Mas vós sois a geraçÃO eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz”. 1 Pedro 2: 9



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Mas vós sois a GERAÇÃO eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz”. 1 Pedro 2:9

Chegou o ano de 2013, ano em que deixaremos que a chama viva da Palavra de Deus brilhe em nosso ser; e o primeiro desafio como líder desta juventude é realizar um retiro marcante para iniciarmos 2013 recebendo o brilho da luz maior e sair logo após o encontro brilhando por Jesus e desafiados a ser, participar, viver como “Geração Esperança – Gente como Jesus”, verdadeiras luzes neste mundo de trevas.
O material que você tem em mãos foi preparado com carinho, trazendo algumas sugestões para um melhor desempenho na organização e execução do retiro espiritual de 2013. Aproveite ao máximo o tempo com os jovens para muita meditação da Palavra, palestras, treinamento, batismos, debates de temas jovens, recreação, sociabilidade e muito mais. Você terá nesta apostila:


  1. Projeto Missionário para Geração Esperança da AAMO – 2013 (p.2)

  2. ATIVIDADES SOCIAIS (p.4)

  3. Dicas para escolher filmes (p.5),

  4. FILMES RECOMENDADOS. Sugestões de filmes para assistir com os jovens durante o retiro (p.6),

  5. PROGRAMAÇÃO GERAL SUGESTIVA (p.11)

  6. Perguntas e respostas para realizar dinâmicas bem interativas com a turma (p.12),

  7. Palestras para jovens (p.19),

  8. Dinâmicas para interagir com o pessoal e tirar lições (p.23),

  9. RECOMENDAÇÃO DE LITERATURA E dvd´s que poderão ajudá-lo muito em alguns debates, discussões em grupos (p.25),

  10. SITES IMPORTANTES, propostas de sites muito bons onde você poderá pegar mais idéias e materiais (p.29),

  11. código do acampante que devera ser assinado por cada participante (p.30).

No retiro espiritual haverá tempo para tudo, saiba que o nosso retiro é o BBB dos JAs: Bíblia, Batismos, Bola. Lembre-se que a prioridade é levar sua juventude a um contato mais pleno com a Palavra e tenho certeza que ao final desse retiro muitas bênçãos poderão ser observadas.


Um ótimo retiro pra você e seus jovens,
Um grande abraço

Pr. Emerson Campanholo



Ministério Jovem - AAmO



O Ministério Jovem idealizou um projeto para atuação dos jovens na obra missionária da Igreja através das 04 ênfases em que cada rapaz e moça possam desenvolver seus dons para o serviço. As ênfases são:

Estas são conhecidas como as prioridades missionárias que cada sociedade de Jovens deve incluir no seu planejamento para 2013. Os materiais foram preparados para atender as necessidades de informação, promoção, implantação, estudo semanal e efetivação dos projetos.



Abaixo vamos descrever sucintamente como cada projeto deve funcionar:
A sociedade J.A tem uma estrutura maravilhosa por que divide os jovens em Grupos de Ação que chamamos de GAJAS. Então, podemos usar esta mesma estrutura para funcionar como PEQUENO GRUPO DE JOVENS. De sábado a quinta-feira, o GAJA funciona como um GAJA com a estrutura e programa de GAJA, mas, na sexta-feira à noite, ele deve funcionar como um PEQUENO GRUPO DE JOVENS, com as características e programa de UM PEQUENO GRUPO.
Esta é a primeira parte da propriamente dita Jornada Espiritual. Chamamos esta primeira fase de CONHECER. Este será o momento em que o jovem poderá receber orientações e informações sobre a necessidade de colocar Deus em primeiro lugar. E depois, a Jornada que é a fase do SER, onde o jovem deve separar a primeira hora de cada dia para a leitura da Bíblia e oração. As regiões marcarão suas datas para realizarem o seminário durante um sábado ou domingo.
Este é um projeto que tem dado certo em alguns campos da UNB. Começou com o nome de Férias para salvar. Hoje o nome oficialmente é Missão Calebe. Ele acontece no período das férias escolares, principalmente no mês de julho, quando é verão no norte do Brasil. O projeto consiste em buscar um lugar onde não exista a presença adventista ou de fortalecimento de uma igreja que precisa crescer em número de membros. Existem passos que devem ser seguidos como:

  1. Promoção (Janeiro – Abril)

  2. Inscrição (Maio - Junho)

  3. Treinamento (Junho)

  4. Proclamação (1-31 de Julho)


Das colunas de Esperança, este projeto tem a cara do jovem adventista. O objetivo desta coluna é alcançar aquelas pessoas que uma vez estiveram em nossas fileiras e por algum motivo saíram da igreja. É chamado de Projeto, porque não é um evento de somente um dia, existem passos que devem ser seguidos para que dê certo. Veja os passos abaixo:

  1. Lista com os nomes dos afastados.

  2. Carta de aproximação.

  3. Visita amigável.

  4. Convite para o dia ou a noite do reencontro.

  5. Programa de reencontro.

  6. Incluir o resgatado em atividades espirituais, missionárias e sociais da igreja.

A orientação é que seja feito um projeto por ano em cada igreja. De preferência, em Junho. No passado, era feita uma semana de Programação, no formato atual, basta um fim-de-semana. Será entregue um DVD com todo o material necessário para que este projeto aconteça.



PROJETOS MISSIONARIOS, DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ESPIRITUAL




a) PROJETO VIDA POR VIDAS




  1. Medalha de Dedicação: um “estágio” de serviço pelos departamentos destacando ao jovem dedicado a salvar e servir. Medalha de Prata e Ouro, um desafio bem jovem para aqueles que gostam de aventuras, exercício físico e atividades intelectuais diferenciadas.



  1. BOM DE BÍBLIA

Fomos tão impactados pela Palavra em 2008 e 2009 com o concurso Bom de Bíblia que não queremos deixar de ter no ano de 2013 também. Ele acontecera a nível Associação. Na AAMO teremos 6 categorias:

Aventureiros em duas categorias: A e B


  1. Categoria A: 6 e 7 anos de idade (Final no III Aventuri)

  2. Categoria B: 8 e 9 anos de idade (Final no III Aventuri)

Juvenis e Desbravadores em duas categorias: A e B.

3. Categoria A: de 10 a 12 anos de idade. (Final Regional)

4. Categoria B: de 13 a 15 anos de idade. (Final Regional)

5. Categoria Jovem: 16 – 35 (Final no Acamp-JA)

6. Categoria Sênior: 36 – 100 (Final Regional)


Lance o projeto, inscreva os interessados, promova o ano bíblico e realize o concurso bíblico semanal.

Acompanhe as etapas, participe e juntos sigamos a Bíblia.





  1. Adapte e altere as brincadeiras de acordo com a sua criatividade. De uma brincadeira, podem ser feitas várias outras.

  1. Misture sempre as brincadeiras que envolvem todo o grupo com as que envolvem apenas uma parte dele. As de gerais agitam, as parciais são engraçadas e descansam a maioria.

  1. Nunca force ninguém a participar de qualquer brincadeira. Deixe que o ritmo das brincadeiras empolgue.

  1. O envolvimento e interesse pela brincadeira, dependem do pique do animador, por isso seja claro ao explicar, otimista ao envolver e animado ao dirigir.

  1. Quando possível, divida as várias brincadeiras que serão realizadas, entre animadores diferentes. Isso mantém a empolgação do programa.

  2. Não estenda demais a duração de uma brincadeira, nem dos momentos de recreação. Uma brincadeira longa demais enjoa e desanima os participantes. O período total de recreação não deve ultrapassar 1h30min para terminar bem.


GINCANAS


Divida os acampantes em grupos e procure envolve-los no máximo possível de atividades do acampamento. Organize uma equipe de coordenação, defina as tarefas, os horários e os pontos e deixe um animador colocar fogo na turma. Esta é a melhor maneira de ter sociabilidade e integração organizadas bem como ter os acampantes nas mãos. Que tal aproveitar estas brincadeiras:

  • CARRINHO DE MÃO - As equipes se dividem em duplas que devem formar “carrinhos de mão” - uma pessoa segura as pernas da outra, que então sai engatinhando. Os “carrinhos de mão” vão conduzir uma bolinha de pingue-pongue, pelo sopro, até um ponto preestabelecido e voltar. Na volta, os dois participantes podem inverter as suas posições. A dupla seguinte deve repetir a operação até que todos os integrantes do time tenham participado. Não é permitido tocar na bolinha.

  • CAIXA DE FÓSFOROS - Solicita-se que dois ou mais competidores se apresentem no meio do grupo. Cada um receberá uma caixa de fósforos, que deverá ser aberta somente com uma das mãos e, uma vez aberta, tirar um palito de fósforo e acendê-lo. O primeiro que conseguir será o vencedor.

  • ESTOURO DO BALÃO - Escolhem-se uns oito a dez voluntários e todos recebem um balão de ar atado ao tornozelo. Cada um deverá cuidar do seu e ao mesmo tempo tentar estourar o balão do outro com os pés. Será vitorioso aquele que conseguir estourar o balão dos adversários e permanecer com o seu inteiro.

  • CABO DE GUERRA COM BALA - Toma-se um barbante de 2 m e no meio amarra-se 1 bala que ficará sobre uma mesa. Cada participante (um de cada lado) colocará a ponta do cordão na boca. A um sinal, ambos começam a comer o barbante (sem engolir). O que acabar primeiro será o vencedor e chupará a bala.

  • BUSCA E LEVA - As equipes devem formar filas numa das extremidades da sala. Os primeiros dois jogadores de cada time correm de mãos dadas até a extremidade oposta. Um fica ali, enquanto o outro volta correndo à fila do time para buscar o próximo Os dois correm de mãos dadas até a linha de chegada, onde um fica e o outro volta correndo para buscar mais alguém. O primeiro time que transferir todos os seus integrantes para outra extremidade da sala é o vencedor.

  • CORRENTE HUMANA - As equipes posicionam-se formando filas paralelas, a 10 metros de distância das cadeiras. Dado um sinal, a primeira pessoa de cada time sai correndo, dá uma volta ao redor da cadeira e retorna à fila para pegar o próximo participante. Os dois correm de mãos dadas, passam ao redor da cadeira e voltam para buscar a terceira pessoa da fila. A atividade prossegue até que todos estejam de mãos dadas e a equipe inteira dê a volta ao redor da cadeira, voltando então à posição inicial. Se durante a brincadeira alguém da corrente soltar as mãos, a equipe deve voltar à posição inicial e recomeçar a corrida. Vencerá a primeira equipe que completar a corrente humana e voltar à posição inicial.


ESPORTES
Procure estabelecer horários definidos para os jogos, para que o acampamento não se transforme só em esporte. Entregue a liderança desta área a alguém que tenha o respeito do grupo, possua pulso firme e entenda do assunto, e o resultado vai ser recompensador. Dentro destes momentos, procure colocar algumas tarefas da gincana, tais como:

  • Futebol de casais com os pés amarrados. Alguns casais para cada lado e um em cada goleira.

  • Futebol de gol feminino. Um jogo onde só as mulheres podem marcar gol.

  • Volley misto. Times com 3 rapazes e 3 moças.

  • Volley de uma mão só. Os participantes do time podem usar apenas uma das mãos para jogar.

  • Etc.


MÚSICAS FOLCLÓRICAS
Explore-as antes e durante os programas sociais e folclóricos. Os adultos gostam disso, e a juventude também.
SÁBADO A NOITE
TRABALHE COM:

Músicas Folclóricas Hora Social

Atividades de Gincana Bate papo ao redor da fogueira

Vídeo Koinonia


VÍDEOS
Procure ter à disposição uma boa TV e um vídeo para apresentar bons filmes e musicais. Prepare-os com antecedência. Se você tiver necessidade, podemos sugerir alguns títulos moderados. Dê uma ligada para o departamento.
A continuação algumas dicas para escolher um bom filme e sugestões de filmes para o retiro (www.michelsonborges.com):



Escolhendo bons filmes

Chega o sábado à noite e os amigos estão reunidos, pensando em alguma atividade recreativa. Até que alguém sugere: "Que tal assistirmos a um filme?" Os demais concordam com a idéia e vão até a locadora para escolher um DVD. E agora? O que alugar? Que critérios utilizar?

Antes de assistir qualquer produção, leia o texto a seguir, que foi extraído do capítulo 7 do livro Nos Bastidores da Mídia (www.cpb.com.br). Creio que estas dicas podem ajudar na escolha de filmes.

"A escolha de um filme para assistir não é simplesmente uma decisão do tipo “o que faremos hoje à noite? Essa é uma escolha que causa impacto em nossa vida espiritual. Portanto, antes de alugar um vídeo ou assistir a um filme pela TV, leve em consideração os seguintes conselhos:



1. Antes de avaliar um filme, conheça o máximo que puder sobre ele. Leia os resumos nos jornais e nas revistas. Lembre-se que 'a maioria dos filmes da TV é analisada pela imprensa. Naturalmente, essas revistas não são necessariamente feitas segundo a perspectiva cristã, e nem sempre os críticos são justos. Freqüentemente eles adotam uma atitude elitista para com o cinema popular. A despeito de tudo isso, as críticas oferecem perspectivas sobre o que a mídia está apresentando, e são uma fonte de esclarecimento ao espectador. Outra maneira de assistir aos filmes de uma perspectiva cristã positiva é discuti-los com outros depois do espetáculo, analisando particularmente seu sistema de valores. Essa prática ajuda a aperfeiçoar a capacidade de compreensão do filme, observando e comparando as perspectivas de outras pessoas que podem ampliar nossa própria opinião, chamando-nos a atenção a aspectos que antes nos escaparam à observação'. – Daniel Reynaud, Diálogo Universitário, 14:3 2002, pág. 17. Se for consultar alguém que já assistiu ao filme que você tem em vista, pergunte como os membros da família responderam ao filme. Eles compreenderam a mensagem? Ficaram com medo diante de alguns efeitos especiais? Foi necessário parar o filme e explicar alguma parte para as crianças?

2. Avalie os princípios morais. O vídeo ensina atividades e comportamentos que desejo sentir e seguir? Esse critério ajuda a descartar filmes que enaltecem a violência, o adultério, o consumo de drogas e outros aspectos que se opõem aos princípios divinos. Lembre-se de que tudo o que você vê e ouve em um vídeo torna-se parte de você.


3. Avalie a virtude. Os valores sexuais do vídeo estão em conformidade com os que aceito? Geralmente, os filmes retratam o sexo como uma aventura, raramente relacionado com o contexto do casamento. O conteúdo das mensagens sexuais é fácil de ser descoberto. Os resumos dos filmes podem nos orientar, assim como as pessoas que já os assistiram. Não é preciso (nem se deve) alugar um vídeo que faz com que a mãe tenha que sair correndo para interromper o filme.


4. Avalie a qualidade. Qual é a qualidade da produção do vídeo. Muitos filmes são simplesmente maus produtos, criações que não valem o tempo de ninguém. Se os comentaristas de filmes debocham da qualidade, fique alerta. Seu lar merece algo melhor e sua mente não foi criada para receber lixo.


5. Avalie a emoção. O filme me deixará com o humor saudável? Dick Duerksen, em artigo publicado na Adventist Review, de 16 de janeiro de 1997, lembra que Colossenses 3 descreve as mudanças de humor que ocorrem quando permitimos que Cristo elimine as más emoções e nos revista com os traços do caráter de Deus. Ira, rancor, malícia, lascívia, cobiça e mentira são substituídos por compaixão, bondade, humildade, perdão e amor. 'Uma vida centralizada em Cristo', escreve ele, 'é um poderoso substituto para o mau humor – o abandono daquilo que é destrutivo e a adoção do produtivo.' Comparar o conteúdo dos vídeos com os traços de caráter que você escolheu para modelar seu lar é uma das avaliações mais eficazes. Os vídeos devem reforçar as boas emoções que você escolheu, não mudá-las.


6. Avalie a memória. Será agradável ter esse vídeo retido na mente? Todas as imagens dos filmes que você já assistiu estão armazenadas em uma porção recuperável de seu cérebro – um banco de informações ao qual você, Deus e Satanás têm acesso. Deus pode lembrá-lo dos segmentos que se enquadram em Seus propósitos. Mas Satanás também. E o inimigo muitas vezes usa essas memórias para atrapalhar-nos, no exato momento em que Deus nos tem no limiar de tomar uma boa decisão. Faça sempre de Filipenses 4:8 o critério para avaliar aquilo que deve ou não entrar em sua memória.”



Podem-se trabalhar os aspectos mais importantes e destacáveis do filme pedindo aos jovens para escreverem os pontos altos, aspectos de reflexão, pensamentos chaves, frases marcantes, tirando lições importantes para o dia a dia. O que está escrito a seguir tem como objetivo justamente oferecer boas sugestões de filmes. As resenhas foram produzidas por profissionais de comunicação cristãos.


Antes de Partir Rob Reiner não é o típico diretor-de-aluguel hollywoodiano. Quem tem no currículo This is Spinal Tap (1984), Conta Comigo (1986) e Harry & Sally (1989) já se põe acima da média. Mas o fato é que Reiner nem faz muita diferença em Antes de Partir (The Bucket List). A comédia dramática se justifica e se apóia, independente de qualquer outra coisa, no carisma de Jack Nicholson e Morgan Freeman.
Nicholson vive Edward Cole, milionário gestor de hospitais cujo lema é um número: dois leitos por quarto, nunca menos. Freeman é Carter Chambers, um mecânico que abandonou seus sonhos de juventude quando viu que teria uma família para alimentar. Quando os dois ficam fulminantemente doentes, seus caminhos se cruzam.
E se cruzam porque, para não desonrar seu lema, Edward, o dono do hospital, acaba no mesmo quarto de Carter. O estranhamento inicial logo se transforma em apoio mútuo. Ambos têm poucos meses de vida, e só um doente terminal para entender o tipo de drama que o outro vivencia. Do nada, Edward convence Carter a fugir e botar em prática uma lista de últimos - e excêntricos - desejos antes de "baterem as botas".
Nos EUA, a expressão usada nesses casos é "chutar o balde", daí o título original do filme, A Lista do Balde.

Pouco antes das filmagens, por uma funesta coincidência, Nicholson teve que ser submetido a uma intervenção cirúrgica que o deixou de molho por meses. O fato de interpretar um personagem turrão à beira da morte evidentemente transtornou o ator - e o filme se beneficia do estado de espírito indômito de Nicholson. Ele atua com um senso de urgência que enriquece o personagem, em interessante contraste com a pose sempre professoral de Freeman. ...



Em entrevistas, Reiner diz que sua intenção principal era equilibrar bem o drama da pesada premissa com algum humor, e fazer com que o sentimento não descambasse para o sentimentalismo. Nesse ponto, ele realmente sai vitorioso. Antes de Partir lembra-nos a todo instante da situação pela qual passam os dois personagens - e, principalmente, faz isso com uma dureza visual que inviabiliza o água-com-açucar.
Exemplos: a hora em que Feeeman percebe que o catéter estourou e sua camisa ficou toda suja de sangue, ou a gigantesca cicatriz na careca de Nicholson. Rob Reiner não se furta a filmar a doença em close-up; meias-palavras e esquivas, ademais, não são muito freqüentes nos filmes do diretor. O tratamento que Antes de Partir dá ao drama chega a ser estranho, como quando o personagem de Nicholson recebe, com um close-up em seus óculos refletores, a notícia de que tem poucos meses de vida. É um plano de um anti-sentimentalismo realmente estranho, absurdo até. E dizer que um filme é estranho e absurdo, vale lembrar, conta sempre como elogio.


O Caçador de Pipas O filme “O Caçador de Pipas” (The Kite Runner, EUA, 2007) é a adaptação do belo e aclamado livro homônimo do afegão Khaled Hosseini. A emocionante história dos amigos Amir e Hassan tem como cenário os últimos anos da monarquia do Afeganistão, na década de 1970. É uma narrativa cheia de metáforas que envolvem importantes aspectos da vida como amor, honra, culpa, medo, traição e redenção. No primeiro capítulo do livro, Amir afirma ter descoberto que “não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto”. O tal beco foi palco de um crime que atormenta Amir por longos anos. E o filme tenta mostrar que todos têm uma chance de voltar a ser bons e devem enfrentar os “fantasmas” do passado.

Umas das metáforas é o próprio símbolo que dá nome ao livro e ao filme: a pipa. O brinquedo remete Amir aos anos felizes da infância. Com a dominação talibã, após a invasão russa, até essa inocente brincadeira é banida do Afeganistão. E a inocência é banida da vida de Amir.

Fugindo da guerra, Amir e seu pai se mudam para os Estados Unidos em busca de vida nova. Amir se forma na faculdade de Medicina, conquista seu grande objetivo de publicar um livro, casa-se com uma jovem filha de um general afegão, mas, mesmo assim, os ecos da infância não silenciam. Até que um amigo doente que havia ido morar no Paquistão lhe telefona, faz um convite, propõe um desafio e oferece a chance que Amir precisava para fazer as pazes com seu passado.

O filme termina com o personagem novamente empinando uma pipa e deixa a sugestão implícita de que o perdão e a paz podem nos fazer sentir leves como um brinquedo de papel voando no céu. A redenção está ao alcance de todos. Basta querer.


Apesar de não ter comparação com a história comovente criada por Hosseini, o filme vale a pena e agrada aos que leram o romance, com a ressalva de que há pelo menos dois momentos fortemente dramáticos que tornam a produção não recomendável para crianças.

Michelson Borges


A Última das Guerras A princípio, "A Última das Guerras" parece mais um daqueles filmes de guerra com muitas explosão e sangue pra todo lado. Infelizmente, como todo filme de guerra, há explosão e sangue, sim. Mas não fica só nisso. O filme, baseado em fatos reais, focaliza o auge da 2ª Guerra Mundial, em 1942, quando a Cingapura é invadida por tropas japonesas. Um grupo de soldados aliados é levado para um campo de prisioneiros de guerra na selva da Birmânia. Ali há total desrespeito pela Convenção de Genebra e pelos direitos humanos. Os soldados passam fome, adoecem, são torturados e forçados a construir uma ferrovia em meio à mata selvagem. Enquanto um grupo tenta organizar a fuga e se alimenta do desejo de vingança, outro se volta para o estudo da filosofia, da literatura e da Bíblia Sagrada. E é nesses estudos que eles encontram esperança para continuar vivendo e adquirem a capacidade de perdoar até mesmo seus captores.
O filme, como se trata de uma história de guerra, traz cenas fortes e não deve ser visto por todo tipo de pessoa (especialmente crianças). Mas é um retrato nu e cru do que o ser humano pode se tornar quando não tem Deus na vida - e do que pode vir a ser quando permite que Deus tome conta de si.

Entre Dois Mundos O filme “Entre Dois Mundos”, dirigido por Vic Sarin, mostra o quanto o preconceito e o ódio inspirados pela religião podem ser destrutivos. Com o fim da dominação inglesa sobre a Índia, em 1947, o país passou a enfrentar os efeitos do esfacelamento e da intolerância entre muçulmanos, sikhs e hindus. De início, a divisão em duas nações distintas - Índia e Paquistão - foi bem acolhida por alguns muçulmanos como uma solução para os conflitos inter-religiosos. Mas essa iniciativa acabou gerando uma migração em massa, obrigando os hindus a abandonarem suas terras e viajarem para o sul, enquanto os muçulmanos se deslocaram para o norte. Milhares de pessoas, ao cruzar a fronteira, foram assassinadas, especialmente as mulheres.

Num desses ataques contra um grupo de refugiados muçulmanos, Nassem (Kristin Kreuk, de Smallville) é salva por um ex-soldado sikh chamado Gian. O jovem, cansado dos horrores da guerra, se refugia numa vida simples de agricultor e se vê obrigado a enfrentar os próprios conterrâneos para defender a moça por quem acaba se apaixonando.


É um drama bem construído que mostra que o amor verdadeiro pode sobrepujar diferenças raciais e religiosas. O caráter bondoso de Gian e sua decisão de acolher a muçulmana Nassem até lembram a história bíblica de Rute e do nobre Boaz.
Quando Nassem descobre que sua família está viva no Paquistão, o que parecia a possibilidade de um feliz reencontro acaba se tornando no pior pesadelo de sua vida.

Infelizmente, a tragédia retratada no filme parece longe de ter fim, já que, desde sua independência da Grã-Betanha, a Índia e o Paquistão já travaram três guerras pelo controle da Caxemira, que foi dividida entre os dois países.



O filme é bom, mas deixe algumas caixas de lenços à mão...

À procura da felicidade O que é felicidade? Certamente há algumas respostas possíveis, mas se você perguntar para um pai de família desempregado, incapaz até mesmo de pagar o aluguel de uma pensão e responsável por criar sozinho o filho de cinco anos (já que a mulher acabou por abandoná-lo), ele certamente dirá que felicidade é ter um emprego que lhe dê dignidade e capacidade de manter a família.
“À Procura da Felicidade” é a história de muitos cidadãos ao redor do mundo, que lutam por uma vida melhor e não cruzam os braços esperando que tudo caia do céu. Não deixa de ser também uma denúncia contra o capitalismo selvagem que sufoca as pessoas e tem níveis de exigência quase absurdos para que se possa alcançar a tão almejada estabilidade financeira.

Mas o que mais chama atenção na trama (inspirada numa história real) é a integridade de Chris Gardner (Will Smith). Ele tenta vencer de forma honesta, sem apelar para mentiras a fim de conseguir o ambicionado emprego de corretor de ações. Numa época em que uns pisam nos outros e não relutam em vender a dignidade para conquistar status e encher os bolsos, a mensagem do filme é mais do que necessária.

Quando chega ao fundo do poço, Gardner ainda encontra tempo para se preocupar com a formação do filho (seu exemplo de honestidade certamente fala mais alto) e para estudar um manual volumoso que poderá lhe garantir o cargo desejado na empresa onde depois de muito esforço consegue inicialmente estagiar sem remuneração.

Detalhe: o menino que interpreta o filho de Smith no filme, Jaden Smith, é filho dele na vida real. E nem é preciso dizer que a atuação de ambos é fantástica.


Michelson Borges


Quase deuses "Quase Deuses" (Something the Lord Made, 2004) é um achado! Daqueles filmes que você vai locar porque não tem muitas opções inéditas ou porque um atendente lhe indicou e não se arrependerá.
Alfred Blalock e Vivien Thomas foram médicos pioneiros em operações cardíacas, numa época em que todos os cirurgiões renomados seguiam uma lei de nunca tocar no coração humano e que negros (como Vivien) sofriam muito com o racismo. A trama aborda desde o início do relacionamento de amizade entre eles até o final de suas vidas. Ambos faleceram há mais de 20 anos.

Difícil é dizer o que se destaca mais neste filmaço feito pela HBO e dirigido pelo experiente (e fracassado nos cinemas) Joseph Sargent (80 anos), que abandonou as telonas após ser indicado ao Framboesa de Ouro com seu "Tubarão - A Vingança" (1987) e se manteve firme dirigindo filmes para a TV, até que a experiência lhe trouxe muitos Emmys e dois prêmios consecutivos mo Directors Guild Of America por "Quase Deuses" e "Warm Springs".

O roteiro, escrito a quatro mãos por Robert Caswell e Peter Silverman, soube muito bem colocar numa mesma panela, sem muita pieguice, vários relacionamentos importantes na trama. Podemos acompanhar a amizade entre o bruto e insensível Alfred e Vivien - um orgulhoso trabalhador que ama o que faz. Outra trama paralela muito bem desenvolvida é entre Vivien e sua esposa, pois o salário do marido (que não conseguiu se formar, apesar de ser tão bom médico quanto seu mentor) mal dá para pagar o aluguel. O racismo também é muito presente e nos mostra, sem julgamentos dos personagens (algo raro em filmes que abordam o tema), uma parte triste da história norte-americana. Sim, temos toda a luta dos médicos para salvar vidas (bem no estilo "Plantão Médico"), incluindo uma criança que foi a primeira a receber uma cirurgia no coração em toda a história.

Alan Rickman e Mos Def funcionam tão bem juntos, trabalham tão seriamente, mostrando tanta concentração durante todos os 110 minutos de filme, que mereceram as indicações que ambos receberam ao Globo de Ouro e Emmy por esse trabalho.



Desafiando Gigantes Quem nunca teve que enfrentar grandes desafios na vida? A diferença entre o vencedor e o perdedor pode estar em sua fonte de apoio. Em seis anos como técnico de futebol americano de uma escola, Grant Taylor não consegue levar seu time, o Shiloh Eagles, a uma temporada de vitórias. Por isso, todos começam a vê-lo como um derrotado e a direção da escola pensa em demiti-lo.

Em casa, as dificuldades também o jogam mais para o fundo do poço. A esposa quer muito ter um filho e, depois de alguns exames, o casal descobre que o problema está com ele. Como os tratamentos de fertilidade são caros, a idéia do filho é deixada de lado. Depois de tantos reveses, o pensamento de desistir de tudo lhe passa pela cabeça. Até que um visitante inesperado o desafia a acreditar no poder da fé. E é na oração e na leitura da Bíblia que Taylor descobre a força da perseverança para vencer.


Depois de descobrir que a Bíblia pode ser a solução para sua vida, Taylor passa a usá-la no trabalho, contagiando os jovens que treina e promovendo mudanças na vida deles também.

A direção é de Alex Kendrick (que também é o ator principal) e a distribuidora é a Sony Pictures. Mesmo quem não entende nada de futebol americano (ou ache o esporte muito violento, como é o meu caso), pode se emocionar com essa produção que relaciona a fé em Deus às lutas e situações do dia-a-dia.

Embora certas situações e o desempenho dos atores deixem um pouco a desejar em alguns momentos, a produção tem qualidade comparável à dos típicos filmes hollywoodianos. A trilha sonora também ajuda bastante.



Dá para se promover boas discussões sobre fé prática, estudo da Bíblia, oração e testemunho.

Michelson Borges


De Porta em Porta” (“Door to Door”, 2002, 90 min) apresenta a história verídica de Bill Porter, um vendedor de porta em porta dos Estados Unidos. Seria uma história comum, com uma pitada de nostalgia para alguns, não fosse um detalhe: Bill tem paralisia cerebral. Mas isso não o impede de lutar pela sobrevivência, e mais: pela superação e reconhecimento. Quando pede uma chance de trabalhar para uma empresa, de início ele é rejeitado por suas limitações evidentes. Porter não se dá por satisfeito e insiste: pede que lhe seja dado o bairro mais difícil da cidade. Consegue o emprego e tenta vender seus produtos, sem muito sucesso, inicialmente. A mãe, sempre presente, o incentiva a não desistir, até que ele consegue vender algo para uma mulher solitária. Daí para frente, Porter não pára mais de vender. Mas não faz apenas isso. Ele acaba tocando a vida de toda aquela comunidade, interagindo com as pessoas dali por muitos anos. Torna-se mais que um vendedor; transforma-se num amigo.

A grande lição deixada pela mãe de Porter é: “persistência e paciência”. Ele aprendeu a lição e acabou se tornando um dos maiores vendedores de sua empresa. Para os vendedores de hoje, fica a lição: entender as necessidades dos clientes, ouvir de forma interessada, quebrar preconceitos, tornar-se “amigo”. Fica também a crítica aos modernos sistemas de vendas que tratam as pessoas como objetos de quem se deve arrancar dinheiro.

Não se pode deixar de destacar também a atuação de Kyra Sedgwick, Helen Mirren e Kathy Baker, que interpretam mulheres importantes na vida de Bill e cuja atuação (assim como a de William Macy) é excelente.



Um filme comovente e inspirador.
Michelson Borges



A Virada A produção é simples, a atuação de alguns atores deixa um pouco a desejar e o roteiro é bem singelo. Então, por que ver esse filme? Antes de responder à pergunta, uma consideração: as pessoas estão tão acostumadas a produções hollywoodianas milionárias carregadas de efeitos especiais e ação, que quando assistem a produções mais modestas (“A Virada” consumiu parcos 20 mil dólares) nem sempre se sentem satisfeitas em sua ânsia por entretenimento. Há filmes que devem ser vistos com outro tipo de olhar e com uma motivação que vá além do interesse no mero passatempo.

“A Virada” (“Flywheel”, no original, é uma peça essencial no motor dos automóveis) foi produzido pela Sherwood Pictures, a mesma que levou às telas o festejado “Desafiando Gigantes”. Na verdade, “A Virada” foi o primeiro filme deles, mas só agora foi lançado no Brasil. Escrito pelos irmãos Kendrick e estrelado por Alex Kendrick (o treinador Grant Taylor do filme “Desafiando Gigantes”), “A Virada” chega a ser um filme até mais convincente e se esforça para adicionar umas pitadas de bom humor na história.


Kendrick faz o papel de Jan Austin, um vendedor de carros usados que trapaceia seus clientes. Entretanto, em lugar de prosperar nos negócios, ele fica endividado, a relação com a esposa e o filho vai mal e mesmo sua vida religiosa se mostra uma farsa.


O filme segue meio monótono até certa altura, mas reserva alguns momentos surpreendentes e emocionantes mais para o fim, quando Austin percebe que sua vida pode ser diferente e que nem tudo está perdido. Que assim como o motor de um carro velho e parado pode ser consertado e posto em funcionamento com o simples virar de uma chave, sua vida também pode experimentar uma “virada” na direção da realização plena.

Por que assistir ao filme? Porque, a despeito das limitações técnicas, ele é capaz de mostrar que a fé traz sentido à vida quando permeia cada aspecto da existência; quando a religião deixa de ser um assunto de fim de semana e passa a ser um ingrediente importante do dia-a-dia.



Michelson Borges

INVICTUS - Nelson Mandela é um homem que não foi derrotado; é um homem invicto. Após quase 30 anos na prisão sob a linha segregacionista do regime apartheid, Mandela saiu da cela prisional para o salão presidencial. Com o poder nas mãos, ele tinha tudo para encarnar os temores de uma grande parcela dos brancos da sociedade sul-africana: vingança, revanchismo, ajuste de contas. Com o poder nas mãos, ele tinha tudo para incorporar as expectativas de uma grande parcela dos negros sul-africanos: idem, idem, idem. Mandela, porém, superou os preconceitos e medos de todos os lados ao propor a construção de uma nova sociedade baseada na reconciliação. Para tanto, duas decisões foram significativas. Primeiro, a realização do chamado “Comissão da Verdade e da Reconciliação”. Em vez de estimular uma caça aos promotores sanguinolentos do apartheid ou conduzir uma anistia ampla e irrestrita apenas como forma de esquecimento dos horrores da segregação racial, aquele tribunal colocava cara a cara ofensores e ofendidos. Como uma espécie de tribunal moral, ali começava o processo de pacificação sem o qual o país mergulharia na vingança sem fim. 

A outra forma de reagregar o país dividido foi a decisão de Mandela de incentivar a conquista da Copa do Mundo de rugby pela seleção sul-africana, no ano em que a sede do evento seria a África do Sul. A divisão racial tinha levado os negros a identificar a seleção nacional como um símbolo da supremacia branca, o que os fazia torcer sempre pelo adversário em campo.

Uma história dessas não poderia deixar de virar filme. E no filme chamado Invictus, de Clint Eastwood, conta-se como Mandela planejou a nova sociedade sul-africana, dentre outras formas, usando o esporte como elemento unificador. Numa cena marcante, os jogadores da seleção sul-africana visitam o lugar onde Mandela esteve preso. Ali, o capitão da equipe se pergunta, Como alguém passa tanto tempo na prisão e ainda sai disposto a perdoar todo mundo?

A reconciliação foi uma escolha racional de Mandela. Na cela apertada, seu espírito voava. E ali, ele decidia ser o senhor do seu destino. Costumamos desresponsabilizar o indivíduo e criminalizar a sociedade. Claro que as estruturas sociais deixam poucas opções ao sujeito discriminado e marginalizado social e economicamente. Mas ainda há chances de escolhas e a consequência delas não pode ser creditada unicamente ao presidente, ao delegado, ao pastor, aos amigos, ao diabo.

Mandela, representado com a dignidade principesca do ator Morgan Freeman, recitava para si, na prisão: “Eu sou o senhor do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Em diversas oportunidades, nossas escolhas revelam o que queremos ser e o que devemos fazer. E até onde estamos dispostos a ir por nossos propósitos e princípios.

No país que esperava vingança, ele dava o exemplo de justiça. Embora tivesse defendido o enfrentamento armado durante parte de sua vida de luta contra o regime opressor, ele não foi derrotado pelas algemas do apartheid nem pelo revanchismo nos tempos da cólera racial. Por isso, tornou-se um homem invicto.

Respondendo à pergunta, Como alguém passa 27 anos na prisão e sai disposto a perdoar?

É que, em tempos de ódio e intolerância, não há gesto mais revolucionário que o perdão.



O Menino do Pijama Listrado - O que é o horror de uma guerra aos olhos de uma criança? O cenário nazista e o massacre dos judeus já foi muito utilizado nas telas dos cinemas, contudo, a diferença deste filme é que não vemos a guerra através do bravo soldado que dispara dúzias de tiros, nem dos generais e comandantes ditando suas ordens, mas aos olhos de uma criança, que apesar de tentarem explicar o motivo do “ódio ao judeu” não consegue realmente compreender o porquê de tanto ódio. Essa criança é o jovem garoto de 8 anos chamado Bruno (Asa Butterfield – novato no cinema, mas sua atuação é comovente e impressionante) que precisa deixar seus amigos da cidade e acompanhar ao pai soldado, maior orgulho, que foi promovido e precisa ir morar no campo. Lá, sozinho e tedioso, descobre que mora ao lado de uma “fazenda” que tem “moradores” estranhos, porque eles vivem vestidos de “pijamas”, e pela sua inocência se pergunta: Por que ainda estão de pijamas no meio do dia?

A partir da curiosidade ele conhece Shmuel (Jack Scanlon) e nasce uma amizade. Entre os furtos de comida para o novo amigo e suas conversas, Bruno começa a tentar entender os acontecimentos ao redor dele e com seu novo amigo. Apesar de se esforçar, não compreende o motivo das grades, dos “pijamas” e do ódio. Mas, como toda criança, a fé de sua inocência consegue manter a visão pura dos acontecimentos, confirmados na frase de Bruno: “Não se preocupe, Shmuel, logo os dois lados vão se entender e vamos poder brincar sem grades!”



Um filme bonito, emocionante, que faz refletir mais uma vez sobre a insensatez que as ações de um regime pode causar, não só no país, mas na célula fundamental que é a família.
Nota: Pelo forte tom dramático, especialmente do fim da produção, não é aconselhado assistir com crianças.


Um Sonho Possível - O filme conta a história real de Michael Oher, mais conhecido como Big Mike, um jovem sem casa, negro vindo de um lar destruído, que é acolhido por uma família branca de classe alta, que acredita em seu potencial. Com a ajuda do treinador de futebol americano de sua escola e de sua nova família, Oher terá de superar diversos desafios à sua frente, o que também mudará a vida de todos a sua volta. Um filme que trás uma mensagem de superação, coragem e amor ao próximo.

oUTRAS SUGESTÕES DE BONS FILMES


A Carne é fraca (documentário) – Vôo 93 – Homens de Honra – Resgate Abaixo de Zero – Uma Lição de Amor – Sonhadora – Meu Nome é Rádio – As Várias Faces do Preconceito – Um Grito no Escuro – Coach Carter Treino no Escuro – A Sombra e a Escuridão – Hotel Ruanda.


Hotel Ruanda

O mais interessante é que o verdadeiro Paul Rusesabagina (na foto ao lado, à esquerda do ator Don Cheadle) estudou durante 12 anos em um colégio adventista do seu país, e formou-se em Teologia em Camarões. Conhecer a história desse líder ajuda a entender a postura de movimentos cristãos no episódio.









Dia

Sexta

Sábado

Domingo

Segunda

Terça

Hora
















06:30

D E S P E R T A R

07:00

M O M E N T O S D E M E D I T A Ç Ã O

07:30

D E S J E J U M

08:30




“Preparativos”

“”Abrindo o Jogo”

“Abrindo o Jogo”

“Abrindo o Jogo”

9:30




Culto Divino

MOMENTOS DE LAZER

10:30




Escola Sabatina

Sociabilidade Esporte

11:30




Bate-Papo

Banho Gincana

12:30

A L M O Ç O

14:30

Hora

da

D E S C A N S O

Gincana Tarefa final

15:30

chegada

Preparo para o Programa J.A.


MOMENTOS DE

Encerramento

16:30

Preparação

Programa

LAZER

Despedida

17:30

para o

J.A. Móvel

Sociabilidade




18:30

Sábado

Gincana

Gincana




19:30

Pôr-do-sol

Pôr-do-sol

Esporte Bate-papo




20:00

J A N T A R

21:00

Informações

Cânticos e reflexão

Atividades

Sugeridas

Festa da

Amizade

(Rapazes)

Festa da

Amizade

(Moças)




22:00

Bate-papo final

Bate-papo final

Bate-papo final

Bate-papo final




22:30

S I L Ê N C I O T O T A L



* Adapte o programa conforme a necessidade e criatividade do grupo.

* Inclua breves momentos de meditação todas as noites antes do início da programação.
ABRINDO O JOGO”

É o momento para ouvir os jovens e alimentá-los. Utilize alguém bem dinâmico para conduzir a discussão do assunto. A sugestão: Use o livro ”Passaporte para a Vida, do Pastor “Alejandro Bullón, para os temas de discussão em grupo. Em outros momentos use alguém bem preparado para conversar com os jovens sobre assuntos ligados ao comportamento deles. Pode ser uma palestra com temas da atualidade. Utilize o material proposto por esta apostila para o bate papo.




Perguntas boas para debates jovens. Tire as dúvidas e faça um momento de interação, leve a turma a pensar e ouvir as diferentes posturas. Apresente no final a posição bíblica sobre o assunto que você terá neste anexo.

Os reis de Apocalipse 17

Quem são os sete reis de Apocalipse 17:10? Queria saber sua ordem e quem é o oitavo rei.

Sobre o assunto em questão e suas muitas hipóteses, não daria para tratá-lo exaustivamente com um simples comentário. Mas aí vão algumas considerações sobre o tema:


Esses reis ou reinos, de Apocalipse 17, são vistos pelos estudiosos bíblicos como poderes que, ao longo da história, perseguiram o povo de Deus.

- 7 reis (Ap 17:9): poderiam ser vistos como: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma Pagã e Roma Papal.

- “cinco caíram” (Ap 17:10): Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia.

- “um existe” (Ap 17:10): Roma Pagã (que era o poder mundial nos dias de João, autor do Apocalipse, dominou o mundo de 168 a.c. a 476 d. C.).
- “o outro ainda não chegou” (Ap 17:10): Roma Papal (538-1798 d.C.).

- “quando chegar tem de durar pouco” (Ap 17:10): essa tradução complica o entendimento sobre o papado, visto que ele mandou no mundo de 538 a 1798 – o que não é “pouco”. A mesma expressão grega pode ser traduzida como ”ao chegar, terá um prazo limitado de atuação”, ou seja, não mandaria no mundo e nas pessoas indefinidamente. Apesar de impor sua vontade por muitos séculos, o poder papal chegou ao fim em 1798, quando o Papa Pio VI foi aprisionado pelo general Berthier, a mando de Napoleão Bonaparte.

- “a besta é o oitavo rei, e procede dos sete” (Ap 17:11): se o sétimo poder perseguidor é o poder papal, o oitavo (que dele procede) é o papado ressuscitado, ou seja, esse poder recobrará seu antigo poder perseguidor contra o povo de Deus, um pouco antes da segunda vinda de Cristo. Nas palavras de João, “sua ferida mortal será curada” (Ap 13:3).


(Ozeas Caldas Moura)
As leis em Gálatas

Gostaria de saber a diferença entre a lei em Gálatas e os Dez Mandamentos.

Prezado C., sobre a lei em Gálatas, deve-se ver cada verso onde a palavra “lei” aparece, para, então, se tirar uma conclusão a que lei se refere. Por exemplo: Gálatas 5:3 se refere à lei da circuncisão; 5:14 se refere aos Dez Mandamentos, cujo resumo é o amor; 3:24 se refere tanto à lei moral quanto à cerimonial – ambas nos levam a Cristo; 3:11 se refere a qualquer lei, pois nenhuma delas pode nos justificar diante de Deus (o papel da lei, tanto a cerimonial quanto a moral é mostrar o pecado, e não justificar ninguém); 3:13 parece se referir à lei moral (Cristo nos resgata, não da lei, mas de sua maldição ou condenação); 3:19 parece se referir à lei cerimonial, pois diz que “foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente”. O certo é que, como Adão e Eva pecaram, então a lei moral já existia, e “não foi adicionada por causa das transgressões”. Com a expressão “até que viesse o descendente”, Paulo está dizendo que, com o sacrifício de Cristo, a lei cerimonial chegou ao seu fim e cumpriu seu propósito de prefigurar o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus.


Acupuntura

O que a Igreja Adventista pensa sobre acupuntura?

Prezado P., o Dr. Silas de Araújo Gomes realizou ampla pesquisa sobre as ditas medicinas alternativas e publicou o resultado disso em forma resumida no livro Medicina Alternativa – A Armadilha Dourada (recomendo, é da CPB – www.cpb.com.br). Algum tempo atrás, conheci uma médica em Florianópolis, pós-graduada em acupuntura. Ela era budista e cursou medicina em Taubaté. Depois de convertida ao adventismo, ela voltou a pesquisar os livros de acupuntura e chegou às mesmas conclusões do Dr. Silas:


"Terapeutas chineses e ocidentais têm buscado com todo empenho enquadrar a acupuntura dentro das ciências clássicas da sáude. Tem-se enfatizado os surpreendentes resultados da acupuntura no tratamento da dor, mesmo durante cirurgias abdominais e torácicas, quando o paciente é operado sem o uso de qualquer anestésico exceto a aplicação de algumas poucas agulhas em partes distantes do seu corpo. Não é minha intenção discutir a aparente eficácia do método. Não sou céptico quanto ao efeito analgésico da acupuntura, isto tem sido relatado e experimentado por muitos. O que não posso aceitar é que tal efeito seja resultado da simples aplicação de agulhas em pontos imaginários de anatomia sutil de meridianos que não existem!


"Como explicação, também fala-se muito de um provável efeito placebo (auto-sugestionamento) e do estímulo da produção de endorfinas, o que talvez poderia ser verdade em casos menores. No entanto, realizar uma pneumectomia (retirada cirúrgica do pulmão) tendo como anestésico apenas a aplicação de uma agulha no antebraço do paciente, me parece demasiado espantoso para considerar como um simples efeito placebo. Antes, prefiro crer que tais fantásticos resultados são intencionalmente produzidos pelo poder sobrenatural daquele que desde o princípio busca desencaminhar a humanidade de Deus, mantendo-a envolta na indefinida neblina do engano.

"Tanto os terapeutas como os sofridos pacientes estão em busca de resultados e Satanás sabe como produzir esses resultados para iludi-los. Insisto em que não devemos nos encantar apenas com resultados sem levarmos em conta os fundamentos do método. É fácil observar que o misticismo envolve todos os fundamentos da acupuntura, a qual se relaciona com vários outros métodos diagnósticos ou terapêuticos de natureza igualmente mística. O conceito acupunturista da anatomia sutil da energia vital e dos meridianos não tem o menor fundamento fisiológico ou anatômico topográfico, recorrendo para sua explicação a um intrincado e obscuro emaranhado filosófico vitalista oriental. A acupuntura, portanto, é uma técnica terapêutica de natureza essencialmente mística e espiritual. Por tudo isto, chegamos à conclusão de que a prática da acupuntura não está de acordo com os princípios de medicina natural conforme apresentados na Bíblia e no Espírito de Profecia."
Homeopatia

Queria mais informações sobre Homeopatia. Estou fazendo tratamento homeopático e meu filho também. Mas alguns membros da igreja já me falaram que a igreja é contra. Nunca ouvi nada dentro da igreja sobre isso.

A Homeopatia é baseada na teoria de que existe uma força vital que comunica vida e saúde ao corpo. As doenças seriam causadas por um distúrbio dessa força vital. Essa força vital nunca pôde ser comprovada cientificamente, e a base teórica da Homeopatia continua sendo muito mística e inconsistente. Sabe-se de pesquisas que foram realizadas que não demonstraram diferença estatisticamente significativa entre Homeopatia e placebo. No mundo médico, a Homeopatia acabou se difundindo, e até foi reconhecida como especialidade no Brasil pelo CRM. Entretanto, isso não quer dizer que ela é científica e aprovada por Deus.


Acredito que a Homeopatia tem uma natureza fortemente mística e espiritualista, e por isso devemos tomar cuidado. Satanás opera prodígios e milagres para enganar, se possível, os próprios eleitos. Penso que é muito mais recomendável seguir as orientações de saúde do Espírito de Profecia do que se submeter a tratamentos homeopáticos. Se realmente fosse um método tão bom e aprovado por Deus, acredito que o Espírito de Profecia nos daria alguma luz sobre esse tratamento.


Seria bom descobrir a causa da doença para procurar o tratamento mais adequado. Ellen White escreve que nenhuma doença vem sem causa. O caminho é preparado, e a doença convidada por desrespeito às leis de saúde. Tentando encontrar a causa, seria mais fácil agir de maneira sábia e segura como nos orienta a Palavra e o Espírito de Profecia, sem o perigo de cair nas armadilhas de Satanás. Creio que seguir os conselhos divinos na área de saúde (Ciência do Bom Viver, Conselhos Sobre Saúde, Conselhos Sobre o Regime Alimentar) seria de grande ajuda, independentemente da doença em questão.


Seria bom também você ler o livro Medicina Alternativa, de Silas de Araújo Gomes, publicado pela Casa Publicadora Brasileira, e o livro O Adventismo e as Terapias Alternativas: Fisiologia e Misticismo, do D. Hélio Grellmann.




(Dr. Luiz Fernando Sella, médico)
Como saber que lei vale e que lei foi abolida?

Estou com uma dúvida: em Levítico 19:27 fala que não era para cortar o cabelo nem aparar a barba, alguns dizem que essa lei foi abolida, mas em Levítico 11 fala sobre a alimentação e essa alimentação os adventistas ainda seguem, mas não seguem Levítico 19:27. Como vou saber o que foi abolido ou não?

Como se pode ver, a Bíblia contém diversos tipos de leis:


1. Lei Moral, ou Dez Mandamentos (Êxodo 20). Essas não podem ser abolidas, pois têm a ver com o nosso relacionamento com Deus e o próximo. Não matar, roubar, mentir, por exemplo, jamais poderão ser abolidos, pois se o fossem, haveria caos na sociedade.

2. Leis civis. Regiam a vida na sociedade hebraica (leis com respeito à guerra, escravidão, compra e venda de propriedades, delimitação de terras, casamento, divórcio, etc.). Elas se aplicavam à situação de Israel naqueles tempos, e não se aplicam às situações de hoje, salvo algum princípio extraído delas (por exemplo, não maltratar o escravo seria hoje aplicado a tratar com respeito os empregados e subalternos).

3. Leis cerimoniais. Tinham a ver com o culto e sacrifícios de animais, aves, oferecimento de frutos e farinha aos sacerdotes, etc. Todo o sistema sacrifical israelita acabou se cumprindo em Jesus, e essas leis perderam sua validade.


4. Leis de saúde (como as de Levítico 11). Tais leis visavam a saúde e o bem-estar dos israelitas. Essas leis não foram abolidas, pois o que fazia mal ao organismo de um israelita, faz igualmente mal ao organismo de alguém que vive hoje. Exemplos: não comer gordura (colesterol), não comer sangue (doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, aids, não comer a carne de determinados animais, etc.).


O texto em questão (Levítico 19:27) se enquadra na lei moral. É sabido que os pagãos cortavam a barba e o cabelo e os ofereciam aos deuses. Também certos tipos de cortes de cabelo identificavam o adorador de determinado deus pagão. Levítico 19:27 tem a ver com a questão da idolatria (1º e 2º mandamentos). Se hoje, algum culto pagão tiver os mesmos costumes, essa proibição ainda vale.




(Ozeas Caldas Moura, teólogo)


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