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Cristologia
Fl 4.8, Ap 1.3

Introdução

Para levar a crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o evangelho foi escrito (cf. Jo 20,30-31). Mesmo com essa finalidade explicitada na voz do narrador, o livro foi escrito, não como um tratado de teologia, mas como “evangelho”. Trata-se de um gênero literário específico: relata o que aconteceu desde os dias de João Batista até ao dia em que o Senhor Jesus passou para a glória do Pai (cf. At 1,21-22). A obra se apresenta como um testemunho, e é certo que o evanghelista quis compor um verdadeiro evangelho narrativo


  1. A obra segue um plano narrativo que o autor criou em vista de melhor comunicar a fé em Jesus. Para isso utilizou livremente as fontes de que dispunha, estruturando-as de maneira própria e enriquecendo-as com sua reflexão teológica.




  1. Citar os sete nomes de Cristo que respondem à pergunta: “Quem é o Cristo?”

Muitas nomenclaturas são verbalizadas no meio eclesiástico e, na maioria dos casos as pessoas ficam perdidas ou num bom linguajar popular: “boiando” por não saber o significado de tais palavras. Somos uma nação que, com dificuldade, conhece a língua portuguesa, agora, imagine, grego e hebraico. Então temos que ter sabedoria para que seja estabelecido feedback entre emissor(pregador) e receptor(igreja), a fim de que não ocorra ruídos na mensagem pela dificuldade de compreensão.


Segundo o Novo Aurélio, a palavra redenção [Do lat. redemptione] significa: 1.Ato ou efeito de remir ou redimir; 2.Ajuda ou recurso capaz de livrar ou salvar alguém de situação aflitiva ou perigosa; 3.A salvação oferecida por Jesus Cristo, com ênfase no aspecto de libertação da escravidão do pecado.
Nas Escrituras Sagradas redenção possui triplo significado:
a) Pagar o preço do resgate por alguma coisa ou por alguém. (Hb 9:12);b) Remover de um mercado de escravos. (Gl 3:13);c) Efetivar um completo livramento de um escravo ou prisioneiro, dando liberdade perfeita e definitiva (Rom 8:22-23).
E Deus se revela a nós através de sete nomes redentores, demonstrando assim Sua natureza Sétupla (sete é o número perfeito e completo nas Sagradas Escrituras). Os sete nomes de Jeová são:
1) Jeová-Tsidkenu – “O Senhor é a nossa Justiça” (Jr 23:6) – Este nome aparece em uma profecia referente à futura restauração e conversão de Israel: Então Israel o clamará como Jeová-Tsidkenu, o Senhor Nossa Justiça.
2) Jeová-Shalom – “O Senhor nossa paz” ou “O Senhor envia paz” (Jz 6:23-24). Se nós estamos em guerra e carecemos de paz, Jeová envia paz e faz cessar a peleja.
3) Jeová-Raah – “Deus é nosso Guia” ou Pastor (Sl 23:1) - O Senhor é o nosso pastor, nosso guia, a direção correta a ser seguida.
4) Jeová-Rapha – “Deus é nosso médico ou Aquele que cura” (Ex 15:26). O Contexto mostra que se refere à cura física, mas está implícita a cura mais profunda da enfermidade da alma.
5) Jeová-Jireh – “Deus é nosso provedor” ou fonte (Gn 22:14) - O Senhor proverá, isto é, proverá para si o holocausto ou o sacrifício, Abraão viu o dia do Senhor. E Proverá para os seus filhos aquilo que necessitam.
6) Jeová-Shamma – “Deus está sempre presente” (Ez 48:35) - O Senhor está sempre presente, este nome significa a presença permanente do Senhor Jeová no meio do Seu povo.
7) Jeová-Nissi – “Deus é nossa vitória” (Ex 17:15) - O Senhor é a nossa bandeira; representamos a nação celestial cuja bandeira é o Senhor.
2. Que significa o título: “Filho de Deus”?
Título messiânico (Dn 7.13); refere-se à humanidade de Cristo
De todos os seus títulos, “Filho do Homem” é o que Jesus preferia usar a respeito de si mesmo. E os escritores dos evangelhos sinóticos usam a expressão 69 vezes. O termo “filho do homem” tem dois possíveis significados principais. O primeiro indica simplesmente um membro da humanidade. E, neste sentido, cada um é um filho do homem. Tal significado era conhecido nos dias de Jesus e remonta (pelo menos) aos tempo do livro de Ezequiel, onde é empregada a fraseologia hebraica ben 'adam, com significado quase idêntico. Essa expressão, na realidade, pode até mesmo funcionar como pronome da primeira pessoa do singular, “eu” (cf. Mt 1.13). Por outro lado, expressão é usada também a respeito da personagem profetizada em Daniel e na literatura apocalíptica judaica posterior. Essa personagem surge no fim dos tempos com uma intervenção dramática, a fim de trazer a este mundo a justiça de Deus, o seu Reino e o seu julgamento. Daniel 7.13, 14 é o texto fundamental para esse conceito apocalíptico:
Embora o título “Filho do Homem” apresente duas definições principais, são três aplicações contextuais, no Novo Testamento. A primeira é o Filho do Homem no seu ministério terrestre. A segunda refere-se o seu sofrimento futuro (como por exemplo Mc 8.31). Assim, atribui-se novo significado a uma terminologia existente dentro do Judaísmo. A terceira aplicação diz respeito o Filho do Homem na sua glória futura (ver Mc 13.24, que aproveita diretamente toda a corrente profética que brotou do livro de Daniel).
No A.T. esta qualificação aparece em Gn 6.2, tendo sido essa expressão interpretada de diversos modos; 1-jovens preeminentes; 2-anjos; 3-os descendentes de sete; 4-os descendentes de Cain. Em Jô usa-se a respeito de anjos; em Oséias 1.10 a respeito de Israel espiritual. Visto que Deus se revelou a Si mesmo como Pai do povo de Israel Is 63.16; 64.8; Jr31.9. são chamados filho de Deus os israelitas Ex 4.22; Dt 14.1.
As palavras do Sl 2.7,”tu es meu filho; eu hoje te gerei”, são aplicadas a Jesus Cristo em At 13.33 e Hb 1.5. 5.5.
No A.T. as qualificações são aplicadas a Jesus como título distintos nos evangelhos sinótipos, antes do nascimento de Cristo Lc 1.35; e pela voz divina do batismo e na transfiguração. Mt 3.17, 17.5; Mc 1.11, 9.7; Lc 3.22, 9.35.
3. Que sabia Jesus de si mesmo, quando era menino?
Lucas, o único escritor que relata um
incidente da infância de Jesus, diz-nos que com a idade de doze anos (pelo menos)
Jesus estava cônscio de duas coisas: primeira, uma revelação especial para com
Deus a quem ele descreve como seu Pai; Segunda, uma missão especial na terra –
“nos negócios de meu Pai”.
4. Em que ocasião ele afirmou que era Filho de Deus? Que expressão usou?
Os relatos do Evangelho não fornecem biografias completas da vida de Jesus. Eles, contudo, dão eventos relevantes, atos, declarações ensinamentos de Jesus enquanto ele vivia nesta terra. Portanto, é apropriado considerar o testemunho destes registros. Ensinam eles que Jesus é divindade? Nem todos os registros dão o mesmo destaque aos atos e ensinamentos que outros. Cada evangelho foi escrito por propósito pretendido e para uma audiência especial. Diferentes ângulos são considerados nos ensinamentos de Jesus, e diferentes fatos são enfatizados.
As declarações de Jesus.Conquanto Jesus não tenha feito nenhuma declaração explícita de que era Deus, ele de fato fez declarações que definitivamente o identificavam como Deus. Tomadas em conjunto, elas apóiam uma questão para o entendimento de Jesus, que ele é Deus.
a. Ele declarou ter uma relação inigualável com o Pai. Ele não declarou apenas crer ou amar a Deus; ele declarou que ele e o Pai eram um (João 10:30). Ele não se referiu a si mesmo como um filho de Deus, mas oFilho de Deus. João 5:17-18 registra uma ocasião quando Jesus tinha feito um milagre justamente no sábado. Ele disse aos judeus: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Isto enfureceu os judeus, por isso “ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. Eles entenderam que Jesus estava alegando ter uma relação com o Pai num sentido incomparável, e creram que isto era blasfêmia, pois ele estava “fazendo-se igual a Deus”.
b. Ele declarava ter autoridade para perdoar pecados. Marcos 2 registra quando Jesus, confrontado com um homem paralítico, simplesmente disse: “Filho, teus pecados são perdoados”. Os judeus pensaram que isto era errado, pois ninguém “pode perdoar pecados a não ser Deus somente”. De modo a provar que ele tinha autoridade para perdoar, Jesus curou o homem. O direito a perdoar pecados é um direito divino.
c. Ele se declarou sem pecado (João 8:29,46; 18:23). Outras passagens bíblicas apóiam esta declaração (Hebreus 4:15), que põe Jesus em nítido contraste com todos os outros, pois pecaram (Romanos 3:23).
d. Ele declarou ter autoridade para julgar o mundo (João 5:25-27). Ele disse que suas palavras haveriam de julgar no último dia (João 12:48). Ou ele se entendia como Deus, ou era o homem mais convencido e arrogante que jamais viveu.
e. Ele declarou falar as próprias palavras de Deus. Ele disse: “Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:35). Ele colocou suas próprias palavras em igualdade com as palavras de Deus.
f. Ele declarou ser o único caminho para a salvação. Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Não se pode ficar neutro diante de uma declaração como esta. Ela é estreita e exclusiva. Mais tarde, os apóstolos testemunharam que não há outro nome dado pelo qual podemos ser salvos (Atos 4:12). Se não, a Bíblia está afirmando salvação através de alguém que não tem direito a declarar ser o único caminho até Deus.
g. Ele declarou ser o Autor e Doador da vida. “O Filho do homem dá vida a quem ele quer”(João 5:21). Ele se chamou o “pão da vida” (João 6:48), e a “ressurreição e a vida”(João 11:25).
h. Jesus exigiu a mais alta lealdade da humanidade. Ele disse que seus seguidores têm que negar a si mesmos e segui-lo (Lucas 9:23). Ele disse a seus seguidores que eles têm que amá-lo acima de tudo o mais, incluindo membros da família (Lucas 14:26; Mateus 10:34-39). Se Jesus não pensasse que ele era Deus, o que mais poderia ele estar pensando?
i. Ele declarou cumprir todas as profecias do Velho Testamento a respeito do Messias. (Lucas 24:44). Considerando quantas profecias há sobre o Messias, esta é uma admirável declaração. Uma vez que, conforme já foi demonstrado, o Velho Testamento liga o Messias a Yahweh, então a declaração de Jesus de ser o Messias é também uma declaração de divindade.
j. Jesus declarou ser Deus. Ao falar aos judeus sobre Abraão, Jesus disse: “Antes que Abraão fosse, eu sou”(João 8:58). Isto levaria os judeus de volta ao tempo quando Yahweh falou a Moisés no arbusto ardente, declarando ser “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14). Por causa desta declaração os judeus pegaram pedras para atirar em Jesus, pois eles sabiam as suas implicações. Nesta afirmação, Jesus estava declarando existência eterna e auto-suficiência. Se ele não fosse Deus, então isto realmente seria blasfêmia.
Estas declarações demonstram o ensinamento bíblico que Jesus tinha uma consciência messiânica e divina. Rejeitar todas elas como sendo sobrepostas a Jesus por discípulos ulteriores não é consistente com a evidência, e retrata os discípulos ulteriores como sendo tão espertos e fraudulentos que se torna difícil imaginar. Estas declarações são sutis, ainda que fortes. Tomadas em conjunto, elas argumentam que Jesus declarou ser Deus.
5. Que confirmação teve Jesus acerca de sua divindade?
No rio Jordão Jesus ouviu a voz do Pai falando e confirmando o seu conhecimento íntimo (Mt 3.17), e no deserto resistiu com êxito à tentativa de Satanás de fazê-lo duvidar de sua filiação (“Se tu és o Filho de Deus...” Mt 4.3). Mais tarde em seu ministério louvou a Pedro pelo testemunho divinamente inspirado concernente à sua deidade e ao seu caráter messiânico. (Mt 16.15-17). Quando diante do concílio judaico, Jesus poderia ter escapado à morte, negando sua filiação ímpar e simplesmente afirmando que ele era um dos filhos de Deus no mesmo sentido em que o são todos os homens; porém, sendo-lhe exigido juramento pelo sumo sacerdote, ele declarou sua consci6encia de Divindade, apesar de saber que isso significaria a sentença de morte. (Mt 26.63-65).
6. Quais as reivindicações de Jesus quanto à sua divindade?
Ele colocou lado a lado com a atividade divina. “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” “Saí do Pai” (Jo 16.28).
“O Pai me enviou” (Jo 20.21).
Ele reivindicava uma comunhão e um conhecimento divinos. (Mt 11.27; Jo17.25).
Alegava revelar a essência do Pai em si mesmo. (Jo 14.9-11).
Ele assumiu prerrogativas divinas: Onipresença (Mt 18.20);
poder de perdoar pecados (Mc 2.5-10);
poder de ressuscitar os mortos. (Jo 6.39, 40, 54; 11.25; 10.17,18.)
Proclamou-se Juiz e Árbitro do destino do homem. (Jo 5.22; Mt 25.31-46.)
Ele exigia um rendição e uma lealdade que somente Deus por direito podia reivindicar. (Mt 10.37; Lc 14.25-33).
Em conseqüência é inevitável concluir que Ele era o que Ele próprio disse ser – o Filho de Deus, em sentido único.
7. Que diria você com respeito à autoridade de Cristo?
A Autoridade de Cristo é verdadeiramente reconhecida, quando O deixam dominar as atividades da Igreja, tanto nas resoluções como na prática. Aos olhos de muitos, isto pode parecer uma coisa vaga e impraticável. Como pode o Senhor, desde o Céu, guiar a sua Igreja na terra? A resposta é simples. Ele nunca deixa de revelar a Sua vontade àqueles que, paciente mente, esperam n'Ele. E certo que isto requer exercício espiritual da parte dos crentes Alguns, sem quererem esperar que se manifeste a vontade de Deus, julgam mais prático resolver as coisas segundo os seus próprios planos. Não esqueçamos, porém, que os princípios bíblicos só podem ser postos em prática no poder de Deus; os que não estão prontos a depender d'Ele e esperar pacientemente, em oração, nunca terão o privilégio de ver a Cabeça espiritual da Igreja guiar a Igreja local na terra.
Devemos frisar aqui que uma coisa é exaltar a autoridade de Cristo com os nossos lábios e outra coisa reconhecer essa autoridade dum modo prático. Há alguns que dariam a vida, se necessário fosse, para defender aquela verdade, contudo, negam-na praticamente, ao procurarem dominar as igrejas. Para fazer isto, não é preciso ocupar nenhum lugar de destaque na Igreja. Diótrefes era um deles (III João 9,10) Ele amava a preeminência e, maliciosamente, falava contra crentes piedosos como João; não queria recebê-los e expulsava os que os recebiam. Isto equivalia a negar que Cristo é a Cabeça da Igreja.
Mais duas palavras acerca da sede da Igreja. A palavra sede fala-nos do centro de operações e autoridade. A sede da Igreja encontra-se onde a Cabeça está, isto é, no céu. A Igreja local não pode aceitar, à luz do Novo Testamento, nenhuma organização dominante, como um sínodo, presbitério ou Concílio para exercer autoridade sobre uma igreja ou grupo de igrejas. Cada igreja e diretamente responsável perante Cristo, Cabeça da Igreja, e não deve aceitar nem praticar seja o que for que negue aquele fato.
Responsabilidades

O cristão tem certas responsabilidades em relação ao governo:


1. O cristão deve orar pelos funcionários do governo (1 Timóteo 2:1-2).
2. O cristão deve pagar os impostos (Mateus 22:21; Romanos 13:6-7). É errado o cristão deixar de pagar os impostos que ele legalmente deve. Deus espera que o cristão aja com honestidade e integridade em todas as áreas da vida.
3. O cristão deve obedecer o governo e suas leis (1 Pedro 2:13; Romanos 13:1-2, 5). De fato, Deus espera que o cristão respeite e se submeta à autoridade de todas as formas (Tito 3:1). Uma atitude revolucionária é condenada (Provérbios 24:21-22). Não há, na Bíblia, nenhuma passagem que especifique uma forma particular de governo (democracia, república, monarquia, etc.); o cristão deve submeter a qualquer tipo de governo que tem o poder. Em resumo, os cristãos obedecem à lei.
4. O cristão deve honrar o governo (Romanos 13:7; 1 Pedro 2:17). Tem que ser cuidadoso para não difamar os funcionários do governo (Judas 8-10).
Limite

Há um limite básico para a obediência do cristão ao governo: ele tem que obedecer a Deus antes que ao homem (Atos 5:29). O cristão não pode nunca permitir que qualquer autoridade, de qualquer tipo, suplante a autoridade de Cristo. A autoridade de Cristo está acima da autoridade do pai, do esposo, do presbítero da igreja, do chefe no trabalho ou do funcionário do governo. Nunca podemos desculpar a desobediência a Deus baseados em alguma lei ou decisão do governo. Temos que obedecer a Deus antes que ao homem!


Pense numa ilustração moderna. Algumas vezes, as pessoas se valem das leis liberais do governo, a respeito do divórcio, para desculpar sua ignorância do que Deus disse. Basicamente a Bíblia condena o divórcio (Mateus 19:6) e diz que as pessoas que estão casadas segunda vez, estão cometendo adultério (Mateus 5:32; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3). Uma exceção é dada: aqueles que se divorciam de seus cônjuges por infidelidade sexual podem tornar a se casar (Mateus 19:9). Freqüentemente, o governo permite o divórcio e novo casamento por outras razões. Não podemos nunca pensar que a permissão do governo, automaticamente, significa a aprovação de Deus. Historicamente, os governos têm aprovado tudo, desde a idolatria até o assassinato. Mas, com permissão do governo ou não, um cristão jamais tem o direito de desobedecer a Deus.
Deus autoriza a existência do governo civil e manda os cristãos obedecerem. Mas, como em qualquer relacionamento humano, as expressas ordenanças de Cristo têm mais autoridade do que as ordens de qualquer homem ou instituição.
8. De que maneira testificaram os seus discípulos com respeito à divindade dele?
um grupo de homens que andava com Jesus e que o viu em todos os aspectos característicos de sua humanidade – que , no entanto, mais tarde o adorou como divino, o proclamou como o poder para a salvação e invocou o seu nome em oração.
JOÃO, que se reclinava no peito de Jesus, não hesitou em dele falar
como sendo Jesus o eterno Filho de Deus, que criou o universo (Jo 1.1,3), e relatou, sem nenhuma hesitação ou desculpa, o ato da adoração de Tomé e a sua exclamação: “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20.28).
PEDRO, que tinha visto o seu Mestre comer, beber e dormir, que o havia visto chorar – enfim, que tinha testemunhado todos os aspectos da sua humanidade, mais tarde disse aos judeus que Jesus está à destra de Deus; que Ele possui a prerrogativa de conceder o Espírito Santo (At 2.33, 36); que Ele é o único caminho da salvação (At 4.12); quem perdoa os pecados (At 5.31); e é Juiz dos mortos. (At 10.42). Em sua Segunda epístola (3.18) ele o adora, atribuindo-lhe “glória assim agora como no dia da eternidade”.
Nenhuma prova existe de que PAULO o apóstolo tivesse visto Jesus em carne, (apesar de tê-lo visto em forma glorificada), mas esteve em contato direto com aqueles que o tinham visto. E este Paulo, que jamais perdera essa reverência para com Deus, com perfeita serenidade descreve Jesus como “o grande Deus e nosso Salvador” (Tt
2.13); apresenta-o como encarnando a plenitude da Divindade (Cl 2.9), como sendo o
Criador e Sustentador de todas as coisas. (Cl 1.17). Como tal, seu nome deve ser invocado em oração (1 Co 1.2; vide At 7.59), e seu nome está associado com o do Pai e o do Espírito Santo na bênção. (2 Co 13.13).
No Velho Testamento Deus disse a Moisés, "EU SOU O QUE SOU". Esse nome foi usado com freqüência por Jesus para validar sua divindade. Quando Ele com freqüência dizia: "EU SOU", Ele estava dizendo "Eu sou Deus". A- "EU SOU o pão que desceu do céu." João 6:41. B- "EU SOU a luz do mundo." João 8:12. C- "EU SOU a porta." João 10:7. D- "EU SOU o bom pastor." João 10:11. E- "EU SOU a ressurreição e a vida." João 11:25. F- "EU SOU o caminho, a verdade e a vida." João 14:6. G- "EU SOU a videira verdadeira." João 15:1.
A divindade de Cristo significa que Cristo é Deus. A Escritura ensina claramente que Cristo é Deus das seguintes maneiras. A. Os atributos de Deus são usados quando a Bíblia fala de Cristo. (1) Sua preexistência. Cristo não teve um início. João 1:1-3; 17:5. (2) Sua onipresença. Ele está com seus servos em todo o lugar. Mateus 28:20. (3) Sua onipotência. Ele tem poder ilimitado. Apocalipse 1:18 (4) Sua onisciência. Ele tem conhecimento ilimitado. João 21:17 (5) Sua imutabilidade "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente." Hebreus 13:8.
B. As obras de Deus foram realizadas por Cristo. (1) Ele tudo criou. João 1:3. (2) Ele sustenta o universo. Colossensses 1:17. (3) Ele levantou-se dos mortos. João 2:19. C. Os títulos de Deus são dados a Cristo. (1) Deus o Pai se dirige ao Filho como Deus. Hebreus 1:8.
(2) Os homens O chamaram Deus, e Ele não recusou sua adoração. João 20:28. (3) Os demônios o reconheceram como Deus.Marcos 1:24
(4) Ele declarou-se como Deus.João 10:30.
9. Explicar de que maneira a igreja primitiva adorou ao Pai e ao Filho.
No princípio criou Deus todas as coisas (Gn 1:1-25), e com o seu poder também nos criou (Gn 1:26) e nos deu fôlego de vida (Gn 2:7). Nos fez conforme sua semelhança, e para o seu louvor fomos criado. Não há outro igual ao nosso Deus! Deus onipotente, onipresente e onisciente. Na sua infinita grandeza, sabedoria e pré-ciência, sabe de todas as coisas que foram, que são e que serão pelos séculos dos séculos. Falar sobre a grandeza de Deus não é tão difícil, pois em todas as coisas vemos a manifestação do poder de Deus, pois tudo existe por causa do seu poder. E mesmo assim, todos os adjetivos seriam ainda incapazes de traduzir tudo o que Deus é. Acho que somente quando estivermos junto à Ele, com nossos corpos transformados é que teremos a revelação completa do seu poder.
Enquanto aguardamos esse maravilhoso encontro com o nosso Deus, vivemos aqui na terra que Ele deu por herança aos filhos de Abraão. E não somente vivemos, mas, sobretudo, buscamos fazer a vontade do Pai, em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador, que uma vez tendo sido morto pelos nossos pecados, nos justificou na sua morte. E o seu sangue nos purificou de toda iniquidade. Hoje podemos ter acesso ao Pai por intermédio de Jesus. Não precisamos mais de um sacerdote que leve nossas ofertas e sacrifícios diante de Deus. A morte de Jesus na cruz foi o único sacrifício, e não haverá outro, que nos deu acesso direto ao Pai. No momento de sua morte o véu que separava o lugar santo do lugar santíssimo, como eraa divisão do tabernáculo, foi rasgado dando livre acesso àqueles que cressem na morte do Filho, e mais, na Sua ressurreição.Esse livre acesso ao Pai significa que temos liberdade para nos aproximar d’Ele e, garantia de que Ele estará nos ouvindo:é um ato de fé.Quem louva e quem adora?Na longa peregrinação do povo Hebreu pelo deserto, após o êxodo do Egito pelo poder de Deus, através de Moisés e Arão, Deus deu as diretrizes para a construção do tabernáculo, lugar onde Deus habitaria. O tabernáculo era dividido em três partes a saber: átrio, lugar santo e lugar santíssimo, onde Deus habitava na figura da Arca, que ali ficava.No átrio eram apresentados e oferecidos os sacrifícios pelos mais variados pecados. O povo tinha acesso ao átrio. No lugar santo eram apresentadas as ofertas. E também o povo juntamente com os levitas, e aqui entenda-se como tais, todas as classes de levitas e não somente os cantores e músicos, estavam presentes. Já no santíssimo, apenas o sumo sacerdote tinha acesso. Ele se apresentava à Deus, uma vez por ano, como o intercessor do povo junto. Isso era feito com uma corda amarrada à sua cintura, pois caso o sacerdote fosse consumido na presença de Deus por não estar purificado, poderia ser retirado, pois somente o sumo sacerdote poderia se apresentar à Deus no santíssimo.O louvor e a adoração à Deus eram duas tarefas, dentre outras, exclusivas da tribo e Levi, que na divisão da terra prometida não recebeu herança de terra. A herança da tribo de Levi passou a ser os dízimos e as ofertas oferecidas à Deus no tabernáculo.A tribo de Levi, Arão e seus filhos, foram separados por Deus para fazerem o serviço do tabernáculo, onde todo o trabalho era feito em turnos devidamente estabelecidos. Durante vinte e quatro horas por dia, sete dias na semana, os levitas se revezavam em turnos e equipes, previamente estabelecidos, para que o serviço, o louvor e a adoração não fossem interrompidos. Desta forma estava garantido todo o serviço do tabernáculo, sem interrupção. No antigo testamento todos os dízimos e ofertas eram, por herança, da tribo de Levi (Nm 18:21-24).Dessa parte os levitas separavam o dízimo dos dízimos (Nm 18:26), que era entregue ao Sumo Sacerdote. Essa era a porção e sustento dos sacerdotes na época do Antigo Testamento. Com a vinda de Jesus, seu ministério, seus mandamentoe e ensinamentos, essa divisão de cargos, turnos e tarefas dos levitas, não ficou bem definida, pois agora, o templo do Espirito Santo passou a ser o nosso próprio corpo (1 Co 3:16; 1 Co 6:19; Ef 2:20-22; 1 Pe 2:5). Podemos observar, claramente, no Novo Testamento os ministérios (dons) de apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestre. Também vemos as qualificações para bispos e diáconos (1 Tm 3:1-13). Porém não vemos expressamente a função de levita. Seria o caso de ter sido extinta a função dos levitas? Se não tinham herança de terra, de onde tirariam o seu sustento (Dt 12:19; Nm 18:21-24)?Creio que essas perguntas só terão respostas se nos reportarmos ao contexto do Antigo Testamento, pois somente dentro de toda liturgia e cerimonial judaíco do Antigo Testamento, é que teremos condições de enquadrar os levitas. Mas isso já é um outro tema de pesquisa que demanda uma conduta investigativa e historiadora, o que não é, e nem pretende ser o presente trabalho.Então a pergunta: Quem são os levitas da igreja primitiva e de hoje?A resposta parece ser óbvia, porém devemos analisar sob, pelo menos, três aspectos:1.Os levitas com a responsabilidade de louvar e adorar com instrumentos e com vozes;2.Os levitas com a responsabilidade de fazer o trabalho do templo (físico);3.Os levitas espirituais.Sob os dois primeiros aspectos, podemos identificar melhor aqueles que, a princípio, seriam os levitas da igreja de hoje: os músicos, cantores, porteiros, zeladores, faxineiros, operadores de som, eletricistas etc, em fim, todos aqueles que, traçando um paralelo com o tabernáculo do Antigo Testamento, trabalham no serviço do templo.Mas a igreja (física) contemporânea, uma entidade jurídica por exigências legais, possui funcionários assalariados para exercerem várias das funções antes delegadas aos levitas. Mas esses aspectos legais, jurídicos e burocráticos não são nossa preocupação agora. O que quero destacar é a complexidade da igreja contemporânea no que diz respeito ao serviço dos levitas. Hoje, levita é sinônimo de músicos e cantores, bem diferente do tempo do Antigo Testamento, e que, ao meu ver, o verdadeiro serviço e dever dos levitas de hoje deveriam ser mais elucidados por nossos líderes e pastores, principalmente, para os mais novos na fé, para que não se iludam com “propagandas enganosas”.O terceiro aspecto reflete mais abrangentemente o levita de hoje, ou melhor, da igreja primitiva até hoje, o que veremos mais adiante.Agora, o templo de Deus é o nosso corpo, se é que estamos em Cristo. E pelo sangue de Jesus temos pleno acesso, não somente ao lugar santo, mas ao santíssimo. E se é assim, o louvor e adoração estão muito mais ao nosso alcance. Se os levitas do Antigo Testamento eram as pessoas separadas para cuidar do serviço do templo, do louvor e da adoração, hoje, quem cuida do templo somos nós, digo do templo espiritual que é o nosso corpo (1 Co 3:16; 1 Co 6:19; Ef 2:20-22; 1 Pe 2:5).Diante dessa verdade contida na Palavra de Deus, podemos dizer que todos nós que cremos na morte e ressurreição de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, temos o sacerdócio levítico, pois além de termos acesso completo ao templo, o nosso próprio corpo é o tempo de Deus. Por isso é muito importante entendermos bem esse privilégio e responsabilidade.ResponsabilidadeJá vimos que agora temos o privilégio de desenpenhar o sacerdócio levítico, implícito, uma vez que passamos a crer no Senhor Jesus. Com esse privilégio passamos a ter igualmente, responsabilidades. Podemos observar o quanto eram cobrados os levitas no Antigo Testamento (Nm 18:23). Se temos agora o sacerdócio levítico, significa que temos um trabalho a fazer e estamos comprometidos na obra de Deus. Saiba que, mesmo que não o tenham chamadoexpressamente para participar do grupo de louvor da sua igreja, ao crer em Jesus você se torna um levita automaticamente. Isso mesmo, um levita!Quando Louvar e Adorar?Em nossa vida secular trabalhamos diariamente, temos vários compromissos, nos dedicamos a família, vivemos com afazeres os mais diversos. Na maioria das igrejas não há cultos diários, e mesmo que haja, não são durante as vinte e quatro horas do dia para que possamos encontrar o melhor horário, ou aquele que seja adequado às nossas possibilidades, diante de nossa rotina secular diária.Vimos anteriormente que o nosso corpo agora é o templo do Espírito Santo. Se vamos ao templo (igreja) para louvar e adorar, mais ainda o poderemos fazer uma vez que o templo é o nosso próprio corpo.Deus é espírito, e como tal devemos adorá-Lo.Durante os cultos que oferecemos à Deus quase sempre seguimos uma certa liturgia que, muitas vezes nos faz esquecer ou desconcentrar do verdadeiro motivo pelo qual estamos na casa de Deus. E durante essa liturgia que passa pela abertura com oração, quase invariavelmente de súplica por várias coisas, cânticos, anúncios, apresentações, ofertas, orações específicas, palavra e encerramento, muitos se distraem ou se cansam, principalmente os visitantes, deixando de se alimentar da Palavra de Deus e de adorá-lo.
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