Manual de Primeiros Socorros 2003 Ministério da Saúde



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Fósforo, chumbo, pilocarpina, fisostigmina, nicotina, quinina, er-
got, catárticos.

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Substâncias  Tóxicas  e  Primeiros  Socorros
Devemos conhecer os tipos de substâncias tóxicas manipuladas no
nosso ambiente de trabalho, bem como os antídotos para estas
substâncias. Apesar da extensa variedade de substâncias tóxicas que
provocam diferentes reações em diversos sistemas do organismo, o
ambiente de trabalho laboratorial é particularmente propício à existência
de alguns agentes tóxicos.
Inalação
As poeiras são partículas sólidas de tamanhos variados, produzido
pelo manuseio e impacto mecânico de equipamentos, máquinas e
ferramentas contra materiais orgânicos e inorgânicos.
As poeiras flutuam no ar e podem ser inaladas ou entrar em contato
com as mucosas. Dependendo de sua origem, podem provocar lesões de
diferente gravidade para quem as aspire ou com elas entre em contato.
A fumaça é uma mistura de gases, vapores e partículas derivadas do
aquecimento e queima de substâncias. A agressão causada pela fumaça
varia de acordo com a sua composição, com o agente gerador da fumaça
e muitas vezes com sua temperatura.
Os fumos são de partículas microscópicas, produzidas pela
condensação de metais fundidos. A respiração se torna também uma via
de intoxicação.
As névoas e neblinas são gotículas que ficam em suspensão a partir
da condensação de vapores, que podem ser tóxicos ao serem respirados.
Podem ser provocados pela nebulização, espumejamento ou atomização
de substâncias químicas orgânicas.
Os vapores são formas gasosas de compostos químicos que, na
temperatura e pressão ambiente, apresentam-se em outro estado físico.
Os vapores se formam a partir do aumento da temperatura ou pela
diminuição da pressão de compostos químicos. São formas físicas que se
difundem muito rapidamente com facilidade em qualquer ambiente.
Os gases são fluidos sem forma própria, que se espalham com muita
facilidade por todo o ambiente que os contém; são geralmente invisíveis
e, quase sempre, inodoros.
No ambiente de trabalho encontraremos muitas destas formas físicas
e químicas que podem, por vezes, provocar intoxicações ou
envenenamento.
Capítulo IV Envenenamento e Intoxicação

172
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
É importante frisar que:
Qualquer intoxicação tem como melhor socorro a
prevenção.
Primeiros Socorros
· Isolar a área;
· Identificar o tipo de agente que está presente no local onde foi
encontrado o acidentado;
· Quem for realizar o resgate, deverá estar utilizando equipamentos
de proteção próprios para cada situação, a fim de proteger a si mesmo;
· Remover o acidentado o mais rapidamente possível para um local
bem ventilado;
· Solicite atendimento especializado;
  Verificar rapidamente os sinais vitais. Aplicar técnicas de
ressuscitação cárdio-respiratória, se for necessária. Não faça respiração
boca-a-boca caso o acidentado tenha inalado o produto. Para estes casos,
utiliza máscara ou outro sistema de respiração adequada.
  Manter o acidentado imóvel, aquecido e sob observação. Os efeitos
podem não ser imediatos.
Observação:
Estes procedimentos só devem ser aplicados se houver absoluta
certeza de que a área onde se encontra, juntamente com o acidentado,
está inteiramente segura.
É importante deixar esclarecido o fato de que a presença de fumaça,
gases ou vapores, ainda que pouco tóxicos, em ambientes fechados, pode
ter conseqüências fatais, porque estes agentes se expandem muito
rapidamente e tomam o espaço do oxigênio presente, provocando asfixia.
Contato  com  a  Pele
Algumas substâncias podem causar irritação ou destruição tecidual
através do contato com a pele, mucosas ou olhos.
Além de poeiras, fumaça ou vapores pode ocorrer contato tóxico
com ácidos, álcalis e outros compostos. O contato com estes agentes
pode provocar inflamação ou queimaduras químicas nas áreas afetadas.
A substância irritante ou corrosiva deverá ser removida o mais
rapidamente possível. O local afetado deverá ser lavado com água corrente,
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pura, abundantemente. Se as roupas e calçados o acidentado estiverem
contaminados, a remoção destas deverá ser feita sob o mesmo fluxo de
água da lavagem, para auxiliar na rápida remoção do agente, e estes deverão
ser isolados.
Não fazer a neutralização química da substância tóxica. A lavagem
da pele e mucosa afetada, com água corrente, tem demonstrado ser a
mais valiosa prevenção contra lesões.
Em caso de contato com gases liquefeitos, aqueça a parte afetada
com água morna.
Se o contato de substâncias químicas for com os olhos, dar
atenção redobrada ao caso. Esses agentes, além de serem
absorvidos rapidamente pela mucosa, podem produzir
irritação intensa e causar a perda da visão.Lavar os olhos
abundantemente com água corrente, durante pelo menos
15 minutos. Encaminhar  o acidentado com urgência para
atendimento especializado, no NUST, com curativo
oclusivo.
Ingestão
Muitas intoxicações ocorrem pela ingestão de agentes tóxicos,
líquidos ou sólidos. O grau de intoxicação varia com a toxicidade da
substância e com a dose ingerida. De uma maneira geral, as seguintes
substâncias encontram-se entre as que mais freqüentemente provocam
acidentes tóxicos:
· Alimentos estragados ou que sofreram contaminação química
· Produtos de limpeza
· Remédios - sedativos e hipnóticos
· Plantas venenosas (veja quadro)
· Alucinógenos e narcóticos
· Bebidas alcoólicas
· Inseticidas, raticidas, formicidas.
· Soda cáustica
· Derivados de petróleo
· Ácidos, álcalis, fenóis.
A ingestão destas substâncias pode causar diversos sintomas e sinais,
entre os quais:
· Alterações respiratórias, tais como espirro, tosse, queimação na
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Capítulo IV Envenenamento e Intoxicação

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
garganta, sufocação.
· Náuseas.
· Vômito.
· Dor abdominal.
· Diarréia.
· Salivação.
· Suor excessivo.
· Extremidades frias.
· Lacrimejamento e irritação nos olhos.
· Midríase ou miose.
· Convulsões.
· Inconsciência.
Ao confirmar que houve ingestão de substância tóxica ou venenosa,
verificar imediatamente os sinais vitais e assegurar de que a vítima respira.
Proceder segundo a técnica para os casos de parada cárdio-respiratória.
Primeiros Socorros
· Dar prioridade à parada cárdio-respiratória. Não faça respiração
boca-a-boca caso o acidentado tenha ingerido o produto, para estes casos
utilize máscara ou outro sistema de respiração adequado.
· Identificar o agente, através de frascos próximos do acidentado,
para informar o médico ou procurar ver nos rótulos ou bulas se existe
alguma indicação de antídotos.
· Observar atentamente o acidentado, pois os efeitos podem não
ser imediatos.
· Procurar transportar o acidentado imediatamente a um pronto-
socorro, para diminuir a possibilidade de absorção do veneno pelo
organismo, mantendo-a aquecida.
Pode-se provocar o vômito em casos de intoxicações por alimentos,
medicamentos, álcool, inseticida, xampu, naftalina, mercúrio, plantas
venenosas (exceto diefembácias - comigo-ninguém-pode) e outras
substâncias que não sejam corrosivas nem derivados de petróleo.
Observação:
NÃO PROVOCAR VÔMITO EM VÍTIMAS INCONSCIENTES E NEM DE
ENVENENAMENTO PELOS SEGUINTES AGENTES:
· Substância corrosiva forte, como: ácidos e lixívia
· Veneno que provoque queimadura dos lábios, boca e faringe
· Soda cáustica
· Alvejantes

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· Tira-ferrugem
· Água com cal
· Amônia
· Desodorante
· Derivados de petróleo como:
· querosene
· gasolina
· fluido de isqueiro
· benzina
· lustra-móveis
O conhecimento dos sinais e sintomas dos envenenamentos mais
comuns costuma ser de grande valor no diagnóstico presuntivo. Correlações
serão estabelecidas pelo médico entre o quadro do acidentado e quadros
clínicos dos tóxicos suspeitos. Nos casos duvidosos, a confirmação do
agente tóxico tem que se basear na pesquisa laboratorial.
Plantas  Venenosas
As plantas venenosas crescem nos campos, jardins, casas e no local
do trabalho. Sua ingestão pode causar alterações nos sistemas circulatórios,
gastro-intestinal ou nervoso central. Cerca de meia hora após a ingestão
de uma planta venenosa, a vítima pode apresentar sinais clássicos de
colapso circulatório; freqüência cardíaca alta; queda de pressão arterial;
sudorese; cianose e fraqueza.
A diefembácia ("comigo-ninguém-pode") é uma planta encontrada
com muita freqüência em casa e nos escritórios e outros ambientes de
trabalho. A ingestão de uma dessas plantas pode causar edema das
membranas mucosas, provocando dificuldade de deglutição. Se o edema
for intenso, a vítima corre risco de vida devido à total obstrução das vias
aéreas. O atendimento especializado é urgente após a aplicação do suporte
básico da vida.
As seguintes plantas são exemplos de agentes que podem causar
distúrbios circulatórios ou irritação cutânea nas vítimas:
Nabo venenoso
Lírio-do-vale                        Coração-de-Maria
Íris                                Loureiro
        Erva-de-passarinho
Pedófilo
Trepadeira venenosa            Cogumelos
Cicuta venenosa           Quatro horas
    Broto de batata
Maconha
Caroço de pêssego              Diefembácia
Caroço de cereja           Caroço de damasco
Quadro XXV - Plantas venenosas
Capítulo IV Envenenamento e Intoxicação

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Em todos os casos de envenenamentos e intoxicações, é importante
investigar da área onde o acidentado foi encontrado, na tentativa de
identificar com a maior precisão possível o agente causador do
envenenamento, ou encontrar pistas que ajudem nesta identificação.
Muitos indícios são úteis nesta dedução: frascos de remédios, produtos
químicos, materiais de limpeza, bebidas, seringas de injeção, latas de
alimentos, caixas e outros recipientes.
Muitas pessoas supõem que exista um antídoto para a maioria ou a
totalidade dos agentes tóxicos. Infelizmente isto não é verdade. Existem
apenas alguns produtos específicos para certos casos e que, mesmo assim,
necessitam de orientação médica para serem usados.
O bom atendimento de primeiros socorros deve ser feito pelo uso,
aplicação e práticas dos cuidados gerais indicados neste item.
Se for possível entregue uma amostra da planta ou substância tóxica,
ao atendimento especializado, para facilitar a escolha do tratamento
adequado.
Nenhum de nós deve se arriscar inutilmente. Toda vez que se envolver
com um acidente por intoxicação, seja por que agente for, é preciso
certificar-se de que o agente tóxico não está mais presente no ambiente
onde se encontra a vítima e a pessoa que irá socorrê-la.
Limite de Tolerância  (LT)
No Brasil a exposição laboral às substâncias químicas está prevista
na Norma Regulamentadora n0 15 - Atividades e Operações Insalubres,
Anexo n0 11 (agentes químicos) da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho,
de 08 de junho de 1978, que define Limite de Tolerância como
"Concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a
natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à
saúde do trabalhador durante a sua vida laboral". Estes limites são válidos
apenas para absorção por via respiratória. Alguns agentes químicos
apresentam também, um VALOR TETO, não podendo o seu Limite de
Tolerância (LT) ser ultrapassado em momento algum da jornada de trabalho.
Os Limites de Tolerância são determinados através de pesquisas em
cobaias, por determinação da DL-50 (Dose Letal 50 - quantidade de
substância capaz de matar 50% das cobaias, depois de determinado tempo),
sendo então depois "estimada" a "dose letal provável" para o homem.
Portanto, o LT pode também ser definido como o limite de exposição abaixo
do qual, teoricamente, a saúde não seria atingida.
Esta dúvida quanto ao LT seguro, é comprovada pela existência de
diferentes LT para uma mesma substância, em diversos países, como pode
ser observado no Quadro XXVI. Os limites fixados na NR-15 baseiam-se em

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normas internacionais, particularmente nas normas americanas. Entretanto,
não parece ter sido levado em conta as diferenças de jornada de trabalho,
condições de ambiente de trabalho, biotipologia do trabalhador brasileiro,
condições fisiológicas (gravidez) ou patológicas (desnutrição, etc.), má
condição de habitação, horas extras, má alimentação, etc.
Quadro  XXVI  -  Comparação de  Limites de Tolerância
ACIDENTES   COM   ANIMAIS  PEÇONHENTOS   E
VENENOSOS
Introdução
Em sua diversidade geográfica, o Brasil é um país rico em flora e
fauna. São florestas, rios, montanhas, semi-áridos e litoral, habitados por
inúmeras espécies de animais, que variam de acordo com a localização
geográfica ou que ocorrem indiscriminadamente em quase todas as regiões
do território nacional.
Muitas espécies de animais, que povoam a flora brasileira, são dotadas
de mecanismos de defesa que têm peçonhas ou venenos. São animais
peçonhentos. Entre estes se destacam, pela freqüência de acidentes que
causam entre a população, os insetos, escorpiões, aranhas e cobras. O
veneno destes animais pode causar dolorosas intoxicações e, muitas vezes,
se não houver socorro imediato, morte.
Portanto animais peçonhentos são aqueles, vertebrados ou
invertebrados, que possuem glândulas de veneno que se comunicam com
dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno é injetado com
facilidade. Já os animais venenosos são aqueles, vertebrados ou
invertebrados, que produzem veneno, mas não possuem um aparelho
inoculador (dentes ou ferrões), provocando envenenamento passivo que
são os ocasionados por ingestão, onde há numerosas espécies de moluscos
Capítulo IV Envenenamento e Intoxicação
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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
marinhos que já provocaram mortes por serem ingeridos (peixe baiacu);
ou por contato (lonomia ou pararama), ou ainda por compressão (sapo).
INSETOS
Os insetos catalogados no Brasil alcançam quase meio milhão de
espécies. Várias classes de insetos podem produzir picadas ou mordidas
dolorosas. Na maior parte dos acidentados com esses animais, as
manifestações não são graves. Geralmente a vítima reclama de dor no
local da picada, que é seguida de uma pequena inchação. Os principais
animais que produzem estas manifestações são abelhas, vespas, mosqui-
tos, escorpiões, lagartas e aranhas.
Abelhas e Vespas
Conhecer um pouco a respeito destes insetos auxilia na observância
de determinados cuidados afim de evitar ou de reduzir o risco de ser picado.
A abelha africana (ou africanizada) é muito parecida com a abelha
européia, usada como polinizadora na agricultura e para produção de mel.
Os dois tipos têm a mesma aparência e seu comportamento é similar, em
muitos aspectos. Nenhuma das duas tende a picar quando retiram nectar
e polen das flores, mas ambas o farão para defender-se, se são provocadas.
Um enxame em vôo, ou descansando momentaneamente, raramente
molesta pessoas, mas porém, qualquer tipo de abelha se torna defensiva
quando se estabelece para formar uma colméia e começa a se reproduzir.
Características das Abelhas Européias e Africanas
· São praticamente iguais no aspecto
· Protegem a colméia e picam para defender-se
· Podem picar apenas uma vez (cada uma)
· Têm o mesmo tipo de veneno
· Polinizam flores
· Produzem mel e cera
Características das Abelhas Africanas
· Respondem rapidamente e atacam em enxames
· Se sentem ameaçadas por pessoas e animais a menos de 15 m da colméia
· Sentem vibrações no ar até a distância de cerca de 30 m da colméia
· Perseguem os intrusos por cerca de 400 m ou mais
· Estabelecem colméias em cavidades pequenas e em áreas protegidas,
tais como: caixas, latas e baldes vazios, carros abandonados, madeira empilhada,
moirões de cercas, galhos e tocos de árvores, garagens, muros, telhados, etc.

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As picadas produzidas por abelhas e vespas estão entre os tipos
mais encontrados de picaduras de insetos. O ferrão da abelha, vespa ou
formiga se projeta da porção posterior do abdômen do inseto para injetar
veneno na pele da vítima.
Mesmo sem medidas específicas de primeiros socorros, deve-se ficar
atento para algumas das conseqüências resultantes de picadas por insetos.
Os acidentes por picadas de abelhas e vespas apresentam sintomas
distintos. O perigo da picada da abelha, por exemplo, está mais na
quantidade de picadas recebidas do que no veneno em si e está muito
relacionada à sensibilidade do indivíduo ao veneno. Calcula-se que uma
pessoa que receba de 300 a 500 picadas pode até mesmo morrer, devido
às diferentes reações que a quantidade de veneno pode provocar.
O acidente mais freqüente é aquele no qual um indivíduo não-
sensibilizado ao veneno é acometido por poucas picadas.
Outra forma de apresentação clínica é aquela na qual a vítima
previamente sensibilizada a um ou mais componentes do veneno manifesta
reação de hipersensibilidade imediata. É ocorrência grave, podendo ser
desencadeada por apenas uma picada e exige o atendimento especializado
imediato, pois se manifesta por edema de glote, bronco-espasmo
acompanhado de choque anafilático.
A terceira forma de apresentação deste tipo de acidente é a de
múltiplas picadas. Na maioria das vezes este tipo de acidente ocorre na
execução de trabalho de campo, quando a vítima é atacada por um enxame.
Nesse caso ocorre inoculação de grande quantidade de veneno, devido às
múltiplas picadas, em geral centenas ou milhares. Em decorrência,
manifestam-se vários sinais e sintomas, devido à ação das diversas frações
do veneno. Este tipo de acidente é raro.
Algumas pessoas - a maioria - desenvolvem uma reação localizada à
picada de abelha e de outros insetos, com sintomas de uma reação de
hipersensibilidade. Geralmente a vítima apresenta:
· dor generalizada;
· prurido intenso; generalizado,
· pápulas brancas de consistência firme e elevada,
· fraqueza,
· cefaléia,
· apreensão e medo, com agitação podendo posteriormente evoluir
para estado torporoso.
Geralmente os sintomas são de curta duração, desaparecendo
gradativamente sem medicação.
Em algumas pessoas, porém, a reação ao veneno de um inseto pode
assumir caráter sistêmico, tais como:
Capítulo IV Envenenamento e Intoxicação

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
· insuficiência respiratória;
· edema de glote;
· broncospasmo;
· edema generalizado das vias;
· hemólise intensa, acompanhada de insuficiência rena;
· hipertensão arterial.
Muito rapidamente estes sintomas podem evoluir para os sintomas
clássicos de choque e, em seguida, morte.
Lacraias
Os quilópodes, conhecidos popularmente como lacraias ou
centopéias, possuem corpo dividido em cabeça e tronco articulado, de
formato achatado, filiforme ou redondo, permitindo fácil locomoção. As
lacraias estão distribuídas por todo o mundo em regiões temperadas e

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