Manual de Primeiros Socorros 2003 Ministério da Saúde



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195
No Quadro XXXII apresentamos os sinais e sintomas dos acidentes
ofídicos por gênero do animal envolvido.
* Nos acidentes causados por filhotes de Bothrops o edema e a dor no local da picada podem estar ausentes,
predominando a ação coagulante do veneno.
Fonte: Ministério da Saúde. Manual de diagnóstico e Tratamento de Acidentes Ofídicos, 2001
Quadro XXXII - Diagnóstico dos acidentes por serpentes peçonhentas
brasileiras
G e n ê r o    
d a  
Serpente 
A ç õ e s   d o  
V e n e n o  
S i n t o m a s   e   S i n a i s  
Precoces (até 6 horas 
a p ó s   o   a c i d e n t e )  
Sintomas e Sinais 
Ta r d i o s  ( 6 /12 
h o r a s   a p ó s   o  
a c i d e n t e )  
 
 
Bothrops 
 
 
 
Proteolítica 
Coagulante 
Hemorrágica 
Dor, edema, calor e 
rubor no local da picada 
imediatos. Aumento do 
tempo de coagulação. 
Hemorragias. Choque 
nos casos graves *  
 
Bolhas, 
equimose, 
necrose, oligúria 
e anúria 
(insuficiência 
renal aguda). 
 Proteolítica 
Hemorrágica 
“Neurotóxica
”Coagulante 
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Poucos casos estudados: manifestações 
clínicas semelhantes ao acidente por 
Bothrops, acrescidas de sinais de excitação 
vagal (bradicardia, hipotensão arterial e 
diarréia). 
 
 
 
 
Lachesis 
 
 
“Neurotóxica
” 
Ptose palpebral (fácies miastémica-
”neurotóxica”). Diplopia, oftalmoplegia e 
visão turva por dificuldade de acomodação 
visual. Relatos de insuficiência agudo em 
casos graves. 
 
 
Miotóxica 
Dor muscular 
generalizada. Urina 
avermelhada ou 
marrom. Edema 
discreto no local da 
picada. 
Hemolítica (?) 
Urina  avermelhada 
Urina avermelhada 
ou marrom escura 
(hemoglobinúria e 
mioglobinúria). 
Oligúria e anúria 
(Insuficiência renal 
aguda). 
 
 
Crotalus 
 
Coagulante 
Aumento do tempo de coagulação. 
Raramente, ocorrem hemorragias.  
 
Micrurus 
 
 
Neurotóxica 
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ou
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Ptose palpebral (facies miastênicas-
”neurotóxica”), diplopia, oftalmoplegia, 
silorréia, dificuldade de deglutição e 
insuficiência respiratória aguda de 
instalação precoce. 
 
Capítulo IV Envenenamento e Intoxicação

196
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Ação dos Venenos
Jararaca (Bothrops)
O veneno das cobras do gênero Bothrops possui enzimas
proteolíticas, que alteram os mecanismos naturais da coagulação sanguínea.
A atuação do veneno caracteriza-se por hemorragias em mucosas (nariz e
boca). Pode ocorrer a grave síndrome de coagulação intravascular
disseminada.
Estas enzimas levam também à destruição dos tecidos periféricos à
picada, podendo necrosar o membro afetado, determinando
eventualmente a amputação.
Cascavel (Crotalus)
O seu veneno é hemolítico (destrói os glóbulos vermelhos) e atua
como tóxico no sistema nervoso. Este efeito neurotóxico leva a rigidez de
nuca, perturbações visuais (nistagmo, visão dupla, estrabismo),
lacrimejamento e salivação, parestesia na região afetada e paralisia de
diafragma (parada respiratória).
Coral (Micrurus)
O seu veneno é neurotóxico.
Para cada um dos gêneros há um soro específico: antibotrópico,
anticrotálico, antilaquésico e antielapídico (para o gênero Micrurus).
O soro antiofídico (soro universal) é composto por soro antibotrópico
e anticrotálico.
Primeiros Socorros em Picadas de Cobras
· Acalmar e confortar a vítima que, quase sempre, estará excitada
ou agitada. Ela deve ser mantida em decúbito dorsal, em repouso, evitando
deambular ou correr, caso contrário, a absorção do veneno pode
disseminar-se.
· Lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão,
fazendo a antissepsia local, se possível (a ferida também é contaminada
por bactérias).
· Não perfurar ou cortar o local da picada.
· Não colocar folhas, pó de café ou outros contaminantes.
· Não se deve fazer o garroteamento do membro afetado, pois isto
agravará as lesões locais.
· O membro afetado deve ser mantido elevado.
· Manter a vítima hidratada.
· Evitar o uso de drogas depressoras do Sistema Nervoso (álcool
por exemplo).
· Controlar os sinais vitais e o volume urinário do acidentado.
· Dar o apoio respiratório que o caso exigir.

197
· Transportar a vítima com urgência para o atendimento especializado
de emergência.
· Em nenhuma circunstância a extremidade deve ser envolvida com
gelo.
· Se já passaram mais de 30 minutos desde o momento da picada,
não adianta qualquer medida local de primeiros socorros. Deve-se manter
os cuidados gerais de repouso e apoio psicológico: verificação dos sinais
vitais e prevenção de estado de choque e transportar a vítima o mais
rápido possível ao serviço de emergência médica.
Sempre que for possível, deve-se localizar a cobra que mordeu a
vítima e levá-la, com segurança, para reconhecimento e para que seja
ministrado o soro específico. O soro universal não é tão eficiente quanto o
soro específico.
Captura-se uma cobra viva levantando-a do chão com uma haste
qualquer pelo meio do corpo, sem se arriscar e, em seguida, coloca-se o
animal em uma caixa bem fechada; assim ela não consegue reagir nem
dar o bote. Se não for possível levá-la viva, não devemos hesitar em matar
o animal e recolher o exemplar.
No Brasil existem três importantes centros que fabricam o soro
antiveneno, o único tratamento eficaz contra mordida de cobra; o Instituto
Butantã, em São Paulo; o Instituto Vital Brazil, em Niterói e a Fundação
Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.
Prevenção
Em relação às medidas preventivas relativas ao acidente ofídico,
importam o conhecimento de fatores relacionados às serpentes, bem como
da atividade humana. Isto torna a profilaxia do ofidismo um objetivo difícil
de ser alcançado pela complexidade das possibilidades de interação ofídio-
homem. Entretanto, algumas medidas gerais são factíveis na diminuição
do risco de envenenamento ofídico, a saber:
· Evitar andar descalço, pois as porções inferiores do corpo (pés e
pernas) são os locais mais atingidos nas picadas; o uso de botas é
aconselhado nos locais de ocorrência de ofídios.
· Observação cuidadosa ao caminhar em locais de mata e capinzais,
área na qual podem ser encontradas serpentes.
· Uso de luvas resistentes (raspas de couro) para determinadas
atividades laboratoriais e de trabalho de campo. Cobras gostam de abrigar-
se em locais quentes, escuros e úmidos, cuidado ao revirar montes de
lenhas ou inspecionar buracos na terra com as mãos desprotegidas.
· Cuidado ao subir em árvores, pois descritos acidentes na cabeça,
ombros e braços.
Capítulo IV Envenenamento e Intoxicação

198
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
· Onde há rato, há cobra. Manter limpo terrenos, evitando acúmulo
de madeira, tijolos, pedras, entulhos de construção civil, lixos, etc, além
de se evitar trepadeiras que encostem nas paredes ou alcancem telhados
e forros.
· A criação de determinadas aves afiófagas (como gansos, emas,
dentre outras) ajuda a afugentar as serpentes.
· Evitar caminhadas desnecessárias noturnas em locais de mata e
capinzais, dados os hábitos noturnos (saída para alimentação) de boa parte
das serpentes peçonhentas.

199
CAPÍTULO V
OUTRAS OCORRÊNCIAS
Radioatividade
Introdução
No ambiente de trabalho poderemos encontrar aparelhos e
equipamentos cujo funcionamento se baseiam em radioatividade.
Acidentes radioativos são raros.
São importantes para nós as definições e conceitos envolvendo
radiação atômica e os procedimentos a serem adotados em emergências
envolvendo fontes radioativas. As definições, conceitos e procedimentos
apresentados a seguir são adotados universalmente pela Cruz Vermelha
Internacional.
Radiação
A radiação é uma forma de transmissão de energia. Qualquer corpo
que bloqueie a radiação absorve a energia do feixe. A absorção de energia
pelos tecidos pode causar lesão. Existem várias formas de radiação, entre
elas, o som e a radioatividade. Todas podem ser perigosas em níveis altos.
A forma mais perigosa de energia de radiação não pode ser percebida
pela audição, visão ou sensibilidade. É a radiação ionizante, que possui a
propriedade específica de ser capaz de desagregar átomos e, desta forma,
lesar células e os tecidos corporais.
Os átomos são partículas de matéria estável até que suas estruturas
atômicas sejam alteradas. A radiação ionizante possui este efeito de alterar
a estrutura atômica.
Existem três tipos principais de radiação ionizante: partículas alfa,
partículas beta e raios gama.
A radiação alfa penetrará apenas em materiais finos; pode ser
absorvida por um jornal. A radiação beta penetrará materiais um pouco
mais espessos; pode ser absorvida por camadas de roupas. A radiação
gama penetrará totalmente, exceto nos materiais mais densos; seus raios
só podem ser retidos por uma cobertura de chumbo, uma parede de pedra
ou de terra de vários centímetros de espessura, ou o equivalente a estes
materiais.
Capítulo V Outras Ocorrências

200
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Alterações no Organismo
Devido ao fato de a vida depender de bilhões de células individuais,
a morte de um grande número destas, pela destruição de seus átomos,
resulta em doença por radiação e algumas vezes em morte. Esta perda de
células ocorre com a exposição a uma grande dose de radiação.
O grau de doença causada pela radiação depende da dose total, do
tipo de radiação emitida e se foi parte do corpo ou todo ele exposto. Por
exemplo: doses grandes de radiação em um braço podem levar à perda
deste, porém apresentam apenas um efeito limitado sobre o resto do corpo.
O mais importante é a quantidade de radiação recebida por todo o corpo
ou por seus órgãos principais.
Deve-se acentuar que toda radiação ionizante possui efeito sobre as
células do organismo. Doses controladas por período de tempo limitado
são bem toleradas, porém não devemos nos esquecer de que a radiação
sempre causa algumas alterações celulares.
A radiação pode ser transmitida diretamente através do ar, ou
indiretamente, em partículas de poeira ou fumaça. Os depósitos de mate-
rial radioativo que penetram no corpo por inalação ou deglutição podem
ser extremamente perigosos, porque continuarão a expor as estruturas
celulares à radiação até que as partículas sejam eliminadas do organismo
ou diminua sua radioatividade.
Acidentes com Fontes Radioativas
Provavelmente, o único risco real da lesão por radiação em acidente
de transporte ocorreria se uma fonte de radiação poderosa, como um
material que produzisse radiação gama, se tornasse desprotegida, com as
pessoas desavisadas do perigo permanecendo no campo de radiação.
Sempre que os acidentes envolverem fontes de radiação gama,
coberturas de chumbo ou outro material de grande massa (paredes de
concreto ou metal, bancos de terra, mesmo veículos ou equipamento
pesado) fornecem proteção suficiente para as pessoas nas proximidades.
Em uma explosão ou incêndio, o material radioativo pode ser carreado
em partículas de poeira ou de fumaça; deve-se tomar o máximo de
precaução para evitar o problema de contaminação por esta forma. A
melhor proteção contra a contaminação a partir de poeira é o uso de
roupas de proteção. Várias camadas de roupa, incluindo chapéu, luvas e
máscaras, protegerão contra a maior parte da poeira radioativa. Quanto
mais fechado for o tecido, maior será a proteção contra as partículas
radioativas. Deve-se colocar esparadrapo nas mangas e nas aberturas dos
botões, fechando-se, assim, estas passagens a partículas de poeira e de
outros materiais.

201
Se houver suspeita de presença de material radioativo nas roupas
ou sapatos do acidentado ou de quem a está socorrendo, deve-se parar
nos limites da área exposta e remover o máximo possível da roupa
contaminada. A pessoa que está prestando os primeiros socorros deve se
lavar e à vítima, se estiverem muitos contaminados. Com apenas isto,
diminuirá em grande parte o risco de todas as pessoas envolvidas. A
radiação pode ser significativamente reduzida e, com um pequeno cuidado,
a contaminação não será levada à outra parte. A água que se utilizou para
a lavagem torna-se contaminada, devendo ser guardada em um recipiente
coberto, para ser eliminada de forma apropriada. O recipiente deve ser
identificado como contendo água contaminada por radioatividade.
Não permitir que espectadores entrem em uma área com suspeita
de conter material radioativo. Acima de tudo, não permitir que nada seja
pego, manipulado ou removido do local do acidente. Não empilhar roupas
e materiais encontrados sobre o chão. Não queimar materiais, pois isto
apenas colocará partículas contaminadas no ar, sob a forma de fumaça e
cinzas radioativas. Os três fatores mais importantes que determinam
quanto de radiação uma pessoa receberá, são:
1) Tempo de exposição
2) Distância da fonte de radiação
3) Quantidade de proteção contra a fonte de radiação
Uma vez retirada o acidentado, notificar a existência de paciente
exposto à radiação, ao NUST/DIREH, iniciar as medidas de tratamento de
emergência imediatamente e a seguir encaminhar o acidentado para
atendimento especializado. Um acidentado exposto à radiação que teve
suas roupas removidas e foi lavada apresenta pequeno risco para os que a
transportam. Uma pessoa não é radioativa se receber radiação alfa, beta
ou gama. Este fato é óbvio quando se considera que a radiografia de
tórax, como por exemplo: não causa radiatividade no indivíduo exposto.
Entretanto, se a fonte de radiação permanecer sobre as roupas ou pele do
acidentado, ainda haverá perigo de exposição.
Descontaminação
A descontaminação do acidentado e de quem a socorreu inclui a
remoção de toda a roupa e lavagem, com atenção particular para os cabelos
e partes do corpo que possuem superfícies sobrepostas, isto é, em contato.
Estas áreas são as nádegas, região superior das coxas, os braços e o tórax,
e entre os dedos das mãos e dos pés. O banho de imersão não é tão eficaz
quanto o de chuveiro, pois não remove as partículas com tanta eficiência.
Capítulo V Outras Ocorrências

202
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Figura 50 -  Símbolo de radiação
O sinal apresentado na Figura 50 é o símbolo universal de radiação,
uma hélice preta sobre um fundo amarelo. É usado para indicar fontes
radioativas, embalagens com material radioativo, e áreas onde é
armazenado ou utilizado material radioativo. Deve-se ter precaução sempre
que este símbolo for encontrado.
É importante ter sempre à disposição informações para contato com
o plantão da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Radiodermites
Introdução
São alterações cutâneas causadas pela ação da energia radiante,
seja por exposição acidental ou profissional.
Depende da intensidade da dose e do tempo de exposição e
caracteriza-se inicialmente por eritema, após o qual pode permanecer uma
hiperpigmentação. Pode evoluir do eritema (vermelhidão) para um edema
(duro e doloroso) ou para dermatite ampolar (vesículas cheias de líquido);
pode evoluir ainda, em alguns casos, para úlceras muito dolorosas e
rebeldes a qualquer tratamento.
A pele dos indivíduos expostos ocupacionalmente aos raios X, com
o passar do tempo, torna-se áspera, brilhante e atrófica, pela desintegração
do complexo de Golgi, que preside aos processos de secreção celular.
Outros casos podem apresentar ainda teleangietasias e áreas de
hiperceratose, representadas por descamação mais ou menos acentuada.
A alteração mais grave, porém, é representada pelo câncer de pele,
de maior incidência nos radiologistas, do que na população em geral.
Primeiros Socorros
A radiodermite não se constitui num quadro de urgência, devendo
o acidentado ser encaminhado a um serviço especializado em

203
radiopatologia, depois de serem tomadas as providências anteriormente
descritas para estes acidentes. Nos casos em que o acidente envolver,
além de exposição e/ou contaminação por radiação ionizante, outras lesões
de caráter emergencial como as constantes neste manual, estas, deverão
ser atendidas prioritariamente.
Parto de Emergência
Parto é um fato natural. Chame a assistência médica especializada.
Providencie transporte para um hospital.
No final da gestação, a parturiente começa a apresentar sinais e
sintomas que são indicativos do início do trabalho de parto.
Identificação do parto iminente ou período expulsivo
· contrações regulares a cada dois minutos
· visualização da cabeça do bebê no canal de nascimento
· ruptura da bolsa
· gestante multípara, com vários partos normais.
Primeiros Socorros
Existem alguns pontos que devem ser lembrados, caso uma pessoa
se encontre diante da emergência de um parto e tenha que prestar auxílios
à parturiente, por falta de recursos médicos imediatos ou de condições de
transportá-la imediatamente a um hospital.
· Deixe a natureza agir. Seja paciente. Espere até que a criança nasça.
· Afaste os curiosos. Procurar ser o mais discreto possível e manter
ao máximo a privacidade da gestante.
· Mantenha a calma.
· Não permitir que a parturiente vá ao banheiro se são constatados
os sinais de parto iminente.
· Colocar a parturiente deitada de costas, com os joelhos elevados e
as pernas afastadas uma da outra e pedir-lhe para conter a respiração,
fazendo força de expulsão cada vez que sentir uma contração uterina.
· Lave bem as mãos. Conserve limpo tudo o que cerca a parturiente.
· À medida que o parto progride, ver-se-á cada vez mais a cabeça
do feto em cada contração. Deve-se ter paciência e esperar que a natureza
prossiga o parto; nunca se deve tentar puxar a cabeça da criança para
apressar o parto.
· Somente ampare com as mãos a cabeça da criança que nasce,
sem imprimir nenhum movimento, que não o de sustentação.
Capítulo V Outras Ocorrências

204
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
· Depois de sair totalmente, a cabeça fará um pequeno movimento
de giro e, então, sairão rapidamente os ombros e o resto do corpo.
Sustentá-lo com cuidado. Nunca puxar a criança, nem o cordão umbilical,
deixar que a mãe expulse naturalmente o bebê e a placenta.
· Proteja a criança, evitando contato com locais sujos ou chão frio e
úmido. Mantenha-a com a cabeça ligeiramente abaixada.
· Limpar o muco do nariz e da boca e assegure-se de que o bebê
esteja respirando. Se a criança não chorar ou respirar, segurá-la de cabeça
para baixo, pelas pernas, com cuidado para que não escorregue, e dar
alguns tapinhas nas costas para estimular a respiração. Desta forma, todo
o líquido que estiver impedindo a respiração sairá.
· Se o bebê não estiver respirando, aplicar a respiração artificial
delicadamente, insuflando apenas o volume suficiente para elevar o tórax
da criança, como ocorre em um movimento respiratório normal. Aja com
delicadeza.
· O cordão umbilical sairá com a placenta, cerca de 20 minutos
após o nascimento.
· Não há necessidade de cortar o cordão umbilical, se o transporte
para o hospital demorar menos de 30 minutos. Porém, se o tempo de
transporte for superior a 30 minutos, deitar a criança de costas e, com um
fio previamente fervido, fazer nós no cordão umbilical: o primeiro a
aproximadamente quatro dedos da criança (10 cm) e o segundo nó distante
a 5 cm do primeiro. Cortar entre os dois nós com uma tesoura, lâmina ou
outro objeto limpo. As extremidades do cordão não devem sangrar.
· Após a saída da placenta, deve-se fazer massagem suave sobre o
abdômen da parturiente para provocar a contração do útero e diminuir a
hemorragia que é normal após o parto.
· Colocar o bebê em contato com a mãe, em seu colo, assim que
liberar a placenta (após cortar o cordão umbilical).
· Mantenha a mãe e o filho agasalhados.
· Transportar os dois ao hospital para atendimento médico. Deve-se
também transportar a placenta para o médico avaliar se ela saiu
completamente.

205
REFERÊNCIAS
 ABIQUIM. Manual para Atendimento de Emergências com Produtos
Perigosos. Ed.Pró-Química, 269 p. 2002.
Batista, R.S. et al Manual de Infectologia. São Paulo, Ed. Revinter, 980p.
2003.
Brasil. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de
Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos.
Brasília. Ed. MS, 304 p. 2001.
Brasil. Ministério do Trabalho. Fundacentro. Curso para Engenheiros de
Segurança do Trabalho. Vol. 6. São Paulo, Ed. Fundacentro, 1521p.
1981.
Cardoso, T.A.O. Manual de Primeiros Socorros do Instituto Nacional de
Controle de Qualidade em Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Ministério
da Saúde. Rio de Janeiro, 188p. 1998.
Dunsmore, D.J. Medidas Seguridad Aplicables em Epidemias de
Enfermedades Transmisibles. OMS, Genebra, 1987. 378p.
Eisenberg, M.S. e Copass, M.K. Terapêutica em Emergências Clínicas.
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Gomes, F. A.; Sobrinho, J.F. Acidentes causados por animais peçonhentos.
Urgências, ano 6, n02, p. 21-24, 1998.
Knobel, E. e col. Manual de Condutas no Paciente Grave. FARMASA,
1984.
Lopez, Mario e col. Emergências Médicas. Ed. Guanabara Koogan. 1976.
Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes Ofídicos. Ministério
da Saúde, Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde, Grupo de
Trabalho para estabelecer  normas e diretrizes para o tratamento de
acidentes com animais ofídicos. Centro de Documentação do
Ministério da Saúde. 1987.
Manual para Monitores em Primeiros Socorros. PETROBRÁS - Petróleo
Brasileiro S.A. [s/a]
Referências

206
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Peixoto, W.R. Prevenção de Acidentes nas Indústrias. Ediouro, 1980.
Santos, R.R., Canetti, M.D., Junior, C.R., Alvarez, F.S. Manual de Socorro
de Emergência. Ed. Atheneu, 400p. 2001.
Schvartsman, S. Intoxicações Medicamentosas - atualização. Urgências,
ano 7, nº4, p. 8-9, 1999.
Segurança e Medicina do Trabalho. Lei nº 6.514, de dezembro de 1977,
Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho, 08 de junho de 1978.
Editora Atlas. 29a Edição.
Seki, C.T., Branco, S.S., Zeller, U.M.H. Manual de Primeiros Socorros nos
Acidentes do Trabalho. Fundacentro. Ministério do Trabalho. São
Paulo, Ed. Fundacentro, 100p., 1981.
Veronesi, R. Doenças Infecciosas e Parasitárias. Ed. Guanabara Koogan.
1985.
Ziade, E. Atenção Médica e Primeiros Socorros, Tratamentos
Padronizados. Instituto de Engenharia Nuclear, CNEN, R.J.

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