Manual de Primeiros Socorros 2003 Ministério da Saúde



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Capítulo III Emergências Traumáticas

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
amarrando-as ao redor da cabeça com um nó, e cuidando para que este
não fique sobre o ferimento.
d.Prender cuidadosamente as pontas sob a bandagem, onde for
possível.
Figura 38 - Bandagem estendida de cabeça
B - Braço
1. Cobrir o ferimento com pedaço de pano limpo
2. Colocar a bandagem triangular paralela ao braço, segurando o
vértice no pulso e colocando uma das pontas no ombro.
3. Tomar a ponta livre da bandagem e ir envolvendo o braço até o
ombro, terminando por fazer um nó com a outra ponta.

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Capítulo III Emergências Traumáticas
Figura 39 -Bandagem de braço
C - Mão
1.Colocar a mão sobre a bandagem, com o ferimento voltado para
cima e as pontas dos dedos voltadas para o vértice.
2.Cobrir o ferimento com pedaço de pano bem limpo.
3.Puxar o vértice para o pulso.
4.Cruzar as outras duas pontas sobre a mão enrolando-as no pulso
e dando-lhes um nó.

146
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Figura 40 - Bandagem de mão
D - Joelho
1. Cobrir o ferimento com pedaço de pano bem limpo.
2. Colocar a bandagem triangular sobre o joelho, com o vértice
voltado para cima.
3. Enrolar as pontas, cruzando-as atrás do joelho.
4. Trazer as pontas para frente.
5. Amarra-las com um nó, acima do joelho.
Figura 41- Bandagem de joelho

147
Capítulo III Emergências Traumáticas
E - Pé
1.Colocar o pé sobre a bandagem, fazendo com que as pontas
dos dedos apontem para o vértice do triângulo, se o ferimento for na
parte superior do pé. Se o ferimento estiver na parte posterior do pé, o
vértice deverá estar voltado para o calcanhar.
2. Cobrir o ferimento com pedaço de pano bem limpo.
3. Puxar o vértice até a  perna.
4. Cruzar as duas pontas da bandagem sobre o pé e ao redor do
tornozelo
5. Amarrar as duas pontas e dar um nó completo.
Figura 42 - Bandagem de pé
F- Peito
1. Colocar o vértice da bandagem sobre o ombro.
2. Cruzar as pontas nas costas e amarrá-las com um nó,
diretamente abaixo da ponta do vértice, deixando uma das pontas mais
compridas.
4. Trazer a ponta mais comprida para cima, à altura do ombro, e
amarrá-la com o vértice, arrematando com um nó.

148
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Figura 43 - Bandagem de peito
Observação:
Pode-se utilizar o mesmo procedimento para bandagem nas costas.
Bandagem Triangular Dobrada
Esta bandagem deve ter aproximadamente 10 cm de largura. É
utilizada para fixar: talas, bandagens de pressão, torniquetes, bandagens
combinadas (bandagens triangulares, abertas e dobradas).
Bandagens Combinadas Triangulares Abertas e Dobradas
O uso de bandagens combinadas abertas juntamente com as
dobradas é necessário nas bandagens de ferimentos nos ombros, nos
quadris e nas coxas.
A - Ombro
1.Cobrir o ferimento com um pedaço de pano limpo, quadrado e
dobrado em triângulo (duplo).
2.Colocá-lo sobre o ombro, com o vértice para cima, a altura do pescoço.
3. Envolver as extremidades ao redor do braço e amarrá-las com
um nó, para que a bandagem fique firme.
4.Tomar a atadura ou tira de pano de aproximadamente um metro
de comprimento, colocando-a a tiracolo sobre o ombro, de modo que se
cruze com o vértice duplo da bandagem aberta, e passar as extremidades
por baixo do braço oposto a este ombro.
5.Amarrar as extremidades da tira dando-lhes um nó, para que a
bandagem fique firme.

149
Capítulo III Emergências Traumáticas
Figura 44 - Bandagem combinada de ombro
B - Quadril e Coxa
Aplicação da bandagem sobre o quadril e a coxa segue a mesma
técnica e o mesmo tipo de material utilizado na aplicação de bandagens
no braço e ombro.
Figura 45- Bandagem combinada de quadril

150
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Observação:
O vértice duplo na cintura deve firmar-se à tira com um nó para que
a bandagem fique firme.
Ataduras
A colocação de ataduras é uma prática muito freqüente no
atendimento de primeiros socorros, por isto é importante conhecer esta
habilidade.
O socorrista deve aplicar a atadura após limpar o ferimento e cobrí-
lo com um pedaço de pano bem limpo.
1.Aplicar uma atadura de largura adequada, que ofereça segurança.
2.Firmar a parte a ser amarrada, colocando-se o socorrista de frente
para a vítima que deverá estar sentada ou deitada.
3.Aplicar a atadura com o membro na posição em que este deverá
permanecer.
4.Suspender a extremidade da atadura o mais alto possível em relação
ao ferimento e aplicá-lo desenrolando-a pouco a pouco.
5.Iniciar a aplicação da atadura, pela sua extremidade, colocando-a
na parte superior do curativo, dando duas voltas bem firmes, para que
fiquem ajustadas.
6.Envolver o membro, passando a atadura alternadamente, por cima
e por baixo do ferimento, de tal maneira que cada volta cubra 2/3 da volta
anterior, mantendo a mesma pressão, até que a atadura fique bem ajustada.
7.Prender a extremidade da atadura, para que a bandagem fique
firme.

151
Lesões   Traumato - Ortopédicas
Introdução
O sistema locomotor do corpo humano é todo sustentado e
articulado pelos ossos. A organização óssea tem ainda a função de proteger
certas partes do corpo. O crânio protege o cérebro; o tórax protege o
aparelho cardio-respiratório; grande parte do fígado e todo o baço são
protegidos pelas costelas inferiores; a medula encontra-se dentro do ca-
nal medular, formado pelas vértebras.
O sistema locomotor pode ser afetado por lesões traumáticas ou
por situações clínicas. As condições clínicas não apresentam a mesma
gravidade das lesões traumáticas, mas algumas delas podem ter
conseqüências graves para as vítimas. É o caso da artrite piogênica e da
osteomielite aguda.
As lesões traumáticas podem assumir proporções desastrosas se
não atendidas com o primeiro socorro adequado. A maioria das lesões
traumato-ortopédicas não apresenta muita gravidade.
A nossa atuação como socorristas resumi-se a ações de ordem
preparatória para um atendimento especializado. Todas as lesões traumato-
ortopédicas são extremamente dolorosas, desde as mais simples entorses
até as fraturas expostas com hemorragia.
Antes de entrarmos nos procedimentos de primeiros socorros, para
cada caso, é importante tecer algumas considerações a respeito das lesões
traumato-ortopédicas e sobre a conduta de quem irá socorrer e os cuidados
iniciais com o acidentado.
Considerações Gerais sobre Lesões Traumato-Ortopédicas
Na maioria dos casos a conduta final mais importante é a imobilização
da parte afetada. A imobilização é, muitas vezes, suficiente para aliviar a
dor e estabelecer condições favoráveis à cura da lesão.
Conduta de quem prestará os primeiros socorros
A atitude inicial do acidentado e das pessoas que prestarão os
primeiros socorros pode representar, muitas vezes, um fator importante,
determinando a evolução posterior do traumatismo. Toda a delicadeza é
pouca. Manobras desorientadas e descontroladas provocam a laceração
de partes moles e até mesmo, perfurações da pele, o que transforma uma
fratura fechada em aberta (exposta), de prognóstico muito pior.
Capítulo III Emergências Traumáticas

152
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Umo acidentado de queda, por exemplo, sofre fratura da perna. O
traumatismo produz simples descontinuidade do esqueleto, sem maiores
conseqüências para o eixo do membro atingido, nem para as partes moles
vizinhas. O deslocamento inadequado do acidentado; sua movimentação
precipitada; a falta de uma avaliação correta do caso; e outras atitudes
descuidadas podem provocar lesões graves do tipo:
· Desvio da fratura
· Deslocamento do periósteo
· Lesão do músculo
· Penetração do osso através do foco de fratura
· Perfuração da pele
· Laceração de vaso sanguíneo
· Hemorragia
· Fratura exposta
· Alto risco de infecção
Todo acidentado de lesão traumato-ortopédica necessita
obrigatoriamente de atendimento médico especializado. O sofrimento do
acidentado e sua cura dependem basicamente, da proteção correta do
membro atingido, do transporte adequado do acidentado (a ser descrito
mais à frente) e do atendimento especializado imediato.
Outros fatores importantes que devem ser permanentemente
lembrados são o estado geral e as condições das vias aéreas superiores do
acidentado.
Nos casos de alteração da consciência o acidentado tende a aspirar
secreções, sangue e vômito. Precisamos ficar atentos para a necessidade
de limpar rapidamente a boca do acidentado, apoiar a cabeça lateralizada
e, às vezes, fazer uma suave tração da língua.
Nos casos de fratura exposta, pode ocorrer hemorragia. Será preciso
contê-la.
Para a profilaxia do estado de choque é importante a contenção da
hemorragia. O acidentado deve ser protegida contra frio, coberta com
peças de roupa, mobilizada o menos possível e mantida em decúbito.
A proteção da parte atingida assume grande importância. Antes de
considerar o transporte do acidentado, a região atingida deve sempre ser
imobilizada com a utilização de qualquer material disponível para
improvisação como almofadas, travesseiros, ou peças de papelão, papel
grosso, madeira; as articulações podem ser protegidas por almofadas.
Algumas sugestões para imobilização serão dadas a seguir, nos
procedimentos de primeiros socorros nos casos mais comuns de entorse,
luxação e fratura.

153
Quadro XX - Quadro clínico diferencial
Entorses  e  Luxações
Definição
São lesões dos ligamentos das articulações, onde estes esticam além
de sua amplitude normal rompendo-se. Quando ocorre entorse há uma
distensão dos ligamentos, mas não há o deslocamento completo dos ossos
da articulação.
As formas graves produzem perda da estabilidade da articulação às
vezes acompanhada por luxação.
As causas mais freqüentes da entorse são violências como puxões
ou rotações, que forçam a articulação. No ambiente de trabalho a entorse
pode ocorrer em qualquer ramo de atividade.
Uma entorse geralmente é conhecida por torcedura ou mau jeito.
Os locais onde ocorre mais comumente são as articulações do tornozelo,
ombro, joelho, punho e dedos.
Após sofrer uma entorse, o indivíduo sente dor intensa ao redor da
articulação atingida, dificuldade de movimentação, que poderá ser maior
ou menor conforme a contração muscular ao redor da lesão. Os
movimentos articulares cujo exagero provoca a entorse são extremamente
dolorosos e esta dor aumentará em qualquer tentativa de se movimentar
a articulação afetada.
As distensões são lesões aos músculos ou seus tendões, geralmente
são causadas por hiperextensão ou por contrações violentas. Em casos
graves pode haver ruptura do tendão.
Primeiros Socorros
· Aplicar gelo ou compressas frias durante as primeiras 24 horas.
Após este tempo aplicar compressas mornas.
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Capítulo III Emergências Traumáticas

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Manual
 
de Primeiros
 Socorros
· Imobilizar o local como nas fraturas. A imobilização deverá ser
feita na posição que for mais cômoda para o acidentado.
Antes de enfaixar uma entorse ou distensão, aplicar bolsa
de gelo ou compressa de água gelada na região afetada
para diminuir o edema e a dor. Caso haja ferida no local
da entorse, agir conforme indicado no item referente a
ferimentos; cobrir com curativo seco e limpo, antes de
imobilizar e enfaixar. Ao enfaixar qualquer membro ou
região afetada, deve ser deixada uma parte ou
extremidade à mostra para observação da normalidade
circulatória. As bandagens devem ser aplicadas com
firmeza mas sem apertar, para prevenir insuficiência
circulatória.
Luxação
São lesões em que a extremidade de um dos ossos que compõem
uma articulação é deslocada de seu lugar. O dano a tecidos moles pode
ser muito grave, afetando vasos sanguíneos, nervos e cápsula articular.
São estiramentos mais ou menos violentos, cuja conseqüência imediata é
provocar dor e limitar o movimento da articulação afetada.
Nas luxações ocorre o deslocamento e perda de contato total ou
parcial dos ossos que compõe a articulação afetada (Figura 29). Os casos
de luxação ocorrem geralmente devido a traumatismos, por golpes indiretos
ou movimentos articulares violentos, mas, às vezes uma contração mus-
cular é suficiente para causar a luxação. Dependendo da violência do
acidente, poderá ocorrer o rompimento do tecido que cobre a articulação,
com exposição do osso.
As articulações mais atingidas são o ombro, cotovelo, articulação
dos dedos e mandíbula. Nos ambientes de trabalho a luxação pode se dar
em qualquer ramo de atividade, devido a um movimento brusco.
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155
Capítulo III Emergências Traumáticas
Figura 46 - Luxação escapulo-umeral
Sinais e Sintomas
Para identificar uma luxação deve-se observar as seguintes
características:
· Dor intensa no local afetado (a dor é muito maior que na entorse),
geralmente afetando todo o membro cuja articulação foi atingida.
· Edema.
· Impotência funcional.
· Deformidade visível na articulação. Podendo apresentar um
encurtamento ou alongamento do membro afetado.
Primeiros Socorros
O tratamento de uma luxação (redução) é atividade exclusiva de
pessoal especializado em atendimento a emergências traumato-
ortopédicas. Os primeiros socorros limitam-se à aplicação de bolsa de gelo
ou compressas frias no local afetado e à imobilização da articulação,
preparando o acidentado para o transporte.
A imobilização e enfaixamento das partes afetadas por luxação devem
ser feitas da mesma forma que se faz para os casos de entorse. A
manipulação das articulações deve ser feita com extremo cuidado e
delicadeza, levando-se em consideração, inclusive, a dor intensa que o
acidentado estará sentindo.
Nos casos de luxações recidivantes o próprio acidentado, por vezes,
já sabe como reduzir a luxação. Neste caso o socorristandeverá auxiliá-lo.
O acidentado deverá ser mantida em repouso, na posição que lhe
for mais confortável até a chegada de socorro especializado ou até que
possa ser realizado o transporte adequado para atendimento médico.

156
Manual
 
de Primeiros
 Socorros
Fraturas
Introdução
É uma interrupção na continuidade do osso. Constituem uma
emergência traumato-ortopédica que requer boa orientação de
atendimento, calma e tranqüilidade por parte de quem for socorrer e
transporte adequado. Apresentam aparência geralmente deformante
devido ao grau de deformação que podem impor à região afetada.
A fratura ocorre quando existe não solução de continuidade de um
osso. Ocorre geralmente devido à queda, impacto ou movimento violento
com esforço maior que o osso pode suportar.
O envelhecimento e determinadas doenças ósseas (osteoporose)
aumentam o risco de fraturas, que podem ocorrer mesmo após
traumatismos banais. Estas lesões são chamadas fraturas patológicas.
A fratura pode se dar por ação direta, por exemplo, um pontapé na
perna, levando à fratura no local do golpe, ou por ação indireta, por
exemplo, a queda em pé de uma altura considerável, ocorrendo fratura da
parte inferior da coluna vertebral, isto é, o impacto foi transmitido através
dos ossos da perna e bacia até a coluna vertebral. Ainda se pode dar por
ação muscular, sendo, neste caso, a contração muscular com força
suficiente para causar fratura.
Nos ambientes de trabalho a fratura pode ocorrer devido a quedas
e movimentos bruscos do trabalhador, batidas contra objetos, ferramentas,
equipamentos, assim como queda dos mesmos sobre o trabalhador;
portanto pode ocorrer em qualquer ramo de atividade, ou durante o trajeto
residência-trabalho-residência.
A pessoa que for prestar os primeiros socorros deve ser muito hábil
na avaliação e decisão da conduta a ser tomada nestes casos. Aqui, a dor
do acidentado e as lesões secundárias resultantes do traumatismo são
mais graves e perigosas do que nos outros casos de emergências
ortopédicas. As seqüelas nas fraturas podem ocorrer com maior
probabilidade e gravidade. A imobilização deve ser cuidadosa; as lesões
secundárias, atendidas com redobrada atenção, e o transporte para
atendimento médico só poderá ser feito dentro de padrões rigorosos.
Suspeita-se de fratura ou lesões articulares quando houver:
1.Dor intensa no local e que aumente ao menor movimento.
2.Edema local.
3.Crepitação ao movimentar (som parecido com o amassar de papel).
4.Hematoma (rompimento de vasos, com acúmulo de sangue no
local) ou equimose (mancha de coloração azulada na pele e que aparece
horas após a fratura).
5.Paralisia (lesão de nervos).

157
Antes de descrevermos as condutas básicas do primeiro socorro em
fraturas, vamos conhecer os tipos de fraturas mais comuns.
Classificação
As fraturas podem se classificadas de acordo com sua exteriorização
e com a lesão no osso afetado (Figura 47).
Fratura Fechada ou Interna
São as fraturas nas quais os ossos quebrados permanecem no
interior do membro sem perfurar a pele. Poderá, entretanto romper um
vaso sanguíneo ou cortar um nervo.
Fratura Aberta ou Exposta
São as fraturas em que os ossos quebrados saem do lugar,
rompendo a pele e deixando exposta uma de suas partes, que pode ser
produzida pelos próprios fragmentos ósseos ou por objetos penetrantes.
Este tipo de fratura pode causar infecções.
Fratura em Fissura
São aquelas em que as bordas ósseas ainda estão muito próximas,
como se fosse uma rachadura ou fenda.
Fratura em Galho Verde
É a fratura incompleta que atravessa apenas uma parte do osso.
São fraturas geralmente com pequeno desvio e que não exigem redução;
quando exigem, é feita com o alinhamento do eixo dos ossos. Sua ocorrência
mais comum é em crianças e nos antebraços (punho).
Fratura Completa
É a fratura na qual o osso sofre descontinuidade total.
Fratura Cominutiva
É a fratura que ocorre com a quebra do osso em três ou mais

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