Karabtchevsky rege a orquestra sinfônica heliópolis em 30 de outubro na sala são paulo



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KARABTCHEVSKY REGE A ORQUESTRA SINFÔNICA HELIÓPOLIS
EM 30 DE OUTUBRO NA SALA SÃO PAULO

No repertório, obras de Maurice Ravel que serão executadas pelos
músicos do Instituto Baccarelli, entre elas a consagrada “Bolero”



A Orquestra Sinfônica Heliópolis regida pelo maestro Isaac Karabtchevsky.
(Crédito foto: Kauê Beltrame)



Em continuidade à temporada 2016, o principal núcleo musical do Instituto Baccarelli, a Orquestra Sinfônica Heliópolis (OSH), volta ao palco da Sala São Paulo em 30 de outubro (domingo), às 16h. Sob a batuta de seu maestro titular, Isaac Karabtchevsky, a formação executará quatro obras do compositor francês Maurice Ravel (1875-1937), entre elas uma de suas mais conhecidas peças, “Bolero”.
Para abrir o concerto, os músicos da instituição de ensino de Heliópolis que celebra 20 anos de atuação em 2016 apresentarão “Pavane Pour Une Infante Défunte (Pavana Para Princesa Defunta)”. Na sequência, “La Valse” e “Daphnis et Chloé: Suite No 2”. Para encerrar a tarde dedicada ao compositor francês, uma de suas mais executadas criações em todo o mundo, “Bolero”.
Nascido na cidade francesa de Ciboure, Ravel, filho de pai suíço e mãe basca, iniciou seus estudos de piano aos 7 anos de idade e, aos 14, foi aceito no Conservatório de Paris. Ele nunca foi um menino-prodígio: desde cedo o piano foi, na verdade, o instrumento pelo qual ele expressava uma visão muito particular do que era a música. Aluno do compositor Gabriel Fauré, escreveu sua primeira peça mais ambiciosa ainda no período do conservatório: Pavana Para Uma Infanta Morta, escrita, originalmente, para piano, em 1899. Pavanas eram danças, durante o Renascimento, bastante populares em cortes europeias – e o “infanta” do título sugere que, ao compor a obra, Ravel tinha em mente uma hipotética corte espanhola. Terra de sua mãe, a Espanha seria um dos temas recorrentes da obra de Ravel, não por pura nostalgia, mas, sim, como ponto de partida de evocações musicais que apostavam no colorido da música, o que fica claro na versão que ele fez da peça para orquestra, estreada em 1912 e símbolo de sua capacidade como orquestrador.

Ravel entra no século 20 mais confiante em sua proposta artística, que encontra eco no trabalho de outros autores, como Florent Schmidt, Igor Stravinsky e Manuel de Falla. Em 1909, recebeu a encomenda de um balé, a ser estreado pelo Ballet Russes. Nascia Daphnis e Chloè, que narra, musicalmente, a história escrita pelo grego Longo no século 2 d.C. a respeito da descoberta do amor por dois jovens que crescem juntos. Atento à forma, suas obras se abriam sempre para um novo mundo. Símbolo disso é La Valse, que estreou em 1920, na qual ele ao mesmo tempo em que homenageia a valsa vienense a desconstrói. Por sua vez, Bolero, que encerra o programa, foi encomendada pela bailarina Ida Rubinstein. A obra segue em um enorme crescendo e, em vez do conceito de desenvolvimento, fundamental na história da composição, constrói-se a partir da repetição. É, mais uma vez, o compositor subvertendo a noção de música. E criando obras que dialogam, instintivamente, com o ouvinte.

A última apresentação da temporada 2016 da OSH com o maestro Isaac Karabtchevsky na Sala São Paulo está prevista para 18 de dezembro.

SERVIÇO

Orquestra Sinfônica Heliópolis e maestro Isaac Karabtchevsky

Local: Sala São Paulo
Endereço: Praça Júlio Prestes, 16 - Campos Elíseos – São Paulo/SP

Data: 30 de outubro (domingo), às 16h

Ingressos: R$ 40 (inteira)

Vendas: Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br ou 11/4003.1212)

Capacidade: 1.484 lugares (sendo 15 cadeirantes, 4 obesos e 48 em camarotes cativos)

Classificação etária: a partir de 7 anos, acompanhado dos pais ou responsáveis

Duração: 60 minutos

SOBRE ISAAC KARABTCHEVSKY

Indicado, em 2009, pelo jornal inglês The Guardian como um dos ícones vivos da regência no País, Isaac Karabtchevsky é, desde 2011, diretor artístico do Instituto Baccarelli e regente titular da Orquestra Sinfônica Heliópolis, tendo sido um dos grandes responsáveis pelo salto qualitativo dessa orquestra. Nascido em São Paulo, estudou Regência e Composição na Alemanha, sob a orientação de Wolfgang Fortner, Pierre Boulez e Carl Ueter. Atuou como maestro e diretor artístico em prestigiadas orquestras e teatros internacionais, como a Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro (desde 2004); Sinfônica de Porto Alegre (2003 a 2010); Orchestre National des Pays de la Loire, na França (2004 e 2009); Orquestra Tonkünstler, de Viena (1988 a 1994); Teatro la Fenice, em Veneza (1995 a 2001); e Orquestra Sinfônica Brasileira (1969 a 1996). Por suas contribuições, recebeu inúmeras homenagens, como a medalha do Mérito Cultural do governo austríaco e a comenda Chevalier des Arts e des Lettres do governo francês, além de condecorações de, praticamente, todos os Estados brasileiros. Foi um dos criadores do Projeto Aquarius, o maior movimento de popularização da música clássica no Brasil. Desde essa experiência, nunca abandonou sua vocação de disseminar a música clássica e mantê-la viva, tendo encontrado na Orquestra Sinfônica Heliópolis a parceria perfeita.



SOBRE A ORQUESTRA SINFÔNICA HELIÓPOLIS

A Orquestra Sinfônica Heliópolis, um dos programas do Instituto Baccarelli, promove prática orquestral e conhecimento de repertório sinfônico a alunos avançados da instituição. Conta com Isaac Karabtchevsky como seu diretor artístico e regente titular e Zubin Mehta, como patrono. A versatilidade do grupo permite à sinfônica transitar pelo universo da música de concerto e da música popular, mantendo alto padrão de excelência na execução das obras. Assim, já se apresentou sob a regência dos maestros Zubin Mehta, Peter Gülke, Yutaka Sado, acompanhada de Julian Rachlin, Erik Schumann, Domenico Nordio, Paula Almerares, Leonard Elschenbroich, Arnaldo Cohen, Jean-Louis Steuerman, Antonio Meneses, Ricardo Castro e de artistas consagrados como Ivete Sangalo, Milton Nascimento, João Bosco, Luiz Melodia, Lenine, Paula Lima, Toquinho, Fafá de Belém e Ivans Lins, entre outros. O grupo tocou em importantes palcos, como Sala São Paulo, Theatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, Gasteig (Alemanha) e Muziekgebouw (Holanda), além de ter participado de eventos como o Festival Beethoven (Bonn/Alemanha) e Rock In Rio, com Mike Patton.

SOBRE O INSTITUTO BACCARELLI

Em 1996, sensibilizado por um incêndio de grandes proporções em Heliópolis, o maestro Silvio Baccarelli prontificou-se a ensinar música para 36 crianças e jovens da comunidade, como forma de diminuir o sofrimento das famílias atingidas e contribuir para a autoestima e possibilidade de educação desses menores. Como o bairro da zona sul paulistana não dispunha de local apropriado para as atividades, o maestro cedeu o próprio imóvel, o Auditório Baccarelli (localizado na Vila Clementino), para dar início às aulas. Dos participantes desse estágio inicial, dois ex-integrantes do coral que o maestro regeu por várias décadas em São Paulo permaneceram à frente do Instituto: os irmãos Edmilson e Edilson Venturelli. Além da gestão executiva e da imagem institucional, eles foram os responsáveis pelo desenvolvimento  das diferentes atividades da entidade – como encontrar o atual regente da Orquestra Sinfônica Heliópolis, Isaac Karabtchevsky – e ampliar significativamente a dimensão da instituição de ensino. Hoje, 1.300 crianças e jovens são beneficiados pelos programas socioculturais, que abrangem 5 orquestras, 14 corais, 20 grupos de musicalização, 6 grupos de câmara e 2 cameratas. Para a manutenção de suas atividades, o Instituto Baccarelli conta com os seguintes patrocinadores, distribuídos por categorias. Para a manutenção de suas atividades, o Instituto Baccarelli conta com os seguintes patrocinadores, distribuídos por categorias. Master: Petrobras; Ouro: BNDES, Vivo e Volkswagen; Prata: Banco Volkswagen e Grupo Segurador BB & Mapfre; Bronze: Bradesco, Cielo, Instituto Votorantim, Magazine Luiza e Pernambucanas.


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