Masarykova univerzita



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Solidarita


Z temného lesa se ozývaly srdceryvné výkřiky. Ženské hlasy pronikaly noční temnotou, kterou tu a tam přerušovala mihotavá světélka petrolejových lampiček, připomínajících světlušky.

Nálada je zasmušilá a tíživá. Genú, nejmladší syn Suma Mé Sóloa, známého malíře ze čtvrti, se v podvečer ponořil hluboko do lesa, kde lovil hrdličky a munquéns25, šlápl na střepy z rozbité lahve a těžce se pořezal.

Chlapec ležel na rohoži s obličejem zkřiveným bolestí a zoufale se svíjel, zatímco z rány tryskala silným proudem krev.

S rukama plnýma různých léčivých bylin přistoupil jakýsi muž a sedl si ke zraněnému. Lesk v očích a soustředěný výraz svědčily spolu s jistotou pohybů o tom, že dobře ví, jak zastavit krvácení.

Sum Gusta chytil muže plný naděje i beznaděje a hlas se mu zadrhl v hrdle:


  • Mécè Stlôfi, zachraň mého syna! Jestli umře, nechci už žít.

Stlôfi klidně pokračoval ve své práci. Ošetření vypadalo složitě, ale on neměl ve zvyku upustit od něčeho, co jednou začal. Jeho hrubé ruce s jistotou prohmatávaly ránu na Genúově pravé noze, po níž stékala nazelenalá tekutina vymačkaná z léčivých bylinek. V napjatých tvářích sledujících mistrovu práci, se mísily obavy s nadějí. Ano, naděje, protože na míle daleko nebylo moudřejšího člověka, který by se lépe vyznal v lektvarech na zranění, na bolesti břicha a bušení srdce, než Mécè Stlôfi, muž nanejvýš poctivý.

Mistr se dvakrát pokusil zastavit krev, jež bez ustání prýštila z rány. Potom sklesle zavrtěl hlavou a prorocky prohlásil:



  • Paní, náš andílek musí do nemocnice, jinak, jak už jsem vám říkal, mu moc času nezbývá. Problém bude sehnat v tomhle koutě země auto, … Pořád krvácí! Takže pokud ho urychleně nedostaneme do nemocnice, ztratíte ho. Jeho stav je vážný, zachránit ho mohou jen v nemocnici.

Rozhodná slova nepřipouštěla diskusi, obzvlášť, když je pronesl Mécè Stlôfi, muž, jehož názor byl ve čtvrti velice respektován.

Okolostojící se na sebe ustaraně podívali. Jak vyřešit problém s přepravou? Leda, že by byl doma Sô Faustino. Jediné auto v okolí patřilo jemu a on vždycky nabídl svou pomoc kterémukoli nemocnému, byl-li o to požádán. Jenže dnes jel, jako každé úterý, k rodičům do Budo Palí a zdržel se tam.

Noc proťalo světlo dvou světlometů. To se vrátil Faustino. Řekli mu, oč jde a auto okamžitě vyrazilo plnou rychlostí zanechávajíc za sebou jen oblak dýmu.

Když se dav chystal rozejít, poněkud rozrušený obavami o osud syna Mé Sólóa, ujal se slova Júdice, mladý učitel a jeden z prvních, kteří přispěchali na pomoc:



  • Přátelé, Genú jel do nemocnice, ale je tu ještě jedna věc: vzpomeňte si, že on, stejně jako Mé Sóló, mají vzácnou krevní skupinu. Myslím, že jediný, kdo mu tady ve čtvrti může darovat krev je Sucu Menémené. Jenže všichni tady víme, že Sucu a Genúův otec spolu nemluví od toho dne, kdy Sum Mé Sóló obvinil Menémeného z krádeže svých koz. Nebyla to pravda, Menémené se cítil velice dotčený a přísahal, že s Mé Sólóem ani s jeho rodinou už nikdy nepromluví. Pokud ho nepřesvědčíme, aby daroval krev…

Učitelovu řeč přerušil šepot lidí, kteří se všichni ohlíželi kamsi za sebe. Odtamtud přišel Sum Menémené s tím jeho věčně ustaraným výrazem v hranatém a obezřetném obličeji a  rukama zkroucenýma v osobitém gestu. Podíval se na kolemstojící před sebou, otočil se na učitele a řekl:

  • Pane učiteli, slyšel sem, co ste povídal. Já a Mé Sóló spolu nejsme zadobře, nemluvíme spolu už 15 let, to tehdá Genú ještě ani nebyl na světě. Tak jo, ten kluk je vážně zraněnej, je teďka ve špitále a nikdo neví, jestli přežije. Jak všichni víte, tady u nás se říká, že člověk, kterej daruje krev jinýmu, umře, když umře ten, kterýmu krev daroval. Takže, pane učitel, já sice nejsem študovanej, ale vím, že tohle není pravda, není – sklonil hlavu a zjevně v rozpacích zakašlal, než pak pokračoval: - Ano, pane učitel, já a jeho otec spolu nemluvíme, ale život člověka je fakt vážná věc. Můžeme oplácet nenávist nenávistí, ale když teda de o záchranu života, navíc děcka, nenávist musí zůstat stranou. Mé Sóló tady dneska není, vypadá to, že odjel do Portalegre, ale to je jedno: dám jeho klukovi krev!

Radostné volání a potlesk přehlušily poslední Sum Menémenéova slova. Nikdo nečekal, že se k tomu dřevorubec takto postaví, protože to vypadalo, že tihle dva muži se nedokážou nikdy usmířit.

Ale Sum Menémené dokázal, že lidská solidarita překoná jakoukoli nenávist, i když se skrývá pod maskou těch nejohavnějších pověr.


  1. COMENTÁRIO DA TRADUÇÃO


A disciplina da tradução é muito antiga. O origem da tradução remonta aos próprios inícios da escrita. Já três milhões de anos a.C. Sargon, o rei asssírio, fez redigir as suas grandes batalhas em várias línguas. Ou o Código de Hamurabi do começo do segundo milenário antes Cristo foi também escrito em várias línguas.26 Há muitas tabuletas e artefactos históricos que se conservaram até a nossa época. Também as reflexões sobre a tradução existem desde a Antiguidade com os textos de Cícero, de Séneca ou de Horacio, seguidos, de Idade Média e até ao século XIX, pelos textos providos das personalidades religiosos, literários e filosóficos como São Jerónimo, Martin Luther, Gottfried Wilhelm von Leibniz ou Friedrich Nietzsche.

George Steiner na sua obra After Babel (1975) divide a história literária sobre a tradução em Ocidente em quatro períodos. O primeiro, período de reflexão fundado na prática da tradução sai de Cícero e Horacio e vai até ao ensaio sobre os princípios da tradução de Alexander Fraser Tytler (1791). O segundo período vai até a publicação do livro Sous l´invocation de saint Jérôme de Valéry Larbaud (1946) que se caracterisa pela sua orientação hermenêutica e filisófica. O terceiro período começa por primeiros publicações sobre a tradução automática nos anos quarenta do século XX e termina-se na época do ascenso da linguística estruturalista e da teoria de comunicação nos anos sessenta; o quatro etapa começa na década de sessenta e na época do aparecimento da obra de Steiner em 1975, ela continua com o retorno da hermenêutica.

Com a evolução da teoria da tradução, desenvolvem-se também diferentes conceitos da tradução. Alguns opiniões que têm aparecido afirmavam que a tradução diminui a qualidade informativa e estilística da obra, outros defendiam o ponto de vista opósito e classificaram a tradução como o meio necessário para a compreensão entre os nações e como a possibilidade de reconhecer outras culturas e mentalidades. Na história da tradução há dois métodos principais que são opostos: a transposição e a tradução fiel ou a adaptação e a tradução integral. Mesmo que os problemas da tradução fiquem mesmos até o século XVIII e de nossos dias, as duas épocas salientaram duas teorias mais ou menos contrárias. Geralmente, a ideia principal a qual inclinam as tendências das últimas décadas disse que:

O objetivo da tradução não é a reprodução dos meios linguísticos, mas a informação que estes expressam, a sua relação à realidade objetiva, ao emissário e ao destinatário. […] A missão da tradução é reproduzir a função do anúncio.



( Vilikovský, J., 2012, p. 22)

Trata-se, então, da transmissão do sentido e não só da tradução dos elementos constituivos. O objetivo da tradução é, segundo Vilikovský, entregar a mesma impressão ao leitor como o fizesse o original. Esta concepção é defendida também por D. Knittlová e o coletivo dos teóricos da tradução que na sua obra Překlad a překládání afirmam que: «A tradução tem que surtir aos leitores o mesmo efeito como o texto original para os seus destinatários.»27 Entretanto não quer dizer que a realização linguística seja o processo secundário. É também o aspecto formal do original que deve ser transmitido porque o estilo contribui muito ao impressão que a tradução faz ao leitor. Em consequência, deveria ser conservada a expressão artística da obra, o seu carácter estético com todas as especificidades e particularidades que se reproduzem através da língua da tradução.

Com que o tradutor tem que se enfrentar é a interferência, o processo que a linguista Zlata Kufnerová define como « a interpenetração mútua, contaminação ou cruzamento »28. Na teoria da tradução comprende-se por este termo a influência da língua de destino pela língua de origem. A pressão do aspecto expressional da língua de origem é provavelmente mais forte quanto mais semelhantes são as línguas e sobretudo quanto menos experiente é o tradutor. Os diversos tipos da interferência reproduzem-se ao nível ortográfico, frazeológico, gramático e lexical. Quanto às línguas portuguesa e checa de quais vamos nos ocupar neste trabalho, a interferência é mais marcante no plano sintático porque o checo é a língua analítica enquanto o português a língua felxional. A interferência gramática manifesta-se também na concordância dos tempos do que dispõem as línguas românicas mas que não existe em checo e nas línguas eslavas. Outro problema tarductológico entre estas línguas é o sistema de declinações checo que em português é substituido pelas preposições.

O nosso esforço foi criar um texto consistente levando em consideração a desigualdade da realidade santomense e checa, ou seja, a desigualdade do contexto sociocultural utilizando os meios linguísticos que mantenham a coesão interior de texto. Tentávamos criar um equivalente textual e não uma cópia idêntica transferida violentamente para outra língua.

Nesta parte focalizaremos sobretudo aos fenómenos mais problemáticos que durante da tradução exigiram a nossa maior atenção. Dividiremos essa parte em três subcapítulos tratados os diferentes problemas traductológicas surgindos ao decorrer da tradução. Cada uma tentaremos analisar do ponto de vista lexical porque neste campo ocorreram as principais dificuldades e na terceira abordaremos também os problemas com a tradução no plano semântico ilustrando como traduzimos os fenómenos surgidos no texto.

    1. Elementos da civilização, cultura e natureza


O fenómeno a que tivemos prestar a maior atenção no decorrer da tradução era os elementos da civilização, da cultura e da natureza. Para poder traduzir os elementos da cultura e da vida santomense de modo adequado não é suficiente de conhecer o vocabulário mas é preciso de se orientar em contexto sociocultural e histórico. Além disso, tivemos de reconhecer a geografia santomense para não comitir os erros na tradução dos aves e árvores. Ao plano lexical encontramo-nos com as pequenas localidades luchans que correspondem a nosso bairro mas muito mais pequeno. Porque lá é zona onde todo mundo conhece todo mundo, traduzimos o luchan como čtvť, apesar da diferença na extensão. Lugar onde o povo encontra-se para as festas tradicionais é o quinté, em português quintal que traduzimos como statek ou dvůr. Do léxico da natureza encontrávamos os equivalentes pelas palavras jaqueira-chlebovník, lagaia (p.45)que segudno o contexto traduzimos como lišák (p.33), guembo - netopýr enquanto as lulas das bananeiras traduzimos pela perifrase červené banánovníkové květy, ze kterých sají med…(p.32) porque em checo não existe o equivalente direito.

No texto havia também uma expressão ligada com o traje feminino que tivemos transmitir ao checo. Trata-se do quimono que na cultura checa corresponde ao traje do karaté portanto tivemos que procurar o equivalente mais próprio à realidade santomense o que nos forçava à explicação do termo direito na tradução. O quimono traduzimos como tunika. Neste caso podemos falar de falsos amigos que, segundo a conceção do Kœssler e Derocquigny, que examinaram as palavras francesas integradas no inglês e as armadilhas de tradução que estes representam pelos locutores não peritos, os falsos amigos designam as palavras cuja « l’identité de forme n’entraîne pas nécessairement l’identité de sens »29 Os falsos amigos têm então a forma parecida nas duas línguas mas o diferente sentido como é o caso do quimono/kimono.

Apesar das tentativas de descobrir os elementos de cultura e natureza, encontrávamos a terminologua cultural e as nomenclaturas da fauna e flora de que não existeem os equivalentes checos. Era o caso dos instrumentos musicais ou das danças típicas pela cultura santomense - puíta, bailé, socopé e tchiloli, do ave munquém ou da estação seca e fresca gravana. A maioria destes termos descrevemos na nota de rodapé e, a mais, a título de curiosidade descrevemos estes termos tradições no capítulo “Vocabulário e explicações”.

No caso do árvore quime (p.28) encontrávamos o nome latino newbouldia leavis que utilizávamos na tradução checa sem o nome genérico na forma declinada newbouldiemi (p.25). Por causa da falta das informações mais precisas sobre as ervas medicinais fiá ponto e fiá glon, traduzimo-los só com o termo mais geral léčivé bylinky.

Outro problema surgiu também no caso dos nomes próprios e topónimos. Segundo a estratégia de Jan van Coillie, o teórico belga da literatura infantil, um nome próprio usa-se para distinguir as duas entidades várias de uma espécie. Entre outros, assim, distinguimos os nomes próprios de pessoas, dos animais ou os topónimos. Se o nome tem uma conotação ou uma função o tradutor deveria o deixar sem mudança na tradução conservando assim a intenção do autor do texto original. Existem dois métodos mais frequentes para traduzir os nomes próprios: a adaptação e a alienação. A estratégia da adaptação consiste em tardução nome adaptando o à cultura da lingua alvo até ao ponto que o carácter estrangeiro desaparece. A segunda estratégia possibilita ao tradutor de manter o aspeto estrangeiro do original em tradução.

Relativamente aos nomes próprios Rosa Adriana, Beto Vicente, Chico Monteiro e topónimos Riboque, Água Lugui ou Bado Palí, utilizamos na maioria dos casos a segunda estratégia, aquela de alienação, deixando quase todos os nomes sem a tradução porque em checo não existe o equivalente por eles.

Além dos nomes simplesmente típicos de São Tomé, alguns personagens tem também os nomes do significado especial. Nalgumas culturas, especialmente africanas ou, como neste caso, influenciadas pelas culturas africanas os nomes podem exprimir alguma qualidade da pessoa portadora ou estar relacionada à sua profissão. Na obra de Bragança isso é, por exemplo, o caso de Mé Cuto Dama do conto « Rosa do Riboque » ou de Mécè Stlôfi da « Solidariedade ». Mé Cuto Dama é mais ou menos nome para identificar a pessoa, alcunha que se coloca lá na terra. Mé Cuto Dama é o nome de um senhor já de idade ligando-se para a qualidade enquanto o nome Mécè Stlôfi é relacionado com a sua profissão de um feiticeiro, membro típico das comunidades tribais, neste caso mais propriamente curandeiro que ajuda às pessoas com as folhas de remédio. Mesmo que conheçamos o significado destes dois nomes, deixámo-los na forma crioula, porque não encontrávamos o equivalente apropriado e devido ao fato que o resto dos nomes não é traduzido a tradução destes não produzia o bom efeito.

Ao lado dos nomes próprios tivemos de resolver o problema com a tradução das alcunhas que fazem parte integral da cultura santomense/africana. Também neste caso descobrimos que as alcunhas crioulas simbolizam as qualidades, ou mais propriamente defeitos das personagens portadoras mas aqui fomos capaz de aplicar a extratégia de adaptação de Jan van Coillie, buscando o equivalente mais próprio. Assim a Bóca Tunhá (p.24) significa o peixe que tem poça puxadi, é o significado popular por alguém que irrite outras pessoas por falar sempre e traduzimo-lo como Mluvka (p.22). Flóli Canido (p.24) é um flor bonito vermelho quem ver dá sorte e é raro ver que traduzimos como Štěstěnka (p.22). Opé Cabla (p.24) quer dizer pé de cabra ou unha de gato, por isso escolhemos o equivalente Kozí nožka (p.22). Uê Viló (p.29) denomina alguém que tem olho trocado o que traduzimos como Pidloočko (p.25). Conqui significa a corcunda do que é curvado o corpo do Beto Vicente que traduzimos como Hrbáč (p.22). Alcunha Zpustlík (p.33) em checo para Pouca Roupa (p.44) inventámos a partir do traje que tive sempre em desalinho.





    1. O crioulo


Começamos pelo plano lexical. Antes de tudo tivemos que ultrapassar o obstáculo com que se encontram os tradutores dos autores cuja língua materna é o crioulo que está udtilizado também nas suas obras.

No primeiro lugar, tentaremos explicar o que é o crioulo. O crioulo é a língua que nasce do contacto dos escravos negros e dos colonizadores que necessitavam de comunicar entre si não tendo o mesmo código linguístico. Não é uma língua, como o muitas pessoas pensam, mas cada crioulo tem a base no vocabulário da língua do país dominante que imposava a sua língua aos nações submissos. O professor Gabriel Antunes de Araújo da Universidade de São Paulo define o crioulo do ponto de vista linguístico assim: «“crioulo”, em linguística, nada tem a ver com etnias, mas sim com a criação de um idioma a partir da aglutinação e variação das culturas presentes em um determinado local.» Nesta explicação do professor podemos ver a etimologia da palavra que já implica o processo da criação da língua crioula.



Durante os descobrimentos no século XVI, os portugueses juntavam os grupos étnicos africanos diferentes em um espaço, porém cada grupo falava da sua própria língua. Os africanos não eram capazes de aprender o português imposto corretamente mas conseguiam algo parecido: a língua resultante da mistura dos vários idiomas africanos com o Português.30 Assim, a língua portuguesa, inicialmente o instrumento da opressão, foi absorvida pelo novo espaço cultural e deste modo passou a fazer parte do partimónio cultural santomense. Adaptando-se às exigências nacionais de comunicação e expressão, as línguas faladas em São Tomé e Príncipe integraram o português no seu universo. Assim, a interferência que resulta de uma influência de várias línguas, de contato entre a língua portuguesa e outras línguas faladas no país comeca a formar a língua santomense. Desta coexistência das línguas num território resulta o facto que a língua portuguesa, adotada como a língua oficial desde a independência em 1975, tem vindo a “são-tomensizar-se”31, quer dizer as transformações que a língua portuguesa sofreu no arquipélago desde a consciencialização da identidade do povo santomense.

Para precisar a situação linguística em São Tomé e Príncipe, a língua santomense foi criada da coabitação dos sistemas nacionais como o Crioulo de Cabo Verde, o Forro, o Lunguyé e o Lunga Ngola. Deste contacto resultavam as interferências que contribuiam à situação linguística santomense. A língua materna da maioria da população nas ilhas de São Tomé e Príncipe situa-se entre o Português e o Crioulo. Este continuum linguístico crioulo-português com a norma europeu é apelida “falar são-tomense”.32 A coexistência destas duas línguas da qual resulta a fala santomense está utilizada também nas obras literárias como é o caso do Albertino Bragança nos livros de qual é bem apanhado o universo linguístico santomense. Entretanto, esta integração do crioulo ao português representa o problema traductológico sobretudo porque o acesso aos dicionários do crioulo da qualquer língua é limitado. Mesmo que a interpenetração do crioulo com o português seja a marca típica do estilo de Bragança, decidimos de tarduzir o crioulo ao checo porque no caso contrário o texto seria incomprehensível pelos leitores. Depois de consultar o significado das expressões crioulas com o nativo do São Tomé, traduzimos É sá cuá! (p.30) como Panečku!(p.26), flogar (p.30) – bavit se (p.26), géssu (p.30) – dýmka (p.26) ou a espressaão chê que citaremos em frase para melhor ilustração - chê, quem está chama-mo ? (p.35) - Tak kdo mě teda volá? (p.28), ou Zalma bluco que traduzimos como zbloudilá duše ou démon. Também cunciência significa závist.

Nos exemplos supracitados podemos ver como Albertino Bragança enfrentou-se com o problema da utilização do crioulo no texto portuguêsas palavras crioulas fazem parte integrante da língua portuguesa. Como já foi mencionado, as línguas crioulas nasciam do contacto com a língua do colonizador, portanto, esse problema do conflito de duas línguas tiveram resolver os escritores no mundo inteiro.

Para a comparação com o estilo da utilização do crioulo na obra do Albertino Bragança apresentaremos o autor que também teve que solucionar o problema da língua crioula nas suas obras. Podemos salientar o caso do Patrick Chamoiseau, o escritor martiniquense cuja língua materna é o crioulo. Chamoiseau assuimiu a atitude parecido àquela do Bragança inserindo o crioulo entre a língua portuguesa no texto. Todavia, Chamoiseau executou este processo na medida mais vasta, até ao ponto que no seu caso fala-se da “diglosia“ criando assim a língua chamada « langue chamoisisée ». Na sua obra o crioulo se mistura com a língua francesa que domina em Martinique: « La loi saigne les gens, la Lwa ka senyen moun!…» (2007, p. 89) Interessante é que Chamoiseau escolheu a língua francesa só de vez em quando interferido por crioulo pelas suas obras porque o povo martiniquense que comunica em crioulo é iletrado. Ele tive que decidir se defender a sua língua materna a todo custo ou escrever pelo público que será capaz de ler as suas obras mas em francês. Chamoiseau insere ao texto em francês as frases inteiras em crioulo enquanto Bragança utiliza só as palavras crioulas no texto português dado ao fato que a língua dominada e dominante quase assimilavam-se numa língua, naquela santomense.
    1. Disctinção da fala das diferentes camadas sociais em tradução


Outro problema traductológico que resolvemos nos contos de Albertino Bragança no plano lexical surgiu quando o autor emprega os coloquialismos e as expressões familiares. A tradução destes de uma maneira conveniente julgámos muito importante e também difícil porque é necessário de equilibrar a diferença entre dois estilos. As expressoões familiares e os coloquialismos utilisam sobretudo as personagens representadas a população pouco letrada enquanto na fala da polícia ou na a das personagens letradas isso não aparece. Assim, segundo o tipo dos meios lexicais que as personagens utilizam, podemos bem distinguir as diferentes camadas sociais dos contos traduzidos.

Começamos pelas personagens do povo do Riboque representados pela Rosa Adriana e os seus amigos que utilizam, no primeiro lugar a expressão familiar você. Segundo o dicionário Priberam o você é a contracção de vossa mercê e significa « o pronome de tratamento, usado quando alguém se dirige a outrem, a uma segunda pessoa, mas que obriga à concordância com o verbo na terceira pessoa33 Portanto traduzimos esse pronome na segunda pessoa do singular em checo. Assim você (p.45) traduzimos como ty, tě, ou também pela expressão coloquial holka (p.33) Além de você utiliza-se também a o tratamento gente que segundo dicionário Priberam, define esta expressão familiar como a « locução que corresponde semanticamente ao pronome pessoal nós, mas gramaticalmente a uma terceira pessoa do singular, [...], e designa o grupo em que se integra quem fala ou escreve. »34 Traduzimo-lo em primeira pessoa do plural: gente sabe... ou gente deixa... (p.40) traduzimos como Víme... (p.31) e Necháme...(p.30) Também os coloquialismos bom moço (p.45) tarduzimos como dobrý chlapík (p.33) ou na intenção de conservar efeito do original a minha Rosa (p.45) traduzimos como Rózička e fulano - našinec (p.33). As personagens pobres interferem na sua fala também as expressões como ou que, em checo corresponderiam aos locuções tak, kámo, ou vole. Devido ao fato que tak e kámo seria no texto checo redundante e vole é a expressão vulgar decidíamos de o omitir na tradução checa. Também o chê, que já mencionámos no capítulo precedente porque é a palavra crioula, podemos qualificar como a expressão familiar que traduzimos como tak teda. No texto aparece também a expressão vadiola (p.33) que foi um pequeno enigma por nós até ao momento quando reconhecemos que se trata de palavra contracta do vadio-la. Por essa expressão escolhíamos em checo o coloquialismo proutník (p.27). No texto ocorrem também as palavras abreviadas nquintal, nbailé que, infelizmente, não conseguímos exprimir em termos da língua falada. Portanto, para poder conservar o estilo do texto original e bem exprimir a intenção do autor, tarduzimos toda a fala das pessoas ordinárias para o checo informal como nějakej, utýct, nedělaj, abysme, utilizando também os coloquialismos checos makat, špitál ou fakt.

Contudo, entre o povo pobre aparecem também as pessoas instruídas e cultas como é o caso do Mé Léchi do conto «Rosa do Riboque» que tem « a fama de autodidacta, reforçada pelo diploma do 1o grau do professor Atanásio...» (p.28) ou do professor Jacinto da «Solidariedade». Este fato prova também a escolha das expressões e o nível elevado das falas deles. Por isso, a linguagem destas personagens é traduzida para o checo formal sem os coloquialismos e expressões familiares.

Finalmente, tentaremos precisar as distinções na fala dos polícias. Os diálogos dos polícias não contêm as expressões familiares nem as palavras em crioulo e gramaticalmente correspondem ao português europeu. Só utilizam o coloquialismo às vezes vulgar cabra que traduzimos em checo pelo equivalente coloquial děvka.

Com os problemas em tradução encontrámos também no plano semântico. No primeiro lugar tivemos de conhecer todo o texto e perceber o significado complexo. Só depois podíamos tentar de empenhar a mesma impressão ao leitor como o original. Neste nível as dificuldades nasceram nos provérbios e locuções. Neste caso foi preciso de procurar alguma expressão idiomática para conservar o estilo e significado o que não conseguimos em todos os casos. Por exemplo o provérbio quem não deve, não teme (p.34) que não tem o equivalente direito em checo traduzimos como kdo nemá dluhy, nemusí se bát (p.28) conservando o sentido mas perdindo o rima. Apareceu também a locução verbal … a livrara [...] de mau-olhado (p.35) que traduzimos como …ji uchránila od uřknutí, …(p.28) ou a locução na frase O ambiente era taciturno, quase ás moscas, …(p.33) tarduzimos como Panovala tam zasmušilá nálada, téměř nudná…(p.27). Também a locução ...a piscar olho à mulher bonita…(p.30) – pokukovali po hezkých holkách (p.27). A mais tivemos de exprimir a frase ...oração não lhe faltava…(p.35) de maneira mais própria em checo – bojovala by proti zlu… (p.28). A expressão de mansinho na frase …aproximavam-se de mansinho… (p.39) traduzimos como …se k němu potichounku přiblížili… (p.30) ou o mesmo caso da em má altura Você vem em má altura, Rosa (p.46) -traduzimos To sis nevybrala vhodnou chvíli, Roso. (p.34)



Em conclusão, tradutor tem que resolver os problemas muito complexos de que antes não foi consciente. Tradutor tem que conhecer a língua de chegada e também a língua de partida muito bem mas não só isto, tem também ser capaz de revelar as incompatibilidades e fazer modificações necessárias no texto de chegada. A tradução nunca pode ser perfeita mas o tradutor pode fazer bom tradução a partir das suas capacidades e sobretudo experiências e conhecimento.

  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Como o objetivo deste trabalho tivemos a tradução dos dois contos do livro Rosa do Riboque e outros contos de Albertino Bragança e o comentário dos problemas surgidos ao decorrer da tradução.

No início, apresentamos o contexto histórico e literário nas ilhas de São Tomé e Príncipe e a sua influência para a formação da identidade e do nação santomense que nos ajuda a melhor compreender o texto traduzido. Continuamos com a breve apresentação da vida e a criação literária do autor, registrando assim uma grande influência da vida do autor e da história das ilhas no temática da sua obra. A vida cotidiana dos habitantes, o trabalho duro nas roças, o povo pobre e marginalizado ou a vida rural correspondem a época colonial de opressão. A seguinte descrevemos os contos Rosa do Riboque e Solidariedade que traduzimos do ponto do vista literário analisando, depois da apresentção temática dos contos, alguns fenómenos que surgem no texto. Analisamos a função do narrador, a linguagem utilisada nos contos e a dimensão do espaço e do tempo que ancoram a história narrada.

No capítulo seguinte apresentamos a tradução própria dos dois contos para o checo e continuamos com o comentário dos problemas que encontrávamos durante a tradução. Concentramo-nos aos três âmbitos que criam a maior problemática traductológica. Eram os elementos de civilizção santomense, a cultura e a natureza no primeiro lugar, a língua crioula que é interpenetrada com o português e que o autor utilisa em quantidade nos contos e finalmente distinguimos as camadas soiciais das personagens representadas a população santomense segundo a maneira de falar. Abordamos os problemas no plano lexical que aparecem nos conto demarradamente e os fenómenos ao nível semântico com quais tivemos de nos enfrentar durante a tradução.

Ao fim de nosso trabalho esperamos que a nossa tradução e as informações da historia e da literatura pudessem ser útil para os leitores futuros de Albertino Bragança e que esta análise ajudasse descobrir a vida, a cultura e a literatura santomense, até aos dias de hoje pouco examinada.


  1. BIBLIOGRAFIA


Fontes primárias

BRAGANÇA, Albertino. Rosa do Riboque e outros contos. Editorial Caminho, 1997.



Fontes secundárias

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ALAC, Linda-a-Velha, Portugal, 1993.

ARAÚJO, Gabriel Antunes de, HAGEMEIJER, Tjerk. Dicionário livre do santomé – português. 2013

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CALDEIRA, Arlindo Manuel. Mulheres, sexualidade e casamento em São Tomé e Príncipe (séculos XV a XVIII), 2ª ed.. - Lisboa : Cosmos, 1999. p. 316

COILLIE, Jan van, Verschueren, W. (eds.) (2006). Children´s Literature in Translation. Pages 123-129

CHAMOISEAU, Patrick. Solibo Magnifique. Paris: Gallimard, 2007, p. 243

GENETTE, Gérard. Nouveau discours du récit. Paris, Seuil, 1983. 

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KNITTLOVÁ, D.; GRYGOVÁ, B.; ZEHNALOVÁ, J. Překlad a překládání. 1.a ed. Olomouc: Univerzita Palackého v Olomouci, Filozofická fakulta 2010. 291 p.

KUFNEROVÁ, Zlata. Čtení o překládání, H&H, Jinočany, 2009, p. 45

KŒSSLER, Les Faux amis des vocabulaires anglais et américains, Paris, Vuibert, 1975



MATA, Inocência. Diálogo com as ilhas. Sobre Cultura e Literatura de São Tomé e Príncipe. Lisboa, Edições Colibri, 1998.

MATA, Inocência. Emergência e existência de uma literatura: o caso santomense, Edições



NEVES, Carlos Agostinho das. In S. Tomé e Príncipe na Segunda Metade do Séc. XVIII, Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigraçăo, Funchal, e Instituto de História de Além-Mar, Lisboa, 1989, p.156

STEINER, G. Po Bábelu. Otázky jazyka a překladu. Praha: Triáda 2010.



TENREIRO , Francisco José – “A Ilha de S. Tomé”, Junta de Investigaçăo do Ultramar, Lisboa, 1961, pág. 91

TRIGO, Salvato. Introdução à literatura Angolana de Expressão Portuguesa. Col. « Literaturas Africanas », Porto, Brasília Editora, 1977, pp. 15-16

VILIKOVSKÝ, Ján. Překlad jako tvorba. Vyd. 1. Praha: Ivo Železný, 2002, 246s.

XAVIER, Lola Geraldes - São Tomé e Príncipe: um olhar endoexógeno a partir da literatura. Lisboa, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Estudos Africanos (CEA-IUL), 2012. p. 393-409

Fontes electrónicas

Actas do Colóquio Internacional São Tomé e Príncipe numa perspectiva interdisciplinar, diacrónica e sincrónica. Disponível em: http://coloquiostp.wordpress.com/proceedings/. Acesso em 26 de junho 2015

Interferências linguísticas: um contributo para o ensino da língua portuguesa em S.Tomé e Príncipe - http://repositorio.ul.pt

Identidade cultural e santomensidade - Tela Non 20 Janeiro 2012 Disponível em: http://uk.groups.yahoo.com/group/saotome/message/32920. Consultado em 28 junho 2015.
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt



  1. ANEXOS


Vocabulário e explicações
Achen só – sempre assim, sempre o mesmo – vždy stejně

Bufado – salteador que se vestia de lata ou capa e que, no passado, atacava os transeuntes nos lugares ermos. Embuçado.

Butadô vungo – o cantor proncipal no Socopé – hlavní pěvec

Cunciência – inveja - závist

É sá cuá – que coisa!(admiração) - panečku

Fiá glon, fiá ponto – ervas medicinais

Flogar – folgar, divertir-se, representar - bavit se

Fundão – terraço onde se dançava ao ritmo de música de corda

Géssu – cachimbo de barro

Gravana – estação seca e fresca entre a das grandes secas e das chuvas

Guembo – morcego – netopýr

Jaqueira – árvore que produz a jaca, fruto de grande volume – chlebovník různolistý

Lagaia – raposa – liška

Luchan – pequena localidade rural – čtvrť

Munquém – ave abundante em São Tomé

Pito dóxi – fluta – flétna

Puiteiro – tocador de puíta

Quinté – quintal – statek, dvůr

Uê viló – estrábico – šilhavý

Vadiola – separado “vadio-la” – jovem que anda atrás das garotas - proutník

Váplegá – casa de habitação de reduzidas domensões, cujas paredes são feitas de ramos de palmeira.

Zalma bluco – alma penada, demónio – zbloudilá duše, démon

Bailé

Bailé é o sinónimo da dança embora este termo remonte à Idade Média quando decorria unicamente a mandado dos reis. Como tal, o bailé significa a acção de dança e o local onde o evento decorre.



Puíta

Puíta é um instrumento parecido ao bongo que conhecemos na Europa. É feito de um tronco vazio que na parte mais larga é tapado de uma pele. Puíta é um instrumento típico com o mesmo nome como uma dança também designada puíta mas este instrumento pode acompanhar vários tipos de dança.

Socopé

Através as danças os habitantes santomenses exprimem as emoções, atitudes e vlores mais propriamente de alegria, raras vezes de ódio ou de vingança. A dança é o que constitui um elemento identificador dum povo. A dança típica santomense é o Socopé « só com os pés ou só com o pé » acompanhado de uma música ritmada, cantada na língua dos insulares e jogada com dois tipos de instrumentos – aquilos que dão o ritmo: zabumbas e mussumbas (tambores), pintas (tambores furados dentro dos quais se introduz um pauzinho molhado), puitas, canzas e cabaços (maracas) – e aquilos que dão a melodia - pitos e pitu dosci/ dóxi (pequenos flutos de bambu). A dança é composta da parte feminina e da parte masculina. As mulheres são vestidas de quimonos ( as blusas tradicionais de vários cores e modelos dependente de tipo de festa), de saias rodadas e de lenços coloridos que lhes atravessam o peito. Por outro lado, os senhores vestem as camisas fitas e distintivos. Socopé é uma dança bastante religiosa e cada participante ocupa um grau da hierarquia complexa do ritual. Ao socopé propriamnete dito antecede uma cerimónia introdutória durante a qual os membros sentam-se ordeiramente numa mesa e o acto muda e continua ao tocar o apito. Depois segue uma marcha ao quintal do dirigente da festa onde a dança própria pode começar.



Relativamente à tradição do socopé temos de explicar também a expressão que faz parte desta dança. É a designação crioula do cantor principal – o butadô vungo.

Tchiloli


A manifestação cultural nomeada em crioulo «Tchiloli» é uma peça teatral que pois não tem a sua origem em São Tomé. Existem duas versões controversas que dizem respeito à autoria da obra. Segundo a primeira versão, trata-se de uma obra francesa que passando por Espanha chegou posterirmente ao Portugal. A segunda versão diz que o autor da obra é o poeta madeirense Baltazar Dias cuja obra foi levada às ilhas pelos portugueses. Trata-se duma obra medieval que faz parte do ciclo da história de Carlos Magno. Esta peça dramática conta-nos a história do Marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno que tive como o herdeiro único o seu filho Dom Carloto.

O Tchiloli, dado ao seu origem, é influenciado pelas tradições europeias como o tipo de dança executada durante o jogo ou as reprezentações das grandes batalhas da Idade Média. Por outro lado, demonstra também as influências africanas como os instrumentos utilizados. 35

Quime

O quime é um árvore medicinal santomense de flores rosados. Neste caso encontrámos também o nome latino newbouldia leavis que utilisamos na tradução checa mas sem o nome genérico.

Jaqueira


A jaqueira é um árvore de grandes dimensões, da família das moráceas, nativa da Ásia, cultivada pela boa madeira e pelos frutos comestíveis.36 O árvore produz as jacas, fruto de grande volume. O equivalente latim da jaqueira é Artocarpus heterophyllus e traduz-se em checo como chlebovník různolistý nebo také džekfruit.

Munquém

Munquém é um ave abundante em São Tomé que é parecido a nossa rola. Do latim Aplopelia larvata é traduzido ao português como a muncanha. Em checo não o traduzimos porque os dicionários procuram a palavra hrdlička que quer dizer em português a rola, esta antecede na mesma frase ao munquéns.

Lulas de bananeira



As lulas das bananeiras são as folhas vermelhas que florescem na bananeira e às vezes morcego fica no bico dela extraindo mel. A desfloração destas folhas vermelhas significa que as bananas são maduros.





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