Manual de Primeiros Socorros 2003 Ministério da Saúde



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69
A hemorragia arterial é menos freqüente, mas é mais grave e precisa
de atendimento imediato para sua contenção e controle. A hemorragia
venosa é a que ocorre com maior freqüência, mas é de controle mais fácil,
pois o sangue sai com menor pressão e mais lentamente.
As hemorragias podem se constituir em condições extremamente
graves. Muitas hemorragias pequenas podem ser contidas e controladas
por compressão direta na própria ferida, e curativo compressivo. Uma
hemorragia grande não controlada, especialmente se for uma hemorragia
arterial, pode levar o acidentado à morte em menos de 5 minutos, devido
à redução do volume intravascular e hipoxia cerebral (anemia aguda).
A hemorragia nem sempre é visível, podendo estar oculta pela roupa
ou posição do acidentado, por exemplo, uso de roupas grossas, onde a
absorção do sangue é completa ou hemorragias causadas por ferimentos
nas costas quando o acidentado estiver deitada de costas. O sangue pode
ser absorvido pelo solo ou tapetes, lavado pela chuva, dificultando a
avaliação do socorrista. Por este motivo o acidentado deve ser examinada
completamente para averiguar se há sinais de hemorragias.
Os locais mais freqüentes de hemorragias internas são tórax e
abdome. Observar presença de lesões perfurantes, de equimoses, ou
contusões na pele sobre estruturas vitais. Os órgãos abdominais que mais
freqüentemente produzem sangramentos graves são o fígado, localizado
no quadrante superior direito, e o baço, no quadrante superior esquerdo.
Algumas fraturas, especialmente as de bacia e fêmur podem produzir
hemorragias internas graves e estado de choque. Observar extremidades
com deformidades e dolorosas e estabilidade pélvica. A distensão abdomi-
nal com dor após traumatismo deve sugerir hemorragia interna.
Algumas hemorragias internas podem se exteriorizar, por vezes
hemorragias do tórax produzem hemoptise. O sangramento do esôfago,
estômago e duodeno podem se exteriorizar através da hematêmese (vômito
com sangue), ou dependendo do vlume, através também de melena
(evacuação de sangue). Neste caso as condutas do socorrista visarão
somente o suporte da vida, principalmente de via aérea e respiração, até o
hospital, pois pouco há o que se fazer.
A hemorragia recebe nomes conforme o lugar onde se manifesta
ou o aspecto onde se apresenta. Tem basicamente duas causas,
espontânea ou traumática. No caso da espontânea, geralmente é o sinal
de alarme de uma doença grave. A hemorragia causada por traumatismo
é a mais comum nos ambientes de trabalho, e dependendo da sua
intensidade e localização, o mais indicado é levar o acidentado a um hos-
pital, porém em certos casos pode-se ajudar o acidentado, tomando
atitudes específicas, como veremos a seguir.
Em casos particulares, um método que pode vir a ser
temporariamente eficaz é o método do ponto de pressão.
  Capítulo I Geral

70
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
A técnica do ponto de pressão consiste em comprimir a artéria lesada
contra o osso mais próximo, para diminuir a afluência de sangue na região
do ferimento.
Em hemorragia de ferimento ao nível da região temporal e parietal,
deve-se comprimir a artéria temporal contra o osso com os dedos
indicadores, médios e anular. Ver a localização da artéria na Figura 2.
No caso de hemorragia no membro superior, o ponto de pressão
está na artéria braquial, localizada na face interna do terço médio do braço.
Ver localização da artéria na Figura 1.
No caso de ferimento com hemorragia no membro inferior, o ponto
de pressão é encontrado na parte interna no terço superior, próximo à
região inguinal, que é por onde passa a artéria femoral. Nesta região a
artéria passa por trás dos músculos. Usar compressão muito forte para
atingí-la e diminuir a afluência de sangue.
Deve-se inclinar para frente, com o acidentado deitada e pressionar
com força o punho contra a região inguinal. É importante procurar manter
o braço esticado para evitar cansaço excessivo e estar preparado para
insistir no ponto de pressão no caso de a hemorragia recomeçar.
Conter uma hemorragia com pressão direta usando um
curativo simples, é o método mais indicado. Se não for
possível, deve-se usar curativo compressivo; se com a
pressão direta e elevação da parte atingida de modo que
fique num nível superior ao do coração, ainda se não for
possível conter a hemorragia, pode-se optar pelo método
do ponto de pressão.
Atenção:
Não elevar o segmento ferido se isto produzir dor ou se
houver suspeita de lesão interna tal como fratura.
Manter o acidentado agasalhado com cobertores ou roupas, evitando
contato com chão frio ou úmido.
Não dar líquidos quando estiver inconsciente ou houver suspeita de
lesão no ventr/abdome.
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Torniquete
Há casos em que uma hemorragia torna-se intensa, com grande
perda de sangue. Estes casos são de extrema gravidade.
Nestes casos, em que hemorragias não podem ser contidas pelos
métodos de pressão direta, curativo compressivo ou ponto de pressão,
torna-se necessário o uso do torniquete. O torniquete é o último recurso
usado por quem fará o socorro, devido aos perigos que podem surgir por
sua má utilização, pois com este método impede-se totalmente a passagem
de sangue pela artéria.
Para fazer um torniquete usar a seguinte técnica: (conforme a Figura
26)
· Elevar o membro ferido acima do nível do coração.
· Usar uma faixa de tecido largo, com aproximadamente sete
centímetros ou mais, longo o suficiente para dar duas voltas, com pontas
para amarração.
· Aplicar o torniquete logo acima da ferida.
· Passar a tira ao redor do membro ferido, duas vezes. Dar meio nó.
· Colocar um pequeno pedaço de madeira (vareta, caneta ou
qualquer objeto semelhante) no meio do nó. Dar um nó completo no
pano sobre a vareta.
· Apertar o torniquete, girando a vareta.
· Fixar as varetas com as pontas do pano.
· Afouxar o torniquete, girando a vareta no sentido contrário, a cada
10 ou 15 minutos.
Devemos estar conscientes dos perigos decorrentes
da má utilização do torniquete. A má utilização (tempo
muito demorado) pode resultar em deficiência circulatória
de extremidade. É absolutamente contra indicado a
utilização de fios de arame, corda, barbante, material fino
ou sintético na técnica do torniquete.
Usar torniquete nos casos de hemorragias externas graves:
esmagamento mutilador ou amputação traumática.
A fixação do torniquete também pode ser feita com o uso de uma
outra faixa de tecido amarrada sobre a vareta, em volta do membro ferido.
É importante que se saiba da necessidade de afrouxar o torniquete
gradual e lentamente a cada 10 ou 15 minutos, ou quando ocorrer
arroxeamento da extremidade, para que o sangue volte a circular um pouco,
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  Capítulo I Geral

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
evitando assim maior sofrimento da parte sã do membro afetado. Se a
hemorragia for contida, deve-se deixar o torniquete frouxo no lugar, de
modo que ele possa ser reapertado caso necessário.
O acidentado com torniquete tem prioridade no
atendimento e deve ser acompanhada  durante o
transporte. É importante lembrar também de marcar e
anotar por escrito, de preferência no próprio corpo do
acidentado, a indicação de que há torniquete aplicado, o
local e a hora da aplicação, assim:
TQ  BRAÇO  10:15h
Figura 26 - Como fazer um torniquete
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Hemorragia  Interna
Os casos de hemorragia interna são também de muita gravidade,
devido ao grau de dificuldade de sua identificação por quem está
socorrendo.
Suspeitar de hemorragia interna se o acidentado estiver envolvido
em:
· Acidente violento, sem lesão externa aparente
· Queda de altura
· Contusão contra volante ou objetos rígidos
· Queda de objetos pesados sobre o corpo
Mesmo que, a princípio, o acidentado não reclame de nada e tente
dispensar socorro, é importante observar os seguintes sintomas:
a) Pulso fraco e rápido
b) Pele fria
c) Sudorese (transpiração abundante)
d) Palidez intensa e mucosas descoradas
e) Sede acentuada
f) Apreensão e medo
g) Vertigens
h) Náuseas
i)  Vômito de sangue
j)  Calafrios
k) Estado de choque
l) Confusão mental e agitação
m) "Abdômen em tábua" (duro não compressível)
n) Dispnéia (rápida e superficial)
o) Desmaio
A conduta deve ser procurar imediatamente atendimento
especializado, enquanto se mantém o acidentado deitado com a cabeça
mais baixa que o corpo, e as pernas elevadas para melhorar o retorno
sanguíneo. Este procedimento é o padrão para prevenir o estado de choque.
Nos casos de suspeita de fratura de crânio, lesão cerebral ou quando
houver dispnéia, a cabeça deve ser mantida elevada.
Aplicar compressas frias ou saco de gelo onde houver suspeita de
hemorragia interna. Se não for possível, usar compressas úmidas.
Outras Hemorragias
Existem hemorragias que nem sempre são decorrentes de
traumatismos. São as hemorragias provocadas por problemas clínicos.
  Capítulo I Geral

74
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Hemorragia Nasal (Epistaxe  ou  Rinorragia)
É a perda de sangue pelo nariz. A hemorragia nasal pode ocorrer
por traumatismo craniano. Neste caso, especialmente quando o sangue
sai em pequena quantidade acompanhada de líquor, o corrimento não
deve ser contido e o acidentado precisa de atendimento especializado
com urgência. A hemorragia do nariz é uma emergência comum que
geralmente resulta de um distúrbio local, mas pode decorrer de uma grave
desordem sistêmica.
Em muitos casos a epistaxe não tem causa aparente. Pode ocorrer
devido à manipulação excessiva no plexo vascular com rompimento dos
vasos através das unhas; diminuição da pressão atmosférica; locais altos;
viagem de avião; saída de câmara pneumática de imersão ou sino de
mergulho; contusão; corpo estranho; fratura da base do crânio; altas
temperaturas; dentre outras. Às vezes pode ocorrer como sintoma de um
grave transtorno no organismo que requer investigação imediata, como
por exemplo crise hipertensiva.
As hemorragias nasais sempre podem ser estancadas. As medidas
para contenção devem ser aplicadas o mais rapidamente possível, a fim
de evitar perda excessiva de sangue.
Primeiros Socorros
Ao atender um caso de epistaxe deve-se observar a seguinte conduta:
· Tranqüilizar o acidentado para que não entre em pânico.
· Afrouxar a roupa que lhe aperte o pescoço e o tórax.
· Sentar o acidentado em local fresco e arejado com tórax recostado
e a cabeça levantada.
· Verifique o pulso, se estiver forte, cheio e apresentar sinais de
hipertensão, deixe que seja eliminada certa quantidade de sangue.
· Fazer ligeira pressão com os dedos sobre a asa do orifício nasal de
onde flui o sangue, para que as paredes se toquem e, por compressão
direta o sangramento seja contido.
· Inclinar a cabeça do acidentado para trás e manter a boca aberta.
Sempre que possível aplicar compressas frias sobre a testa e nuca.
· Caso a pressão externa não tenha contido a hemorragia, introduzir
um pedaço de gaze ou pano limpo torcido na narina que sangra. Pressionar
o local.
· Encaminhar o acidentado para local onde possa receber assistência
adequada.
· Em caso de contenção do sangramento, avisar o acidentado para
evitar assoar o nariz durante pelo menos duas horas para evitar novo
sangramento.

75
  Capítulo I Geral
Toda hemorragia nasal que ocorre com relativa
freqüência, sem causa evidente, requer investigação
imediata por profissional qualificado.
Toda hemorragia nasal que se segue a contusões na cabeça
deve ser investigada imediatamente por profissional
qualificado.
Hemoptise
Hemoptise é a perda de sangue que vem dos pulmões, através das
vias respiratórias. O sangue flui pela boca, precedido de tosse, em pequena
ou grande quantidade, de cor vermelho vivo e espumoso.
Para alguns autores, a excessiva perda de sangue e a insuficiência
respiratória são igualadas por poucas condições em suas potencialidades
de ameaçar diretamente a vida do acidentado. Neste contexto a hemoptise
pode representar um dos mais alarmantes sinais de emergência.
Ao contrário da hemorragia externa, a fonte e a causa exatas da
hemorragia pulmonar são muitas vezes desconhecidas das vítimas dessa
condição, e a sua natureza desconhecida contribui para acentuar o medo.
As causas mais freqüentes de hemoptise são:
a) Bronquiectasia
b) Tuberculose
c) Abscesso pulmonar
d) Tumor pulmonar
e) Estenose da válvula mitral
f) Embolia pulmonar
g) Traumatismo
h) Alergia (poeiras, vapores, gases, etc).
O acidentado além dos sintomas anteriormente descritos pode
apresentar também palidez intensa, sudorese e expressão de ansiedade e
angústia, o que caracteriza a entrada em estado de choque.
A seguinte conduta deve ser observada:
· Tranqüilizar o acidentado e amenizar-lhe o medo.
· Deitá-lo de lado para prevenir sufocamento pelo refluxo de sangue.
Deixá-lo em repouso.
· Recomendar que não fale e nem faça esforço.
· Não demonstrar apreensão.
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76
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
· Providenciar transporte urgente para local onde possa receber
atendimento especializado.
Hematêmese
É a perda de sangue através de vômito de origem gástrica
(sangramento, por exemplo: úlcera) ou esofagiana (ruptura de varizes
esofagianas). O sangue sai só ou junto com resto de alimento. A coloração
do sangue pode ser de um vermelho rutilante (raro) ou, após ter sofrido
ação do suco gástrico, apresentar-se com uma coloração escura. É a
chamada hematêmese em borra de café.
A hematêmese é comum em enfermidades como varizes do esôfago,
úlcera, cirrose e esquistossomose. Pode ter como causas: mecânicas ou
tóxicas (arsênico, sulfureto de carbono, mercúrio) ou inflamatórias.
Toda hemorragia interna que demora a se exteriorizar pode ser
identificada pelos seguintes sinais: palidez intensa, distensão abdominal,
extremidades frias e úmidas, pulso rápido e fraco. Quando se exterioriza o
sangramento, os sinais são os mesmos, acrescidos dos sintomas: fraqueza,
tontura, enjôo, náusea antes da perda de sangue, vômitos com sangue
escuro e desmaio.
Proceder de acordo com a seguinte conduta:
·  Manter o acidentado em repouso em decúbito dorsal (ou lateral
se estiver inconsciente), não utilizar travesseiros.
· Suspender a ingestão de líquidos e alimentos.
· Aplicar bolsa de gelo ou compressas frias na área do estômago.
· Encaminhar o acidentado para atendimento especializado no NUST.
Estomatorragia
É o sangramento proveniente da cavidade oral/bucal.
Proceder à compressão da área que está sangrando, usando uma
gaze ou pano limpo até estancar a hemorragia. Dependendo do volume
do sangramento e das dificuldades para estancá-lo, deve-se procurar
atendimento especializado imediatamente. Sugerir o acidentado que pro-
cure socorro especializado do NUST mesmo que a hemorragia tenha sido
contida.
No caso de hemorragia dentária deve-se colocar um rolo de gaze,
ou atadura, ou um lenço enrolado e apertar fortemente o local que sangra
contra a arcada dentária até a contenção do sangramento. Isto pode ser
feito com a mão ou o paciente mordendo a compressa de tecido.

77
Melena e Enterorragia
É a perda de sangue escuro, brilhante, fétido e com aspecto de
petróleo, pelo orifício anal, geralmente provocada por hemorragia no
aparelho digestivo alto (melena) ou no aparelho digestivo baixo
(enterorragia - sangue vivo). Assim com a hematêmese, este tipo de
sangramento é também originado por doença gástrica ou devido a
rompimento de varizes esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide,
perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa
inespecífica, tumores malignos do intestino e reto, hemorróidas e outras.
Obedecer aos seguintes procedimentos:
· Tranqüilizar o acidentado e obter sua colaboração.
· Deitar o acidentado de costas.
· Aplicar bolsa de gelo sobre o abdômen, na região gástrica e intestinal.
· Aplicar compressas geladas na região anal (sangramento por
hemorróidas).
· Encaminhar o acidentado para atendimento especializado com
urgência.
Metrorragia
É a perda anormal de sangue pela vagina. Este tipo de hemorragia
pode ter causas variadas:
a) Abortamento, provocado ou não.
b) Hemorragias do primeiro trimestre da gravidez (gravidez ectópica
e outras).
c) Traumatismos causados por violências sexuais (estupro) e
acidentes
d) Tumores malignos do útero ou da vulva (carcinomas)
e) Hemorragia pós-parto, ocasionada pela retenção de membranas
placentárias, ruptura e traumatismos vaginais devidos ao parto ou não.
f) Distúrbio menstrual
Toda hemorragia durante a gravidez é anormal, podendo representar
sério risco tanto para a gestante quanto para o feto. Por isto, o acidentado
deve ser encaminhada para receber assistência médica tão logo lhe sejam
prestados os primeiros socorros.
Conduta no caso de hemorragias de vítimas reconhecidamente
grávidas, ou com suspeitas de gravidez admitida:
1.Manter a gestante em repouso, deitada, aquecida e tranqüiliza-la.
2.Impedir sua deambulação e qualquer forma de esforço.
3.Conservar a totalidade do sangue e dos produtos expulsos do útero
para mostrar ao médico.
  Capítulo I Geral

78
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
4. Encaminhar para assistência médica ou serviços de saúde.
5. Prevenir o estado de choque.
No caso de sangramento acompanhar-se de forte dor abdominal,
deve-se suspeitar de gravidez ectópica (extra uterina). Neste caso o
acidentado deve ser transportado com urgência para hospitalização e o
transporte deve ser feito com o acidentado em repouso, se possível deitado
e aquecido. Não administrar alimentos líquidos ou sólidos. Nestes casos,
suspeita de prenhes ectópica rôta. Atenção para os sinais de choque.
Conduta no caso de hemorragias não relacionadas com a gravidez:
1.Investigar o mais completamente possível a história para descartar
uma possível gravidez.
2.Mantê-la em repouso, deitada e procurar tranqüilizá-la.
· Impedir deambulação e qualquer forma de esforço.
· Aplicar absorvente higiênico externo.
· Aplicar bolsa de gelo ou compressas geladas sobre a região pélvica
(baixo ventre).
· Encaminhar para assistência especializada.
Otorragia
É o sangue que sai pelo conduto auditivo externo. Pode ser causada
por ferimento no ouvido externo, contusão por corpo estranho e trauma.
Os traumatismos cranianos podem provocar hemorragia pelo ouvido,
quando então, geralmente o sangue vem acompanhado de líquor. Não se
deve estancar este tipo de hemorragia, e a procura de socorro médico
nestes casos deve ser urgente.
Nas otorragias simples, pode-se introduzir no ouvido um pequeno
pedaço de gaze e deixá-lo no local até que a hemorragia pare. É sempre
conveniente encaminhar o acidentado para atendimento especializado do

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