Mario Quintana Centro Educacional Juscelino Kubitschek Brasília Asa Sul 2012 Sumário



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Mario Quintana

Mario Quintana

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Brasília Asa Sul

2012

Mario Quintana



Mario Quintana

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Brasília Asa Sul

2012


Sumário

Introdução.......................................................................................................

4

Biografia..........................................................................................................

5

Poema ‘’Confessional’’ e sua análise..........................................................

6

Poema ‘’O Velho Poeta’’ e sua análise.........................................................

7

Poema ‘’Poeminha do Contra’’ e sua análise..............................................

8

Poema ‘’Se Eu Fosse Padre’’ e sua análise.................................................

9

Resenhas das alunas Paloma, Vitória e Luiza A.........................................

10

Resenhas das alunas Luisa M. e Amanda...................................................

11


INTRODUÇÃO

Neste trabalho iremos falar sobre Mário Quintana. Este grande poeta e mais conhecido como anjo-poeta, foi sem dúvidas o poeta mais simples do século XX, porém um dos mais difíceis é com essa expressão contraditória que descrevemos Mário Quintana.

Mário de Mirando Quintana nasceu no Rio Grande do Sul em no dia 30 de julho de 1906, aprendeu a ler aos 7 anos com ajuda de seus pais que também o ensinaram um pouco de francês. Trabalhou pela primeira vez na livraria do Globo por 3 meses e logo depois se empregou em uma farmácia em sua cidade natal. Desde então, começou a escrever contos e teve um deles premiado pelo Diário de Noticias de Porto Alegre, que foi "A Sétima Personagem".

Depois disso, Mário sofreu a perda de sua mãe e um ano depois a de seu pai. Neste mesmo ano teve outro de seus contos publicado em uma revista. Depois de ter seu trabalho reconhecido muitas outras revistas e jornais publicaram diversos de seus contos e a população brasileiro e outros artistas se encantaram com Quintana pelo seu jeito simples e claro de se expressar. Mário conseguia dizer tudo aquilo que todos queriam de uma forma simples porém de um jeito único que outros não conseguiriam imitar.

Mário Quintana morre em 5 de maio de 1994 em Porto Alegre, porém recebe homenagens até hoje por tudo que fez, desde facilitar o acesso de brasileiros a literaturas internacionais com suas traduções, até encantar crianças com seus diversos contos infantis que deram origem a livros que conquistam crianças até hoje.

BIOGRAFIA

Mário Quintana foi um importante escritor, jornalista e poeta gaúcho. Nascido na cidade de Alegrete (Rio Grande do Sul) no dia 30 de julho de 1906. Trabalhou também como tradutor de importantes obras literárias. Com um tom irônico, escreveu sobre as coisas simples da vida, porém buscando sempre a perfeição técnica.

Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer. Em 1919, mudou-se para a cidade de Porto Alegre, onde foi estudar no Colégio Militar. Foi nesta instituição de ensino que começou a escrever seus primeiros textos literários. 

Já na fase adulta, Mário Quintana foi trabalhar na Editora Globo. Onde começou a atuar na tradução de obras literárias. Suas obras retrataram, entre muitas outras coisas, a infância, a qual fora muito sofrida para ele. Sua poesia servia como uma forma de refúgio e autobiográfica, já que quando era pequena, a vida fora muito melancólica já que não tinha mais seus pais e nunca teve irmãos.

Durante sua vida, traduziu mais de cem obras da literatura mundial, além de publicar inúmeros livros e ganhar vários prêmios literários.

Preso à sua querida Porto Alegre, mesmo assim Quintana fez excelentes amigos entre os grandes intelectuais da época. Seus trabalhos eram elogiados por Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto, além de Manuel Bandeira. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo. 



DESENVOLVIMENTO
1. Poema ‘’Confecional’’
Eu fui um menino por trás de uma vidraça – um menino de aquário.

Via o mundo passar como uma tela cinematográfica, mas que repetia sempre as mesmas cenas, as mesmas personagens.

Tudo tão chato que o desenrolar da rua acabava me parecendo apenas em preto-e-branco, como nos filmes daquele tempo.

O colorido se refugiava, então, nas ilustrações dos meus livros de histórias, com seus reis hieráticos e belos como os das cartas de jogar.

E suas filhas nas torres altas – inacessíveis princesas.

Com seus cavalos – uns verdadeiros príncipes na elegância e na riqueza dos jaezes.

Seus bravos pajens (eu queria ser um deles...)

Porém, sobrevivi...

E aqui, do lado de fora, neste mundo em que vivo, como tudo é diferente! Tudo, ó menino do aquário, é muito diferente do teu sonho...
2. Análise do poema ‘’Confecional’’
Ao falar que o menino observava por trás da vidraça, o poeta demonstra que para compor, ele ficava de longe, observando. Sua poesia é curta e de fácil entendimento. Utiliza temas mais filosóficos do que sociais, predominando o individual. Coloca suas próprias experiências vividas em sua poesia, mostrando ser um poeta autobiográfico. A poesia faz referência a nostalgia da infância, a qual mostra a pureza da criança, a inocência, remete a histórias infantis e brincadeiras de criança.

3. O Velho Poeta

Um dia o meu cavalo voltará sozinho

E assumindo

Sem saber

A minha própria imagem e semelhança

Ele virá ler

Como sempre

Neste mesmo café

O nosso jornal de cada dia

- inteiramente alheio ao murmurar das gentes...
4. Análise do poema ‘’O Velho Poeta’’

Podemos observar no poema ‘’O Velho Poeta’’, a utilização de linguagem coloquial, a presença de versos brancos. O poema serve também como um refúgio para o poeta, além de ser autobiográfico. Nota-se também que ele quer fazer uma poesia diferente, sem ser pedante.


5. Poema ‘’Poeminha do Contra’’

Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho!
6. Análise do poema ‘’Poeminha do Contra’’
Nesse pequeno poema, Mário quis alfinetar a Academia de Letras com uma simples linguagem, ele quis expressar que todos aqueles "imortais" que estão dentro da Academia um dia passarão, ou seja, um dia ninguém lembrará deles assim como lembrarão de um passarinho, ou seja, Quintana. Com o "passarinho" ele quis dizer que é um poeta doce, frágil, simples, livre, leve e que será lembrado por seus poemas e obras terem essas mesmas características dele.

7. Poema ‘’Se Eu Fosse Padre’’
Se eu fosse um padre, eu, nos sermões,

Não falaria em Deus nem no Pecado

- Muito menos no Anjo Rebelado

E os encantos das suas seduções,

Não citaria santos e profetas:

Nada das suas celestiais promessas

Ou das suas terríveis maldições...

Se eu fosse um padre eu citaria poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,

Desses que desde a infância me embalaram

E quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma

... a um belo poema – ainda que de Deus se aparte

Um belo poema sempre leva a Deus!

8. Análise do poema ‘’Se Eu Fosse Padre’’
Esse poema tem características modernistas, como vemos o eu-lírico, utiliza de uma linguagem coloquial. Nele vemos também, que o autor não usa a regra métrica idêntica em todos os seus versos. Neles vemos que cada verso, é livre, ou seja, o autor usa métricas diferentes em cada verso do poema. Mario Quintana, também gosta de usar as figuras de linguagem, como a metáfora no trecho‘’ desses que desde a infância me embalaram... ’’, nesse trecho, o poeta quis dizer que aquele momento simplesmente o marcou de uma certa forma. Além disso, podemos ver também que o autor tenta mostrar a importância do poeta e da poesia.

9. Resenha - Paloma Mergulhão
Mario Quintana tenta passar para o leitor em seu texto ‘’Se eu fosse Padre’’, o amor dele perante a poesia, a prosa, o gostar de escrever. No texto, podemos ver que o autor, mostra que escrever poesias, é o mais importante para ele. Como o título do poema já diz tudo, se Mario fosse padre, ao invés de pregar a palavra de Deus, ele pregaria o seu amor, a sua admiração pela poesia. Mario é um autor que gosta do que faz, e no texto, ele diz isso claramente. Que a poesia, o escrever é o que realmente importa.
10. Resenha – Luiza Albernaz
Ao estudar sobre Mário Quintana, observamos a presença de uma linguagem coloquial, poemas fáceis de serem lidos e em sua maioria, com pouca complexidade. Mário gostava de retratar em seus poemas sua infância, na qual fora muito feliz. Via o lado do menino no homem e usava temas como o ambiente familiar, o anjo, as brincadeiras de criança... tudo marcado pelo lirismo confessional. Gosta de retratar os ambientes de sua cidade do coração, Porto Alegre. Quintana serviu a todas as formas, sem ter sido escravo de nenhuma delas. A única coisa que ele jamais dispensou em sua poesia foi o ritmo. Jamais se preocupou em acumular bens, buscando viver a vida intensamente.
11. Resenha – Luisa Mesquita
Mário Quintana, um poeta/autor simples conhecido pela suas obras de linguagem clara e de fácil entendimento, falava sobre morte, vida, infância, amor e do cotidiano em geral, também trabalhava com a parte de traduções e nesse área traduziu diversas obras tornando mais fácil o acesso à literatura internacional do povo brasileiro. Quintana, durante toda sua vida, recebeu inúmeros prêmios por conta de suas obras tanto para o público infantil quanto para o público adulto, um de seus primeiros prêmios foi garantido pelo sucesso do conto "A Sétima Personagem". Enfim, Mário Quintana foi um grande poeta, que encantou a todos inclusive a mim, por tratar a literatura não como algo pequeno para poucas pessoas e sim para o público em geral que precisa da literatura assim como todas as outras pessoas.

12. Resenha – Vitória Alves
Mário Quintana teve uma infância humilde e, devido a essa humildade, seus poemas eram simples, claros e de fácil acesso. Entretanto, de uma riqueza pessoal enorme. Quintana tinha uma grande preocupação social e retratava as mesmas de forma objetiva. Poemas de beleza indescritível e não precisava de muitas voltas para explicar o que sentia. Retratava também amores e dentre outras coisas, era simplesmente Quintana.
13. Resenha – Amanda Ribeiro
Mário Quintana foi um autor que fez grande sucesso no século XX, publicou diversos livros, contos e poemas que são lembrados até hoje. Pra mim, Quintana foi um dos maiores autores brasileiros e um de meus preferidos pois facilita o entendimento de todos devido a sua simples linguagem e também aos seus temas interessantes que não deixam a leitura monótona. Outra coisa muito interessante é a forma como ele expõe suas ideias de forma que parece muito livre e básica mas que na verdade tem muita história por trás daquilo que foi dito. Quintana é sem dúvida o melhor em expor essas ideias de maneira com que faça a vida parecer mais livre. 


RESUMO DO TRABALHO SOBRE MARIO QUINTANA
1. Análise – ‘’Confecional’’

Ao falar que o menino observava por trás da vidraça, o poeta demonstra que para compor, ele ficava de longe, observando. Sua poesia é curta e de fácil entendimento. Utiliza temas mais filosóficos do que sociais, predominando o individual. Coloca suas próprias experiências vividas em sua poesia, mostrando ser um poeta autobiográfico. A poesia faz referência a nostalgia da infância, a qual mostra a pureza da criança, a inocência, remete a histórias infantis e brincadeiras de criança.



2. Análise – ‘’O Velho Poeta’’

Podemos observar no poema ‘’O Velho Poeta’’, a utilização de linguagem coloquial, a presença de versos brancos. O poema serve também como um refúgio para o poeta, além de ser autobiográfico. Nota-se também que ele quer fazer uma poesia diferente, sem ser pedante.


3. Análise – ‘’Se Eu Fosse Padre’’

Esse poema tem características modernistas, como vemos o eu-lírico, utiliza de uma linguagem coloquial. Nele vemos também, que o autor não usa a regra métrica idêntica em todos os seus versos. Neles vemos que cada verso, é livre, ou seja, o autor usa métricas diferentes em cada verso do poema. Mario Quintana, também gosta de usar as figuras de linguagem, como a metáfora no trecho‘’ desses que desde a infância me embalaram... ’’, nesse trecho, o poeta quis dizer que aquele momento simplesmente o marcou de uma certa forma. Além disso, podemos ver também que o autor tenta mostrar a importância do poeta e da poesia.



CARACTERÍSTICAS DO AUTOR
Temas Autobiográficos: Mario Quintana prefere falar em seus poemas sobre suas experiências vividas, usando um tom extremamente confessional. Fala muito de sua cidade natal, Porto Alegre.

Nostalgia da infância: Na maioria de suas obras, o poeta fala sobre o lado inocente, sobre meninos, faz referência a anjos, mas não como santinhos, e sim anjos travessos.

Temas mais filosóficos: Tem a preocupação social, denunciando a opressão e as diferenças, além de ser contra o progresso desenfreado e a passividade do homem diante da destruição do mundo.

CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COLABORAÇÃO DOS INTEGRANTES DO GRUPO

Luiza Albernaz: Selecionou o poema ‘’Confecional’’, fez sua análise e elaborou sua resenha individual

Luisa Mesquita: Selecionou o poema ‘’Poeminha do Contra’’, fez sua análise e elaborou sua resenha individual.

Vitória Alves: Selecionou o poema ‘’O Velho Poeta’’, fez sua análise e elaborou sua resenha.

Amanda Ribeiro: Apresentação do trabalho, pesquisou sobre a biografia do poeta e elaborou a sua resenha individual.

Paloma Mergulhão: Selecionou o poema ‘’Se Eu Fosse Padre, fez sua análise e elaborou sua resenha individual.


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