que o magro salário e a precariedade de emprego do operário não podiam garantir;

– no grau de instrução a que tinham acesso os filhos da burguesia e que lhes garantia a formação académica indispensável à gestão dos negócios e o acesso à “direção da nação” (Doc. C1); ao contrário, aos filhos do proletariado cabia-lhes o auxílio aos pais, no trabalho (Doc. A 1);

– nos valores e comportamento que a riqueza facultava à burguesia: o conforto, o bem-estar e o luxo (Doc. A 2) mas, essencialmente, a educação que lhe refinava o trato (Doc. C 2).



Distinta da sociedade de ordens de Antigo Regime, baseada no nascimento, a sociedade de classes assenta na liberdade e na igualdade perante a lei tornando-se, por isso, mais permeável: “a origem humilde” (Doc. C 2) já não impede a afirmação profissional e a ascensão social.

  • Exploração dos documentos 22 A e B, pp. 57 / resolução da questão 3 da p. 59: A mobilidade social na sociedade do século XIX é, particularmente, visível na heterogeneidade de estatutos económicos e profissionais da Burguesia. Joseph-Eugène Schneider (Doc. 22 A) personifica a alta burguesia empresarial e financeira do século XIX: pelo seu progresso profissional no setor empresarial, pela concentração de poder económico (industrial e financeiro), que consegue e que perpetua através do casamento, e pela notoriedade alcançada na vida política (deputado, ministro e presidente do Corpo Legislativo). As reuniões sociais (Doc. 22 B) eram, a par da imprensa e do ensino, um dos meios de a alta burguesia firmar os seus negócios (e casamentos), difundir os seus valores e afirmar-se politicamente.

  • Exploração dos documentos 22 B, 23 e 24, pp. 57, 58 e 59 / resolução das questões 4 e 5 da p. 59: A afirmação social da alta burguesia fez-se pela imitação dos padrões de vida aristocráticos: na compra de grandes propriedades, na construção de mansões faustosas onde se organizavam tertúlias e saraus (Doc. 23 B), na frequência de corridas de cavalos, espetáculos e bailes (Doc. 22 B). Esta harmonia de estilos de vida traduziu-se, com frequência, na nobilitação da alta burguesia por via dos seus serviços ou pelo matrimónio. Paralelamente ao gosto pela ostentação, afirmou-se, na alta burguesia, a consciência das virtudes e valores burgueses que a definiam como um grupo autónomo: o valor do trabalho, da poupança e do investimento (24 A e B) pois só “a persistência de esforços assegura o sucesso” (Doc. 23 A); a importância da família, garante da transmissão dos valores burgueses e da solidariedade entre os seus membros (Doc. 23 A e B); a consciência do seu empenho e esforço pessoal, determinantes do êxito individual (Doc. 24A).


4. Síntese:

  • Síntese oral ou escrita com as ideias fundamentais.

  • Síntese esquemática, construída ao longo, ou no final da aula.


5. Avaliação:

  • Observação direta focada na qualidade das intervenções e respostas dos alunos às questões levantadas pelos documentos e pelo professor.

  • Resolução, em TPC, dos exercícios das fichas nºs 17 e 18 do Caderno do Aluno


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