Manual de Primeiros Socorros 2003 Ministério da Saúde



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As emergências clínicas mais comuns e que podem ser atendidas com
sucesso por uma pessoa que venha a prestar os primeiros socorros.
Edema Agudo de Pulmão
Definição
É o acúmulo anormal de líquido nos tecidos dos pulmões. É uma
das emergências clínicas de maior importância e seriedade.
Principais causas
O edema pulmonar é uma emergência médica resultante de alguma
doença aguda ou crônica ou de outras situações especiais. Problemas do
coração, como cardiomiopatia (doença do músculo do coração), infarto
agudo do miocárdio ou problemas nas válvulas do coração, que determinam
uma fraqueza no bombeamento do sangue pelo coração, estão entre as
principais causas do edema pulmonar. Quando o coração não funciona
bem, o sangue acumula-se nos pulmões, o que leva à falta de ar. Já a
infecção pulmonar (pneumonia) ou a infecção generalizada do corpo
também leva ao edema pulmonar, mas por um mecanismo diferente. Outra

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alteração que leva ao edema pulmonar é a diminuição de proteínas
circulantes no sangue, seja por problema nos rins ou no fígado. Quando o
nível de proteína no sangue diminui, há uma tendência de acúmulo de
líquidos nos pulmões. As reações alérgicas por uso de medicações (reações
anafiláticas agudas); o uso de narcóticos para dor (morfina, por exemplo)
ou de certas drogas (heroína, nitrofurantoína); inalação de fumaça, de
gases irritantes, ou de outras substâncias tóxicas, como por exemplo os
compostos orgânicos fosfóricos, acidentes traumáticos graves com o
comprometimento do sistema nervoso central e a radioterapia para tumores
do tórax, podem também ocasionar o edema pulmonar. Quando uma
pessoa muda rapidamente de um local de baixa altitude para um de alta, o
edema pulmonar também pode ocorrer.
Sintomas
· Alteração nos movimentos respiratórios - os movimentos são
bastante exagerados
· Encurtamento da respiração (falta de ar), que normalmente piora
com as atividades ou quando a pessoa deita-se com a cabeceira baixa. O
doente assume a posição sentada.
· Dificuldade em respirar - aumento na intensidade da respiração
(taquipnéia)
· Respiração estertorosa; pode-se escutar o borbulhar do ar no
pulmão
· Eventualmente - batimento das asas do nariz
· A pele e mucosas se tornam frias, acinzentadas, às vezes, pálidas e
cianóticas (azuladas), com sudorese fria
· Ansiedade e agitação
· Aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia)
· Aumento da temperatura corporal (hipertermia) nos casos de
anafilaxia aguda
· Mucosa nasal vermelho-brilhante
· Tosse que no princípio não é produtiva, ou seja, não há
expectoração, passa a ser acompanhada por expectoração espessa e
espumosa, eventualmente sanguinolenta
· Outros sintomas específicos da causa do edema pulmonar podem
ocorrer.
Primeiros  Socorros
· Transferência para um serviço de urgência ou emergência de um
hospital.
Capítulo II Emergências Clínicas

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
· Não movimentar muito a vítima. O movimento ativa as emoções e
faz com que o coração seja mais solicitado.
· Observar com precisão os sinais vitais.
· Manter a pessoa na posição mais confortável, em ambiente calmo
e ventilado.
· Obter um breve relato da vítima ou de testemunhas sobre detalhes
dos acontecimentos.
· Aplicação de torniquetes alternados, a cada 15 minutos, de pernas
e braços pode ser feita enquanto se aguarda o atendimento especializado.
· Tranqüilizar a vítima, procurando inspirar-lhe confiança e segurança.
· Afrouxar as roupas.
· Evitar a ingestão de líquidos ou alimentos.
· Se possível, dar oxigênio por máscara à vítima.
· No caso de parada cardíaca aplicar as técnicas de ressuscitação
cardío-respiratória.
Infarto do Miocárdio
Definição
Necrose do músculo cardíaco após isquemia por oclusão arterial
coronariana aguda, ou seja, é um quadro clínico conseqüente à deficiência
de fluxo sanguíneo para uma dada região do músculo cardíaco (miocárdio),
cujas células sofrem necrose devido à falta de aporte de oxigênio. É uma
manifestação de insuficiência coronariana e está relacionada, em cerca de
95% dos casos, com a arteriosclerose, um processo de obstrução por
deposição de gorduras, que afeta as artérias coronarianas e outras artérias
do corpo.
Principais Causas
Arteriosclerose; embolia coronariana e espasmo arterial coronário
(angina pectória).
Principal Complicação
Parada cardíaca por fibrilação ventricular (parada em fibrilação).
Óbito.
Sintomas
· A maioria das vítimas de infarto agudo do miocárdio apresenta
dor torácica. Esta dor é descrita classicamente com as seguintes

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características:
a) Dor angustiante e insuportável na região precordial (subesternal),
retroesternal e face anterior do tórax.
b) Compressão no peito e angústia, constrição.
c) Duração maior que 30 minutos.
d) Dor não diminui com repouso.
e) Irradiação no sentido da mandíbula e membros superiores,
particularmente do membro superior esquerdo, eventualmente para o
estômago (epigástrio).
· A grande maioria das vítimas apresenta alguma forma de arritmia
cardíaca. Palpitação, vertigem, desmaio. Deve-se atender as vítimas com
quadro de desmaio como prováveis portadoras de infarto agudo do
miocárdio, especialmente se apresentarem dor ou desconforto torácico
antes ou depois do desmaio.
· Sudorese profusa (suor intenso), palidez e náusea. Podem estar
presentes vômitos e diarréia.
· A vítima apresenta-se muitas vezes, estressado com "sensação de
morte iminente".
· Quando há complicação pulmonar, a vítima apresenta edema
pulmonar caracterizado por dispnéia (alteração nos movimentos
respiratórios) e expectoração rosada.
· Choque cardiogênico.
Primeiros  Socorros
Muitas vezes, a dor que procede a um ataque cardíaco pode ser
confundida, por exemplo, com a dor epigástrica (de uma indigestão). É
preciso estar atento para este tipo de falso alarme.
· Procurar socorro médico ou um hospital com urgência.
· Não movimentar muito a vítima. O movimento ativa as emoções e
faz com que o coração seja mais solicitado.
· Observar com precisão os sinais vitais.
· Manter a pessoa deitada, em repouso absoluto na posição mais
confortável, em ambiente calmo e ventilado.
· Obter um breve relato da vítima ou de testemunhas sobre detalhes
dos acontecimentos.
· Tranqüilizar a vítima, procurando inspirar-lhe confiança e segurança.
· Afrouxar as roupas.
· Evitar a ingestão de líquidos ou alimentos.
· No caso de parada cardíaca aplicar as técnicas de ressuscitação
cardío-respiratória.
· Ver se a vítima traz nos bolsos remédios de urgência. Aplicar os
medicamentos segundo as bulas, desde que a vítima esteja consciente.
Capítulo II Emergências Clínicas

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Vasodilatadores coronarianos, comprimidos sublinguais.
A confirmação da suspeita de quadro clínico de um infarto agudo
do miocárdio só ocorre com a utilização de exames complementares, tipo
eletrocardiograma (ECG) e exames sangüíneos (transaminase, etc), que
deverão ser feitos no local do atendimento especializado.
Toda pessoa com suspeita de edema agudo de pulmão ou
de infarto agudo do miocárdio deve ser encaminhada com
a maior urgência para atendimento especializado em
hospitais, serviço de emergência ou unidade de
emergência cardíaca.
Crise  Hipertensiva
Apesar dos atuais conhecimentos sobre a fisiopatologia e a
terapêutica da doença hipertensiva, sua evolução é eventualmente marcada
por episódio de elevação súbita e acentuada da pressão arterial,
representando uma séria e grave ameaça à vida.
O aumento rápido e excessivo da pressão arterial pode evidenciar-
se pelos seguintes sintomas:
· Encefalopatia.
· Cefaléia intensa, geralmente posterior e na nuca.
· Falta de ar.
· Sensação dos batimentos cardíacos (palpitação).
· Ansiedade, nervosismo.
· Perturbações neurológicas, tontura e instabilidade. Zumbido.
· Escotomas cintilantes (visão de pequenos objetos brilhantes).
· Náusea e vômito podem estar presentes.
Pessoas previamente hipertensas apresentam, na crise, níveis de
pressão diastólica (ou mínima) de 140 ou 150 mm Hg ou mais. Em alguns
casos, o aumento repentino tem mais importância do que a altura da
pressão diastólica, surgindo sintomas com cifras mais baixas, em torno de
100 ou 110 mm Hg. Em ambos os casos as cifras sistólicas (ou máxima)
apresentam-se elevadas. Abaixo, apresentamos as variações da pressão
arterial normal e hipertensão, em adultos maiores de 18 anos, em mmHg:
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Quadro XII : Variações de pressão arterial
Existem alguns fatores de risco predispõem pessoas não hipertensas,
a terem crises hipertensivas, são eles:
· Glomerulonefrite (inflamação no interior dos rins)
· Pielonefrite (inflamação do sistema excretor renal)
· arteriosclerose
· diabete
· sedentarismo e obesidade
· liberação de catecolaminas secretadas por tumores das glândulas
supra-renais (feocromocitomas)
· ingestão de inibidor da monoaminoxidase
· colagenose
· toxemia da gravidez (pré-eclâmpsia leve e pré-eclâmpsia grave)
· mulheres após a menopausa
· fumo
· dieta rica em sal e gorduras
Todos os sintomas e sinais de crise hipertensiva podem evoluir para
acidente vascular cerebral, edema agudo do pulmão e encefalopatia.
A encefalopatia é uma síndrome clínica de etiologia desconhecida.
Ela é causada pela resposta anormal da auto-regulação circulatória cere-
bral, em decorrência de elevação súbita ou acentuada da pressão arterial.
Esta síndrome é geralmente caracterizada por cefaléia intensa, generalizada,
de início súbito e recente; náusea; vômito; graus variados de distúrbios da
consciência como sonolência, confusão mental, obnubilação e coma;
distúrbios visuais e perturbações neurológicas transitórias como convulsões,
afasia (ausência da fala), dislalia (dificuldade de falar), hemiparesia e
movimentos mioclônicos nas extremidades.
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Capítulo II Emergências Clínicas

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Primeiros Socorros
A gravidade potencial da crise hipertensiva exige tratamento imediato,
já que a reversibilidade das possíveis complicações descritas está
condicionada à presteza das medidas terapêutica. O objetivo inicial do
tratamento a ser feito por médico é a rápida redução das cifras tensionais.
O atendimento é essencialmente especializado e a principal atitude
de quem for prestar os primeiros socorros é a rápida identificação da crise
hipertensiva e remoção da vítima.
Para identificar a crise, mesmo sem verificar a pressão arterial, deve-
se conhecer os sintomas já descritos. Procurar saber se a vítima já é
hipertensa, há quanto tempo, e que medicamentos usa. A remoção para
atendimento especializado deve ser urgente.
Cólica   Renal
A cólica renal é uma síndrome extremamente dolorosa, de caráter
espasmódico, que aparece subitamente.
Na maioria das vezes essas crises dolorosas são provocadas por
distúrbios renais ligados à presença de concreções ou cálculos urinários
que desencadeiam as alterações funcionais. Além de cálculos urinários e
processos puramente nervosos, existem outras patologias que podem levar
à cólica renal, como as infecções, por exemplo.
O caráter da dor renal é bastante variável. Em certos casos ela se
manifesta como uma sensação indefinida de peso na região lombar,
latejamento, fincadas ou ferroadas ou assume o quadro típico de cólica
nefrética. A vítima entra em crise paroxística, acompanhada ou não de
náuseas, vômitos e, às vezes, elevação da temperatura. Palidez e sudorese
excessiva.
A dor pode localizar-se na região lombar, iniciando-se em uma área
junto ao ângulo costovertebral. A irradiação da dor renal é comum,
principalmente na fase aguda. Costuma-se dizer que não há cólica sem
dor irradiada. Ocasionalmente as manifestações à distância dominam o
cenário sintomatológico. A dor irradiada localiza-se principalmente no
hipogástrio (em cima da bexiga), e flanco é comum aos dois sexos e ocorre
com a migração do cálculo desde o rim até a bexiga; no homem aparece a
hipersensibilidade do testículo; na mulher pode irradiar-se para a Vagina
(vulva).
Primeiros Socorros
A vítima de uma cólica renal sofre muito e, muitas vezes, não
consegue andar ou falar direito. O conforto da vítima deverá ser
proporcionado da melhor maneira possível.

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Identificar se trata realmente de uma cólica renal. Em seguida acalmar
e tranqüilizar a vítima, fazendo-a deitar-se em local confortável; afrouxar-
lhe as roupas e providenciar imediata remoção para atendimento
especializado.
Se a vítima já teve cólica renal anteriormente e leva consigo algum
medicamento para este caso, ela pode tomá-lo. Caso contrário, nenhuma
forma de medicamento deverá ser dado. Pode-se ainda aplicar compressa
ou bolsa de água quente no local da dor, que pode ser nas costas ou na
parte anterior do abdome ou onde a vítima indicar.
Coma  Diabético  e  Hipoglicemia
O diabetes mellitus é uma doença muito freqüente e que se acredita
estar ficando mais prevalente em todas as partes do mundo. O diabetes
mellitus descompensado pode levar a vítima à condição aguda de
cetoacidose ou coma diabético.
As pessoas com diabetes que têm um bom acompanhamento da
sua condição clínica vivem a maior parte de sua vida normalmente com
tratamento adequado. Às vezes, porém, pode ocorrer uma elevação muito
brusca e progressiva da taxa de açúcar no sangue da vítima diabética,
caracterizando-se hiperglicemia. As causas mais comuns de hiperglicemia
e cetoacidose diabética são: desobediência ao tratamento e infecção.
É preciso ter um bom conhecimento dos mecanismos que levam
uma vítima ao coma diabético, para se poder agir com precisão e rapidez
no atendimento de primeiros socorros.
Há uma taxa anormal de açúcar (glicemia) circulante no sangue,
que é variável desde o jejum até após as refeições. A tabela abaixo mostra
as variações de taxas de açúcar no sangue para pessoas não diabéticas.
Quadro XIII: Variações de taxas de açúcar no sangue
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Capítulo II Emergências Clínicas

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
O diabetes mellitus (também chamado de diabetes sacarino) é uma
doença na qual o sangue é incapaz d utilizar normalmente o açúcar como
fonte de energia, devido a uma deficiência de insulina, um hormônio
produzido pelo pâncreas.
A insulina é uma substância necessária para permitir a entrada, nas
células do organismo, do açúcar existente no sangue. O diabetes mellitus
ocorre quando são secretadas quantidades insuficientes de insulina pelo
pâncreas.
O  diabetes mellitus é tratável. Alguns pacientes diabéticos são
capazes de controlar sua doença apenas com uma dieta apropriada; outros
o fazem com medicamentos orais; vários necessitam de injeção de insulina
uma ou duas vezes por dia. A insulina injetável possui ação semelhante
àquela produzida pelo pâncreas. A quantidade de insulina administrada
deve ser equilibrada com a ingestão de alimentos, uma vez que existe
açúcar em todos os alimentos.
Se não houver insulina suficiente no sangue, a glicose (açúcar) do
sangue não pode ser utilizada pelas células. A glicose retida no sangue se
elevará a um nível extremamente alto, o que forçará a penetração de açúcar
nas células. O alto nível de açúcar no sangue possui efeito pernicioso, pois
leva a uma perda excessiva, tanto de açúcar quanto de líquido, pela urina.
A perda de açúcar e líquido pela urina causa os sintomas clássicos do
diabetes mellitus não controlado; poliúria (micção freqüente), polifagia
(fome) e polidipsia (ingestão freqüente de líquidos para satisfazer a sede).
Coma  Diabético  e  Coma  Hipoglicêmico
O diabetes mellitus pode tornar-se uma emergência devido a uma
das duas condições: coma diabético (hiperglicêmico) ou coma
hipoglicêmico.
Coma  Diabético
O organismo tentará superar a falta de açúcar em suas células usando
outros alimentos como fonte de energia, e isto será feito através da gordura
armazenada. O uso desta fonte é ineficaz, os produtos de degradação da
gordura usada para fornecimento de energia normal aumentam
acentuadamente a acidez do sangue. Se a perda de líquidos e o aumento
da acidose forem muito intensos, haverá o desenvolvimento de coma
diabético. Nesta condição, o nível sanguíneo de açúcar é muito alto, porém
não é ele que causa diretamente o coma. A presença no sangue de produtos
ácidos de degradação e a perda de líquidos é que leva o diabético ao
coma.

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O desenvolvimento do coma geralmente ocorre quando um paciente
diabético não tratado, ou que não faz uso da insulina prescrita, sofre algum
tipo de "stress", ou uma infecção. O paciente pode se apresentar torporoso
com os seguintes sinais físicos:
1. Falta de ar, manifestada por respiração suspirosa rápida e pro-
funda.
2. Desidratação (pele seca e quente e olhos afundados).
3. Odor peculiar (cetônico) causado pelos ácidos acumulados no
sangue.
4. Pulso rápido e fraco.
5. Pressão arterial normal ou ligeiramente baixa.
6. Graus variáveis de diminuição das respostas aos estímulos.
7. Coma.
8. Óbito.
Hipoglicemia  e  Coma  Hipoglicêmico
O coma hipoglicêmico pode ocorrer quando a insulina é administrada
em excesso, ou quando o paciente não se alimenta adequadamente ou se
exercita demais. O açúcar é rapidamente retirado do sangue para as células,
faltando então, em quantidade suficiente no sangue para a nutrição do
cérebro. Uma vez que este requer um suprimento constante de glicose

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