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Literatura




Questão 1


Leia com atenção o excerto de Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.

 

[...] Já no Julgamento [...]



 

ENCOURADO

O que me diverte nisso tudo é ver esse amarelo tremendo de medo. Coragem, João Grilo, uma pessoa como você tremendo?

 

JOÃO GRILO



Não sou eu, é meu corpo, mas a cabeça está trabalhando.

 

MANUEL



Está mesmo, João?

 

JOÃO GRILO



Está, Nosso Senhor, e se a tremedeira parasse eu era capaz de me defender.

 

MANUEL



Pois pode parar.

 

JOÃO GRILO, parando e respirando



Que alívio, já estava ficando cansado. O que é isso?

 

MANUEL



É besteira do demônio. Esse sujeito é meio espírita e tem mania de fazer mágica.

 

JOÃO GRILO



Eu logo vi que isso só podia ser confusão desse catimbozeiro.

 

MANUEL



E agora? Que é que você diz em sua defesa? Sei que você é astuto, mas não pode negar o fato de que foi acusado.

 

JOÃO GRILO



O senhor vai-me desculpar, mas eu não fui acusado de coisa nenhuma.

 

MANUEL



Não?

 

ENCOURADO



Foi mesmo não. Começou com uma confusão tão grande que eu me esqueci de acusá-lo. Vou começar.

 

JOÃO GRILO



Você não vai começar coisa nenhuma, por que a hora de acusar já passou.

 

MANUEL



Deixe de chicana, João, você pensa que isso aqui é o palácio da justiça? Pode acusar.

 

ENCOURADO



Agora você me paga, amarelo. O sacristão, o padre e o bispo fizeram o enterro do cachorro, mas a história foi toda tramada por ele. E vendeu um gato à mulher do padeiro dizendo que ele botava dinheiro.

 

JOÃO GRILO



Mentira, Nosso Senhor.

 

MANUEL



Verdade, João Grilo.

 

JOÃO GRILO



É, é verdade, mas do jeito que eles me pagavam, o jeito era eu me virar. Além disso eu estava com pena do gato, tão abandonado, e queria que ele passasse bem.

 

[...]



 

O texto apresentado pertence ao gênero dramático que expõe comumente as misérias humanas e os conflitos entre os homens.

Esse excerto de Auto da Compadecida, de 1955, guarda pontos em comum com o Auto da barca do inferno, obra do século XV, escrita por Gil Vicente.

Essa analogia pode ser observada nos seguintes elementos:


A.  ( ) a diversidade de classes e grupos sociais e o aspecto religioso.

B.  ( ) a diversidade de tipos e a presença da Compadecida.

C.  ( ) a intenção de atingir a Igreja e seus fiéis.

D.  ( ) a presença do parvo (João Grilo) e a autodefesa das personagens.



Questão 2


Quanto aos gêneros literários, verificamos que não pertence ao lírico:
A.  ( ) o soneto.

B.  ( ) a comédia.

C.  ( ) os vilancetes.

D.  ( ) as redondilhas.



Questão 3


(Fgv 2005)  Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmação seguinte:

O movimento desenvolveu-se no apogeu político de Portugal; consiste numa concepção artística baseada na imitação dos modelos clássicos gregos e latinos. Nele, o pensamento lógico predomina sobre a emoção, e a estrutura da composição poética obedece a formas fixas, com a introdução da medida nova, que convive com a medida velha das formas tradicionais.


A.  ( ) Modernismo.

B.  ( ) Barroco.

C.  ( ) Romantismo.

D.  ( ) Classicismo.

E.  ( ) Realismo.

Questão 4


Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha

 

1          Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha; outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos. Aí andavam outros, quartejados de cores, a saber, metade deles da sua própria cor, e metade de tintura preta, a modos de azulada; e outros quartejados de escaques. Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.



2          Esta terra, Senhor, me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Tem, ao longo do mar, nalgumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas, delas brancas; e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta, é toda praia parma, muito chã e muito formosa.

3          Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho, porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.

4          Águas são muitas: infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.

 

(Carta de Pero Vaz de Caminha In: PEREIRA, Paulo Roberto (org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda, 1999, p. 39-40.)



 

 

 



Vocabulário:

1 - "espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha": associação de imagem, com a tampa de um vasilhame de couro, para transportar água ou vinho, que recebia o nome de "espelho" por ser feita de madeira polida.

2 - "tintura preta, a modos de azulada": é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo.

3 - "escaques": quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez.

4 - "parma": lisa como a palma da mão.

5 - "chã": terreno plano, planície.

 

(Uff 2000)  Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da carta de Pero Vaz de Caminha


A.  ( )  "O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir." (Castro Alves) 

B.  ( ) "Minha terra tem palmeiras, / Onde canta o sabiá" (Gonçalves Dias) 

C.  ( ) "A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi." (Murilo Mendes) 

D.  ( ) "Irás a divertir-te na floresta, / sustentada, Marília, no meu braço" (Tomás Antônio Gonzaga) 

E.  ( ) "Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha" (Casimiro de Abreu) 

Questão 5


(Ufrs 2007)  Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações a seguir sobre a Literatura de Informação no Brasil.

 

 



(     ) A carta de Pero Vaz de Caminha, enviada ao rei D. Manuel I, circulou amplamente entre a nobreza e o povo português da época.

(     ) Os textos informativos apresentavam, em geral, uma estrutura narrativa, pois esta se adaptava melhor aos objetivos dos autores de falar das coisas que viam.

(     ) Os textos que informavam sobre o Novo Mundo despertavam grande curiosidade entre o público europeu, estando os de Américo Vespúcio entre os mais divulgados no início do século XVI.

(     ) Pero de Magalhães Gandavo é o autor dos textos "Tratado da Terra do Brasil" e "História da Província Santa Cruz a que Vulgarmente chamamos de Brasil".

 

 

 



A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
A.  ( ) V - F - V - V. 

B.  ( ) V - F - F - F. 

C.  ( ) F - V - V - V. 

D.  ( ) F - F - V - V. 

E.  ( )  V - V - F - F. 

Questão 6


TEXTO

 

            A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. [...] E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau [...]. E assim seguimos nosso caminho por este mar de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram vinte e um dias de abril, estando da 8dita ilha obra de 660 léguas, segundo os pilotos diziam, 1topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de 5ervas compridas, a que os 4mareantes chamam 6botelho [...]. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam 7fura-buxos. Neste dia, a horas de véspera, 2houvemos vista de terra!



9Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo [...]; ao monte alto o capitão pôs o nome de 3O Monte Pascoal, e à terra, A Terra de Vera Cruz.

Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal.

 

 

 



 (Mackenzie 2009)  Assinale a alternativa CORRETA acerca do texto.
A.  ( ) No contexto em que se inserem, as expressões "topamos alguns sinais de terra" (ref. 1) "e houvemos vista de terra" (ref. 2) têm o mesmo sentido: "enxergamos o continente americano".  

B.  ( ) As nomeações referidas na carta - "O Monte Pascoal" e "A Terra de Vera Cruz" (ref. 3) - refletem valores ideológicos da cultura portuguesa.  

C.  ( ) "Os mareantes" (ref. 4), por influência da cultura indígena, apelidaram as "ervas compridas" (ref. 5) "de botelho" (ref. 6) e as aves de "fura-buxos" (ref. 7).  

D.  ( )  A expressão "dita ilha" (ref. 8) indica que os navegantes portugueses confundiram a Ilha de S.Nicolau com o Brasil.  

E.  ( ) Embora se apresente em linguagem objetiva, o trecho da carta revela, devido ao excesso de adjetivações (ref. 9, por exemplo), a euforia dos portugueses ao descobrirem o tão sonhado "Eldorado". 

Questão 7


TEXTO

 

            A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. [...] E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau [...]. E assim seguimos nosso caminho por este mar de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram vinte e um dias de abril, estando da 8dita ilha obra de 660 léguas, segundo os pilotos diziam, 1topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de 5ervas compridas, a que os 4mareantes chamam 6botelho [...]. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam 7fura-buxos. Neste dia, a horas de véspera, 2houvemos vista de terra!



9Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo [...]; ao monte alto o capitão pôs o nome de 3O Monte Pascoal, e à terra, A Terra de Vera Cruz.

Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal

 

 

(Mackenzie 2009)  Assinale a alternativa CORRETA acerca do texto. 


A.  ( ) Trata-se de documento histórico que inaugura, em Portugal, um novo gênero literário: a literatura epistolar.  

B.  ( ) Exemplifica a literatura produzida pelos jesuítas brasileiros na colônia e que teve como objetivo principal a catequese do silvícola.  

C.  ( ) Apesar de não ter natureza especificamente artística, interessa à história da literatura brasileira na medida em que espelha a linguagem e a respectiva visão de mundo que nos legaram os primeiros colonizadores. 

D.  ( ) Pertence à chamada crônica histórica, produzida no Brasil durante a época colonial com objetivos políticos: criar a imagem de um país soberano, emancipado, em condições de rivalizar com a metrópole.  

E.  ( ) É um dos exemplos de registros oficiais escritos por historiadores brasileiros durante o século XVII, nos quais se observam, como característica literária, traços do estilo barroco. 

Questão 8


(Fuvest 2011)  Considere a seguinte afirmação: Ambas as obras criticam a sociedade, mas apenas a segunda milita pela subversão da hierarquia social nela representada.

Observada a sequência, essa afirmação aplica-se a 


A.  ( ) A cidade e as serras e Capitães da areia

B.  ( ) Vidas secas e Memórias de um sargento de milícias

C.  ( ) O cortiço e Iracema

D.  ( ) Auto da barca do inferno e A cidade e as serras

E.  ( ) Iracema e Memórias de um sargento de milícias

Questão 9


(Ufrs 2006)  Considerando o regionalismo na literatura brasileira, associe adequadamente as cinco afirmações do bloco inferior aos autores a que se referem, que constam no bloco superior.

 

1 - Graciliano Ramos



2 - Simões Lopes Neto

3 - Cyro Martins

4 - Afonso Arinos

5 - José de Alencar

6 - Monteiro Lobato

7 - Apolinário Porto Alegre

 

(     ) É apontado como fundador do regionalismo sul-rio-grandense.



(     ) Lança as raízes do regionalismo brasileiro.

(     ) Destaca a seca e seus flagelos na prosa regionalista dos anos 30.

(     ) Volta-se para uma ótica social, sem o ufanismo gaúcho.

(     ) Trabalha sobre a realidade do interior paulista.

 

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 


A.  ( ) 7 - 5 - 1 - 3 - 6.

B.  ( ) 4 - 1 - 2 - 3 - 5. 

C.  ( ) 3 - 5 - 6 - 7 - 4. 

D.  ( ) 7 - 1 - 5 - 2 - 6. 

E.  ( ) 3 - 6 - 4 - 2 - 1. 

Questão 10


(Ufu 2006) Considere as afirmações a seguir e marque a alternativa INCORRETA. 
A.  ( ) "Morte e vida severina" e "Conversa de bois" apresentam alguns aspectos em comum, tais como a exploração do mais fraco pelo mais forte, a injustiça social e a inquietação do homem diante da morte. 

B.  ( ) "São Bernardo" e "Morte e vida severina" são obras que apresentam a realidade do nordeste brasileiro, acentuando as precárias condições de vida de um segmento social e a má distribuição de terras no país. 

C.  ( ) "Morte e vida severina" e "Sentimento do mundo" são obras que, juntamente com os aspectos estéticos, estão a serviço de uma discussão social, apresentando uma crítica àquilo que Drummond chama de "mundo caduco". 

D.  ( ) "Sentimento do mundo", de Drummond, aproxima-se de "Melhores poemas", de Ferreira Gullar, na medida em que ambas as obras apresentam reflexões sobre o mundo pós-guerra, predominantemente na região nordestina. 



Questão 11


(Fuvest 2007)  Considere as seguintes afirmações:

 

I. Assim como Jacinto, de "A cidade e as serras", passa por uma verdadeira "ressurreição" ao mergulhar na vida rural, também Augusto Matraga, de "Sagarana", experimenta um "ressurgimento" associado a uma renovação da natureza.



II. Também Fabiano, de "Vidas secas", em geral pouco falante, experimenta uma transformação ligada à natureza: a chegada das chuvas e a possibilidade de renovação da vida tornam-no loquaz e desejoso de expressar-se.

III. Já Iracema, quando debilitada pelo afastamento de Martim, não encontra na natureza forças capazes de salvar-lhe a vida.

 

Está correto o que se afirma em 


A.  ( ) I, somente

B.  ( )  II, somente. 

C.  ( ) I e III, somente. 

D.  ( )  II e III, somente. 

E.  ( )  I, II e III. 

Questão 12


(Pucrs 2007)  Para responder à questão, ler os textos a seguir, de José de Alencar e Graciliano Ramos, respectivamente.

 

           



                                                      Texto A

 

Atravessaram o bosque e desceram o vale. Onde morria a falda da colina o arvoredo era basto: densa abóbada de folhagem verde-negra cobria o adito agreste, reservado aos mistérios do ritmo bárbaro. Era de jurema o bosque sagrado. Em torno corriam os troncos rugosos da árvore de Tupã: dos galhos pendiam ocultos pela rama escura os vasos do sacrifício; lastravam o chão as cinzas de extinto fogo, que servira à festa da última lua.



           

 

                                                  Texto B



 

Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala.

 

 

 



Todas as afirmativas a seguir estão corretas, EXCETO: 
A.  ( ) A descrição da natureza diverge, nos dois textos, pois os autores viveram em épocas distintas e têm visões de mundo diferentes. 

B.  ( ) O texto de José de Alencar constrói uma visão idealizada da natureza, o que está de acordo com o período romântico do qual faz parte. 

C.  ( ) O texto de José de Alencar constrói uma visão idealizada da natureza, o que está de acordo com o período romântico do qual faz parte. 

D.  ( ) Através da literatura, José de Alencar e Graciliano Ramos fazem denúncia social, pois retratam o homem do Nordeste em luta com a natureza que não lhe oferece os recursos de sobrevivência. 

E.  ( ) Graciliano Ramos, ao narrar a caminhada dos retirantes, apresenta a vida do nordestino em suas dificuldades. 

Questão 13


(Fuvest 2008)  Considere as seguintes comparações entre "Vidas secas" e "Iracema":

 

 



I. Em ambos os livros, a parte final remete o leitor ao início da narrativa: em "Vidas secas", essa recondução marca o retorno de um fenômeno cíclico; em "Iracema", a remissão ao início confirma que a história fora contada em retrospectiva, reportando-se a uma época anterior à da abertura da narrativa.

II. A necessidade de migrar é tema de que "Vidas secas" trata abertamente. O mesmo tema, entretanto, já era sugerido no capítulo final de "Iracema", quando, referindo-se à condição de migrante de Moacir, "o primeiro cearense", o narrador pergunta: "Havia aí a predestinação de uma raça?"

III. As duas narrativas elaboram suas tramas ficcionais a partir de indivíduos reais, cuja  existência histórica, e não meramente ficcional, é documentada: é o caso de Martim e Moacir, em "Iracema", e de Fabiano e sinha Vitória, em "Vidas secas".

 

 



 

Está correto o que se afirma em 


A.  ( ) I, somente.  

B.  ( )  II, somente.  

C.  ( ) I e II, somente.

D.  ( ) II e III, somente.

E.  ( ) I, II e III.

Questão 14


(Fuvest 2008)  Entre os seguintes versos de Alberto Caeiro, aqueles que, tomados em si mesmos, expressam ponto de vista frontalmente contrário a orientação dominante que se manifesta em A ROSA DO POVO, de Carlos Drummond de Andrade, são os que estão em: 
A.  ( ) "Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho: / O valor está ali, nos meus versos." 

B.  ( ) "Eu nunca daria um passo para alterar / Aquilo a que chamam a injustiça do mundo." 

C.  ( ) "Como o campo é grande e o amor pequeno! / Olho, e esqueço, como o mundo enterra e as árvores se despem." 

D.  ( )  "Quando a erva crescer em cima da minha sepultura, / seja esse o sinal para me esquecerem de todo." 

E.  ( ) "Quem me dera que eu fosse o pó da estrada / E que os pés dos pobres me estivessem pisando..." 

Questão 15


(Ibmecrj 2009)  Em 2008, o Brasil celebra a memória de Joaquim Maria Machado de Assis, o "Bruxo do Cosme Velho", que morreu há cem anos, no dia 29 de setembro, já reconhecido como o maior escritor brasileiro. Revisitar a obra de Machado pensada em seu conjunto é redescobrir um dos estilos mais originais e modernos da literatura universal.

 

TEXTO I



 

Esse texto é o último capítulo de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, obra que inaugura uma segunda etapa da produção de Machado.

 

Capítulo CLX - DAS NEGATIVAS



[...]

1Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplastro, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, 2coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência de Quincas Borba. 3Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque 4ao chegar a esse outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - 9Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.

 

            ("Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis)



                               

 

TEXTO II



 

O texto a seguir foi retirado da obra de Graciliano Ramos, "Vidas Secas". Esse romance completou, em agosto de 2008, 70 anos de sua primeira publicação. É narrado em 3a pessoa (ao contrário das obras anteriores de Graciliano) e pertence a um gênero intermediário entre romance e livro de contos.

 

Fabiano, uma coisa da fazenda, 1um triste, seria despedido quando menos esperasse. Ao ser contratado, recebera o cavalo de fábrica, peneiras, gibão, guarda-peito e sapatões 3de couro, mas ao sair largaria tudo ao vaqueiro 7que o substituísse.



Sinhá Vitória desejava possuir uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira. Doidice.

Não dizia nada para não contrariá-la, mas sabia que era doidice. Cambembes podiam ter luxo? E estavam ali de passagem.

Qualquer dia o patrão os botaria fora, e eles ganhariam o mundo, sem rumo, nem teria meio de conduzir os cacarecos. Viviam de trouxa amarrada, dormiriam bem debaixo de um pau.

Olhou a caatinga 4amarela, 5que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta 2verde. Arrepiou-se. Chegaria, naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera.

E antes de se entender, antes de nascer, 8sucedera o mesmo - anos bons, misturados com anos ruins. A desgraça estava em caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar. Ele marchando para casa, trepando a ladeira, espalhando 6seixos 9com as alpercatas - ela se avizinhando 10a galope, com vontade de matá-lo.

 

            ("Vidas Secas" - Graciliano Ramos)



 

 

Os dois textos da narrativa brasileira lidos possuem um tema recorrente. Assinale a opção que contém esse tema. 


A.  ( ) O entusiasmo de Machado pelo país e pelo povo brasileiro e a falta de entusiasmo pelo país no texto de Graciliano. 

B.  ( ) O ácido humor do povo brasileiro apresentado pelos personagens das duas obras. 

C.  ( ) A morte como um instrumento de interpretação do mundo em Memórias Póstumas e, em, Vidas Secas, descrita como degradação social. 

D.  ( ) A falta de sintonia com a realidade presente nos personagens das duas obras. 

E.  ( ) Os conflitos no ambiente familiar retratados nos dois romances. 

Questão 16


Era ELE que erguia casas

Onde antes só havia chão.

Como um pássaro sem asas

Ele subia com as casas

Que lhe brotavam da mão (...)

 

Olhou em torno: gamela



banco, enxerga, caldeirão

Vidro, parede, janela,

Casa, cidade, nação!

Tudo, tudo o que existia

Era ele quem o fazia

Ele um humilde operário

Um operário que sabia

Exercer sua profissão.

(Vinícius de Morais, O Operário em Construção)

 

 



 

(...) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado (...) A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte do dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. (...)

(Padre Vieira, Sermão XIV do Rosário)

 

 



 

 

(Espm 2006)  Vieira e Vinícius, autores de épocas diferentes, comparam Cristo ao trabalhador. Marque a opção que contenha afirmação INADEQUADA em relação a seus textos: 


A.  ( ) Vinícius enaltece o trabalho braçal e menospreza o lado intelectual da figura divina. 

B.  ( ) Vinícius e Vieira exaltam o trabalho árduo respectivamente do operário e do escravo. 

C.  ( ) A figura divina de Cristo é invocada por ambos os autores; ela faz analogia com o trabalhador comum. 

D.  ( ) O primeiro texto exalta o trabalho do operário, tratando-o como um fazedor de milagres, a exemplo de Cristo; o segundo ressalta a situação de sofrimento do cativo. 

E.  ( )  Apesar de religioso, o padre Vieira dá ênfase a uma questão social: as mazelas oriundas do sistema escravocrata. 

Questão 17


Era ELE que erguia casas

Onde antes só havia chão.

Como um pássaro sem asas

Ele subia com as casas

Que lhe brotavam da mão (...)

 

Olhou em torno: gamela



banco, enxerga, caldeirão

Vidro, parede, janela,

Casa, cidade, nação!

Tudo, tudo o que existia

Era ele quem o fazia

Ele um humilde operário

Um operário que sabia

Exercer sua profissão.

(Vinícius de Morais, O Operário em Construção)

 

 



 

 

(...) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado (...) A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte do dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. (...)



 

(Padre Vieira, Sermão XIV do Rosário)

 

 

 



 

(Espm 2006)  A mesma temática social, presente no texto de Vinícius de Morais, pode ser encontrada também em outro texto contemporâneo a ele. Assinale a opção que a contenha: 


A.  ( ) Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai. Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. ("O Quinze", de Raquel de Queirós) 

B.  ( ) Então o moço que é leiteiro de madrugada com sua lata sai correndo e distribuindo leite bom para gente ruim. ("A morte do Leiteiro", de Carlos Drummond de Andrade) 

C.  ( ) Lá estão novamente gritando os meus desejos. Calam-se acovardados, tornam-se inofensivos, transformam-se, correm para a vila recomposta. Um arrepio atravessa-me a espinha, inteiriça-me os dedos sobre o papel.     ("Angústia", de Graciliano Ramos) 

D.  ( ) Melhor negócio que Judas fazes tu, Joaquim Silvério: que ele traiu Jesus Cristo, tu trais um simples Alferes. Recebeu trinta dinheiros... - e tu muitas coisas pedes (...) ("Romanceiro da Inconfidência", de Cecília Meireles) 

E.  ( ) Mesmo no jogo de pião e no brinquedo de empinar papagaio achou jeito de exprimir-se o sadismo do menino das casas-grandes e dos sobrados do tempo da escravidão (...)     ("Menino de Engenho", de José Lins do Rego) 

Questão 18


(Ufg 2006)  "Calabar", de Chico Buarque e Ruy Guerra, e "Romanceiro da Inconfidência", de Cecília Meireles, trazem episódios da História do Brasil para o plano literário e, nessa releitura, 
A.  ( ) o tópico da traição é relativizado e exposto de forma poética. 

B.  ( ) o açúcar e o ouro constituem temas secundários desenvolvidos alegoricamente. 

C.  ( ) os negros e as mulheres são subjugados e excluídos das cenas dramáticas. 

D.  ( ) a consolidação dos heróis da Independência recebe tratamento irônico. 

E.  ( ) o fracasso dos primeiros ideais de brasilidade é mostrado por diversas vozes. 

Questão 19


(Ufpr 2011)  Considere as afirmativas abaixo:

1. O narrador em primeira pessoa de Dom casmurro reflete sobre a organização da narrativa, explicando ao leitor como decidiu escrevê-la. A reflexão explícita sobre o modo de narrar também aparece em contos de Felicidade clandestina, como “A quinta história” e “Duas histórias a meu modo”.

2. O narrador em terceira pessoa de Inocência identifica-se com um dos personagens, o naturalista Meyer, uma vez que, por meio de constantes comentários, demonstra sentir-se superior ao meio atrasado do interior brasileiro onde se passam as ações do romance.

3. Em Urupês prevalece a narrativa em primeira pessoa, já que Monteiro Lobato tem a preocupação de dar a palavra ao caboclo para mostrá-lo mais complexo do que o modelo do Jeca Tatu.

4. Em contos como “Leão-de-chácara” e “Paulinho Perna Torta”, João Antônio utiliza a narrativa em primeira pessoa para, por meio de balanços de vida, criar uma representação tanto da vida prática como da psicologia de tipos marginais brasileiros.

Assinale a alternativa correta. 


A.  ( ) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. 

B.  ( ) Somente a afirmativa 3 é verdadeira. 

C.  ( ) Somente a afirmativa 4 é verdadeira. 

D.  ( )  Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. 

E.  ( ) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 

Questão 20


(Ufsm 2000)  Leia o trecho de um sermão, do Padre Antônio Vieira:

 

"Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos um estilo tão empeçado, um estilo tão dificultoso, um estilo tão afetado, um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a natureza? O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Compara Cristo o pregar e o semear, porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte."



 

O objetivo do autor é


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