Jornalismo profa.: Tereza ruiz 6º ano ensino fundamental



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JORNALISMO

PROFA.: TEREZA RUIZ

6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL


Data: ___ / ___ / 2015
1º TRIMESTRE


Nome: ___________________________________________________________ N° _____ Turma _____


AULA 2 | PROJETO REPORTAGEM
TEXTO 1
Folha de S. Paulo, 29 de novembro de 2014
Aula relax

Com ioga e meditação na escola, alunos tiram até notas mais altas

TAÍS HIRATA, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Foto: Karime Chavier

Antes de iniciar mais um dia de estudos, alunos fazem 20 minutos de ioga e 20 minutos de meditação.

A meditação mudou a rotina de alunos de uma escola de São Paulo, que é feita antes das aulas de matemática, português etc. Desde o começo do ano, a prática acontece todos os dias com as 134 crianças do Centro de Apoio O Visconde, no Real Parque (zona oeste da cidade).

Começa no pátio. Deitados, os alunos fazem 20 minutos de ioga (conjunto de exercícios físicos e de respiração). Guardam os colchonetes e seguem em fila para uma sala de aula.

Lá, eles praticam mais 20 minutos de meditação. Sentados em posição confortável – alguns esparramados na carteira – fecham os olhos e mentalizam palavras ou sons.

"Antes eu gritava toda hora, agora fico mais calma", diz Leticielly Silva, 10. "Medito em casa também, de vez em quando." Ela ensinou a técnica para ajudar um amigo da escola que, segundo ela, "só fazia bagunça".

Orientadora do centro, Glenir Monte, 31, diz que a mudança de comportamento é visível. "Antes eles tinham muito problema de relacionamento, hoje convivem melhor", conta.

Gabriel Souza, 11, é um dos ficou mais "zen" desde que começou a meditação. Mas o garoto nem sempre gosta das aulas. "Às vezes fico entediado, demora muito." Ele, no entanto, reconhece. "Acho que agora consigo prestar mais atenção na escola. Outro dia tirei até 9 em geografia, que eu detesto."

"O ideal seria que as aulas fossem incorporadas ao dia a dia das escolas", diz Flávia Baptista, 38, diretora da Sociedade Internacional de Meditação. "Mas é difícil, porque têm que cumprir a carga horária."

'Minha escola está em paz'

Com as luzes apagadas, 20 crianças cantam o mantra: "Eu estou em paz. Minha escola está em paz. Meu bairro está em paz". Todo dia, a cena se repete na aula da professora Márcia Bianchi, na escola Nossa Senhora de Fátima, em Gramado (RS).

Quando começou a aplicar a meditação, pensou que os alunos achariam ridículo. A reação foi a oposta. "As crianças pediam para fazer mais vezes", afirma.

A meditação é ensinada pela ONG Mente Viva em 156 escolas públicas e particulares em 20 Estados. Márcia presenciava com frequência brigas entre alunos. Desde que começou a aplicar a meditação, em 2008, vê melhora. "O resultado não é imediato, mas a gente vê que eles se ajudam mais e ficam mais atentos", avalia a professora.
QUESTÕES


  1. Com base na leitura do texto, discuta com seus colegas:

  • O que aconteceu?

  • Quando?

  • Onde

  • Como?

  • Por quê?




  1. Grife o nome das pessoas que foram entrevistadas.

  2. Por que o repórter escolheu cada uma delas?

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  1. Grife a declaração destas pessoas. Que sinais de pontuação foram utilizados?

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  1. Grife os verbos utilizados para indicar estas falas. Liste-os abaixo:

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  1. Anote, indicando com “setinhas”:




  • Título

  • Subtítulo

  • Crédito/autores da reportagem

  • Fotografia

  • Legenda da fotografia

  • Crédito da fotografia



TEXTO 2
Folha de S. Paulo, 04 de fevereiro de 2015
Crianças que param quietas

Pais e especialistas ficam preocupados: ao trocar atividades físicas como correr ou subir em árvores por celulares e videogames, crianças correm o risco de perder habilidades motoras

GABRIEL ALVES, DE SÃO PAULO


Menos pega-pega na rua e mais videogames. Resultado: as crianças que cresceram com uma tela na mão podem ter habilidades motoras menores, e a sua dificuldade para correr ou subir em árvores preocupa pais e especialistas. "Você joga a bola e as crianças não conseguem pegar. Elas não sabem mais brincar: ficam tão ligados na TV, nos joguinhos...", diz a educadora física e presidente da ONG Instituto Movere, Vera Perino Barbosa. "São atividades que deveriam ter sido trabalhadas na primeira infância, mas elas cresceram sem isso."

As explicações dos pais para a decadência das brincadeiras físicas misturam a violência urbana – os pais ficam mais tranquilos mantendo os filhos dentro de casa – com o próprio gosto das crianças por aparelhos tecnológicos. "Ela nunca gostou muito de sair", afirma a operadora de telemarketing Kelly de Medeiros, 27, sobre a rotina da filha Heloísa, 11. A garota é fã mesmo de joguinhos no smartphone como o Flappy Bird, em que o objetivo é fazer um pássaro desviar de obstáculos. "Gosto também de ver vídeos do One Directon no YouTube", conta a garota.

Além disso, a maior parte das amizades da menina eram virtuais. O celular acabou virando o grande companheiro de Heloísa. "Parece que o celular faz parte da roupa", diz a avó, Neide Souza. A inatividade trouxe consequências: com 1,60 m de altura, Heloísa já tinha superado os 80 kg. Há três meses, após a recomendação de uma médica, Heloísa começou a praticar tae kwon do.

O problema também afeta Alef, de 11 anos. "Se puder, fica no tablet, computador ou Xbox o dia todo", diz a mãe, Juliana Freitas. A família mora na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais. Ela até tentou colocar o filho no basquete, já que o irmão mais velho fazia, "mas sempre reclamando". Não deu muito certo.

Até em acampamentos a perda de habilidade motora das crianças é sentida. No Sítio do Carroção, em Tatuí, no interior de São Paulo, uma brincadeira com cipós teve de deixar de ser realizada, porque as crianças já não conseguiam mais agarrá-los como antes.

O psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que a mudança do estilo de vida é cada vez mais evidente. "As preferências de relacionamento da nova geração passam pela mídia digital. "De alguma maneira, esses recursos roubam a criança daquilo que a gente imagina ser o certo a fazer", diz.

Em termos médicos, o ideal é que as crianças façam 60 minutos diários de atividades físicas, diz a endocrinopediatra Denise Ludovico, da Associação de Diabetes Juvenil. No entanto, segundo ela, já é possível atingir bons resultados com crianças obesas com 40 minutos de atividades, três vezes na semana.

Se a atração causada pelos aparelhos eletrônicos for inevitável, há ao menos videogames que respondem ao movimento, como o Wii, da Nintendo. Segundo Nabuco, seria uma maneira de tentar compensar o incompensável.








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